terça-feira, 10 de abril de 2018

Moody's melhora rating do Brasil


Bom dia, investidor!

Moody's reafirmou 'Ba2' e alterou a perspectiva de negativa para estável >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta terça-feira, depois que o presidente da China, Xi Jinping, citou planos de abrir ainda mais a economia chinesa. Em discurso feito durante o Fórum Boao para a Ásia, Xi disse hoje que Pequim pretende reduzir tarifas sobre importações de carros e de outros produtos, além de fortalecer a proteção dos direitos de propriedade intelectual de companhias estrangeiras.

O tom conciliador de Xi ajudou a aliviar temores relacionados à atual disputa comercial entre China e EUA, contribuindo para a melhora do sentimento e gerando demanda por ações na região asiática.

Na semana passada, o presidente dos EUA, Donald Trump, ameaçou tarifar até US$ 150 bilhões em produtos chineses, em parte porque Pequim estaria forçando empresas americanas a transferir tecnologia a parceiros de joint ventures na China.

No discurso, Xi prometeu "ampliar de forma significativa o acesso externo ao mercado chinês este ano". "Isso é música para os ouvidos dos investidores", comentou Rodrigo Catril, estrategista de câmbio do National Australia Bank.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 1,66% hoje, seu maior ganho em seis semanas, terminando o pregão a 3.190,32 pontos, graças ao bom desempenho de grandes bancos, corretoras e seguradoras na esteira dos comentários de Xi. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, avançou 0,51%, a 1.841,22 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei teve alta de 0,54%, a 21.794,32 pontos, impulsionado por ações de montadoras que reagiram à fala de Xi sobre tarifas menores para importações de carros.

A agência de classificação de risco Moody's reafirmou o rating 'Ba2' do Brasil e alterou a perspectiva de negativa para estável.

Em comunicado divulgado ontem (09), a Moody's diz esperar que o próximo governo brasileiro aprove as reformas fiscais necessárias para estabilizar as métricas de dívida no médio prazo. 

A agência também comenta que espera que o próximo governo trabalhe efetivamente com o Congresso para aprovar uma reforma previdenciária "suficientemente abrangente para conter o aumento dos gastos obrigatórios do governo e garantir o cumprimento do teto de gastos". Para a Moody's, embora a consolidação orçamentária seja gradual, ela irá continuar, sendo apoiada por poupanças de despesas correntes de reformas de segurança social e receitas mais fortes resultantes de uma recuperação robusta. Já o ambiente de baixa inflação e de taxa de juros em queda "também terá impacto positivo nas contas fiscais e na dinâmica da dívida".

Com esse cenário no radar, a Moody's aponta que o déficit fiscal deve diminuir, gradualmente, de 7,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em 2017 para 7,0% do PIB em 2018-2019, enquanto o saldo primário permanecerá entre 1,5% e 2,0% do PIB. Além disso, "apesar de um aumento gradual da relação dívida-PIB, a carga de juros do governo irá se estabilizar". A agência projeta que a dívida pública atinja 76% do PIB até 2019 e se estabilize em 82% do PIB até 2022.

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam em alta nesta manhã, favorecidos por uma melhora do sentimento após um discurso conciliador do presidente da China, Xi Jinping, e sustentados ainda também pelas sanções que os EUA anunciaram contra empresas russas na semana passada.

Por volta das 9h25 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,45%, a US$ 6.884,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,73%, a US$ 3,0995 por libra-peso.

Mas o foco continua no alumínio, que avançava 0,75% na LME, a US$ 2.148,50 por tonelada, depois de ter saltado 3% na sessão anterior em reação à decisão do Tesouro norte-americano, na última sexta-feira (06), de impor novas sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segunda maior produtora mundial de alumínio. Ontem, as ações da Rusal perderam metade do seu valor de mercado, enquanto o índice acionário russo MICEX sofreu um tombo de mais de 8%.

Entre outros metais na LME, os ganhos eram generalizados: o zinco subia 0,56%, a US$ 3.231,00 por tonelada, o estanho tinha leve alta de 0,14%, a US$ 21.230,00 por tonelada, o níquel ganhava 0,93%, a US$ 13.570,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,10%, a US$ 2.385,00 por tonelada. 


O petróleo opera com ganhos nesta terça-feira, diante da menor tensão comercial entre Estados Unidos e China. Além disso, o risco geopolítico no Oriente Médio colabora para apoiar esse mercado.

Às 9h28 (de Brasília), o petróleo WTI maio avançava 1,31%, a US$ 64,25 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 1,37%, a US$ 69,59 o barril, na ICE.

No fim da semana passada, os contratos recuaram cerca de 2%, fechando sua pior semana em dois meses, após os EUA ameaçarem impor novas tarifas a importações chinesas e Pequim responder na mesma moeda. Mas os preços começaram a se recuperar na segunda-feira, após autoridades dos dois lados reduzirem a retórica. O presidente chinês, Xi Jinping, prometeu em discurso que será "ampliado significativamente" o acesso de estrangeiros ao mercado interno do país.

Ao mesmo tempo, a escalada de tensões na Síria após um ataque com supostas armas químicas impulsionou a preocupação de que novos conflitos no Oriente Médio poderiam conter a produção de petróleo e pressionar os estoques globais. A crescente expectativa de que os EUA possam retomar sanções econômicas contra o Irã, prejudicando a indústria petroleira local, também contribui para o risco geopolítico e tem apoiado os preços nas últimas semanas.

Agentes do mercado ainda aguardam nesta semana os relatórios mensais sobre o setor da Agência Internacional de Energia (AIE) e da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). Hoje, às 17h, o American Petroleum Institute (API) divulga seu relatório sobre estoques da commodity nos EUA na última semana, uma prévia do dado oficial de amanhã. 

O gráfico diário do IBOV mostra um candlestick de forte baixa na sessão de ontem, sendo o mais relevante na ponta vendedora desde 28/02.

A abertura de hoje foi positiva, seguindo as praças internacionais, commodities metálicas e o petróleo, sendo o desafio manter esse viés ao longo da sessão dessa terça-feira.

Na minha leitura, o caminho mais provável para os preços é arrefecer gradualmente, quem sabe entrando em terreno lateral, devolvendo total ou parcialmente os ganhos vistos nessa etapa inicial.

Clique para ampliar



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário