sexta-feira, 18 de maio de 2018

Bolsa tem queda >3% no aniversário da quinta negra


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta sexta-feira, apesar de preocupações sobre a atual rodada de discussões comerciais entre EUA e China, que começaram ontem em Washington.

O principal índice acionário chinês, o Xangai Composto, se recuperou na segunda metade dos negócios e terminou o pregão em alta de 1,24%, a 3.193,30 pontos, graças a ações com elevado valor de capitalização. Com isso, o Xangai acumulou ganhos pela quarta semana consecutiva, na sequência mais longa desde janeiro. Já o Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por start-ups, subiu 0,33%, a 1.828,79 pontos.

O vice-primeiro-ministro chinês, Liu He, terá hoje um segundo dia de conversas com autoridades americanas em Washington, numa tentativa de aliviar as tensões comerciais entre as duas maiores economias do mundo.

Em tom negativo, o presidente americano, Donald Trump, afirmou ontem duvidar que as negociações sejam bem-sucedidas, uma vez que China e outros parceiros comerciais dos EUA "ficaram muito mimados".

Por outro lado, há relatos na mídia de que os chineses teriam proposto um pacote de cerca de US$ 200 bilhões em concessões comerciais ao governo Trump, com promessas de comprar mais produtos americanos e, consequentemente, reduzir o gigantesco superávit comercial de Pequim com os EUA. Além disso, a China anunciou hoje que desistiu de impor tarifas a importações de sorgo originário dos EUA.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,40% nesta sexta, a 22.930,36 pontos, impulsionado por ações dos setores de energia e de seguros e encerrando sua oitava semana seguida de valorização.

No fim da noite de ontem, o Japão divulgou que sua taxa anual de inflação subjacente desacelerou de 0,9% em março para 0,7% em abril, ficando um pouco abaixo da previsão de analistas, de 0,8%. Isso significa que o banco central japonês, conhecido como BoJ, deverá ter de manter sua agressiva política de estímulos monetários por muito tempo ainda antes de atingir sua meta de inflação de 2%.

Os dois partidos antiestablishment que tentam formar um governo de coalizão na Itália, o Movimento 5 Estrelas e o Liga, chegaram a um acordo sobre um programa de governo conjunto que propõe cortes de impostos e aumento nos gastos com bem-estar social.

As siglas prometem reduzir a dívida pública da Itália através de medidas que estimulem o consumo interno e impulsionem o crescimento, com o argumento de que as políticas de austeridade antes implementadas estavam equivocadas e não ajudaram o país a reduzir seu endividamento, que é o terceiro maior do mundo.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,5% em abril ante março e registrou alta de 2% na comparação anual, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI alemão avançou 0,2% em abril ante o mês anterior e teve acréscimo de 1,6% no confronto anual, informou a Destatis. 

Os contratos futuros de cobre operam em queda nesta sexta-feira, após uma sequência de pregões de dólar valorizado, que tende a penalizar as commodities.

Às 9h30, o cobre para três meses, negociado na London Metal Exchange (LME), caía 0,42%, a US$ 6.833,50 por tonelada, ao mesmo tempo em que o WSJ Dollar Index, que mede a força do dólar ante uma cesta de 16 divisas, avançava 0,1%. Já o cobre para julho, negociado na Comex, a divisão de metais da Nymex, recuava 0,70%, a US$ 3,0675 por libra-peso.

O dólar mais forte costuma prejudicar commodities precificadas na moeda americana, pois as deixa mais caras para detentores de outras divisas.

Entre outros metais negociados na LME, o alumínio subia 0,66%, para US$ 2.305,00 por tonelada, o zinco caía 0,02%, a US$ 3.092,50, o níquel avançava 1,44%, a US$ 14.805,00, o estanho recuava 0,12%, a US$ 20.650,00, e o chumbo caía 0,32%, a US$ 2.355,50. 

Petrobras informou no início da noite de ontem (17), quinta-feira, que o processo de revisão do contrato de cessão onerosa continua sendo negociado entre a companhia e representantes da União Federal: Ministério de Minas e Energia, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão.

A cessão onerosa é uma área no pré-sal da bacia de Santos com reservas de até 5 bilhões de barris de petróleo que foi cedida à Petrobras em 2010, em troca de ações da empresa em uma operação indireta. O contrato da operação foi fechado a um determinado preço sob condição de ser revisto este ano. A demora para fechar o acordo deve-se ao cálculo do preço do barril de petróleo que será utilizado.

De acordo com a petroleira, a Comissão Interministerial do governo, constituída por meio da Portaria Interministerial nº 15/2018 para discutir o tema “evoluiu na definição de critérios a serem usados para cálculo do valor final do contrato”, mas a empresa não deu detalhes. As negociações seguirão entre a comissão interna da Petrobras e representantes do governo federal quando encerradas consultas da União a outros órgãos jurídicos, informou a estatal.

Fator fundamental para a gestão da política monetária, a condução das expectativas do mercado financeiro pelo Banco Central (BC), que vem sendo elogiada desde o início da presidência de Ilan Goldfajn, foi prejudicada por um deslize neste último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom). Essa é a percepção passada por economistas ouvidos pelo Broadcast, após o Copom ter mantido a Selic (a taxa básica de juros) em 6,50% ao ano, contrariando a expectativa majoritária do mercado.

O ponto de maior crítica diz respeito à entrevista concedida pelo presidente da instituição, Ilan Goldfajn, à GloboNews, na noite do dia 8 de maio. Naquele dia, a entrevista ganhou importância em função do movimento mais recente do dólar ante o real. A moeda americana já havia subido cerca de 8% desde o fim de março, para a faixa dos R$ 3,56, e parte do mercado financeiro começava a enxergar chances maiores de a Selic permanecer em 6,50% ao ano, em função da pressão no câmbio.

Tanto que, em março, o mercado de juros futuros chegou a embutir nos preços 85% de probabilidade de um corte de 0,25 ponto porcentual da Selic em maio. Naquele dia 8, essa probabilidade já estava em 61%, segundo cálculos da gestora Quantitas. As chances de manutenção eram de 39%.

O gráfico diário do IBOV apresentou ontem a maior barra de queda desde a quinta-feira negra, quando vivenciamos o episódio envolvendo Temer e a JBS.

Trata-se de um marobuzu de grandes proporções, acompanhado de volume muito acima da média.

Assim sendo, a abertura dessa sexta-feira deverá ser negativa, buscando de cara suporte em 82.760, que será um ponto de briga ferrenha entre ursos e touros logo nos primeiros negócios, na minha leitura.

O alvo do topo duplo que guiou a baixa de ontem é 82.200, mínima do dia 08/05.

Se houver perda de 82.760, a região de 82.200 aparece como suporte natural e decisivo para o curto prazo, sem descartar as chances de haver algum repique ao redor de 82.760.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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