segunda-feira, 2 de abril de 2018

Retomando os pregões após a Páscoa


Bom dia, investidor!

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As bolsas asiáticas fecharam o primeiro pregão do segundo trimestre majoritariamente em baixa, após a China cumprir ameaça de impor tarifas a produtos dos EUA e uma pesquisa mostrar a primeira deterioração na confiança das empresas japonesas em dois anos.

Entre os mercados chineses, o Xangai Composto recuou 0,18% nesta segunda-feira, a 3.163,18 pontos, mas o Shenzhen Composto, índice menos abrangente formado em boa parte por startups com baixo valor de mercado, subiu 0,16%, a 1.856,66 pontos.

No fim do domingo, o governo chinês confirmou que irá tarifar a partir de hoje 128 diferentes produtos dos EUA, com valor estimado em US$ 3 bilhões, como já havia ameaçado anteriormente.

A medida foi em retaliação à decisão de Washington de cobrar tarifas sobre importações chinesas de aço e alumínio. Além disso, os EUA consideram adotar tarifas contra mais US$ 60 bilhões em bens da China, de forma a punir Pequim por "práticas comerciais desleais" e de "intimidação" para obter tecnologia americana.

O temor dos investidores é que EUA e China acabem se engajando numa guerra comercial declarada, embora tenham dado recentes sinais de que desejam superar suas desavenças por meio do diálogo.

Já os últimos indicadores de manufatura da China vieram mistos, com o dado oficial em alta e o da IHS Markit/Caixin Media em baixa. Ambos, porém, ficaram acima da barreira de 50 que indica expansão da atividade manufatureira.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,31% hoje, a 21.388,58 pontos, após pesquisa conduzida pelo Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) mostrar que a confiança de grandes empresários do país diminuiu no primeiro trimestre, registrando sua primeira queda em dois anos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China avançou de 54,4 em fevereiro para 54,6 em março, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do país. O resultado veio acima das estimativas de analistas consultados pela Trading Economics, que previam recuo do indicador, para 54,1.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China subiu de 50,3 em fevereiro para 51,5 em março, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do país, chegando ao nível mais alto desde dezembro do ano passado. O resultado veio acima das estimativas de economistas consultados pelo Wall Street Journal, que previam alta para 50,7.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China caiu de 51,6 em fevereiro para 51 em março, atingindo o menor nível em quatro meses, segundo pesquisa divulgada pela IHS Markit em parceria com a Caixin Media.

Apesar da queda, a leitura acima da marca de 50 indica que a manufatura chinesa continuou se expandindo no mês passado, ainda que em ritmo mais fraco.

Depois de dois dias, os presos na Operação Skala foram soltos na noite de sábado, 31, por volta de 23h50, por determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso. Dentre eles, estavam os amigos do presidente Michel Temer.

"Tendo as medidas de natureza cautelar alcançado sua finalidade, não subsiste fundamento legal para a manutenção", escreveu o ministro relator na decisão. A Operação Skala apura supostas irregularidades na edição do Decreto dos Portos.

Entre empresários e ex-agentes públicos, foram soltos o advogado José Yunes, amigo do presidente há mais de 50 anos e ex-assessor dele na Presidência, o coronel da reserva da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, também coordenador de campanhas eleitorais de Temer, e o ex-ministro da Agricultura Wagner Rossi, pai do líder do MDB na Câmara, deputado Baleia Rossi (SP).

Os nove presos que estavam na carceragem da Polícia Federal em São Paulo (uma estava no Rio de Janeiro) saíram ao mesmo tempo, mas o único que falou com a imprensa foi Wagner Rossi, ex-ministro da Agricultura, que agradeceu o ministro do STF por sua "presteza".

Barroso atendeu a um pedido formulado ontem à tarde pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge. Em nota, a Procuradoria-Geral da República (PGR) afirmou que "as medidas cumpriram o objetivo geral".

Assim que saiu a decisão, os advogados começaram a chegar à sede da PF. Mauricio Silva Leite e Cristiano Benzota, que atuam da defesa do coronel João Batista Lima, disseram que a decisão foi "de extrema importância", "principalmente em razão dos problemas de saúde que ele possui". Coronel Lima foi o único que não prestou depoimento, nem antes, nem depois da prisão.

A defesa de Celso Antônio Grecco também chegou ao local, mas não falou com jornalistas. José Luis Oliveira Lima, o advogado de José Yunes, disse que a decisão "é a demonstração clara de desnecessidade da prisão" e que o amigo de Temer "teve sua reputação atingida sem ter praticado nenhuma conduta ilícita".

Ao todo, 10 das 13 prisões temporárias ordenadas por Barroso haviam sido cumpridas. As prisões expirariam na segunda-feira e poderiam também ser renovadas por mais cinco dias ou convertidas em prisões preventivas.

Após o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, reforçar, na última quinta-feira (29), que o juro básico da economia pode cair novamente na reunião de maio do Comitê de Política Monetária (Copom), a pesquisa Focus realizada semanalmente com analistas do mercado financeiro trouxe mudança na expectativa para o patamar do juro no fim do ano. A projeção caiu de 6,50% - patamar anunciado na semana passada - para 6,25% ao ano.

Com isso, a previsão de Selic média em 2018 passou de 6,53% para 6,34% ao ano, ante 6,75% de quatro pesquisas antes. O grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções, o chamado Top 5 de médio prazo, manteve a previsão para a taxa básica no fim do ano em 6,25%, ante 6,75% de um mês antes.

Entre todos os analistas consultados, a previsão para a taxa Selic no fim de 2019 seguiu em 8%. Já a expectativa de juro médio no próximo ano entre todos os consultados caiu de 7,50% para 7,27%, ante 7,75% de quatro semanas atrás. Entre os analistas do Top 5, a previsão de juro no fim do ano seguiu em 8,00%, mesmo valor de um mês antes. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado indefinido, com touros e ursos travando uma batalha equilibrada nas últimas sessões.

Tracei quatro círculos em vermelho que sugerem uma simetria de baixa, assim como uma LTB de curto prazo (azul) que poderá atuar como forte barreira em caso de pressão altista. Clique no gráfico para ampliar.

Se a venda acelerar, o teste imediato ficará por conta de 83.900, fundo marcado no início de março.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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