quinta-feira, 26 de abril de 2018

Bradesco e Vale divulgam balanço

Bom dia, investidor!

Palocci formaliza a delação >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, refletindo o desempenho igualmente misto de Wall Street. Ontem, os índices Dow Jones e S&P 500 subiram de forma moderada em Nova York, mas o Nasdaq recuou marginalmente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,47% hoje, encerrando o pregão a 22.319,61 pontos, ajudado pela fraqueza do iene em relação ao dólar durante a madrugada. O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) iniciou uma reunião de dois dias mais cedo, mas não há expectativa de que altere sua agressiva política de estímulos monetários.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas, causadas em parte por relatos de que os EUA estariam investigando a empresa de tecnologia chinesa Huawei Technologies por ter supostamente violado sanções de Washington contra o Irã. O Xangai Composto caiu 1,38%, a 3.075,03 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em grande parte formado por startups, sofreu queda de 2,15%, a 1.770,40 pontos.

O governo da Alemanha prevê que os EUA vão cumprir a ameaça de impor tarifas a importações de aço e alumínio da União Europeia a partir de 1º de maio, afirmou hoje um alto funcionário do governo alemão antes do encontro da chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira (27).

O funcionário sinalizou que a iniciativa pode gerar retaliações comerciais entre EUA e UE, após meses de negociações falharem em reverter a ameaça tarifária que Trump fez mais no começo do ano.


O Bradesco anunciou lucro líquido recorrente de R$ 5,102 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 9,8% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,648 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o montante chegou a R$ 4,862 bilhões, foi identificada expansão de 4,9%.

O lucro líquido da Vale no primeiro trimestre deste ano, de US$ 1,59 bilhão, veio 19% abaixo das projeções de oito instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (BB, Bradesco, BTG Pactual, Citi, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Safra), que apontavam para um ganho de US$ 1,978 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado dos três primeiros meses do ano, de US$ 3,971 bilhões, veio em linha com as estimativas (US$ 4,063 bilhões). A receita operacional líquida, por fim, de US$ 8,603 bilhões, ficou de acordo com a projeção de US$ 8,681 bilhões.

A assinatura de um dos mais esperados acordos de delação premiada no âmbito da Lava Jato, o de Antonio Palocci, ex-czar da economia do governo Lula, deve movimentar o mundo político e dar um novo impulso à operação comandada pelo juiz Sérgio Moro. Revelada na edição desta quinta-feira, 26, pelo jornal O Globo, a assinatura da delação de Palocci com a Polícia Federal é suficiente, informa uma fonte ligada ao caso, para a abertura de novos inquéritos, deflagração de novas operações e prisões. 

O acordo, mesmo já bem avançado, tem de ser ainda homologado pela Justiça. O ex-ministro da Fazenda está preso deste setembro de 2016 e foi condenado por Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em um depoimento antes de fechar delação, ele havia dito que o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht haviam firmado um "pacto de sangue".

Os metais básicos operam em baixa na manhã desta quinta-feira, mesmo após uma autoridade da Alemanha dizer que espera que os Estados Unidos imponham em breve tarifas à importação de aço e alumínio.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,64%, a US$ 6.933 a tonelada, às 9h44 (de Brasília). Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha queda de 0,75%, a US$ 3,1110 a libra-peso.

O alumínio, por sua vez, tinha baixa de 1,1%, a US$ 2.211,50 a tonelada. Mais cedo, esse metal chegou a recuar 1,8%. Os preços do alumínio recuam mais de 11% até agora nesta semana, após o Tesouro americano estender o prazo para que investidores abandonem seus negócios com a gigante russa Rusal, alvo anteriormente de sanções dos EUA.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,34%, a US$ 3.095 a tonelada, o níquel tinha baixa de 1,37%, a US$ 13.990 a tonelada, o estanho recuava 0,38%, a US$ 21.190 a tonelada, e o chumbo caía 0,56%, a US$ 2.297 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta manhã devido ao aumento das tensões geopolíticas em meio a ameaça dos EUA de se retirar em breve do acordo nuclear com o Irã.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,88% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 74,65. O Brent para julho, que já é o mais líquido, avançava 0,78%, a US$ 73,80. Já WTI para o mesmo mês avançava 0,73% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,54.

O gráfico diário do IBOV mostra uma sombra inferior na sessão da véspera, o que certamente vai resultar em uma abertura positiva nessa quinta-feira.

Podemos notar o teste da linha superior da cunha, a qual foi respeitada e o fechamento acima da média móvel de 21 períodos.

Possivelmente a máxima de ontem (85.465) será testada no início dos negócios, sendo uma região decisiva para o curto prazo, juntamente com o topo marcado dia 12/04 aos 85.575.

Na minha leitura, a compra não vai resistir à pressão vendedora durante o pregão e teremos recuo intradiário com fechamento em campo negativo.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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