quinta-feira, 3 de maio de 2018

Câmbio, desligo


Bom dia, investidor!

Prisões e apreensões no Brasil e Paraguai >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, repercutindo a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e de olho em negociações comerciais entre EUA e China.

Como se previa, o Fed manteve sua política inalterada ontem, mas ressaltou que a inflação nos EUA se aproximou mais da meta oficial de 2%, sugerindo que deverá continuar elevando seus juros gradualmente. A expectativa é que o Fed volte a aumentar juros em junho.

Além disso, continuam no radar as desavenças comerciais entre EUA e China. Hoje, uma delegação de autoridades americanas - incluindo Wilbur Ross (Secretário do Comércio) e Steven Mnuchin (Secretário do Tesouro) - chegou à China com a difícil missão de tentar resolver os recentes conflitos comerciais entre Washington e Pequim.

Em tuíte publicado na madrugada desta quinta, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que sua equipe financeira está na China "para negociar condições equitativas no comércio" e ressaltou que seu país "sempre terá um ótimo relacionamento" com os chineses.

Entre os mercados da China, o dia foi de valorização. Apagando perdas de mais cedo, o índice Xangai Composto subiu 0,64%, a 3.100,86 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 1,01%, a 1.792,89 pontos, ajudados por ações de corretoras e de empresas de bens de consumo.

Em Hong Kong, por outro lado, o Hang Seng caiu 1,34%, a 30.313,37 pontos, ainda que tenha reduzido perdas em meio à recuperação dos negócios na China continental. A Xiaomi, grande fabricante chinês de smartphones, pretende lançar uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações em Hong Kong, no que poderá ser a maior operação do gênero este ano.

No Japão, não houve negócios devido a feriados que manterão a bolsa local fechada entre hoje e amanhã.

A Operação ‘Câmbio, Desligo’, deflagrada pelo Ministério Público Federal, Polícia Federal e Receita Federal nesta quinta-feira, 3, tem 43 ordens de prisão preventiva no Brasil e seis de prisão preventiva no exterior. A ação visa desarticular organização criminosa especializada na prática de crimes financeiros e evasão de divisas, responsável por complexa estrutura de lavagem de dinheiro transnacional e ocultação de divisas.

Além das prisões preventivas, também são cumpridos quatro mandatos de prisão temporária e 51 mandados de busca e apreensão. As ações ocorrem nos Estados do Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná e Brasília.

A delação dos doleiros Vinícius Vieira Barreto Claret, o Juca Bala, e Cláudio Fernando Barbosa, o Tony, resultou na operação. Ambos trabalhavam em esquema que envolvia o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (MDB) e revelaram a existência de um sistema chamado Bank Drop, composto por 3 mil offshores em 52 países, e que movimentava US$ 1,6 bilhão.

O principal alvo da operação, determinada pelo juiz federal Marcelo Bretas, da 7ª Vara Criminal do Rio de Janeiro, é o doleiro Dário Messer, que tem residência tanto no Rio de Janeiro quanto no Paraguai. Demais alvos são doleiros, clientes desse sistema e usuários finais do esquema. 

O cobre opera em alta nesta quinta-feira, impulsionado pelo dólar mais fraco em relação a moedas consideradas fortes e também às de alguns países emergentes.

Às 9h, na London Metal Exchange (LME), a tonelada do cobre subia 1,55%, a US$ 6.923,00. Já o cobre para julho, negociado na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), subia 1,39%, a US$ 3,1110 por libra-peso.

A fraqueza do dólar mais do que mitigou a pressão proveniente do avanço da produção do Chile e do cumprimento da meta de produção da Glencore.

Depois de avançar nas últimas semanas, o WSJ Dollar Index, que mede a moeda americana em relação a uma cesta de outras 16 divisas, atingiu ontem seu maior valor de fechamento desde dezembro, mas devolve parte dos ganhos nesta quinta-feira, operando em queda de 0,4%. O dólar mais fraco torna commodities denominadas na moeda mais baratas para investidores que detêm outras divisas.

Entre outros metais básicos, o alumínio também avança, em compasso de espera pelo encontro entre representantes dos governos dos EUA e da China. A reunião se dá depois que a administração de Donald Trump impôs novas tarifas sobre produtos chineses e que recebeu como resposta de Pequim a criação de um conjunto de taxas para seus produtos, como a soja. Segundo analistas, a possibilidade de tarifas sobre importações de alumínio e aço estão, novamente, começando a refletir nos preços.

Na LME, o zinco caía 0,82%, a US$ 3.075,00 por tonelada; o níquel subia 1,15%, a US$ 14.152,00; o estanho recuava 0,02%, a US$ 21.080,00 a tonelada; e o chumbo operava em queda de 0,09%, a US$ 2.276,00. 

Os contratos de petróleo operam em baixa nesta manhã, revertendo ganhos da madrugada, mas próximos dos maiores níveis em mais de três anos, com incertezas sobre o futuro do acordo nuclear do Irã ajudando a estabelecer um piso para as cotações da commodity.

Às 9h05 (de Brasília), o barril do Brent para julho caía 0,61% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 72,91, enquanto o do WTI para junho recuava 0,12% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,85.

Investidores aguardam posição mais clara do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o acordo nuclear internacional de 2015 que aliviou sanções contra o Irã em troca de restrições às atividades nucleares de Teerã. Trump deverá tomar decisão final sobre o assunto até o próximo dia 12, e há o risco de que Washington restaure punições ao Irã.

IBOV diário: clique para ampliar

O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu com forte volume na sessão de ontem, reflexo da baixa convicta de ponta a ponta da sessão.

Isso confirma e reforça a estrela cadente formada no dia 27/04.

Temos dois pontos importantes que serão decisivos na sessão de hoje: a LTB destacada em azul, típico movimento de pull back, além do forte 84.350, que poderá ser interpretado pelo mercado como um eixo de topo duplo (M), cujo alvo seria 82.760 se a venda pesar realmente.

Vale destacar que existem alguns suportes intermediários relevantes: 83.900, 83.680, 83.150 e 82.825.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário