terça-feira, 3 de abril de 2018

"Techs" sofrem novo tombo


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, após uma nova onda de venda de ações de tecnologia em Nova York e em meio a preocupações com as desavenças comerciais entre EUA e China.

NASDAQ ontem. Clique para ampliar.

Ontem em Wall Street, as chamadas "techs" sofreram mais um tombo, derrubando o Nasdaq e contaminando outros índices americanos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,45% hoje, a 21.292,29 pontos, com perdas lideradas por exportadores de tecnologia como a empresa de eletrônicos TDK e a Fanuc, fabricante de robôs industriais. No pior momento do pregão, no entanto, o índice japonês chegou a registrar queda de 1,6%.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 0,84%, a 3.136,63 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups, teve baixa de 0,78%, a 1.842,23 pontos. Já em Taiwan, o Taiex mostrou perda de 0,61%, a 10.281,53 pontos, com destaque negativo para o fabricante de computadores Acer (-2,5%).

Continuaram pesando na Ásia também receios de que os últimos lances comerciais entre Washington e Pequim acabem levando a uma guerra comercial declarada entre as duas maiores economias do mundo.

No domingo, a China cumpriu uma ameaça de impor tarifas a 128 produtos americanos com valor estimado em US$ 3 bilhões, em retaliação à decisão dos EUA, no mês passado, de taxar importações chinesas de aço e alumínio. Nesta semana, a Casa Branca poderá definir novas punições tarifárias a mais US$ 60 bilhões em bens chineses.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da Alemanha caiu de 60,6 em fevereiro para 58,2 em março, atingindo o menor nível em 15 meses, segundo dados publicados hoje pela IHS Markit. O resultado de março ficou um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pela Dow Jones Newswires, que previam queda do indicador a 58,4. A leitura acima de 50, no entanto, indica que a manufatura alemã continuou se expandindo no mês passado, ainda que em ritmo mais comedido. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York, ainda beneficiados por recentes dados de manufatura da China, à medida que operadores europeus retomam os negócios nesta terça-feira, após o fim de semana estendido de Páscoa.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,1%, a US$ 6.814,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta mais moderada, de 0,28%, a US$ 3,0585 por libra-peso.

O avanço do cobre em Londres hoje vem também após uma semana mais curta, que foi marcada pelo fim do primeiro trimestre. Na última semana, os preços dos metais atingiram os menores níveis desde o início de dezembro, em reação a um aumento nos estoques de armazéns certificados pela LME para o maior patamar desde 2013.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o alumínio subia 1,17% no horário indicado acima, a US$ 2.028,50 por tonelada, enquanto o zinco avançava 0,5%, a US$ 3.287,00 por tonelada, o estanho aumentava 0,90%, a US$ 21.340,00 por tonelada, o níquel tinha alta de 1,68%, a US$ 13.615,00 por tonelada, e o chumbo registrava ganho de 0,69%, a US$ 2.413,50 por tonelada. 

O petróleo tenta sustentar leves altas na manhã desta terça-feira, mas com pouco impulso, ainda diante da cautela com as tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. O quadro impede uma recuperação mais acentuada, mesmo após a queda forte de ontem.

Às 9h42 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 0,21%, a US$ 63,14 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho tinha alta de 0,18%, a US$ 67,76 o barril, na ICE.

Os preços tocaram a mínima em duas semanas na segunda-feira, com o Brent fechando em queda de 2,45% e o WTI, de 2,97%, após a China impor tarifas à importação de produtos dos EUA. A medida de Pequim foi uma retaliação a tarifas americanas à importação de aço e alumínio. Analistas e operadores temem que essas ações possam gerar uma guerra comercial global, o que pesaria no crescimento e consequentemente prejudicaria a demanda por petróleo e derivados.

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes está hoje em Lisboa participando de um seminário da área jurídica e retorna, ainda hoje para o Brasil, para votar, amanhã, no julgamento do habeas corpus (HC) do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Ele disse, há pouco, no entanto, que sua intenção é retornar para a capital portuguesa na quinta-feira, para o encerramento do evento, que é organizado pelo seu Instituto Brasiliense de Direito Público (IDP) e pela Fundação Getúlio Vargas (FGV).

A produção industrial subiu 0,2% em fevereiro ante janeiro, na série com ajuste sazonal, divulgou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 

Em relação a fevereiro de 2017, a produção aumentou 2,8%. Nessa comparação, sem ajuste, as estimativas variavam de um aumento de 2,50% a 6,00%, com mediana positiva de 3,9%.

No ano até fevereiro, a indústria teve alta de 4,3%. No acumulado em 12 meses, a produção da indústria acumulou avanço de 3,0%.

O gráfico diário do IBOV mostra que a máxima da sessão foi marcada ao redor de 85.500 em sete das últimas oito sessões.

A região, cujo pico foi 85.708 no pregão de 29/03. concentra uma verdadeira trincheira onde ursos e touros travam batalhas diárias.

Caso seja rompida, não define muita coisa, pois logo acima temos uma LTB (azul) e o forte 86.213.

Para essa terça-feira, a abertura deverá ser altista, seguindo os repiques dos futuros norte-americanos.

O desafio será sustentar os negócios ao longo do pregão.

Em caso de pressão vendedora, teremos suporte em 83.900 seguido por 83.700.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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