quarta-feira, 25 de abril de 2018

Inflação e juros nos EUA


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Inflação e juros nos EUA: juro básico atinge 3% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após os mercados acionários de Nova York registrarem fortes perdas ontem à medida que o juro da T-note de 10 anos atingiu 3% pela primeira vez desde janeiro de 2014, gerando um limitado movimento de aversão a risco.

O avanço no rendimento da principal referência dos Treasuries sugere confiança no crescimento da economia dos EUA e pode encorajar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a elevar seus juros básicos em ritmo mais veloz do que se previa.

Recentes sinais de aceleração da inflação nos EUA também geram especulação de que o Fed pode ser mais agressivo no aperto de sua política monetária.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,28% hoje, a 22.215,32 pontos, após encerrar o pregão anterior no maior nível em oito semanas. Pesaram nos negócios japoneses as ações de fabricantes de equipamentos de automação e de eletrônicos.

Amanhã, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) vai iniciar uma reunião de dois dias, mas não há expectativa de que altere sua agressiva política de estímulos monetários.

Na China, as bolsas tomaram direções contrárias nesta quarta. O Xangai Composto caiu 0,35%, a 3.117,97 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups de menor valor de mercado, subiu 0,27%, a 1.809,26 pontos.

Os futuros de cobre operam estáveis em Londres e sobem levemente em Nova York, após os últimos dados de produção da chilena Antofagasta, a maior produtora mundial do metal básico.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha em US$ 6.987,50 por tonelada, no mesmo nível do fim da tarde de ontem.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,11%, a US$ 3,1455 por libra-peso.

Mais cedo, a Antofagasta divulgou queda anual de 10,5% na produção de cobre do primeiro trimestre, a 153,8 mil toneladas, mas reiterou sua projeção de produção para 2018 em uma faixa de 705 mil a 740 mil toneladas. O resultado trimestral da Antofagasta veio abaixo da expectativa de analistas da Berenberg e Peel Hunt.

O alumínio, que mostrou forte volatilidade nas últimas semanas, também operava estável na LME no horário indicado acima, a US$ 2.213,50 por tonelada.

Na segunda-feira (23), os EUA aliviaram sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. 

Os preços do petróleo operam sem direção definida nesta manhã em meio a expectativa de declínio dos estoques de petróleo dos EUA e pressionados pela alta forte do dólar ao redor do globo.

Às 9h35 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,16% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 73,74, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,16% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,81.

Espera-se que os dados do DoE mostrem que os estoques de petróleo dos EUA caíram 1,7 milhão de barris na semana passada, segundo analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O relatório sai às 11h30 (de Brasília).

Na terça-feira, o Instituto Americano de Petróleo (API) divulgou seus dados mostrando um aumento de 1,1 milhão de barris no fornecimento de petróleo para a semana encerrada em 20 de abril, apesar de dizer que os estoques de gasolina e destilados caíram 2,7 milhões de barris e 1,9 milhão de barris, respectivamente.

Os preços do petróleo têm exibido alta reforçados por um crescente consenso no mercado que o presidente americano, Donald Trump, tentará retirar os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano. Isso provavelmente provocaria uma nova rodada de sanções econômicas e frustraria a produção de petróleo da República Islâmica, reduzindo a oferta global.

Além do recurso contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será analisado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa tem no mínimo outras quatro possibilidades jurídicas para tentar a soltura de Lula, preso em Curitiba desde o último dia 7, apontam especialistas consultados pelo Broadcast Político.

Após a decretação da prisão contra o ex-presidente, a defesa de Lula recorreu ao Supremo no dia 6 de abril tentando reverter a situação alegando que a tramitação do processo contra o petista ainda não havia terminado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e que, portanto, não era possível dizer que os recursos na segunda instância estavam esgotados.

O ministro Luiz Edson Fachin negou esse pedido no dia seguinte. A defesa, então, entrou com um agravo regimental questionando a decisão do relator, que agora enviou o processo para o plenário virtual da Segunda Turma. O caso deve entrar para julgamento a partir do dia 4 de maio.

Se os ministros da Segunda Turma entenderem que o processo ainda não terminou no TRF-4, Lula pode ser solto. "Não há dúvida de que, se depender do perfil da Segunda Turma, Lula será solto", diz a constitucionalista e criminalista Vera Chemin. Os ministros podem entender, no entanto, que o caso está "prejudicado", ou seja, que não há como reverter a decisão porque o Tribunal Regional Federal já teria determinado o esgotamento da segunda instância. "Aí ficaria tudo como está", observa.

Na manhã desta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes - que compõe a Segunda Turma - admitiu a possibilidade de a decisão do plenário virtual resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria "prejudicada". "Eu acredito que já esteja prejudicado, porque o Tribunal (TRF-4) negou o recurso, mas pode, claro", afirmou. Dos cinco ministros da Segunda Turma, quatro deles - Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli - já se manifestaram em outro julgamento favoráveis a Lula, para aguardar o processo em liberdade.

O debate gira em torno de quando acaba a segunda instância: se após o julgamento dos embargos de declaração, como prevê súmula do TRF-4, ou se somente após julgamento dos embargos dos embargos e da admissibilidade dos recursos especial, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e extraordinário, ao Supremo Tribunal Federal (STF), como sustenta a defesa.

Recursos no STJ e no STF: outras duas possibilidades para que a prisão de Lula seja revertida são os recursos que a defesa já apresentou contra a condenação de Lula no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. No STJ, o chamado recurso especial é aberto quando a defesa identifica que algum dispositivo de lei federal foi afrontado. A defesa do petista alegou que a condenação "contraria diversos dispositivos de lei federal que regulam a possibilidade de liberdade do ex-presidente".

O gráfico diário do IBOV apresenta um importante sinal de topo, desenhado na véspera, após romper momentaneamente a importante barreira dos 86.200 e ceder, deixando uma longa sombra superior.

Podemos interpretar a movimentação como sendo uma estrela cadente formada após um rompimento falso, projetando queda para essa quarta-feira.

Logo após a abertura, deveremos ter um teste relevante no triplo suporte formados pelas médias de 5 e 21, assim como pela LTB destacada em azul. IBOV agora às 10h27 já perdeu o primeiro suporte. Clique para ampliar.

A perda dessa região poderá levar o mercado ao teste de 83.900.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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