segunda-feira, 30 de abril de 2018

Dia do Trabalho para as bolsas do Brasil, China e Japão


Bom dia, investidor!

Em dia de mercados chinês e japonês inoperantes, as outras bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, impulsionadas por balanços corporativos e alguns indicadores locais, além dos desdobramentos da reunião de cúpula dos líderes das Coreias do Sul e do Norte.

Na semana passada, o encontro histórico entre o presidente da República da Coreia, Moon Jae-in, e o líder da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un espalhou otimismo nos mercados. Os dois líderes concordaram em buscar um tratado de paz ainda este ano e confirmaram compartilhar o mesmo objetivo de perseguir "a completa desnuclearização da Península Coreana".

Em Seul, o índice sul-coreano Kospi subiu 0,92% hoje, a 2.515,38 pontos, chegando à terceira sessão consecutiva de ganhos, na esteira da melhora de sentimento dos mercados. Além disso, as ações da Hyundai dispararam 26% após a companhia sinalizar que seus projetos no exterior podem resultar em números mais fortes no segundo trimestre.

A Bolsa de Taiwan também fechou em alta, com o Taiex encerrando o pregão em alta de 1%, aos 10.657,88 pontos. O índice foi impulsionado por ganhos das empresas que fabricam componentes de smartphones: a Largan, que produz lentes, subiu 6,6%.

O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,7%, aos 30.808,47 pontos, com a ação da Asia Coal liderando os ganhos ao subir 19,15%.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo das asiáticas e também fechou no azul. O S&P/ASX 200 teve alta de 0,48% em Sydney, a 5.982,70 pontos.

Amanhã, no feriado do Dia do Trabalho, apenas os mercados australiano e japonês estarão abertos na região. 

O petróleo opera em queda nesta segunda-feira, em meio a sinais de aumento da produção dos Estados Unidos e incerteza sobre o futuro do acordo nuclear com o Irã.

Às 8h47 (de Brasília), o petróleo do tipo Brent com vencimento em julho caía 1,15% na Intercontinental Exchange (ICE), para US$ 72,94 por barril. Já o WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 1,16%, a US$ 67,31.

Na semana passada, o número de poços e plataformas de petróleo em operação nos EUA subiu 5, para 825, conforme informou a Baker Hughes, e alguns operadores estão atribuindo a queda de hoje nos preços a esse fator. Analistas do Commerzbank apontaram, no entanto, que a produção americana vem subindo há semanas sem impactar os preços.

Durante a última semana, o mercado de petróleo ficou focado no risco geopolítico associado à oferta da commodity, o que ajudou o Brent a quebrar temporariamente a barreira de US$ 75 pela primeira vez desde 2014.

Os preços do cobre operam em alta nesta segunda-feira, se recuperando após registrar a pior queda em um dia desde o início de fevereiro na sexta-feira. Além disso, contribui para o avanço do metal os baixos volumes de negociação em meio a um feriado na China e no Japão, que mantém os mercados financeiros fechados.

Às 8h59 (de Brasília), o cobre para três meses avançava 0,46%, para US$ 6.843 a tonelada na London Metal Exchange (LME). Já às 08h03, o cobre para entrega em julho subia 0,33%, a US$ 3,0560 por libra-peso, na divisão Comex, em Nova York.

Em relação ao alumínio, os investidores se preparam para o dia 1º de maio, quando as isenções temporárias dos EUA sobre suas tarifas de aço e alumínio deverão diminuir. Embora a Coreia do Sul tenha negociado um acordo comercial bilateral mais amplo, isenções na União Europeia, México, Argentina, Austrália, Brasil e - mais significativamente - o Canadá estão prestes a expirar. Por volta das 9h00, o alumínio operava estável a US$ 2.225 a tonelada métrica.

Entre os outros metais negociados na LME, o zinco subia 0,68%, para US$ 3.161,50 a tonelada métrica, o níquel tinha alta de 0,04%, para US$ 13.880 a tonelada métrica, o estanho ganhava 0,81%, para US$ 21.170 a tonelada e o chumbo avançava 0,51%, para US$ 2.358 a tonelada métrica. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, já estava em 6,25%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano, pela décima quinta semana consecutiva.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, mesmo patamar em que estava quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,08% para 7,10%, ante 7,27% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 seguiu em 6,25% ao ano, mesmo valor de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás. 

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O gráfico diário do IBOV apresenta um sinal de topo, desenhado no pregão da última sexta-feira: trata-se de uma estrela cadente, com sombra superior considerável e máxima marcada fora da banda de bollinger superior.

Somente a perda de 86.260 confirmaria tecnicamente o sinal, lembrando que enquanto negociar acima de 86.150 o benchmark estrá sob efeito de um pivot de alta, sendo a perda desse suporte um fato relevante para o curto prazo, pois haveria configuração de rompimento falso.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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