quarta-feira, 30 de maio de 2018

Estrangeiros apostam em fundo no IBOV


Bom dia, investidor!



IBOV dá sinal de fundo e estrangeiros entram forte na compra >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com robustas perdas nesta quarta-feira, seguindo o comportamento negativo de ontem dos mercados acionários dos EUA e da Europa, em meio a preocupações com a crise política italiana.

No fim de semana, o presidente da Itália, Sergio Mattarella, bloqueou uma coalizão de partidos populistas, formada pelo Movimento 5 Estrelas e pela Liga, por discordar da indicação de um eurocético para o cargo de ministro da Economia.

Desde então, Mattarella indicou o ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI) Carlo Cottarelli como primeiro-ministro designado, mas sua equipe de ministros ainda não foi revelada.

Analistas preveem que Cottarelli ficará apenas provisoriamente no cargo e que novas eleições serão convocadas na Itália, provavelmente durante o outono europeu. O temor é que os populistas saiam fortalecidos numa próxima votação.

As perdas na Ásia foram lideradas pelos mercados chineses. Em sua sexta queda consecutiva, o que não acontecia desde o fim de 2013, o índice Xangai Composto sofreu um tombo de 2,53% hoje, a 3.041,44 pontos, encerrando o pregão no menor nível desde setembro de 2016. Já o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 2,82%, a 1.736,34 pontos. Quase 200 ações na China atingiram o limite diário de desvalorização de 10% nesta quarta.

Ontem, os EUA anunciaram que pretendem anunciar uma lista final de US$ 50 bilhões em produtos chineses que serão tarifados em 25% até 15 de junho. A ameaça surpreendeu, levando-se em conta que EUA e China haviam recentemente declarado uma "trégua" em suas desavenças comerciais.

Em Tóquio, o Nikkei recuou 1,52% hoje, em seu pior desempenho em dois meses, a 22.018,52 pontos. Pesaram nos negócios do mercado japonês ações de bancos e de montadoras.

O plenário do Senado decidiu, por 51 votos a 14, aprovar o projeto que reonera a folha de pagamento para 28 setores da economia. A proposta também prevê zerar, até o final deste ano, a PIS/Cofins que incide sobre o óleo diesel, mas este item será vetado pelo presidente Michel Temer, segundo o líder do governo, senador Romero Jucá (MDB-RR). O veto foi combinado entre o governo e a base aliada para que os senadores não alterassem o texto. Assim, a medida não precisa voltar para a Câmara dos Deputados e pode ser sancionada imediatamente.

Com este veto, a gestão emedebista terá que encaminhar a redução do tributo por meio de outro instrumento, o que deve acontecer por decreto presidencial. Neste caso, a redução da alíquota não seria a zero, como previsto na Câmara, mas sim ao patamar que signifique a queda de R$ 0,16 do diesel nas bombas, como vem sendo defendido pelo governo. Além dos R$ 0,16 provenientes dos impostos, serão reduzidos outros R$ 0,30 do diesel por meio de subvenção à Petrobras.

Temer participou na noite desta terça-feira de mais uma reunião com ministros no Palácio do Planalto para monitorar a paralisação dos caminhoneiros. A reunião durou cerca de uma hora e meia. Segundo fontes, a constatação é que o problema agora não está limitado à reivindicação dos caminhoneiros, mas foi ampliado e tomou contornos políticos. Esse é um agravante e dificultador para a retomada da normalidade do abastecimento.

A Advocacia-Geral da União (AGU) informou que o Tribunal Superior do Trabalho (TST) considerou ilegal a greve dos petroleiros, marcada para a zero hora desta quarta-feira. O tribunal estipulou multa diária de R$ 500 mil, em caso de descumprimento. Para o governo, a paralisação dos petroleiros, neste momento, tem "natureza político-ideológica".

O cobre opera em queda nesta quarta-feira, após uma jornada negativa nos mercados acionários.

Às 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,37%, a US$ 6.802 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h29, o cobre para julho recuava 0,46%, a US$ 3,0485 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre os metais básicos, as tensões comerciais e a situação política complexa na Itália aparentemente contrabalançavam qualquer efeito benéfico da fraqueza do dólar. O dólar mais desvalorizado significa que as commodities, negociadas nessa moeda, ficam mais baratas para os detentores de outras divisas.

Os estoques monitorados pela LME recuam há oito dias seguidos, o que normalmente apoiaria os preços. Os operadores, porém, parecem deixar em segundo plano notícias positivas, como a de que o Estado indiano de Tâmil Nadu determinou nesta semana que a Vedanta Resources interrompa os trabalhos em uma fundição de cobre que produz 400 mil toneladas do metal ao ano.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,35%, a US$ 2.277 a tonelada, o zinco avançava 0,05%, a US$ 3.080 a tonelada, o níquel tinha alta de 0,10%, a US$ 14.860 a tonelada, o estanho subia 0,02%, a US$ 20.495 a tonelada, e o chumbo operava com ganho de 0,29%, a US$ 2.437 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta quarta-feira em meio ao enfraquecimento do dólar, impulsionado ainda por uma recuperação, após dias de perdas.

Às 9h19 (de Brasília), o barril do Brent para agosto subia 0,72% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 76,03, enquanto o do WTI para julho tinha alta de 0,51% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,07.

As commodities denominadas em dólar, como o petróleo, costumam ter uma relação inversa com o dólar. O índice do dólar Wall Street Journal, que mede a moeda dos EUA contra uma cesta de 16 divisas, registra queda em torno de 0,35%. Já o índice DXY, que mensura a moeda dos EUA contra outras seis moedas fortes, registrava queda de 0,54% no horário acima.

O Brent perdeu mais de 6% desde o final da semana passada, quando a Arábia Saudita e a Rússia se aproximaram de um acordo para aumentar a produção de petróleo depois de mais de um ano de retração na produção.

O IBOV tem um sinal de fundo no diário, sendo o mesmo um martelo invertido, mas também poderíamos considerar a formação como uma pinça de fundo, em conjunto com o candlestick desenhado na véspera.

O volume negociado ontem foi muito forte e chama atenção a compra impactante efetuada pelos investidores estrangeiros no índice futuro, elevando o saldo positivo de +7.918 para +27.836 contratos.

Uma vez que temos o sinal o mesmo terá de ser confirmado, o que ocorreria no rompimento de 77.215.

Pela distância da média de 21 períodos e ainda pelo fato de estar fora da banda de bollinger inferior, um repique ganha força no curto prazo.

Repique ou reversão?

Ainda é cedo, prematuro para afirmar, pois o primeiro passo seria a confirmação do sinal.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 29 de maio de 2018

PETR e feriado nos EUA derrubaram IBOV


Bom dia, investidor!
Hoje a sessão deve ser de recuperação >>> LEIA MAIS >>>
IBOV em forte alta agora às 10h23

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta terça-feira, uma vez que incertezas políticas na Europa levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações.

Nos últimos dias, o cenário político na Itália tornou-se mais nebuloso, depois que o presidente Sergio Mattarella bloqueou uma coalizão de partidos populistas, por discordar da indicação de um eurocético para o cargo de ministro da Economia. Ontem, Mattarella convocou um ex-diretor do Fundo Monetário Internacional (FMI), Carlo Cotarelli, para tentar formar um novo governo. Outro foco de tensões é a Espanha, onde o governo do primeiro-ministro Mariano Rajoy enfrentará uma moção de censura no fim da semana.

No Japão, o aumento da demanda pelo iene, que é visto como um "porto seguro" em momentos de incerteza, ajudou a pressionar o índice Nikkei, que caiu 0,55% hoje em Tóquio, a 22.358,43 pontos. O setor de eletrônicos foi destaque negativo: a Sharp perdeu 3%, enquanto TDK e Fujitsu recuaram mais de 2%.

Na China continental, o Xangai Composto teve baixa de 0,47%, a 3.120,46 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou queda de 1,07%, a 1.786,71 pontos, com ambos acumulando perdas pelo quinto pregão consecutivo.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng caiu 1% em Hong Kong, a 30.484,58 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi recuou 0,88% em Seul, a 2.457,25 pontos, e o Taiex cedeu 0,22% em Taiwan, a 10.964,1 pontos.

O movimento de aversão a risco na região asiática acabou deixando em segundo plano os recentes esforços de reaproximação dos EUA e da Coreia do Norte. Desde o fim da semana passada, o presidente Donald Trump vem sinalizando que poderá reconsiderar a decisão de cancelar a reunião de cúpula que faria no próximo mês com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.

Os futuros de petróleo operam sem direção única nesta manhã, com o Brent ensaiando recuperação e o WTI ampliando perdas recentes, mas ainda pressionados por expectativas de aumento na oferta da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para agosto subia 0,64% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 75,80, enquanto o do WTI para julho tinha queda de 1,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,93.

Desde sexta-feira, as cotações do petróleo têm acumulado perdas de 5%, à medida que a Arábia Saudita e a Rússia, dois dos maiores produtores do mundo, preparam o terreno para elevar sua oferta no próximo mês, após contê-la por quase um ano e meio.

A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), que é informalmente liderada pela Arábia Saudita, e dez produtores que não pertencem ao cartel, incluindo a Rússia, têm reduzido sua oferta combinada em 1,8 milhão de barris por dia desde o início do ano passado. Os cortes coordenados, que deveriam expirar no fim de dezembro, ajudaram a enxugar o excesso de petróleo que vinha pesando nos preços da commodity desde o fim de 2014.

Desde que o pacto entrou em vigor, o petróleo teve valorização de cerca de 40%, com o Brent chegando a ultrapassar o nível psicologicamente importante de US$ 80 por barril na semana passada.

Os contratos futuros de cobre operam sem direção única na manhã desta terça-feira, pressionados pela forte valorização do dólar enquanto monitoram o fechamento de uma fundição de cobre na Índia.

Na London Metal Exchange (LME), a tonelada do cobre para três meses operava em queda de 0,15%, a US$ 6.847,50 por volta das 9h45 (de Brasília). Já na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,10%, para US$ 3,0805 por libra-peso.

Nesta terça-feira, o Estado indiano de Tâmil Nadu ordenou que a Vedanta Resources fechasse sua fundição de cobre depois que nove manifestantes ambientais foram mortos na semana passada em confrontos com a polícia. A usina contribui com aproximadamente 400 mil toneladas de cobre por ano para o suprimento global.

Além disso, o dólar se fortalece em relação a outras divisas consideradas fortes, como o euro e a libra, favorecido por um movimento de aversão a risco gerado por turbulências políticas na Europa.

Entre outros metais básicos, o alumínio caía 0,46%, a US$ 2.256,00 por tonelada; o zinco subia 0,85%, a US$ 3.078,50 por tonelada; o níquel avançava 0,58%, a US$ 14.825,00 por tonelada; o estanho ganhava 1,72%, a US$ 20.695,00 por tonelada; e o chumbo operava em alta de 0,21%, a US$ 2.442,50 por tonelada. 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 12,9% no trimestre encerrado em abril, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2017, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 13,6%. No trimestre até março de 2018, o resultado ficou em 13,1%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.182,00 no trimestre encerrado em abril. O resultado representa uma alta de 0,8% em relação a igual período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193 bilhões no trimestre até abril, alta de 2,5% ante igual período do ano anterior, considerada como estabilidade pelo IBGE. 

O IBOV cedeu cerca de 9% nos últimos quatro pregões, portanto hoje, deveremos ter uma sessão altista, com certo grau de euforia na ponta compradora, na minha leitura.

O que penalizou de forma exagerada os preços na sessão de ontem foi, sem dúvida, o feriado em Londres e nos EUA.

Mesmo assim, os investidores estrangeiros compraram o índice futuro de forma importante, mudando o saldo de -10.003 para +7.918 contratos.

O gráfico mostra o benchmark longe da média móvel de 21 períodos, completamente fora da banda de bollinger inferior, sobre vendido e próximo do forte 75.075.





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Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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segunda-feira, 28 de maio de 2018

Memorial Day nos EUA


Bom dia, investidor!

Feriados no EUA e Reino Unido reduzem volumes >>> LEIA MAIS >>> 

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, após desdobramentos favoráveis nas relações entre EUA e Coreia do Norte no fim de semana.

O índice sul-coreano Kospi liderou os ganhos na região, com alta de 0,74% em Seul, a 2.478,96 pontos, voltando para terreno positivo no acumulado de 2018.

Ontem, uma delegação americana chegou ao território norte-coreano com o intuito de preparar o terreno para as negociações em torno de uma possível reunião de cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Na semana passada, Trump cancelou o encontro com o líder da Coreia do Norte, mas, em declarações que deu desde então, deixou aberta a possibilidade de reconsiderar sua decisão.

No Japão, o Nikkei subiu 0,13%, a 22.481,09 pontos, mas o volume de negócios, que envolveu apenas 1,1 bilhão de ações, foi o segundo mais fraco do ano, num dia em que feriados nos EUA e no Reino Unido mantêm os mercados financeiros locais fechados.

O pregão também foi de valorização em Hong Kong, onde o Hang Seng avançou 0,67%, a 30.792,26 pontos, e em Taiwan, com ganho de 0,42% do Taiex, a 10.987,77 pontos.

Na China continental, porém, os mercados tiveram perdas moderadas. O Xangai Composto recuou 0,20%, a 3.135,08 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,22%, a 1.806,08 pontos.

Desde a semana passada, as cotações do petróleo vêm caindo significativamente em meio à especulação de que grandes produtores da commodity poderão decidir elevar sua oferta em reunião marcada para junho, em Viena.

O lucro de grandes empresas industriais da China ganhou força em abril, impulsionado por uma produção mais intensa e alta nos preços de bens do setor.

Dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, pela sigla em inglês) mostram que o lucro do segmento industrial chinês deu um salto de 21,9% em abril ante igual mês do ano passado, depois de avançar em ritmo relativamente moderado em março, de 3,1%.

No mês passado, destacaram-se particularmente as áreas siderúrgica, de engenharia química e automotiva, que ajudaram a impulsionar o resultado geral.

Entre janeiro e abril, o lucro industrial na China teve expansão de 15% na comparação anual, ante ganho de 11,6% no primeiro trimestre. 

O petróleo WTI recua 1,68%, a US$ 66,74 por barril, na Nymex, enquanto o Brent cai 1,32%, a US$ 75,46 por barril, na ICE.

O cobre para julho tem baixa de 0,99%, a US$ 3,0470 por libra-peso, na Comex.

Em entrevista à Rádio Eldorado, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse que o momento agora é de que os caminhoneiros voltem às suas atividades. “Agora o pessoal ainda está dormindo, mas acredito que até o meio-dia tudo estará resolvido”, afirmou.

Ele explicou que há grupos envolvidos nas manifestações que têm outras pretensões, diferente das dos caminhoneiros e da Abcam. Lopes também agradeceu o apoio da população à categoria, mas ressaltou que ainda há coisas a fazer e “reuniões internas para resolver”.

“Vamos colocar ordem nesse segmento que transporta o Brasil nas costas. Um segmento que antes não tinha o reconhecimento do governo, que estava em uma situação pior que um indigente. A partir de hoje, essa situação deve se resolver”, disse ele.

A queda de R$ 0,46 no preço do diesel por 60 dias e depois a adoção de reajustes mensais custará R$ 13,5 bilhões aos cofres do governo até dezembro. Enquanto o programa temporário de subvenção do preço terá custo de R$ 9,5 bilhões até o final o ano, a redução dos tributos terá impacto de R$ 4 bilhões. Os cálculos foram apresentados pelo ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, em entrevista ao Broadcast.

O ministro não considera, porém, que a perda de R$ 4 bilhões seja um custo adicional porque o governo irá compensar com a aprovação do projeto de reoneração da folha de pagamentos.

Na prática, no entanto, o governo perde a economia adicional que teria com aprovação do projeto, que agora vai bancar a queda do PIS/Cofins e Cide do diesel. Essa economia poderia ter sido usado para outra finalidade.

Veja a seguir como se compõe:
  • R$ 0,11 (queda do PIS/Cofins)
  • R$ 0,05 (queda da Cide)
  • R$ 0,30 (programa temporário de subvenção do preço do diesel que atenderá Petrobras, importadores e fornecedores menores)

Custo fiscal

  • PIS/Cofins/Cide - R$ 4 bilhões
  • Programa de subvenção do preço - até R$ 9,5 bilhões

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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark esticado na venda, portanto sobrevendido, distante da média móvel de 21 períodos e fora da banda de bollinger inferior.

Creio em uma abertura baixista, com chances de teste da região de 78.000, onde temos um fundo marcado em outubro/17 (78.025) e um fundo marcado em janeiro/18 (78.165).

Uma vez que o governo colocou as cartas na mesa e temos sinais de que os caminhoneiros aceitarão a proposta, o IBOV tem chances de recuperação ao longo do dia, sendo que, um fechamento positivo não seria uma surpresa, ou algo perto da estabilidade.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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sexta-feira, 25 de maio de 2018

Petrobras sente a greve


Bom dia, investidor!


PETR sente fortemente a greve e decisões do governo >> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, cancelou ontem uma reunião de cúpula que teria no próximo mês com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Na capital sul-coreana, Seul, o índice Kospi caiu 0,21% hoje, a 2.460,80 pontos, pressionado por ações financeiras e de siderúrgicas e montadoras.

O encontro de Trump e Kim estava previsto para 12 de junho, em Cingapura. O presidente americano alegou, no entanto, que a cúpula seria "inapropriada", diante da "tremenda raiva e aberta hostilidade" que tem sido mostrada pela Coreia do Norte, que supostamente suspendeu contatos diretos com os EUA nesta semana.

Após o gesto de Trump, porém, o vice-chanceler da Coreia do Norte, Kim Kye-gwan, afirmou que o país está disposto a negociar com os EUA para resolver o impasse em torno do cancelamento da reunião.

Recentemente, a Coreia do Norte desistiu de um encontro de alto escalão com Seul, devido a exercícios militares conjuntos da Coreia do Sul e EUA. Pyongyang também declarou que não estava interessada em uma reunião com os EUA focada apenas no programa nuclear norte-coreano.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,42%, a 3.141,30 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,93%, a 1.810,03 pontos. Nos últimos dias, os mercados chineses e de outras partes da Ásia foram também pressionados por incertezas no rumo das discussões comerciais entre EUA e China. Na terça-feira (22), Trump demonstrou insatisfação com a última rodada de negociações entre Washington e Pequim.

No Japão e em Taiwan, por outro lado, as bolsas tiveram ganhos marginais. O Nikkei subiu 0,06% em Tóquio, a 22.450,79 pontos, ainda que ações de montadoras tenham ampliado perdas diante da recente indicação de que os EUA poderão impor tarifas a importações de carros. Já o Taiex avançou 0,05%, a 10.942,30 pontos, sustentado por ações de tecnologia.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha se estabilizou em maio, interrompendo uma trajetória de cinco quedas consecutivas, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo.

O indicador ficou em 102,2 neste mês, igual ao nível de abril, que foi ligeiramente revisado para cima, de 102,1 originalmente. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do índice a 101,9.

O Ifo prevê que O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha terá expansão trimestral de 0,4% entre abril e junho, após crescer 0,3% entre janeiro e março.

A pesquisa mensal do Ifo envolve cerca de 9.000 empresas dos setores de manufatura, serviços, comércio e construção.

Após sete horas de reunião entre governo e representantes dos caminhoneiros, o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) anunciou ontem que houve acordo pela suspensão da greve por 15 dias. Nove das 11 entidades presentes aceitaram a proposta do Executivo, que prevê prazo de 30 dias para reajustes no preço do diesel. Esta era uma das principais demandas dos caminhoneiros, que queriam mais previsibilidade nos reajustes.

Para não interferir na política de preços da Petrobras e ao mesmo tempo garantir essa previsibilidade, o ministro Eduardo Guardia (Fazenda) informou que haverá um mecanismo de compensação à Petrobras a cada 30 dias, que terá que ser calculado mês a mês entre o preço que a estatal adotaria e o efetivamente adotado.

"O compromisso da Petrobras (de desconto no preço do diesel) é por 15 dias. Depois, a política volta normalmente. A política de preços continua preservada até a porta da refinaria", assegurou Guardia. O acordo do governo com caminhoneiros também inclui a manutenção do desconto de 10% no diesel por 30 dias. Ontem, a Petrobras anunciou a medida por 15 dias, que será bancada pela estatal. A União se compromete a pagar uma compensação financeira à Petrobras pelos outros 15 dias acordados para "garantir a autonomia" da estatal.

Segundo Guardia, a partir do segundo mês, a União arcará com o valor entre o preço que a Petrobras adotaria e o adotado. Já o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, afirmou que o reajuste no preço do diesel a cada 30 dias está garantido "pelo menos até o fim do ano".

A estimativa inicial do Ministério da Fazenda é que esta compensação pelo desconto de 10% por 15 dias represente R$ 350 milhões, porém o valor ainda terá que ser atualizado. Segundo Guardia, o governo terá "dotação orçamentária para fazer frente a essa despesa" e também a compensação a cada mês.

Depois dos 15 dias de suspensão da greve, haverá uma nova reunião entre as entidades e o governo para verificar como está o cumprimento dos 12 itens que constam no acordo. Também consta entre compromissos a realização de encontros periódicos a cada duas semanas. Padilha ressaltou que Temer autorizou o acordo.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, ampliando ganhos da sessão anterior, enquanto investidores acompanham os desdobramentos da decisão ontem do presidente dos EUA, Donald Trump, de cancelar a reunião de cúpula que teria no próximo mês com o líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME avançava 0,2%, a US$ 6.924,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,16%, a US$ 3,1010 por libra-peso, às 9h35 (de Brasília).

Entre outros metais básicos na LME, o viés era majoritariamente positivo: o zinco subia 0,66% no horário indicado acima, a US$ 3.057,50 por tonelada, o níquel tinha alta de 0,1%, a US$ 14.900,00 por tonelada, e o estanho aumentava 0,32%, a US$ 20.425,00 por tonelada. Exceção, o chumbo recuava 0,52% no mercado inglês, a US$ 2.480,00 por tonelada. 

Os preços do petróleo recuam com força nesta sexta-feira, à medida que grandes produtores de petróleo, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, mostraram-se dispostos a injetar mais petróleo no mercado. Além disso, tensão geopolítica entre os EUA e Coreia do Norte pesam sobre a commodity.

Às 9h40 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha baixa de 2,06%, a US$ 69,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), no menor nível em duas semanas e meia, enquanto o Brent para julho recuava 2,35%, a US$ 76,94 o barril, na ICE.

O ministro de petróleo da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, disse nesta sexta-feira que começaria discussões em junho com outros membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e produtores externos, como a Rússia, para reduzir o corte na produção, informou a Bloomberg.

O gráfico diário do IBOV tem sinal de fundo, sendo o mesmo um martelo.

Vale destacar que o benchmark buscou o suporte citado no informe de ontem em 79.690, deixando uma longa sombra inferior que sugere uma sexta-feira altista.

A confirmação ocorreria no rompimento e consolidação acima da máxima da véspera (80.860).

Outro destaque pertinente é que temos relevante distância em relação à média móvel de 21 períodos e a mínima de ontem foi marcada fora da banda de bollinger inferior.





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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quinta-feira, 24 de maio de 2018

Bovespa mergulha, sinalizando fundo


Bom dia, investidor!


IBOV intradiário com o destaque de ontem, e queda de 1.5%+ hoje até 10h30 >>> Veja também: inflação segundo FED, PIB da Alemanha, EUA x China >>> LEIA MAIS >>>

As maiores bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, após o governo dos EUA anunciar uma investigação sobre importações de carros que pode levar à imposição de novas tarifas e comentários do presidente Donald Trump sugerirem entraves nas discussões comerciais com a China.

No Japão, o índice Nikkei fechou em queda de 1,11%, a 22.437,01 pontos, pressionado por ações de montadoras locais, que exportam grandes volumes de automóveis para os EUA. Foi a segunda queda consecutiva de mais de 1% do Nikkei, o que não ocorria há quase três meses. O mercado japonês também foi prejudicado por uma recuperação do iene frente ao dólar, fator que tende a pesar em papéis de exportadoras de modo geral.

Na capital sul-coreana, Seul, ações da indústria automotiva também afetaram o Kospi, que caiu 0,24%, a 2.466,01 pontos. No fim da noite de quarta-feira, o banco central do país (BoK) decidiu manter sua taxa básica de juros em 1,5%, nível em que se encontra desde novembro do ano passado.

Ontem, o Departamento do Comércio dos EUA informou que vai lançar uma investigação sobre importações de carros e caminhões, por motivos de segurança nacional, numa iniciativa que poderá levar a Casa Branca a impor tarifas semelhantes às adotadas contra aço e alumínio importados em março.

Além disso, Trump pediu ontem "uma estrutura diferente" num eventual acordo comercial dos EUA com a China, gerando incertezas sobre o rumo das negociações entre as duas maiores economias do mundo. Anteriormente, o presidente americano já havia dito que não ficou satisfeito com a última rodada de conversas entre Washington e Pequim.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 0,45% hoje, a 3.154,65 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, teve queda de 0,42%, a 1.827,05 pontos.

Investidores da região asiática também digeriram a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA). No documento, publicado ontem, o Fed se mostrou confortável com a inflação dos EUA ultrapassando temporariamente sua meta oficial de 2%, o que aliviou temores de que a instituição poderia acelerar o ritmo de suas elevações de juros nos próximos meses.

O Produto Interno Bruto (PIB) da Alemanha cresceu 0,3% no primeiro trimestre de 2018 ante os três meses anteriores e avançou 2,3% na comparação anual do período, segundo revisão publicada hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Os dados vieram em linha com as previsões de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e confirmaram estimativas preliminares divulgadas no último dia 15.

O acréscimo trimestral de 0,3% também confirmou forte desaceleração ante o quarto trimestre de 2017, quando o PIB alemão teve alta de 0,6%.

Os contratos futuros de cobre operam em alta nesta quinta-feira, embora sem muita força. O metal se recupera de parte do recuo de ontem, mas investidores seguem atentos ao quadro nos estoques globais. Além disso, o dólar mais fraco beneficia o movimento positivo.

Às 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,48%, a US$ 6.866,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), e às 8h05 o cobre para julho tinha ganho de 0,39%, a US$ 3,0825 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar recuava ante uma cesta de moedas fortes, o que tende a apoiar as commodities, já que nesse caso elas se tornam mais baratas para os detentores das outras divisas.

Além disso, questões relativas à oferta levam operadores a comprar o metal após ele recuar, depois de mais um recuo nos estoques monitorados pela LME. A queda foi para níveis não vistos desde janeiro, segundo o corretor Alastair Munro, da Marex Spectron.

Ainda no setor, a Rio Tinto confirmou a notícia de que discute a venda de sua participação na mina Grasberg, a segunda maior do mundo em cobre, na Indonésia. A compradora seria a estatal local PT Inalum. Nos últimos dias, houve também problemas na produção da Sterlite, da Vedanta Resources, no Estado indiano de Tâmil Nadu, no sul do país. Houve violência durante protestos na quarta-feira e nove pessoas morreram. Essas manifestações ocorrem há três meses e os problemas gerados para a produção local devem apoiar os preços, segundo Robin Bhar, do Société Générale.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,02%, a US$ 3.027,50 a tonelada, o níquel subia 0,31%, a US$ 14.650 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,83%, a US$ 20.370 a tonelada, e o chumbo subia 1,13%, a US$ 2.494 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em queda nesta quinta-feira após um aumento inesperado dos estoques da commodity nos EUA, mas as preocupações geopolíticas de possíveis restrições das ofertas globais ajudam a manter os preços perto das máximas em três anos e meio.

Às 9h35 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha baixa de 1,34%, a US$ 70,88 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho recuava 1,44%, a US$ 78,65 o barril, na ICE.

O Departamento de Energia (DoE) dos EUA divulgou ontem que os estoques de petróleo subiram 5,8 milhões na semana passada, contrariando a previsão dos analistas de queda de 2,2 milhões.

Apesar disso, os preços se mantém próximos a patamares altos, já que os suprimentos dos principais produtores correm o risco de sofrer sanções.

A Câmara dos Deputados aprovou no final da noite desta quarta-feira, 23, projeto que reduz a desoneração da folha de pagamento neste anopara 28 setores da economia. Os outros 28 grupos continuam com o benefício até o fim de 2020, quando a política se encerra. A proposta aprovada também prevê zerar, até o final deste ano, a PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel. A medida foi incluída no texto como um aceno aos caminhoneiros, que paralisaram as atividades em todo o País em protesto contra a alta no preço dos combustíveis.

O projeto foi aprovado em votação simbólica, após acordo costurado pelo presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), com partidos da base aliada e da oposição. Somente o PSOL e integrantes do PSL fizeram questão de deixar claro que eram contra a matéria. O projeto seguiu para análise do Senado, onde o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun (MDB), afirmou que o Palácio do Planalto poderá tentar reverter a decisão de zerar o PIS-Cofins, dependendo dos cálculos da renúncia da medida.

A Petrobras calcula que a redução do preço do diesel em 10%, anunciada ontem, será uma diminuição de receita em cerca de R$ 350 milhões, considerando o reajuste no combustível e também a expectativa de vendas no período de 15 dias.

"A companhia está atuando para evitar reduções de carga ou, em situações extremas, parada de alguma de suas refinarias, seja em virtude de eventual risco de segurança de suas instalações, seja em virtude de potenciais limitações de escoamento", diz em comunicado ao mercado divulgado há pouco.

Na nota, a empresa reitera que a medida é de caráter excepcional e não representa mudança na política de preços, e que a decisão tomada pela diretoria executiva levou em consideração "os impactos negativos da greve para a população e para as operações da empresa."

Nesta manhã, o presidente da Associação Brasileira dos Caminhoneiros (Abcam), José da Fonseca Lopes, disse na Rádio Eldorado que as manifestações dos motoristas autônomos devem ser suspensas nesta tarde, desde que o projeto que prevê zerar, até o fim de 2018, o PIS-Cofins que incide sobre o óleo diesel seja aprovado pelo Senado. Há encontro marcado para às 14h entre governo e a associação, no qual a decisão sobre a continuidade dos protestos será comunicada.

O gráfico diário do IBOV fechou abaixo de 82.200, destacando que a máxima da sessão quase tocou o forte 82.760, naturalmente na abertura dos negócios.

O alvo natural para o pregão de hoje será 79.690, fundo de fevereiro, logo após o início do pregão, refletindo a crise dos combustíveis agravada nas últimas horas.

Na minha leitura será um ponto-chave, com a capacidade de formar um fundo, de médio prazo talvez, ou então jogar o mercado nos 78.000.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br




quarta-feira, 23 de maio de 2018

Ásia e commodities em baixa


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após comentário desfavorável do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o diálogo comercial com a China.

Ontem, Trump declarou não estar satisfeito com o resultado da última rodada de negociações comerciais com os chineses, ocorrida na semana passada em Washington, embora a veja como um "começo" no sentido de lidar com o gigantesco desequilíbrio na balança comercial dos EUA com Pequim. Horas antes, a China havia anunciado a redução de tarifas de importação sobre carros de 25% para 15%, numa medida que entrará em vigor em julho.

A fala de Trump esfriou os ânimos dos investidores, que dias atrás comemoraram o fato de os EUA e China terem anunciado uma "trégua" nas disputas comerciais enquanto buscam fechar um acordo final.

Na China continental e em Hong Kong, os mercados encerraram os negócios de hoje nas mínimas do pregão. O índice Xangai Composto recuou 1,41%, a 3.168,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é em boa parte formado por startups, caiu 1,10%, a 1.834,72 pontos. O Hang Seng, que ontem não operou devido a um feriado em Hong Kong, teve queda de 1,82%, a 30.665,64 pontos.

No Japão, o Nikkei sofreu baixa de 1,18%, a 22.689,74 pontos, à medida que um considerável avanço do iene frente ao dólar pesou em ações de exportadoras, enquanto em Taiwan, o Taiex cedeu 0,48%, a 10.886,18 pontos, pressionado por fabricantes de componentes eletrônicos.

O petróleo opera em baixa nesta quarta-feira em meio a relatos de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) poderia decidir por aumentar sua produção da commodity na próxima reunião marcada para acontecer em junho.

Às 9h27 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha baixa de 0,58%, a US$ 71,78 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho recuava 0,85%, a US$ 78,89 o barril, na ICE.

A Reuters informou ontem que a Opep poderia decidir elevar a produção de petróleo bruto em sua próxima reunião oficial no dia 22 de junho, em meio a riscos relacionados à oferta do Irã e da Venezuela no âmbito das sanções aplicadas pelos EUA.

A Opep e 10 produtores fora do cartel, incluindo a Rússia, cortaram sua produção de petróleo em cerca de 1,8 milhão de barris por dia desde o início do ano passado, como parte de um acordo coordenado para conter o excesso global de oferta que pesava sobre os preços desde o final de 2014.

Os futuros de cobre operam em forte baixa em Londres e Nova York, influenciados por questões de oferta e pela retomada da valorização do dólar.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,90%, a US$ 6.829,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho tinha queda de 2,17%, a US$ 3,0640 por libra-peso.

A maioria de outros metais básicos da LME também se enfraquecia, depois que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse estar considerando medidas para reduzir importações de aço e alumínio da União Europeia em 10%. No horário indicado acima, o alumínio recuava 0,64%, a US$ 2.246,50 por tonelada.

Fatores de oferta e variações cambiais também pesam nos preços dos metais.

Notícia da agência de notícias Bloomberg de que a Rio Tinto está prestes a aceitar US$ 3,5 bilhões por sua participação na mina de cobre de Grasberg, na Indonésia, gerou confiança na continuidade de sua produção, segundo estrategistas do ING. A expectativa é que a fatia seja adquirida pela estatal indonésia PT Inalum, o que aliviaria tensões sobre o vencimento da licença de mineração temporária da Rio Tinto.

O governo da Indonésia e gigantes globais da mineração há anos estão envolvidos em disputas sobre a propriedade de recursos naturais deste país do extremo oriente asiático.

Já o dólar retomou sua escalada recente nesta manhã, após se enfraquecer nos negócios de ontem, tornando os metais menos atraentes para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais na LME, o zinco recuava 1%, a US$ 3.010,50 por tonelada, o níquel diminuía 2,26%, a US$ 14.480,00 por tonelada, e o chumbo perdia 0,59%, a US$ 2.451,00 por tonelada, mas o estanho era exceção e mostrava alta marginal de 0,02%, a US$ 20.620,00 por tonelada. 

O ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, confirmou ontem à noite que o governo fechou um acordo com os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), para eliminar a Cide incidente sobre o diesel. Em contrapartida, o Congresso deverá aprovar a reoneração da folha de pagamento.

Além da reoneração da folha neste ano para parte dos setores atualmente beneficiados, a partir de dezembro de 2020 nenhum setor contará mais com a desoneração. Guardia não respondeu quais setores manterão o benefício por mais dois anos e meio. A urgência para a votação do projeto no plenário da Câmara já foi aprovada, mas o relator, deputado Orlando Silva (PCdoB), ainda não apresentou o seu parecer final.

Segundo o ministro, como o governo tem pouca margem de manobra dentro do Orçamento deste ano, os recursos que deixarão de ser recolhidos com a Cide sobre o diesel serão compensados pelo reforço de arrecadação com a reoneração da folha. "Estamos fazendo algo absolutamente equilibrado do ponto de vista fiscal", alegou.

Pré-candidato ao Palácio do Planalto, Rodrigo Maia fez o que pôde para tomar a dianteira do anúncio das medidas que o governo pretende usar para baixar o preço dos combustíveis. No domingo, Maia foi o primeiro presidenciável a defender publicamente, via Twitter, que o governo zerasse a Cide e diminuísse a alíquota do PIS/Cofins para ajudar a diminuir os preços da gasolina e do diesel.


IBOV abre em forte baixa

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark operando em um ponto de clímax, formado pela LTA que guia os preços desde a quinta-feira negra (JBS), banda de bollinger inferior, média móvel de 5 períodos e o forte e decisivo 82.200, que separa o joio do trigo.

A abertura dessa quarta-feira deverá ser de baixa, com teste de 82.200 como suporte logo nos primeiros negócios.

Na minha visão esse suporte será perdido em um primeiro momento, lançando o mercado próximo da mínima das duas últimas sessões e consequentemente da semana (região de 81.600).

Após o stress da abertura, tanto a mínima da semana quanto 82.200 serão pontos-chave para determinar o rumo dos negócios.

Se o mercado segurar, mostrar resiliência e deixar sombra inferior, será um relevante sinal de força dos touros no curto prazo.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

terça-feira, 22 de maio de 2018

Ata do COPOM é positiva


Bom dia, investidor!

Ata do COPOM é positiva em relação à inflação mas aponta atividade econômica e cenário dos emergentes como fatores de inflação >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com as da China garantindo ganhos no fim do pregão após notícias encorajadoras sobre a gigante chinesa de equipamentos de telecomunicação ZTE e a do Japão pressionada por uma recuperação do iene.

Na China, os negócios foram marcados por volatilidade e o mercado em Shenzhen, que é em boa parte formado por startups, se destacou após circularem relatos de que EUA e China fecharam um acordo preliminar para reverter a proibição que Washington impôs à ZTE de comprar componentes e software de empresas americanas. Há mais de um mês, a ZTE foi punida pela Casa Branca por ter supostamente feito negócios com Irã e Coreia do Norte.

No começo da semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia prometido no Twitter que iria trabalhar com o presidente chinês, Xi Jinping, para fazer a ZTE a retomar operações rapidamente.

As negociações sobre a ZTE ocorrem no contexto do recente diálogo para amenizar tensões comerciais entre EUA e China. No fim de semana, negociadores de ambos os lados anunciaram uma "trégua" nas desavenças comerciais e a suspensão da aplicação de tarifas.

O índice Shenzhen Composto subiu 0,38% hoje, a 1.855,16 pontos, enquanto o mais líquido e abrangente Shanghai Composto teve alta marginal de 0,02%, a 3.214,35 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,18%, a 22.960,34 pontos, à medida que o iene se fortaleceu levemente ante o dólar durante a madrugada.

No Parlamento do Japão, o presidente do BoJ - como é conhecido o banco central do país -, Haruhiko Kuroda, reiterou nesta terça o compromisso de manter a atual política de agressivos estímulos monetários até que a inflação atinja a meta oficial de 2%. Os números mais recentes mostram a taxa anual de inflação subjacente ainda bem abaixo de 1%.

O governo da China anunciou hoje que vai reduzir sua tarifa sobre importações de carros de 25% para 15%, a partir de 1º de julho. Já a tarifa sobre autopeças diminuirá para 6%, de uma faixa atual que varia de 8% a 25%.

As medidas irão "promover a transformação e aperfeiçoamento da indústria automotiva, e atender as demandas dos consumidores", segundo a Comissão de Tarifas Alfandegárias do Conselho Estatal, como é conhecido o gabinete chinês.

O anúncio vem num momento em que EUA e China vêm negociando para evitar uma guerra comercial entre as duas maiores economias do mundo.

O setor automotivo tem sido um importante foco das conversas entre Washington e Pequim. Em março, o representante de Comércio dos EUA, Robert Lighthizer, afirmou em investigação que a China não oferecia condições justas de concorrência a montadoras estrangeiras.

Numa aparente tentativa de amenizar tensões comerciais, o presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em abril que iria cortar tarifas sobre automóveis e aliviar restrições a investimentos externos no setor.

A China importou 1,2 milhão de carros no ano passado, segundo a associação local de concessionárias. O volume representou cerca de 4% das vendas totais.

Em comunicado, o Ministério de Finanças chinês afirmou que a redução de tarifas é uma "importante medida no sentido de abrir ainda mais" a economia da China. 

Desde que começou a adotar a política de reajustes diários dos preços dos derivados de petróleo, em 3 de julho do ano passado, a Petrobras já elevou o preço do óleo diesel em suas refinarias 121 vezes, o que representou uma alta de 56,5%, segundo cálculo do Centro Brasileiro de Infraestrutura (CBIE). Em pouco mais de dez meses, o litro do produto passou de R$ 1,5006 para R$ 2,3488. Caminhoneiros promovem protestos nesta segunda-feira, em diversos Estados, por conta do encarecimento do combustível.

Apenas neste ano, o preço do diesel subiu 38 vezes, em linha com a sua valorização no mercado internacional. A atual política da Petrobras foi criada para acompanhar as variações externas e considera ainda a competição com importadores. Dessa forma, a empresa vem demonstrando ao mercado que possui autonomia e não atua para atender os interesses de governo, mas dos seus acionistas. No passado, durante o governo petista, os preços eram represados para conter a inflação, o que, consequentemente, freava a geração de receita da companhia.

O PT fará, no próximo da 27, mais um ato de lançamento da pré-candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Presidência da República. Desta vez, o lançamento deve ocorrer em todas as cidades onde a legenda está estruturada, de acordo com o deputado federal Wadih Damous (PT-RJ), que se integrou à defesa de Lula, preso em Curitiba desde 7 de abril, e visitou o petista nesta segunda-feira, 21.

Segundo Damous, o partido apresentará alguns eixos do programa de governo de Lula e reforçará que não há "plano B" para o registro da candidatura do petista como candidato a presidente, mesmo com o petista preso e condenado em segunda instância.

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, ampliando ganhos da sessão anterior, graças a uma nova queda nos estoques da London Metal Exchange (LME) e à reversão da tendência de valorização do dólar.

Por volta das 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na LME avançava 0,59%, a US$ 6.937,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em julho subia 0,74%, a US$ 3,1215 por libra-peso.

A demanda por cobre no Extremo Oriente impulsionou o cobre ontem e ajuda a sustentar os preços hoje, embora o metal continue a oscilar dentro de uma limitada faixa recente. Esse interesse na Bolsa de Futuros de Xangai ecoou nos negócios de Londres, levando os estoques da LME a diminuir ainda mais, segundo Alastair Munro, corretor da Marex Spectron.

Já o índice DXY do dólar opera em baixa nos negócios da manhã, revertendo ganhos de ontem e tornando o cobre mais atraente para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais na LME, não havia direção única: o alumínio caía 0,09% no horário indicado acima, a US$ 2.274,50 por tonelada, o zinco tinha queda de 1,47%, a US$ 3.051,50 por tonelada, o níquel aumentava 0,14%, a US$ 14.750,00 por tonelada, o estanho recuava 0,46%, a US$ 20.645,00 por tonelada, e o chumbo ganhava 1,12%, a US$ 2.442,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta terça-feira, apoiados pela perspectiva de mais sanções contra o Irã. Além disso, o fato de os Estados Unidos já terem anunciado sanções contra a Venezuela após a eleição presidencial de domingo no país sul-americano colabora para o movimento.

Às 9h40 (de Brasília), o petróleo WTI para julho tinha alta de 0,25%, a US$ 72,53 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para julho avançava 0,50%, a US$ 79,62 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, o secretário de Estado americano, Mike Pompeo, deixou claro que qualquer acordo com o Irã exigiria que o país parasse de enriquecer urânio e interrompesse o apoio a grupos militantes, afirmou Mihir Kapadia, da Sun Global Investments. 

Kapadia lembrou ainda que os EUA responderam ao quadro na Venezuela com sanções para restringir investimentos na dívida emitida por Caracas. O Irã e a Venezuela são membros da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Neste mês, o presidente americano, Donald Trump, retirou os EUA do acordo internacional de 2015 para conter as atividades nucleares do Irã. Na semana passada, o Brent chegou a superar a marca de US$ 800 o barril pela primeira vez em três anos e meio.

O Comitê de Política Monetária (Copom) acredita que a trajetória da inflação "permanece favorável" e cita como argumento o fato de que "diversas medidas de inflação subjacente" seguem em níveis ainda baixos, inclusive os preços de serviços. Diante dessa avaliação, o Banco Central acredita que a trajetória dos índices é compatível "com a convergência da inflação em direção às metas no horizonte relevante para a política monetária".

Segundo a Ata do Copom divulgada hoje, ao avaliar os riscos relacionados aos preços, os diretores reafirmaram o risco baixista gerado pela permanência de "medidas de inflação subjacente em patamares baixos".

Por outro lado, o documento nota que há expectativa de que a recuperação da atividade econômica em curso "contribua para elevação da inflação subjacente rumo às metas no horizonte relevante". Entre os demais fatores que podem acelerar preços, o documento destaca que persistem "riscos associados à continuidade da reversão do cenário para economias emergentes num contexto de frustração das expectativas sobre as reformas e ajustes necessários na economia brasileira".

Diante esses riscos, o Comitê repetiu o entendimento de que "a evolução recente dessas dimensões em conjunto resultou em mitigação do risco de postergação da convergência da inflação rumo às metas". Por isso, manteve o juro na semana passada. 


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O gráfico diário do IBOV mostra que os ursos ainda estão na área, mostrando as garras e brigando sobre a linha de tendência de alta (LTA) que guia os preços desde a quinta-feira negra (JBS).

O ponto-chave, na minha leitura, é 82.200, pois ele pode confirmar ou frustrar um pivot de baixa no diário, sendo decisivo para o rumo do mercado no curto prazo.



Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br