segunda-feira, 7 de maio de 2018

IBOV desenha fundo


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, seguindo os mercados acionários de Nova York, que encerraram a sexta-feira (04) com sólidos ganhos na esteira de dados de empregos que sustentaram o otimismo com o ritmo de crescimento dos EUA.

O movimento na Ásia foi liderado pela China, apesar da falta de progresso na última rodada de conversas comerciais com os EUA. Exibindo seu melhor desempenho em duas semanas, o Xangai Composto subiu 1,48% hoje, a 3.136,64 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, formado principalmente por startups com menor valor de capitalização, avançou 1,85%, a 1.822,18 pontos.

Além disso, Pequim divulgou na última sexta regras preliminares para recibos depositários, abrindo caminho para que empresas de tecnologia chinesas listadas no exterior também sejam negociadas na China continental, lembrou Daxiao Li, economista-chefe da corretora Yingda Securities, em Shenzhen.

O comportamento das bolsas chinesas ajudou a impulsionar o Hang Seng, que subiu 0,23% em Hong Kong, a 29.994,26 pontos, apesar de uma queda de 3,2% da Lenovo. Maior fabricante mundial de computadores, a Lenovo vai sair do índice no próximo mês. Em Taiwan, o Taiex apresentou ganho de 0,72%, a 10.604,91 pontos, em parte ajudado pelo fabricante de lentes para smartphones Largan Precision, que atingiu o limite diário de valorização de 10%.

Empresas ligadas a commodities também contribuíram para o viés positivo na Ásia, à medida que o petróleo WTI, negociado em Nova York, ultrapassou hoje a barreira dos US$ 70 por barril pela primeira vez desde o fim de 2014.

Exceção na região asiática, o japonês Nikkei teve baixa marginal de 0,03% em Tóquio, a 22.467,16 pontos, prejudicado por ações de fabricantes de chips e de seguradoras de vida, depois de não operar na quinta e sexta-feira devido a feriados. Já na Coreia do Sul, não houve negócios hoje em função de um feriado nacional.

A trajetória de alta do dólar está novamente no alto da lista de maiores preocupações de investidores, segundo relatório do Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês). Embora os ativos de mercados emergentes tenham suportado relativamente bem a alta dos juros dos Treasuries nos últimos meses, juros mais altos e um dólar mais forte combinaram forças agora para criar um ambiente bem menos amigável, diz o IIF.

O instituto destaca que o fortalecimento recente da moeda norte-americana zerou os ganhos acumulados este ano até agora por estratégias de carry trade. Moedas com altas taxas de retorno, como a lira turca, o peso argentino, o rublo russo e o real registraram grandes perdas nas últimas semanas. Se a alta do dólar persistir, pode representar uma ameaça ao mercado de títulos em moeda local de países emergentes, diz o IIF, acrescentando que a atuação de bancos centrais para conter o avanço do dólar pode ser limitada.

A alta persistente do dólar deve colocar a dívida de mercados emergentes - principalmente a dívida em moeda estrangeira - mais em evidência, segundo o IIF. O instituto destaca que, na última década, Turquia, México e Indonésia registraram os maiores aumentos na parcela da dívida do governo e corporativa em moeda estrangeira. Já Hungria e Rússia reduziram significativamente sua dependência de dívida em moeda estrangeira.

Os futuros de petróleo operam em alta significativa nesta manhã, renovando máximas em três anos e meio, ainda sustentados por expectativas em torno do que os EUA irão decidir sobre o acordo nuclear do Irã.

Às 9h41 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,88% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,53, enquanto o do WTI para junho era negociado acima da barreira psicológica de US$ 70, avançando 0,96% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 70,39. Os níveis são os maiores desde novembro de 2014.

No próximo sábado (12), o presidente dos EUA, Donald Trump, deverá anunciar decisão final sobre a postura de Washington em relação ao histórico acordo internacional de 2015 que restringe o programa nuclear iraniano. Insatisfeito com o pacto, Trump vem ameaçando restaurar sanções ao Irã.

O petróleo se mantém forte apesar da valorização nos negócios da manhã do índice DXY do dólar, fator que tende a pesar nos preços da commodity.

O mercado financeiro reduziu novamente suas expectativas para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A projeção de crescimento do PIB este ano caiu de 2,75% para 2,70% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de expansão de 2,80%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta de 3,00% para o produto, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Já a expectativa do Ministério da Fazenda é de 3,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 4,28% para avanço de 3,81%. Há um mês, estava em 4,29%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa permaneceu em 57,00%, ante 57,20% de um mês atrás. 

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O IBOV teve uma semana dominada pela venda no período anterior, buscando um suporte "manjado" pelo mercado, sendo esse a região inferior da congestão vivenciada há quase dois meses.

Podemos perceber pelo diário que está tocando a banda de bollinger inferior, o que reforça a região como decisiva para os negócios.

A teoria aponta a formação de um fundo nesse nível de preços, sendo que a continuidade da pressão vendedora seria algo novo em muitas semanas.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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