terça-feira, 17 de abril de 2018

PIB da China repete +6.8%


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Foto China Daily - Clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, apesar de dados melhores do que o esperado sobre o crescimento econômico da China.

No fim da noite de ontem, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,8% no primeiro trimestre, um pouco maior que a alta prevista de 6,7% e igualando o resultado de 2017. As vendas no varejo da China também subiram mais do que o esperado em março, mas o avanço da produção industrial ficou aquém das expectativas.

A produção industrial da China apresentou alta de 6,0% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do país. A leitura veio abaixo da estimativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam crescimento de 6,3% do indicador.

A indústria chinesa também mostrou desaceleração na comparação mensal. Na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial registrou alta de 0,57%, enquanto em março ante fevereiro a produção industrial avançou 0,33%.

As vendas no varejo chinesas, por sua vez, subiram 10,1% na comparação anual de março, acelerando em relação ao aumento de 9,7% visto nos primeiros dois meses do ano. Analistas esperavam alta menor para o indicador, em alta de 9,7%. Na comparação com fevereiro, o varejo da China apresentou aumento de 0,73% em março, desacelerando dos 0,76% registrados na passagem de janeiro para fevereiro.

O NBS também informou que os investimentos em ativos fixos fora de áreas rurais da China cresceram 7,5% no período entre janeiro e março, abaixo do ganho esperado por analistas de 7,7%. Além disso, o indicador apresentou desaceleração, visto que, entre janeiro e fevereiro, os investimentos em ativos fixos subiram 7,9% na comparação com o mesmo período de 2017. Fonte: Dow Jones Newswires. 

Embora os índices acionários chineses tenham inicialmente reagido em alta aos indicadores, a recuperação durou pouco. Em seu quarto pregão consecutivo de perdas, o Xangai Composto recuou 1,41% hoje, a 3.066,80 pontos, atingindo o menor nível em 11 meses, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda ainda mais expressiva, de 2,20%, a 1.784,56 pontos.

Ainda que favoráveis, os últimos números macroeconômicos da China abrem o caminho para que a segunda maior economia do mundo aperte sua política monetária.

Exceção na Ásia, o Nikkei teve alta marginal de 0,06% em Tóquio, a 21.847,59 pontos, com a ajuda de ações dos setores alimentício e varejista. O clima na capital do Japão, no entanto, era de cautela antes de um encontro mais tarde do primeiro-ministro Shinzo Abe com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 5,1 em março para -8,2 em abril, segundo o instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a -3.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 90,7 em março para 87,9 em abril. Neste caso, a projeção do mercado era de redução maior, a 87. 

A emissora oficial do regime sírio informou nesta terça-feira, 17, que o país foi alvo de uma nova "agressão", com o bombardeio de uma base aérea em Homs.

O canal não informou de onde teria partido o ataque. No início do mês, o regime de Bashar Assad culpou Israel por um ataque semelhante em Homs.

Na sexta-feira, uma força-tarefa formada por Estados Unidos, Reino Unido e França realizou um ataque com o objetivo declarado de destruir supostas fábricas e depósitos de armas químicas na Síria. O bombardeio foi uma retaliação ao suposto uso de armas químicas contra a cidade de Douma por tropas de Assad.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou baixa marginal de 0,01% na segunda quadrissemana de abril, revertendo a ligeira alta de 0,06% observada na primeira quadrissemana deste mês, de acordo com dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda prévia de abril, perderam força ou migraram para deflação os seguintes grupos de preços: Habitação (de 0,21% na primeira quadrissemana para 0,08% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 0,01% para -0,17%) e Vestuário (de 0,33% para 0,22%).

Por outro lado, subiram com maior intensidade ou reduziram deflação os segmentos de Transportes (de 0,11% para 0,15%), Despesas Pessoais (de -0,63% para -0,51%), Saúde (de 0,57% para 0,67%) e Educação (de 0,08% para 0,11%).

Os aluguéis residenciais subiram 0,54% em março na comparação com fevereiro, considerando os valores médios de anúncios em 15 cidades. Essa foi a quarta elevação mensal consecutiva dos valores de locação. No ano, os aluguéis acumulam crescimento de 1,47%, e nos últimos 12 meses, alta de 0,30%.

O dono da Riachuelo e pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, afirmou que seu diferencial em relação aos mais de 15 postulantes ao cargo é a ausência de "discursos cruzados". "Sou o único liberal, reformista e conservador", disse o empresário, em entrevista ao programa Band Eleições, exibido pela Band na madrugada desta terça-feira, 17. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, Rocha soma 1% das intenções de voto.

O empresário afirmou que, apesar de muitos pré-candidatos se venderem como liberais, suas posições são conflitantes. "Você tem discursos cruzados. Com direita na economia, mas discurso de esquerda em outros pontos. Tem também algum fenômeno crescente de ultraconservadorismo nos valores, mas não tão certo na economia", argumentou.

A JHSF Participações encerrou 2017 com prejuízo líquido de R$ 27,3 milhões, 89,4% menor que o do ano anterior. A companhia, que atua em shoppings, apresentou apenas os dados do exercício de 2017, sem detalhe do quarto trimestre. A divulgação era esperada para 28 de março e foi adiada para 29, depois para a noite de ontem, alegando análise de impactos da oferta inicial de ações (IPO) da JHSF Malls nos balanços das duas companhias. O IPO está temporariamente suspenso.

A companhia registrou receita líquida de R$ 355,9 milhões em 2017, queda de 7,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 203,8, revertendo dado negativo de 2016, de R$ 27,9 milhões. No critério ajustado, alcançou R$ 72,4 milhões, leve queda de 0,7% entre os períodos. A margem Ebitda ajustado, entretanto, cresceu um ponto porcentual, para 20%.

O resultado financeiro líquido representa uma despesa de R$ 149,6 milhões, 44,3% menor que a do ano anterior, o que a administração atribui a efeitos do processo de desalavancagem realizado em 2016 e a queda da taxa básica de juros. "Em dezembro de 2017, concluímos a repactuação de cerca de 75% do endividamento consolidado da Companhia, com ampliação da carência para pagamento de principal e redução do spread anual contratado."

A companhia realiza teleconferência de resultados hoje às 14h30.

O gráfico diário do IBOV mostra mais um marobuzu desenhado na sessão de ontem, com bom volume, levemente abaixo da média, rompendo o suporte 83.900 de forma convicta, levando, de quebra, 83.150, mínima da semana passada na bagagem.

Temos 82.890 e 82.825 como pontos importantes e decisivos, ambos muito próximos do fechamento de ontem aos 82.860, sendo "verdadeiras" trincheiras entre ursos e touros.

Um repique para testar 83.150 como resistência, o que seria configurado como um pull back também é possível, especialmente no início do pregão.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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