segunda-feira, 16 de abril de 2018

IBOV lateral aguarda repercussão da Síria


Bom dia, investidor!

IBOV lateral aguarda Síria e vencimento de opções >>> LEIA MAIS >>>

Clique para ampliar

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam sem direção única nesta segunda-feira, com investidores digerindo os últimos desdobramentos das recentes tensões no Oriente Médio.

Na noite de sexta-feira (13), EUA, Reino Unido e França lançaram uma ofensiva militar na Síria, alegando retaliação a um ataque com armas químicas que teria sido lançado pelo regime de Bashar al-Assad contra a população síria.

Analistas ficaram aliviados com o escopo limitado da operação liderada pelos EUA e com o fato de ela não ter levado a uma grande escalada no conflito na Síria, que já está em seu sétimo ano.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, alertou ontem, porém, que ofensivas do tipo "inevitavelmente geram caos nas relações internacionais". Moscou é um antigo aliado do governo sírio.

Em Tóquio, o índice Nikkei garantiu modesta alta de 0,26% hoje, com a ajuda de ações de farmacêuticas, e terminou o pregão a 21.835,53 pontos. Na capital sul-coreana, Seul, o Kospi apresentou ganho marginal de 0,10%, a 2.457,49 pontos, graças ao bom desempenho de papéis dos setores de celulose, eletrônicos e automotivo.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas. O Xangai Composto recuou 1,53%, a 3.110,65 pontos, em sua terceira sessão negativa, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,52%, a 1.824,77 pontos. É provável que investidores locais tenham evitado tomar posições antes da divulgação, no fim da noite desta segunda, de uma série de indicadores chineses relevantes, incluindo o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre e os últimos números sobre produção industrial e vendas no varejo.

Os investimentos diretos da China no exterior, desconsiderando-se o setor financeiro, cresceram 24,1% no primeiro trimestre em relação a igual período do ano passado, a US$ 25,5 bilhões, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Os setores de leasing, mineração, manufatura e tecnologia da informação foram os que mais atraíram investimentos da China, informou o ministério. 


Os futuros de cobre se mantêm estáveis em Londres e sobem levemente em Nova York, enquanto o rali estende o rali visto ao longo da semana passada.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) operava a US$ 6.833,50 por tonelada, inalterado em relação ao fechamento da sessão anterior.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,15%, a US$ 3,0755 por libra-peso.

Já o alumínio na LME saltava 2,9%, a US$ 2.340,50 por tonelada. O rali do metal veio após os EUA decidirem, no último dia 6, impor novas sanções a oligarcas e empresas da Rússia, incluindo a Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. Desde o anúncio das sanções, o alumínio acumula ganhos superiores a 16% em Londres.

Na última semana, tanto a LME quanto a Comex decidiram que irão banir temporariamente o alumínio fornecido pela Rusal, enquanto as agências de classificação de risco Moody's e Fitch retiraram os ratings que atribuíam à companhia russa. O banimento na LME entra em vigor a partir de amanhã (17).

Além disso, grandes produtoras de commodities têm alegado "força maior" para cancelar contratos de fornecimento do alumínio.

Entre outros metais básicos na LME, os ganhos eram quase generalizados. O zinco avançava 1,03% no horário indicado acima, a US$ 3.133,50 por tonelada, enquanto o níquel aumentava 1,08%, a US$ 14.060,00 por tonelada, e o chumbo tinha alta de 1,17%, a US$ 2.331,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o estanho caía 0,51%, a US$ 20.850,00 por tonelada. 

A prisão de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enfraqueceu sua candidatura à Presidência da República, é o que constata a mais recente pesquisa Datafolha, divulgada no início da madrugada de domingo(15). Em janeiro, a mostra indicava que Lula tinha 37% da preferência dos pesquisados, na pesquisa divulgada hoje, que inclui o período de sua detenção na carceragem da Polícia Federal em Curitiba, o petista registra 31% das intenções de votos no cenário mais favorável entre nove pesquisados.

Apesar da queda na pesquisa, Lula continua liderando a corrida ao Palácio do Planalto. O Datafolha traçou 9 cenários na corrida presidencial. Lula aparece em três deles e oscila entre 30% e 31%, na liderança, à frente do deputado Jair Bolsonaro (PSL), que varia entre 15% e 16%, e Marina Silva (Rede), com 10%.

No cenário com Lula, Joaquim Barbosa (PSB) aparece com 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) com 6%, Ciro Gomes (PDT) com 5%, Alvaro Dias (Podemos) com 3%, Manuela D'Ávila (PCdoB) com 3%, Fernando Collor de Mello (PTC) com 1%, Rodrigo Maia (DEM) com 1%, Henrique Meirelles (MDB) com 1%, Flavio Rocha (PRB) com 1% e outros, como Paulo Rabello de Castro (PSC) não pontuaram. Brancos e nulos somam 13% e não sabem 3%.

O mercado financeiro reduziu novamente suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,80% para 2,76% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,83%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar de quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 2,6%. Na semana passada, o Ministério da Fazenda manteve sua expectativa em 3,0%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de alta de 4,29% para avanço de 3,97%. Há um mês, estava em 3,98%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 57,20% para 57,00%, ante 57,60% de um mês atrás.

O IBOV fechou a semana passada em leve baixa , após inciar a semana caindo, recuperar-se nos três dias seguintes e ceder ao longo do pregão de sexta-feira, logo após tocar a linha superior da cunha que temos na imagem.

Vale destacar as bandas de bollinger tão estreitas como nunca, refletindo o movimento lateral que persiste desde meados de março.

Hoje temos vencimento de opções, o que deve ser considerado um driver impactante para a sessão.

Com o exterior misto, a sessão deverá ser de volatilidade, com maiores possibilidades da venda pressionar os negócios, uma vez que as commodities, especialmente, tem inclinação de baixa nesse início de semana.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário