quarta-feira, 2 de maio de 2018

IBOV abre em forte baixa após o feriado


Bom dia, investidor!

Abertura baixista dessa quarta-feira reforça sinais da semana passada >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, após vários mercados da região não terem operado ontem devido a um feriado, à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) e de conversas entre EUA e China para tentar superar suas desavenças comerciais.

Na volta de um feriado, as bolsas chinesas ficaram praticamente estáveis. O Xangai Composto recuou 0,03%, a 3.081,18 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,07%, a 1.774,90 pontos.

Há um clima de cautela na China e em outras partes da Ásia antes da visita de uma delegação de autoridades americanas a Pequim, nesta quinta-feira (03), visto que o Secretário de Comércio dos EUA, Wilbur Ross, costuma ser duro ao negociar assuntos comerciais. No mês passado, as duas maiores economias do mundo ameaçaram tarifar bilhões de dólares em importações uma da outra.

Investidores também aguardam o Fed, que hoje à tarde conclui sua reunião de política monetária. Não há expectativa, porém, de que o BC dos EUA eleve juros neste mês, mas apenas no encontro de meados de junho, que será seguido por uma coletiva de imprensa com o presidente da instituição, Jerome Powell.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 51 em março para 51,1 em abril, segundo pesquisa final divulgada pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media.

O avanço da leitura acima da marca de 50 indica que a manufatura chinesa continuou se expandindo no mês passado e em ritmo ligeiramente mais forte.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha caiu de 58,2 em março para 58,1 em abril, atingindo o menor nível em nove meses, segundo dados publicados hoje pela IHS Markit. 

Apesar da leve baixa, a leitura acima de 50 indica que a manufatura alemã continuou se expandindo no mês passado, ainda que em ritmo mais comedido.

O petróleo opera sem sinal único, com investidores avaliando o risco de que os Estados Unidos abandonem o acordo nuclear internacional com o Irã. Os contratos não mostram fôlego, após fecharem ontem em queda de cerca de 2%, pressionados pelo câmbio e pelo aumento recente na produção dos Estados Unidos.

Às 9h59 (de Brasília), o petróleo WTI para junho subia 0,33%, a US$ 67,47 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho recuava 0,18%, a US$ 73,00 o barril, na ICE.

Há expectativa pela posição do presidente americano, Donald Trump, sobre a possível volta das sanções contra o Irã, caso o governo dos EUA recue do acordo nuclear. A decisão deve sair em 12 de maio.

O cobre opera com ganhos na manhã desta quarta-feira, beneficiado pelo dólar um pouco mais desvalorizado, o que tende a apoiar o apetite de detentores de outras moedas. Investidores chineses voltavam ao mercado, o que ajuda a aumentar a demanda. Além disso, o alumínio também subia, apesar do risco menor de que o governo dos Estados Unidos atrapalhe a oferta do metal ao impor sanções contra a companhia russa Rusal, a segunda maior produtora global de alumínio.

Às 9h59 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,95%, a US$ 6.826 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para julho tinha alta de 1,15%, a US$ 3,0725 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O alumínio tinha alta de 0,53%, a US$ 2.256 a tonelada, na LME. O metal teve um salto no início de abril, quando os EUA anunciaram sanções contra o dono da Rusal, Oleg Deripaska, em meio a preocupações de problemas na oferta. Mas o metal básico recuou 9% desde sua máxima de abril, após Washington suavizar a posição no caso, no fim do mês passado.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 0,96%, a US$ 3.100 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,09%, a US$ 21.150 a tonelada, o níquel avançava 1,09%, a US$ 13.930 a tonelada, e o chumbo tinha ganho de 1%, a US$ 2.327 a tonelada. 

O setor privado dos Estados Unidos gerou 204 mil empregos em abril, de acordo com relatório do instituto ADP. O dado ficou acima das expectativas de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam a criação de 190 mil vagas.

O número anterior, de março, foi revisado de 241 mil para 228 mil.

O gráfico diário do IBOV mostra uma estrela cadente desenhada no pregão da última sexta-feira (27), acionada no pregão seguinte com a perda de 86.260.

A abertura baixista dessa quarta-feira reforça o sinal, mas é preciso um fechamento em campo negativo, sem uma recuperação intradiária que leve a um fechamento acima de 86.260 para passar um sinal negativo mais firme, com possível teste da média móvel de 21 períodos, sempre importante para os desdobramentos.

Vale destacar que havia um pivot de alta acionado ao romper 86.150, negado em seguida, o que poderá ser interpretado pelo mercado como um rompimento falso.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

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