segunda-feira, 9 de abril de 2018

IBOV de lado procura direção


Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira, recuperando-se de perdas do fim da semana passada, em meio ao arrefecimento de preocupações com o recente conflito comercial entre China e EUA.

Ontem, autoridades do governo americano utilizaram tom mais ameno ao abordarem a questão comercial com Pequim, ressaltando que tarifas recém-anunciadas contra produtos chineses não entrarão em vigor de imediato e que ainda há tempo para os dois lados chegarem a um acordo.

O secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, disse em entrevista à emissora CBS não esperar "que haja uma guerra comercial" entre Washington e Pequim, enquanto o diretor do Conselho Econômico Nacional da Casa Branca, Larry Kudlow, enfatizou que "nada aconteceu até agora".

Na semana passada, EUA e China anunciaram planos de tarifar US$ 50 bilhões em produtos um do outro. Além disso, o presidente americano, Donald Trump, afirmou estar considerando penalizar mais US$ 100 bilhões em bens chineses, o que triplicaria sua ofensiva comercial.

Na China, os mercados voltaram hoje de dois dias de feriado em tom positivo, mas com ganhos menores do que em outras partes da Ásia. O índice Xangai Composto subiu 0,23%, a 3.138,29 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto ficou praticamente estável, com valorização marginal de 0,01%, a 1.831,83 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei avançou 0,51%, a 21.678,26 pontos, sustentado pelo fabricante de eletrônicos Sharp (+4%), pela cervejaria Kirin (+2,7%) e por ações do setor imobiliário.

Alemanha teve superávit comercial de 19,2 bilhões de euros (US$ 23,6 bilhões) em fevereiro, menor que o saldo positivo de 21,5 bilhões de euros observado no mês anterior, segundo dados com ajustes sazonais publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam superávit de 21 bilhões de euros em fevereiro.

As exportações alemãs caíram 3,2% em fevereiro ante janeiro, em sua segunda queda consecutiva, enquanto as importações recuaram 1,3%.

Ainda em fevereiro, a Alemanha registrou superávit em conta corrente de 20,7 bilhões de euros, informou a Destatis. 

Com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva preso na carceragem da Polícia Federal em Curitiba desde a noite de sábado, 7, os apoiadores do petista aguardam a vinda de mais manifestantes para a área onde estão concentrados próximo ao prédio da PF.

Ao mesmo tempo, o dia deve ser marcado pelas discussões do PT sobre os próximos passos a serem dados na tentativa de livrar Lula da prisão e insistir na manutenção da pré-candidatura do ex-presidente ao Planalto.

A legenda reúne sua Executiva Nacional na sede estadual do partido no Paraná a partir das 14h. Ontem, a presidente nacional do PT, senadora Gleisi Hoffmann (PR), afirmou que o último recurso de Lula no âmbito judicial estará no Supremo Tribunal Federal (STF). A pressão está sobre a ministra Rosa Weber, que pode inverter um placar e votar contra a possibilidade de prisão após segunda instância na próxima quarta-feira, 11.

Enquanto isso, os advogados de Lula que estão na capital paranaense, Cristiano Zanin Martins e Sigmaringa Seixas, fazem interlocução direta com o petista. Os aliados começarão uma negociação para que Lula possa receber visitas de parlamentares.

Nesta segunda-feira, há expediente normal na Superintendência da Polícia Federal. A Polícia Militar, que isola o entorno do prédio, pedirá documentos comprovando o agendamento de serviços, como a retirada de passaportes, para que visitantes acessem ao local. A Justiça proibiu manifestantes de ficarem na área e impedirem o trânsito de pessoas. 

Os futuros de cobre operam em alta em Londres e Nova York nesta manhã, buscando se recuperar após as perdas que registraram no fim da semana passada em meio à disputa comercial entre EUA e China.

Por volta das 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 1,04%, a US$ 6.824,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 0,20%, a US$ 3,0645 por libra-peso.

Entre os demais metais na LME, não havia direção única: o zinco caía 0,45%, a US$ 3.227,00 por tonelada, o estanho tinha alta de 0,43%, a US$ 21.055,00 por tonelada, o níquel recuava 0,15%, a US$ 13.245,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,15%, a US$ 2.386,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo avançam na manhã desta segunda-feira, recuperando-se parcialmente após recuos consideráveis na semana passada. Tensões na Síria estão no radar, embora a cautela com o comércio global e a produção forte nos Estados Unidos contenha o movimento nesse mercado.

Às 9h28 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 0,45%, a US$ 62,34 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho tinha ganho de 0,70%, a US$ 67,58 o barril, na ICE.

O WTI recuou 2,33% na sexta-feira e em toda a semana passada teve baixa de 4,43%, enquanto o Brent caiu 1,79% e 3,22%, respectivamente, na pior semana em dois meses para o óleo. A queda nos mercados acionários e os crescentes temores de uma guerra comercial prejudicaram o sentimento.

Na Síria, houve relatos de um ataque com mísseis a uma base aérea perto de Homs. Os EUA negaram participação no ataque, embora o presidente americano, Donald Trump, tenha alertado domingo no Twitter que o governo sírio e seus aliados Rússia e Irã iriam pagar um "grande preço" por um ataque com armas químicas contra civis perto de Damasco, que deixou dezenas mortos no fim de semana. A imprensa estatal síria disse que as notícias sobre o uso de armas químicas foram inventadas por uma facção rebelde. A tensão geopolítica ajuda a apoiar os contratos, mas há cautela com o comércio.

Por outro lado, o número de poços e plataformas de petróleo em atividade nos EUA subiu 11 na última semana, informou a Baker Hughes na sexta-feira, em mais um sinal de força na produção do país.

Os agentes do mercado aguardam nesta semana os relatórios mensais da Opep e da Agência Internacional de Energia (AIE), de olho em potenciais revisões sobre a demanda global. 

O mercado financeiro reduziu suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano caiu de 2,84% para 2,80% no Relatório de Mercado Focus divulgado há pouco. Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 2,87%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 3,00%, mesmo patamar visto quatro semanas atrás.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado pelo BC no fim de março, a autoridade monetária manteve sua projeção de alta do PIB deste ano em 3,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou por mudança substancial: de alta de 3,91% para avanço de 4,29%. Há um mês, estava em 3,97%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,50%, igual ao verificado quatro semanas antes.

A pesquisa mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu em 55,00%. Há um mês, estava no mesmo patamar. Para 2019, a expectativa passou de 57,40% para 57,20%, ante 57,60% de um mês atrás. 

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O gráfico diário do IBOV mostra um movimento lateral, circulado na imagem, desde meados de março, o que deixa as bandas de bollinger cada vez mais estreitas.

Essa movimentação costuma anteceder um período mais claro e direcional, sendo o desafio projetar para que "lado" isso será materializado.

O range de negócios ocorreu essencialmente entre 83K e 86K nesse período, sendo os arredores de 85.700 o ponto mais testado como máxima e 83.900 como mínima no período.

Assim sendo, esses pontos serão, juntamente com as médias que estão "flat", referências importantes para a semana.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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