sexta-feira, 13 de abril de 2018

PT e Planalto se unem contra prisão em segunda instância


Bom dia, investidor!

IBOV encosta em linha de tendência de baixa >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta sexta-feira, com algumas favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e comerciais e as da China pressionadas pelo inesperado fraco desempenho de sua balança comercial no mês passado.

A melhora de sentimento veio após o presidente dos EUA, Donald Trump, publicar no Twitter ontem que "nunca disse" quando ocorreria um eventual ataque americano na Síria. "Pode ser muito em breve ou nada em breve!", afirmou na rede social.

O tuíte aliviou preocupações de que uma ofensiva dos EUA na Síria poderia ser iminente. Trump vem ameaçando intervir na Síria desde que um suposto ataque com armas químicas matou dezenas de civis sírios no último fim de semana.

Além disso, Trump orientou ontem assessores a estudar a possibilidade de os EUA voltarem à Parceria Transpacífico (TPP, na sigla em inglês), depois de decidir abandonar o acordo de livre comércio no começo ano passado. Os demais 11 países participantes assinaram o pacto recentemente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,55% hoje, a 21.778,74 pontos. Na semana, o índice japonês acumulou valorização de 0,98%. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi avançou 0,51%, a 2.455,07 pontos, impulsionado pela Samsung Electronics (+1,6%) e pela siderúrgica Posco (+1,9%). Já em Taiwan, o Taiex registrou alta marginal de 0,09%, a 10.965,39 pontos.

Os mercados chineses e de Hong Kong, por outro lado, reagiram negativamente aos últimos números da balança comercial da China. Em março, a segunda maior economia do mundo teve um inesperado déficit comercial de US$ 4,98 bilhões, frustrando analistas que previam superávit de US$ 19,6 bilhões no mês passado. O déficit foi resultado de uma queda anual de 2,7% nas exportações de março e um avanço de 14,4% nas importações. A projeção de analistas era de ganhos de 10% tanto em exportações quanto em importações.

Na China continental, o Xangai Composto terminou o pregão de hoje em baixa de 0,66%, a 3.159,05 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,32%, a 1.834,38 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve ligeira baixa de 0,07%, a 30.808,38 pontos.

No comércio com os EUA, a China acumulou superávit comercial de US$ 58,25 bilhões no primeiro trimestre, 19,4% maior que o saldo positivo de igual período do ano passado. O forte avanço vem num momento em que os governos americano e chinês ameaçam tarifar seus respectivos produtos.

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,4% em março ante fevereiro e registrou alta de 1,6% na comparação anual, segundo dados finais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Os números vieram em linha com as expectativas de analistas consultados pelo The Wall Street Journal e com estimativas preliminares divulgadas no fim de março.

Já o CPI harmonizado alemão aumentou 0,4% no confronto mensal de março e mostrou alta de 1,5% em doze meses, também como estimado anteriormente.

Os futuros de petróleo operam em leve baixa nesta manhã, revertendo ganhos de mais cedo que vieram após a Agência Internacional de Energia (AIE) prever demanda robusta pela commodity neste ano.

Às 9h50 (de Brasília), o barril do petróleo tipo Brent para junho caía 0,08% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 71,94, enquanto o do WTI para maio tinha baixa marginal de 0,07% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,02.

Em relatório mensal publicado mais cedo, a AIE disse continuar prevendo que a demanda global por petróleo irá aumentar 1,5 milhão de barris por dia (bpd) este ano, ajudando a compensar parcialmente a forte expansão da produção de óleo de xisto nos EUA.

Por outro lado, a AIE alertou que a crescente tensão comercial entre EUA e China pode afetar significativamente o apetite global por petróleo.

Nos últimos dias, o petróleo atingiu máximas em três anos com a perspectiva de que EUA e aliados lancem uma ofensiva militar na Síria, em resposta a um suposto ataque com armas químicas que matou dezenas de civis sírios no último fim de semana. O Oriente Médio responde por cerca de dois terços das reservas de petróleo mundiais.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), investidores vão acompanhar a pesquisa semanal da Baker Hughes sobre plataformas e poços de petróleo em operação nos EUA. 

Os futuros de cobre operam em alta nesta manhã, favorecidos pelos últimos números da balança comercial da China, mas o alumínio continua sendo o destaque da semana, ao manter o rali que vem exibindo nos últimos dias.

Por volta das 9h55 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,54%, a US$ 6.859,00 por tonelada, mantendo-se dentro do recente intervalo das últimas semanas.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,62%, a US$ 3,0825 por libra-peso.

Já o alumínio na LME avançava 1,75%, a US$ 2.323,50 por tonelada, acumulando ganhos de 13,1% na semana. O metal é impulsionado pela decisão dos EUA, no fim da semana passada, de impor sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. Se mantiver o ritmo da manhã, o alumínio encerrará a semana com seu melhor desempenho em três décadas.

O cobre é beneficiado por sinais de sólida demanda da China, o maior consumidor mundial do metal. No primeiro trimestre, as importações chinesas de cobre tiveram expansão anual de 7,3%, a 1,23 milhão de toneladas, segundo dados oficiais publicados nesta madrugada. Apenas em março, a China importou 439 mil toneladas de cobre, 2,1% mais do que um ano antes.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram generalizados. O zinco avançava 1,15% no horário indicado acima, a US$ 3.127,00 por tonelada, enquanto o estanho subia 0,43%, a US$ 21.035,00 por tonelada, o níquel aumentava 1,89%, a US$ 14.030,00 por tonelada, e o chumbo tinha alta de 0,43%, a US$ 2.360,00 por tonelada. 

O PT e o Palácio do Planalto iniciaram uma aproximação para tentar barrar a prisão após condenação em segunda instância no Supremo Tribunal Federal. Conversas preliminares ocorreram há algumas semanas, antes mesmo de a Corte negar o habeas corpus para o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, mas foram intensificadas depois da prisão do petista, condenado na Operação Lava Jato.

Um dos objetivos é pressionar o ministro Alexandre de Moraes, nomeado pelo presidente Michel Temer e que já se manifestou a favor do início da execução penal após a segunda instância. A investida está vinculada à incerteza envolvendo o voto da ministra Rosa Weber. A expectativa é se a ministra manteria numa nova análise do assunto a posição pessoal contra a prisão após condenação de segundo grau.


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O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark sobre um ponto decisivo, sendo esse a LTB que marcou os últimos topos desde fevereiro.

O fechamento da semana será essencial para os projeções de curto prazo do mercado.

Um provável teste de 85K levaria o IBOV a descer até as médias, caso esse suporte, que marcou a mínima de ontem seja violado.

O vencimento de opções na segunda-feira e do índice futuro na quarta-feira deverá trazer grande expectativa aos players.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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