terça-feira, 22 de maio de 2018

Ata do COPOM é positiva


Bom dia, investidor!

Ata do COPOM é positiva em relação à inflação mas aponta atividade econômica e cenário dos emergentes como fatores de inflação >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com as da China garantindo ganhos no fim do pregão após notícias encorajadoras sobre a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicação ZTE e a do Japão pressionada por uma recuperação do iene.

Na China, os negócios foram marcados por volatilidade e o mercado em Shenzhen, que é em boa parte formado por startups, se destacou após circularem relatos de que EUA e China fecharam um acordo preliminar para reverter a proibição que Washington impôs à ZTE de comprar componentes e software de empresas americanas. Há mais de um mês, a ZTE foi punida pela Casa Branca por ter supostamente feito negócios com Irã e Coreia do Norte.

No começo da semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia prometido no Twitter que iria trabalhar com o presidente chinês, Xi Jinping, para fazer a ZTE a retomar operações rapidamente.

As negociações sobre a ZTE ocorrem no contexto do recente diálogo para amenizar tensões comerciais entre EUA e China. No fim de semana, negociadores de ambos os lados anunciaram uma "trégua" nas desavenças comerciais e a suspensão da aplicação de tarifas.

O índice Shenzhen Composto subiu 0,38% hoje, a 1.855,16 pontos, enquanto o mais líquido e abrangente Shanghai Composto teve alta marginal de 0,02%, a 3.214,35 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,18%, a 22.960,34 pontos, à medida que o iene se fortaleceu levemente ante o dólar durante a madrugada.

No Parlamento do Japão, o presidente do BoJ - como é conhecido o banco central do país -, Haruhiko Kuroda, reiterou nesta terça o compromisso de manter a atual política de agressivos estímulos monetários até que a inflação atinja a meta oficial de 2%. Os números mais recentes mostram a taxa anual de inflação subjacente ainda bem abaixo de 1%.

O governo da China anunciou hoje que vai reduzir sua tarifa sobre importações de carros de 25% para 15%, a partir de 1º de julho. Já a tarifa sobre autopeças diminuirá para 6%, de uma faixa atual que varia de 8% a 25%.

As medidas irão "promover a transformação e aperfeiçoamento da indústria automotiva, e atender as demandas dos consumidores", segundo a Comissão de Tarifas Alfandegárias do Conselho Estatal, como é conhecido o gabinete chinês.

O anúncio vem num momento em que EUA e China vêm negociando para evitar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O setor automotivo tem sido um importante foco das conversas entre Washington e Pequim. Em março, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, afirmou em investigação que a China não oferecia condições justas de concorrência a montadoras estrangeiras.

Numa aparente tentativa de amenizar tensões comerciais, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em abril que iria cortar tarifas sobre automóveis e aliviar restrições a investimentos externos no setor.

A China importou 1,2 milhão de carros no ano passado, segundo a associação local de concessionárias. O volume representou cerca de 4% das vendas totais.

Em comunicado, o Ministério de Finanças chinês afirmou que a redução de tarifas é uma "importante medida no sentido de abrir ainda mais" a economia da China. 

Desde que começou a adotar a política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras já elevou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, o que representou uma alta de 56,5%, segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488. Caminhoneiros promovem protestos nesta segunda-feira, em diversos Estados, por conta do encarecimento do combustível.

Apenas neste ano, o preço do diesel subiu 38 vezes, em linha com a sua valorização no mercado internacional. A atual política da Petrobras foi criada para acompanhar as variações externas e considera ainda a competição com importadores. Dessa forma, a empresa vem demonstrando ao mercado que possui autonomia e não atua para atender os interesses de governo, mas dos seus acionistas. No passado, durante o governo petista, os preços eram represados para conter a inflação, o que, consequentemente, freava a geração de receita da companhia.

O PT fará, no próximo da 27, mais um ato de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Desta vez, o lançamento deve ocorrer em todas as cidades onde a legenda está estruturada, de acordo com o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que se integrou à defesa de Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, e visitou o petista nesta segunda-feira, 21.

Segundo Damous, o partido apresentará alguns eixos do programa de governo de Lula e reforçará que não há "plano B" para o registro da candidatura do petista como candidato a presidente, mesmo com o petista preso e condenado em segunda instância.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, ampliando ganhos da sessão anterior, graças a uma nova queda nos estoques da London Metal Exchange (LME) e à reversão da tendência de valorização do dólar.

Por volta das 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME avançava 0,59%, a US$ 6.937,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,74%, a US$ 3,1215 por libra-peso.

A demanda por cobre no Extremo Oriente impulsionou o cobre ontem e ajuda a sustentar os preços hoje, embora o metal continue a oscilar dentro de uma limitada faixa recente. Esse interesse na Bolsa de Futuros de Xangai ecoou nos negócios de Londres, levando os estoques da LME a diminuir ainda mais, segundo Alastair Munro, corretor da Marex Spectron.

Já o índice DXY do dólar opera em baixa nos negócios da manhã, revertendo ganhos de ontem e tornando o cobre mais atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais na LME, não havia direção única: o alumínio caía 0,09% no horário indicado acima, a US$ 2.274,50 por tonelada, o zinco tinha queda de 1,47%, a US$ 3.051,50 por tonelada, o níquel aumentava 0,14%, a US$ 14.750,00 por tonelada, o estanho recuava 0,46%, a US$ 20.645,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 1,12%, a US$ 2.442,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta terça-feira, apoiados pela perspectiva de mais sanções contra o Irã. Além disso, o fato de os Estados Unidos já terem anunciado sanções contra a Venezuela após a eleição presidencial de domingo no país sul-americano colabora para o movimento.

Às 9h40 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha alta de 0,25%, a US$ 72,53 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 0,50%, a US$ 79,62 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deixou claro que qualquer acordo com o Irã exigiria que o país parasse de enriquecer urânio e interrompesse o apoio a grupos militantes, afirmou Mihir Kapadia, da Sun Global Investments. 

Kapadia lembrou ainda que os EUA responderam ao quadro na Venezuela com sanções para restringir investimentos na dívida emitida por Caracas. O Irã e a Venezuela são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Neste mês, o presidente americano, Donald Trump, retirou os EUA do acordo internacional de 2015 para conter as atividades nucleares do Irã. Na semana passada, o Brent chegou a superar a marca de US$ 800 o barril pela primeira vez em três anos e meio.

O Comitê de Política Monetária (Copom) acredita que a trajetória da inflação "permanece favorável" e cita como argumento o fato de que "diversas medidas de inflação subjacente" seguem em níveis ainda baixos, inclusive os preços de serviços. Diante dessa avaliação, o Banco Central acredita que a trajetória dos índices é compatível "com a convergência da inflação em direção às metas no horizonte relevante para a política monetária".

Segundo a Ata do Copom divulgada hoje, ao avaliar os riscos relacionados aos preços, os diretores reafirmaram o risco baixista gerado pela permanência de "medidas de inflação subjacente em patamares baixos".

Por outro lado, o documento nota que há expectativa de que a recuperação da atividade econômica em curso "contribua para elevação da inflação subjacente rumo às metas no horizonte relevante". Entre os demais fatores que podem acelerar preços, o documento destaca que persistem "riscos associados à continuidade da reversão do cenário para economias emergentes num contexto de frustração das expectativas sobre as reformas e ajustes necessários na economia brasileira".

Diante esses riscos, o Comitê repetiu o entendimento de que "a evolução recente dessas dimensões em conjunto resultou em mitigação do risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas". Por isso, manteve o juro na semana passada. 


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O gráfico diário do IBOV mostra que os ursos ainda estão na área, mostrando as garras e brigando sobre a linha de tendência de alta (LTA) que guia os preços desde a quinta-feira negra (JBS).

O ponto-chave, na minha leitura, é 82.200, pois ele pode confirmar ou frustrar um pivot de baixa no diário, sendo decisivo para o rumo do mercado no curto prazo.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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