quarta-feira, 4 de abril de 2018

Lula e o Supremo


Bom dia, investidor!

Atenções de hoje voltadas para o habeas corpus >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas da Ásia fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, na expectativa de que a China anunciaria novas medidas retaliatórias contra os EUA, em mais um capítulo das rixas comerciais entre as maiores economias do mundo.

Depois do encerramento dos negócios na região asiática, Pequim revelou planos de impor tarifas de 25% a mais de cem produtos dos EUA avaliados em US$ 50 bilhões, incluindo soja, aviões e carros. A iniciativa veio um dia depois de Washington anunciar que planeja taxar produtos chineses também estimados em US$ 50 bilhões.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,18% hoje, a 3.131,11 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,57%, a 1.831,70 pontos. Ao longo da semana, mais curta por causa de feriados que manterão os mercados chineses fechados na quinta e sexta-feira, ambos acumularam perdas de 1,2%.

Investidores temem que as medidas comerciais de Pequim e Washington acabem levando a uma guerra comercial declarada entre chineses e americanos.

Já a última pesquisa da IHS Markit/Caixin Media mostrou que a atividade no segmento de serviços da China cresceu com menos força em março do que em fevereiro, embora o chamado índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) tenha ficado acima da marca de 50 que indica expansão.

Em Tóquio, por outro lado, o Nikkei teve ligeira alta de 0,13% hoje, a 21.319,55 pontos, ajudado pela demanda por ações baratas, mas ainda pressionado pelas desavenças comerciais entre EUA e China.

O ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot demonstrou preocupação com as declarações do comandante do Exército, general Villas Bôas, e de outros militares de alta patente às vésperas do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, nesta quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal (STF). Na noite da terça-feira, 4, Villas Bôas escreveu, no Twitter, que "repudia a impunidade" e que o Exército está atento "às suas missões institucionais".

Ao compartilhar uma reportagem do site O Antagonista, em que outros generais aparecem dando apoio à manifestação de Villas Bôas, Janot escreveu em seu perfil no Twitter: "Isso definitivamente não é bom. Se for o que parece, outro 1964 será inaceitável. Mas não acredito nisso realmente". 

As atenções de hoje estão voltadas para o julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF) do habeas corpus preventivo impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, condenado a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no caso do tríplex do Guarujá (SP). 

No início da tarde desta quarta-feira, 04, os 11 ministros da Corte Suprema retomarão o julgamento que vai definir não apenas se o petista poderá ser preso imediatamente ou se permanecerá em liberdade, até que sejam esgotados os recursos de sua defesa em todas as instâncias judiciais, mas também irão sinalizar o entendimento sobre prisão após condenação em segunda instância, com forte impacto na execução penal de, pelo menos, outros 20 condenados nessa instância da Lava Jato. Sob intensa pressão de vários segmentos da sociedade e cercados por forte esquema de segurança, os magistrados estão divididos sobre o tema. 

A grande incógnita recai sobre a ministra Rosa Weber, considerada voto de Minerva para a decisão desse imbróglio.

Os futuros de cobre operam em forte baixa em Londres e Nova York, em meio a crescentes tensões comerciais entre EUA e China, as duas maiores economias do mundo.

Por volta das 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) tinha queda de 1,8%, a US$ 6.687,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio caía 2,30%, a US$ 2,9930 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, o viés também era negativo: o zinco recuava 1,04% no horário indicado acima, a US$ 3.243,50 por tonelada, o estanho diminuía 1,46%, a US$ 20.925,00 por tonelada, o níquel perdia 2,92%, a US$ 13.110,00 por tonelada, e o chumbo perdia 1,13%, a US$ 2.372,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em queda nesta quarta-feira, em meio a uma escalada das tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China.

Às 9h50, o barril do tipo Brent com vencimento em junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 1,38%, a US$ 67,20, enquanto o WTI para maio, negociado na New York Continental Exchange (Nymex), recuava 1,48%, a US$ 62,57.

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark com um moderado viés vendedor, especialmente após a abertura em baixa nessa quarta-feira, refletindo a aversão ao risco o exterior.

Temos uma forte região de suporte compreendida entre 83.700 e 83.900, que já está sendo posta em cheque desde a abertura dos negócios, sendo violada com convicção.

Caso o mercado mantenha os preços abaixo desse nível, terá 82.880 (mínima da semana anterior) como ponto chave e definitivo para o curto prazo.

As bandas de bollinger justapostas chamam a atenção.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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