quinta-feira, 19 de abril de 2018

Melhora o clima internacional


Bom dia, investidor!



Ratings de emergentes devem parar de cair >>> LEIA MAIS >>>

O ritmo de rebaixamento de ratings soberanos de países emergentes deve diminuir à medida que se avança o ano de 2018, na avaliação do BBH. Em relatório publicado nesta quarta-feira, a instituição alerta, porém, que os fundamentos dessas nações podem divergir, mesmo com a melhora dos preços das commodities. No caso específico do Brasil, o banco americano projeta manutenção das notas pelas três principais agências até as eleições.

O BBH produziu um modelo de ratings que pondera as notas atuais dadas por Fitch, Moody's e S&P Global e as estimativas dos principais indicadores das economias - como crescimento do PIB e resultado fiscal - para o segundo trimestre. A partir disso, foi construída uma estimativa das notas. Trinta países fazem parte da amostra.

No caso do Brasil, o rating implícito calculado pelo BBH é de BB, que equivale a dois níveis abaixo do grau de investimento. O País tem nota BB- pela Fitch e S&P Global e Ba2 pela Moody's, todos com perspectiva estável.

A África do Sul tem nota implícita de BB. O banco americano avalia que há risco de rebaixamento contínuo dos ratings Baa3 da Moody's e BB+ da Fitch.

Para o México, o rating implícito é de BBB, apesar das notas da Fitch e da S&P Global serem BBB+ e da Moody's, A3. Assim, o BBH entende que a nota mexicana ainda corre risco de rebaixamento.

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e por um forte avanço do petróleo, que estimulou o apetite por ativos mais arriscados.

Ontem, as cotações do petróleo saltaram quase 3%, em parte reagindo a uma queda maior do que se previa nos estoques dos EUA. Durante a madrugada, a commodity manteve a tendência positiva e atingiu máximas em três anos e meio.

Além disso, melhorou o clima geopolítico. A recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria não gerou mais repercussão e, ao mesmo tempo, Washington dá sinais de que busca superar suas diferenças com o regime da Coreia do Norte.

Em coletiva de imprensa ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ele e sua equipe farão "o que for possível" para que seu planejado encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, seja bem-sucedido. A expectativa é que Trump e Kim se reúnam até o fim de maio ou começo de junho.

Já no âmbito comercial, China e EUA não voltaram a trocar ameaças significativas, embora Pequim tenha decidido aplicar medidas antidumping temporárias a importações de borracha dos EUA, da União Europeia e de Cingapura, a partir de amanhã.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.177,38 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,60%, a 1.814,64 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,40%, a 30.708,44 pontos. Ações de petrolíferas se destacaram em Xangai e em Hong Kong.

Os futuros de minério de ferro negociados na China fecharam em forte alta nesta quinta-feira, impulsionados por avanços nos preços de moradias de grandes cidades do país, segundo a Argonaut Securities.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro subiu 4,2% hoje, se aproximando do maior nível em quase um mês. Já em Xangai, o futuro do vergalhão de aço terminou a sessão em alta de 1%.

Os últimos dados oficiais mostraram que o índice de preços de novas moradias na China subiu 5,5% em março ante igual mês no ano passado. 

O petróleo atingiu o patamar mais alto em mais de três anos nesta quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior. O relatório de estoques dos Estados Unidos apoia o movimento, bem como uma declaração da Arábia Saudita de que gostaria de ver um avanço maior nos preços.

Às 8h49 (de Brasília), o petróleo WTI para junho operava em alta de 0,48%, a US$ 68,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 0,61%, a US$ 73,93 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, os contratos subiram com o relatório de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O dado mostrou queda nos estoques de petróleo e derivados na última semana, o que indica uma demanda saudável. O Commerzbank destacou o recuo na gasolina, algo "extremamente pouco usual" fora da temporada de verão local nos EUA.

Analistas da Accendo afirmam ainda que a Arábia Saudita apoia os contratos, ao dizer que estaria satisfeita com preços entre US$ 80 e US$ 100 o barril. Na avaliação dos economistas Mike van Dulken e Artjom Hatsaturjants, da Accendo, isso indica que o corte voluntário na oferta liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve ser estendido por mais tempo.

Nesta sexta-feira, haverá uma reunião da Opep na Arábia Saudita para tratar do acordo para a redução da oferta. Vice-presidente de mercados de petróleo da consultoria Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen disse que é normal que o mercado se movimente antes da notícia. Segundo o analista, os investidores se posicionam para reafirmar o compromisso com a redução dos estoques globais. A Opep e outros países, como a Rússia, têm cortado sua oferta desde janeiro de 2017, para estabilizar os preços e diminuir os estoques.

O cobre opera de lado nesta quinta-feira, sem fôlego após os contratos subirem mais de 2% ontem em Nova York e Londres. O alumínio, por sua vez, tem mais força, apoiado pelas sanções impostas a uma empresa da Rússia importante para o mercado desse metal.

Às 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,16%, a US$ 7.048 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio recuava 0,38%, a US$ 3,1465 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Já o alumínio avançava 2,88%, a US$ 2.622 a tonelada na LME, após as sanções dos Estados Unidos contra a Rusal, segunda maior produtora desse metal no mundo. O metal avançou 26% ao longo do último mês. O níquel tinha alta de 3,8%, a US$15.915 a tonelada, nas máximas desde 2014 por causa dos temores de que possam ser impostas mais sanções contra produtores de metal da Rússia.

Os estoques de alumínio da LME recuaram mais 4,5% na quarta-feira, após deixarem de aceitar o metal da Rusal. Desde 23 de fevereiro, os estoques recuaram 16%, segundo Dee Perera, da Marex Spectron.

Alguns analistas mostram-se céticos sobre a possibilidade de que mercados da China absorvam o alumínio da Rusal. Isso poderia pressionar os preços na Bolsa de Xangai, em comparação com os de Londres. Segundo os analistas, os preços teriam de subir o suficiente em Londres para tornar a exportação da China suficientemente rentável para operadores aceitarem o metal da empresa russa.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,2%, a US$ 3.256,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,75%, a US$ 21.600 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,59%, a US$ 2.534 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra o rompimento da cunha na sessão de ontem, com teste da região de 86.200.

Vale destacar que houve diversas formações de topo ao redor do ponto citado, desde a consolidação do movimento lateral iniciado em 16/03.

O topo mais recente é 85.580, portanto podemos utilizá-lo como referência nessa sessão.

Sua perda jogaria o benchmark na LTB, linha superior da cunha, em um movimento de pull back importante e decisivo.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

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