segunda-feira, 23 de abril de 2018

Techs sacodem mercados


Papéis de tecnologia ou biotecnologia sacodem os mercados >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas majoritariamente modestas nesta segunda-feira, após uma sessão negativa em Wall Street no fim da semana passada.


Na sexta-feira (20), os mercados acionários de Nova York caíram de forma generalizada, influenciados em grande parte por um tombo de mais de 4% da gigante da tecnologia Apple, empresa com maior valor de mercado do mundo. Como resultado, as "techs" asiáticas ficaram pressionadas pelo segundo pregão consecutivo. Gráfico da Apple, diário. Clique para ampliar.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,33% hoje, a 22.088,04 pontos, com destaque negativo para os fabricantes de eletrônicos Sharp (-5,6%) e de ferramentas Makita (-3,9%).

Na bolsa taiwanesa, o Taiex caiu 0,75%, a 10.697,13 pontos, mais uma vez influenciada por seu maior componente, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), que teve baixa de 1,1%, ampliando o tombo de 6,3% que sofreu na última sexta.

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, fez um alerta negativo de vendas na última semana que pesou em ações de tecnologia globais, inclusive da Apple.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,11%, a 3.068,01 pontos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, registrou queda de 0,80%, a 1.764,20 pontos. Os mercados chineses estão pressionados desde meados da semana passada, quando os EUA baniram exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Papéis de tecnologia ou biotecnologia também prejudicaram hoje os negócios das bolsas de Hong Kong, onde o Hang Seng caiu 0,54%, a 30.254,40 pontos, e de Seul, com baixa marginal de 0,09% do sul-coreano Kospi, a 2.474,11 pontos.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e em Nova York, à medida que o dólar se fortalece em reação a um avanço no rendimento dos Treasuries de 10 anos.

Por volta das 0h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,21%, a US$ 6.968,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 0,14%, a US$ 3,1305 por libra-peso, às 7h47 (de Brasília).

O juro da T-note de 10 anos, que já havia atingido o maior nível desde janeiro de 2014 no fim da semana passada, manteve a tendência de alta na madrugada de hoje e se aproximou de 3%, ajudando a impulsionar o dólar. A valorização da moeda norte-americana, por sua vez, tende a pesar nos preços de commodities como cobre, outros metais e petróleo.

Já o alumínio na LME caía 0,44% no horário indicado acima, a US$ 2.487,00 por tonelada, depois de acumular ganhos de cerca de 24% desde 5 de abril, em razão de sanções aplicadas pelos EUA contra a mineradora russa Rusal, segunda maior produtora mundial do metal.

Entre outros metais básicos no mercado inglês, o zinco perdia 0,14%, a US$ 3.236,00 por tonelada, o chumbo subia 0,19%, a US$ 2.342,00 por tonelada, o estanho cedia 0,62%, a US$ 21.525,00 por tonelada, e o níquel tinha forte baixa de 3,06%, a US$ 14.400,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa, pressionados pela valorização do dólar e por um movimento limitado de realização de lucros.

Às 9h15 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,31% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 73,83, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,00.

Na última sexta-feira (20), o petróleo se manteve volátil em meio a uma reunião ministerial de grandes produtores, na cidade saudita de Jidá, para discutir seus esforços para restringir a oferta. Na ocasião, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez nações que não pertencem ao grupo - incluindo a Rússia - se comprometeram a manter limites à oferta este ano e, possivelmente, em 2019.

Por um acordo que teve início em janeiro de 2017, a Opep e parceiros vêm reduzindo sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia. Em princípio, o pacto vigora até o fim deste ano. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, ante 6,53% ao ano de quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,20% para 7,08%, ante 7,50% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 seguiu em 6,25% ao ano, mesmo valor de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark ainda dentro de uma congestão, que perdura desde meados de março; sendo mais específico, teve seu início dia 16/03. Clique no gráfico para ampliar.

Vale destacar que, semana passada, o mercado operou entre as extremidades da estrutura lateral.

Na minha visão, o último topo marcado aos 85.875 é uma importante resistência de curto prazo e deverá pressionar os negócios, pelo menos nessa segunda-feira, projetando uma correção moderada para testar as médias móveis e a LTB como suportes, configurando um um típico pull back.

O comportamento do mercado nessa região deverá indicar o runo para os próximos pregões.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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