quinta-feira, 5 de abril de 2018

IBOV comemora o Supremo


Bom dia, investidor!

IBOV comemora Supremo
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As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam em alta nesta quinta-feira, à medida que investidores avaliaram haver sinais de que EUA e China estão abertos a negociações e desejam superar suas desavenças comerciais.

O Japão liderou os ganhos, com alta de 1,53% do índice Nikkei, a 21.645,42 pontos, graças em parte também ao enfraquecimento do iene ante o dólar durante a madrugada. Já os mercados da China continental, de Hong Kong e de Taiwan não operaram hoje devido a feriados.

A melhora do apetite por risco começou ontem, quando as bolsas de Nova York se recuperaram nos negócios da tarde e encerraram o dia com valorização de 1% ou mais.

Na terça-feira (03), os EUA anunciaram a intenção de impor tarifas a mais US$ 50 bilhões em produtos da China. Ontem, veio a retaliação de Pequim, que revelou planos de taxar produtos americanos também no montante de US$ 50 bilhões, incluindo bens sensíveis, como soja, carros, aviões e produtos químicos.

O fato, porém, de que nenhum dos lados estabeleceu datas específicas para que as tarifas entrem em vigor gerou esperanças de que Washington e Pequim irão eventualmente chegar a um acordo e evitar uma guerra comercial.

A presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministra Cármen Lúcia, foi o voto de minerva contra o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na madrugada desta quinta-feira (5). O resultado pela rejeição do habeas corpus apresentado pela defesa do petista ficou em seis a cinco. Cármen relembrou que mantém posição antiga dela na Corte, desde 2009, sobre a condenação em segunda instância.

Ela reforçou que mantém o entendimento de que a execução da pena antes do trânsito em julgado não afronta o princípio presunção de inocência. "O preceito da presunção não pode ser considerado isoladamente." Ela concluiu que a possibilidade de não haver prisão em segunda instância, entre 2009 e 2016, aumentou a impunidade do País.

Ao ficar constatado o empate na votação, após posição favorável do ministro Celso de Mello, a defesa de Lula tentou impedir o voto de Cármen, alegando que a presidente da Corte não poderia votar neste caso. Cármen, então, colocou sua participação em votação no plenário, que acabou aprovada pelos outros ministros. 

O cobre opera em altas consideráveis nesta quinta-feira, recuperando parte de suas perdas. Investidores dizem que o menor temor de uma guerra comercial entre os Estados Unidos e a China apoia a retomada nesse mercado.

Às 10h15 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,22%, a US$ 6.795 a tonelada, na London Metal Exchange. Os volumes negociados, porém, eram menores, por causa de um feriado na China. O cobre para maio tinha ganho de 1,43%, a US$ 3,0535 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,28%, a US$ 1.998,50 a tonelada, o zinco recuava 0,26%, a US$ 3.243,50 a tonelada, o estanho tinha ganho de 0,5%, a US$ 20.980 a tonelada, o níquel subia 1,86%, a US$ 13.400 a tonelada, e o chumbo avançava 0,68%, a US$ 2.384 a tonelada. 

O petróleo chegou a subir mais cedo, mas não mostra fôlego e opera agora com sinal negativo. Mesmo a melhor perspectiva comercial entre Estados Unidos e China não é suficiente para apoiar os contratos, ao menos por enquanto. O dólar um pouco mais forte ante moedas fortes tende a conter o apetite dos investidores.

Às 10h15 (de Brasília), o petróleo WTI para maio caía 0,33%, a US$ 63,16 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuava 0,31%, a US$ 67,81 o barril, na ICE.

Os preços recuaram às mínimas em dois meses na quarta-feira, em meio à escalada de tensões comerciais entre EUA e a China. Os contratos, porém, reduziram perdas, após o relatório semanal de estoques da commodity nos EUA na última semana. O Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) informou que os estoques de petróleo dos EUA recuaram 4,6 milhões de barris na última semana, a maior queda semanal desde janeiro, contrariando a previsão dos analistas, de alta de 1 milhão de barris.

Agora, há expectativa pelo relatório da Baker Hughes, na sexta-feira, com o número de poços e plataformas de atividade de petróleo nos EUA na última semana. 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark tocando uma dupla resistência, formada por uma LTB de curto prazo (azul) e pelo forte 86.200.

Na primeira batida o mercado sentiu a região.

Vela destacar que temos uma espécie de cunha no diário, com a linha superior sendo posta em cheque desde a abertura, justamente a LTB supracitada.

Tomando por base o fechamento semanal (29/03) aos 85.365, após o mergulho intradiário de ontem, quando os ursos tentaram sair da toca, com a alta de hoje estamos no mesmo ponto praticamente, com a mesma movimentação lateral das últimas semanas.

Observando alguns ativos com peso no índice, que sinalizam topo no intraday após a forte abertura em gap de alta, um pregão de correção parcial ao longo do dia seria o caminho mais provável para hoje.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br

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