terça-feira, 24 de abril de 2018

Equilíbrio no IBOV


Bom dia, investidor!

IBOV mantém movimento lateral >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas chinesas tiveram uma forte recuperação nesta terça-feira, após exibirem desempenho abaixo da média por várias semanas, favorecidas por promessas de que Pequim aprofundará suas reformas econômicas. Em outras partes da Ásia, porém, os negócios continuaram pressionados por ações de tecnologia.

Ontem, o colegiado de 25 membros do comitê de supervisão do Partido Comunista da China, a legenda que governa o país, emitiu um pronunciamento afirmando que manterá uma política fiscal "proativa" e uma política monetária neutra, e prometeu também colocar em prática medidas "de mercado" para reduzir o excesso de capacidade.

Em seu melhor desempenho em dois meses, o Xangai Composto subiu 1,99% hoje, terminando o dia a 3.128,93 pontos. Nos últimos tempos, o Xangai ficou no vermelho em seis dos oito pregões anteriores. O menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, avançou 2,28%, a 1.804,41 pontos.

Segundo analistas, uma redução nas recentes tensões comerciais entre China e EUA, antes de uma possível reunião de autoridades dos dois países em Pequim, também ajudou a melhorar o sentimento.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,86%, a 22.278,12 pontos, atingindo o maior nível desde 27 de fevereiro, graças ao bom desempenho de ações de exportadoras e financeiras. A recente fraqueza do iene ante o dólar ajudou a sustentar o índice japonês hoje.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu pelo quinto mês consecutivo em abril, à medida que piorou a perspectiva de negócios de fabricantes locais, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo.

Reformulado para incluir o setor de serviços, o indicador caiu de 103,3 em março para 102,1 em abril, ficando abaixo da previsão de 102,6 de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

O levantamento do Ifo veio após uma série de dados fracos que sugere desaceleração da atividade econômica alemã no primeiro trimestre. 

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam majoritariamente em alta, à medida que diminuíram temores relacionados à atitude protecionista dos EUA, enquanto o alumínio mostra volatilidade.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,95%, a US$ 6.993,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,64%, a US$ 3,1615 por libra-peso.

O avanço nos preços vem após os EUA aliviarem sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor de alumínio do mundo. Ontem, o Tesouro americano concedeu um prazo mais longo para investidores deixarem de fazer negócios com a Rusal.

O alumínio em si, porém, alternava ganhos e perdas na LME e, no horário indicado acima, recuava 0,40%, a US$ 2.246,00 por tonelada. Na última sessão, o alumínio sofreu um tombo de 7% em reação à decisão dos EUA.

Entre outros metais na LME, o zinco avançava 0,73%, a US$ 3.255,00 por tonelada, o estanho se mantinha estável, a US$ 21.055,00 por tonelada, o níquel estava praticamente estável, a US$ 14.270,00 por tonelada, e o chumbo subia 1,16%, a US$ 2.262,50 por tonelada. 

Após atingir o nível mais alto em três anos no início desta manhã, em meio a preocupações de que os EUA possam se retirar do acordo nuclear iraniano, uma medida que pode reduzir o fornecimento global, os preços do petróleo reduziram os ganhos e agora operam em leve alta.

Às 9h43 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,01% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 74,72, atingindo US$ 75,27, o nível mais alto desde 2014, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,76.

Os EUA devem rever sua posição sobre o acordo de 2015 com o Irã - que afrouxou as sanções à República Islâmica em troca de restrições em seu programa nuclear - em 12 de maio. Se os EUA desistirem do acordo, as sanções poderão ser restabelecidas. No passado, as sanções restringiram as exportações iranianas de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, se encontrará com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta terça-feira, com Macron esperando que Trump continue com o acordo.

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (24). Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR). O alvo é o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).


O gráfico diário do IBOV mostra a continuidade da movimentação lateral consolidada desde meados de março. Gráfico intradiário do IBOV ontem. Clique para ampliar.

Ontem tivemos equilíbrio entre ursos e touros, que dominaram o pregão em momentos diferentes, o que resultou um uma longa sombra inferior após pull back nas médias e linha superior da cunha.

A abertura dos negócios deverá ser positiva, sendo o desafio para a ponta compradora manter o mercado acima de 85.575, para depois acumular e romper 86.200, cenário menos provável na minha leitura.

Gráfico diário do IBOV. Clique para ampliar.

A maior probabilidade, na minha interpretação, seria uma abertura em alta, com perda de 85.575 e busca pelas médias e LTB, assim como a mínima de ontem aos 84.710, entre hoje e amanhã.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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