quinta-feira, 17 de maio de 2018

Dólar forte segura SELIC


Bom dia, investidor!

Dólar forte e juro americano provoca "decisão surpresa" na SELIC >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, em clima de cautela antes de uma nova rodada de discussões comerciais entre EUA e China.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, se reúne hoje em Washington com os secretários americanos Steven Mnuchin (Tesouro) e Wilbur Ross (Comércio) para retomar negociações sobre desavenças comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Recentemente, uma delegação de autoridades dos EUA voltou de Pequim sem avanços concretos no sentido de superar os atuais entraves comerciais.

No fim da noite de ontem, o Ministério do Comércio chinês declarou estar preparado para "todos os possíveis resultados" decorrentes das negociações comerciais com a Casa Branca e anunciou que irá impor "tarifas recíprocas" a alguns produtos importados americanos, embora tenha decidido também suspender barreiras contra frutas e carne suína dos EUA.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto encerrou o pregão de hoje em baixa de 0,48%, a 3.154,28 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,52%, a 1.822,70 pontos.

Já em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,54%, a 30.942,15, apesar do salto de 3,7% da gigante de internet Tencent, que divulgou balanço trimestral melhor do que o esperado. O dia também foi de perdas nas bolsas sul-coreana, com queda de 0,46% do Kospi, a 2.448,45 pontos, e de Taiwan, onde o Taiex registrou desvalorização de 0,59%, a 10.833,81 pontos.

Na Japão, o Nikkei foi exceção entre os índices asiáticos e subiu 0,53%, a 22.838,37 pontos, graças a ações dos setores farmacêutico e químico e após ficar no vermelho nas duas sessões anteriores. O juro do bônus do governo japonês (JGB) de 10 anos, por sua vez, avançou meio ponto-base, a 0,055%, depois que o rendimento da T-note de 10 anos renovou máximas em quase sete anos ontem.

Os futuros de cobre operam em alta moderada em Londres e Nova York, apagando parte das leves perdas que acumularam ao longo da última semana.

Por volta das 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME subia 0,57%, a US$ 6.883,50 por tonelada.

Já na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho avançava 0,44%, a US$ 3,0840 por libra-peso.

Nas semanas mais recentes, o cobre tem operado dentro de uma faixa de preços restrita, e analistas preveem que é improvável que o metal tenha uma alta mais acentuada no curto prazo.

Investidores continuam acompanhando o comportamento do índice DXY do dólar, que voltou a se fortalecer nesta manhã, após operar perto da estabilidade mais cedo. A valorização do dólar tende a pesar no cobre e em outros metais básicos.

Entre outros metais na LME, não havia tendência única: o alumínio recuava 0,89% no horário indicado acima, a US$ 2.291,00 por tonelada, o zinco caía 0,05%, a US$ 3.077,50 por tonelada, o níquel aumentava 1,07%, a US$ 14.605,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,10%, a US$ 20.780,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 0,06%, a US$ 2.341,50 por tonelada. 

A decisão do Banco Central brasileiro ontem à noite de manter a taxa básica de juros em 6,50% ao ano teve repercussão no site do jornal britânico Financial Times. Na edição online, a publicação ressalta que a escolha da estabilidade pela diretoria foi inesperada e que teve a recente venda de ativos de mercados emergentes como uma das justificativas para não ajustar a Selic no momento. A manutenção da taxa em seu patamar recorde de baixa, continuou a reportagem, confundiu o mercado financeiro, que contava amplamente com mais uma diminuição do juro, um movimento que já ocorria há um ano.

O Financial Times destacou um trecho do comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom), que enfatizou o fato de o cenário externo ter se tornado mais desafiador e volátil. "A evolução dos riscos, em grande parte associada à normalização das taxas de juros em algumas economias avançadas, levou a ajustes nos mercados financeiros internacionais. Como resultado, houve uma redução no apetite por risco para as economias emergentes", foi o parágrafo escolhido pela publicação.

O FT citou que a "decisão surpresa" ocorre em um momento em que o dólar está mais forte e é registrado um aumento nos rendimentos dos títulos dos Estados Unidos. Estes dois pontos minam o apetite dos investidores por moedas, títulos e ações dos mercados emergentes. O site lembrou ainda que o índice de moedas emergentes do JPMorgan atingiu ontem seu nível mais baixo desde março de 2017.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta nesta manhã, com o Brent chegando a superar a marca psicologicamente importante de US$ 80 por barril, à medida que a decisão dos EUA de reintroduzir sanções ao Irã continua impulsionando a commodity aos maiores níveis em três anos e meio.

Às 10h10 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para julho subia 0,87% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 79,97, depois de ultrapassar mais cedo a barreira de US$ 80, alcançando o maior nível desde novembro de 2014. Na New York Mercantile Exchange (NymeX), o WTI para junho avançava 0,97%, a US$ 72,18 por barril.

Na semana passada, os EUA abandonaram o histórico acordo internacional de 2015 que suspendeu sanções ao Irã, em troca de restrições ao programa nuclear iraniano. Como resultado, Washington deverá gradualmente restabelecer punições à indústria petrolífera do Irã em até seis meses.

Os EUA também ameaçaram adotar sanções secundárias a companhias europeias que continuem fazendo negócios com o Irã.

Segundo Amrita Sen, analista da consultoria Energy Aspects, pelo menos 400 mil barris de petróleo por dia do Irã estão em risco.

Ontem, a gigante petrolífera francesa Total anunciou que irá deixar um grande projeto de gás no Irã antes de novembro se não receber uma isenção da Casa Branca. A Total havia assinado um contrato de US$ 1 bilhão para desenvolver o campo iraniano de South Pars.

O petróleo também continua sendo favorecido por dados de ontem que mostraram queda nos estoques da commodity tanto nos EUA quanto na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). 

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O gráfico diário do IBOV mostra entrada de força vendedora desde a abertura dessa quinta-feira.

Ontem houve rompimento de 86.406, o que significa um pivot de alta acionado, em fechamento.

Se hoje o mercado fechar em queda, abaixo dessa região, a movimentação poderá ser interpretada como rompimento falso, detonando também a formação de um topo duplo na região.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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