sexta-feira, 4 de maio de 2018

Hoje tem payroll


Bom dia, investidor!

"Payroll", relatório de emprego americano, é fundamental para determinar o rumo dos juros básicos nos EUA >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, com investidores à espera de detalhes das negociações comerciais entre chineses e americanos e também do último relatório de emprego dos EUA, que tem forte influência na política de juros da maior economia do mundo.

Sobre o diálogo comercial em andamento em Pequim, o secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse que está tendo "conversas muito positivas" com autoridades chinesas. Mnuchin faz parte de uma delegação de autoridades americanas que chegou ontem à capital chinesa para tentar resolver os conflitos comerciais entre Washington e Pequim.

Segundo documento enviado a Pequim antes do início das negociações, a Casa Branca espera que a China reduza seu superávit comercial com os EUA em US$ 200 bilhões até o fim de 2020. No ano passado, os EUA tiveram um déficit em bens no valor de US$ 375 bilhões no comércio com os chineses.

Nos mercados da China, o pregão foi de perdas moderadas. O índice Xangai Composto recuou 0,32% hoje, a 3.091,03 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,21%, a 1.789,07 pontos.

Em Hong Kong e na Coreia do Sul, a desvalorização foi mais acentuada, em parte causada por ações do setor financeiro. O Hang Seng terminou o dia em queda de 1,28% em Hong Kong, a 29.926,50 pontos, à medida que o HSBC caiu 3,5% após divulgar balanço trimestral. O HSBC é o maior banco europeu em ativos, mas suas operações têm foco na Ásia. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi recuou 1,04%, a 2.461,38 pontos, também influenciado por seu maior componente, a Samsung Electronics (-2,1%).

A bolsa japonesa não operou hoje pelo segundo dia seguido, devido a feriados, e em Taiwan, o Taiex contrariou o viés negativo na Ásia e fechou em leve alta de 0,14%, a 10.529,37 pontos, embora papéis financeiros locais também tenham ficado pressionados.

Os negócios na região asiática também foram marcados por cautela antes dos dados mais recentes sobre criação de empregos nos EUA, que serão revelados no meio da manhã. O "payroll", como é conhecido o relatório de emprego americano, é fundamental para determinar o rumo dos juros básicos nos EUA. Na última quarta-feira (02), o Federal Reserve (Fed, o BC dos EUA) decidiu manter seus juros inalterados, mas deixou o caminho aberto para um possível aumento das taxas em junho.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, influenciados pela tendência de valorização do dólar, mas o alumínio sobe enquanto investidores aguardam detalhes de negociações comerciais entre EUA e China.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,3%, a US$ 6.847,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha baixa marginal de 0,06%, a US$ 3,0785 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre menos atraente para operadores que utilizam outras moedas.

O alumínio na LME, por sua vez, subia 0,8% no horário indicado acima, a US$ 2.302,50 por tonelada, na expectativa para o resultado de discussões comerciais entre autoridades dos EUA e China, que estão em andamento em Pequim. 

Entre outros metais na LME, o zinco caía 0,4%, a US$ 2.997,50 por tonelada, o níquel subia 0,1%, a US$ 13.920,00 por tonelada, o estanho cedia 0,4%, a US$ 21.200,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,1%, a US$ 2.275,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo ensaiam recuperação nesta manhã, após operarem em baixa durante a madrugada.

Às 9h10 (de Brasília), o barril do Brent para julho subia 0,52% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,00, enquanto o do WTI para junho avançava 0,48% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,76.

O gráfico diário do IBOV mostra a venda pressionando os negócios, com maior sequência de baixa desde a derrocada do início de fevereiro. Clique no gráfico para ampliar.

Vale destacar as médias cruzadas para baixo e a perda do eixo do topo duplo aos 84.350, o que acelerou a baixa no pregão de ontem.

A região do fechamento (83.288) concentra importantes suportes: 83.150, 82.890, 82.825 e 82.760.

A briga será de cachorro grande, ou melhor, entre ursos e touros nesse patamar de preços, pois ele reflete a extremidade inferior da congestão que guia os negócios desde março.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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