quarta-feira, 30 de maio de 2018

Estrangeiros apostam em fundo no IBOV


Bom dia, investidor!



IBOV dá sinal de fundo e estrangeiros entram forte na compra >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com robustas perdas nesta quarta-feira, seguindo o comportamento negativo de ontem dos mercados acionários dos EUA e da Europa, em meio a preocupações com a crise política italiana.

No fim de semana, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, bloqueou uma coalizão de partidos populistas, formada pelo Movimento 5 Estrelas e pela Liga, por discordar da indicação de um eurocético para o cargo de ministro da Economia.

Desde então, Mattarella indicou o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Carlo Cottarelli como primeiro-ministro designado, mas sua equipe de ministros ainda não foi revelada.

Analistas preveem que Cottarelli ficará apenas provisoriamente no cargo e que novas eleições serão convocadas na Itália, provavelmente durante o outono europeu. O temor é que os populistas saiam fortalecidos numa próxima votação.

As perdas na Ásia foram lideradas pelos mercados chineses. Em sua sexta queda consecutiva, o que não acontecia desde o fim de 2013, o índice Xangai Composto sofreu um tombo de 2,53% hoje, a 3.041,44 pontos, encerrando o pregão no menor nível desde setembro de 2016. Já o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 2,82%, a 1.736,34 pontos. Quase 200 ações na China atingiram o limite diário de desvalorização de 10% nesta quarta.

Ontem, os EUA anunciaram que pretendem anunciar uma lista final de US$ 50 bilhões em produtos chineses que serão tarifados em 25% até 15 de junho. A ameaça surpreendeu, levando-se em conta que EUA e China haviam recentemente declarado uma "trégua" em suas desavenças comerciais.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,52% hoje, em seu pior desempenho em dois meses, a 22.018,52 pontos. Pesaram nos negócios do mercado japonês ações de bancos e de montadoras.

O plenário do Senado decidiu, por 51 votos a 14, aprovar o projeto que reonera a folha de pagamento para 28 setores da economia. A proposta também prevê zerar, até o final deste ano, a PIS/Cofins que incide sobre o óleo diesel, mas este item será vetado pelo presidente Michel Temer, segundo o líder do governo, senador Romero Jucá (MDB-RR). O veto foi combinado entre o governo e a base aliada para que os senadores não alterassem o texto. Assim, a medida não precisa voltar para a Câmara dos Deputados e pode ser sancionada imediatamente.

Com este veto, a gestão emedebista terá que encaminhar a redução do tributo por meio de outro instrumento, o que deve acontecer por decreto presidencial. Neste caso, a redução da alíquota não seria a zero, como previsto na Câmara, mas sim ao patamar que signifique a queda de R$ 0,16 do diesel nas bombas, como vem sendo defendido pelo governo. Além dos R$ 0,16 provenientes dos impostos, serão reduzidos outros R$ 0,30 do diesel por meio de subvenção à Petrobras.

Temer participou na noite desta terça-feira de mais uma reunião com ministros no Palácio do Planalto para monitorar a paralisação dos caminhoneiros. A reunião durou cerca de uma hora e meia. Segundo fontes, a constatação é que o problema agora não está limitado à reivindicação dos caminhoneiros, mas foi ampliado e tomou contornos políticos. Esse é um agravante e dificultador para a retomada da normalidade do abastecimento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve dos petroleiros, marcada para a zero hora desta quarta-feira. O tribunal estipulou multa diária de R$ 500 mil, em caso de descumprimento. Para o governo, a paralisação dos petroleiros, neste momento, tem "natureza político-ideológica".

O cobre opera em queda nesta quarta-feira, após uma jornada negativa nos mercados acionários.

Às 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.802 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h29, o cobre para julho recuava 0,46%, a US$ 3,0485 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre os metais básicos, as tensões comerciais e a situação política complexa na Itália aparentemente contrabalançavam qualquer efeito benéfico da fraqueza do dólar. O dólar mais desvalorizado significa que as commodities, negociadas nessa moeda, ficam mais baratas para os detentores de outras divisas.

Os estoques monitorados pela LME recuam há oito dias seguidos, o que normalmente apoiaria os preços. Os operadores, porém, parecem deixar em segundo plano notícias positivas, como a de que o Estado indiano de Tâmil Nadu determinou nesta semana que a Vedanta Resources interrompa os trabalhos em uma fundição de cobre que produz 400 mil toneladas do metal ao ano.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,35%, a US$ 2.277 a tonelada, o zinco avançava 0,05%, a US$ 3.080 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 14.860 a tonelada, o estanho subia 0,02%, a US$ 20.495 a tonelada, e o chumbo operava com ganho de 0,29%, a US$ 2.437 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta quarta-feira em meio ao enfraquecimento do dólar, impulsionado ainda por uma recuperação, após dias de perdas.

Às 9h19 (de Brasília), o barril do Brent para agosto subia 0,72% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,03, enquanto o do WTI para julho tinha alta de 0,51% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,07.

As commodities denominadas em dólar, como o petróleo, costumam ter uma relação inversa com o dólar. O índice do dólar Wall Street Journal, que mede a moeda dos EUA contra uma cesta de 16 divisas, registra queda em torno de 0,35%. Já o índice DXY, que mensura a moeda dos EUA contra outras seis moedas fortes, registrava queda de 0,54% no horário acima.

O Brent perdeu mais de 6% desde o final da semana passada, quando a Arábia Saudita e a Rússia se aproximaram de um acordo para aumentar a produção de petróleo depois de mais de um ano de retração na produção.

O IBOV tem um sinal de fundo no diário, sendo o mesmo um martelo invertido, mas também poderíamos considerar a formação como uma pinça de fundo, em conjunto com o candlestick desenhado na véspera.

O volume negociado ontem foi muito forte e chama atenção a compra impactante efetuada pelos investidores estrangeiros no índice futuro, elevando o saldo positivo de +7.918 para +27.836 contratos.

Uma vez que temos o sinal o mesmo terá de ser confirmado, o que ocorreria no rompimento de 77.215.

Pela distância da média de 21 períodos e ainda pelo fato de estar fora da banda de bollinger inferior, um repique ganha força no curto prazo.

Repique ou reversão?

Ainda é cedo, prematuro para afirmar, pois o primeiro passo seria a confirmação do sinal.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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