segunda-feira, 30 de abril de 2018

Dia do Trabalho para as bolsas do Brasil, China e Japão


Bom dia, investidor!

Em dia de mercados chinês e japonês inoperantes, as outras bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada, impulsionadas por balanços corporativos e alguns indicadores locais, além dos desdobramentos da reunião de cúpula dos líderes das Coreias do Sul e do Norte.

Na semana passada, o encontro histórico entre o presidente da República da Coreia, Moon Jae-in, e o líder da República Popular Democrática da Coreia, Kim Jong-un espalhou otimismo nos mercados. Os dois líderes concordaram em buscar um tratado de paz ainda este ano e confirmaram compartilhar o mesmo objetivo de perseguir "a completa desnuclearização da Península Coreana".

Em Seul, o índice sul-coreano Kospi subiu 0,92% hoje, a 2.515,38 pontos, chegando à terceira sessão consecutiva de ganhos, na esteira da melhora de sentimento dos mercados. Além disso, as ações da Hyundai dispararam 26% após a companhia sinalizar que seus projetos no exterior podem resultar em números mais fortes no segundo trimestre.

A Bolsa de Taiwan também fechou em alta, com o Taiex encerrando o pregão em alta de 1%, aos 10.657,88 pontos. O índice foi impulsionado por ganhos das empresas que fabricam componentes de smartphones: a Largan, que produz lentes, subiu 6,6%.

O Hang Seng, de Hong Kong, avançou 1,7%, aos 30.808,47 pontos, com a ação da Asia Coal liderando os ganhos ao subir 19,15%.

Na Oceania, a bolsa australiana seguiu o tom positivo das asiáticas e também fechou no azul. O S&P/ASX 200 teve alta de 0,48% em Sydney, a 5.982,70 pontos.

Amanhã, no feriado do Dia do Trabalho, apenas os mercados australiano e japonês estarão abertos na região. 

O petróleo opera em queda nesta segunda-feira, em meio a sinais de aumento da produção dos Estados Unidos e incerteza sobre o futuro do acordo nuclear com o Irã.

Às 8h47 (de Brasília), o petróleo do tipo Brent com vencimento em julho caía 1,15% na Intercontinental Exchange (ICE), para US$ 72,94 por barril. Já o WTI para junho, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 1,16%, a US$ 67,31.

Na semana passada, o número de poços e plataformas de petróleo em operação nos EUA subiu 5, para 825, conforme informou a Baker Hughes, e alguns operadores estão atribuindo a queda de hoje nos preços a esse fator. Analistas do Commerzbank apontaram, no entanto, que a produção americana vem subindo há semanas sem impactar os preços.

Durante a última semana, o mercado de petróleo ficou focado no risco geopolítico associado à oferta da commodity, o que ajudou o Brent a quebrar temporariamente a barreira de US$ 75 pela primeira vez desde 2014.

Os preços do cobre operam em alta nesta segunda-feira, se recuperando após registrar a pior queda em um dia desde o início de fevereiro na sexta-feira. Além disso, contribui para o avanço do metal os baixos volumes de negociação em meio a um feriado na China e no Japão, que mantém os mercados financeiros fechados.

Às 8h59 (de Brasília), o cobre para três meses avançava 0,46%, para US$ 6.843 a tonelada na London Metal Exchange (LME). Já às 08h03, o cobre para entrega em julho subia 0,33%, a US$ 3,0560 por libra-peso, na divisão Comex, em Nova York.

Em relação ao alumínio, os investidores se preparam para o dia 1º de maio, quando as isenções temporárias dos EUA sobre suas tarifas de aço e alumínio deverão diminuir. Embora a Coreia do Sul tenha negociado um acordo comercial bilateral mais amplo, isenções na União Europeia, México, Argentina, Austrália, Brasil e - mais significativamente - o Canadá estão prestes a expirar. Por volta das 9h00, o alumínio operava estável a US$ 2.225 a tonelada métrica.

Entre os outros metais negociados na LME, o zinco subia 0,68%, para US$ 3.161,50 a tonelada métrica, o níquel tinha alta de 0,04%, para US$ 13.880 a tonelada métrica, o estanho ganhava 0,81%, para US$ 21.170 a tonelada e o chumbo avançava 0,51%, para US$ 2.358 a tonelada métrica. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, já estava em 6,25%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano, pela décima quinta semana consecutiva.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, mesmo patamar em que estava quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,08% para 7,10%, ante 7,27% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 seguiu em 6,25% ao ano, mesmo valor de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás. 

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O gráfico diário do IBOV apresenta um sinal de topo, desenhado no pregão da última sexta-feira: trata-se de uma estrela cadente, com sombra superior considerável e máxima marcada fora da banda de bollinger superior.

Somente a perda de 86.260 confirmaria tecnicamente o sinal, lembrando que enquanto negociar acima de 86.150 o benchmark estrá sob efeito de um pivot de alta, sendo a perda desse suporte um fato relevante para o curto prazo, pois haveria configuração de rompimento falso.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quinta-feira, 26 de abril de 2018

Bradesco e Vale divulgam balanço

Bom dia, investidor!

Palocci formaliza a delação >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, refletindo o desempenho igualmente misto de Wall Street. Ontem, os índices Dow Jones e S&P 500 subiram de forma moderada em Nova York, mas o Nasdaq recuou marginalmente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,47% hoje, encerrando o pregão a 22.319,61 pontos, ajudado pela fraqueza do iene em relação ao dólar durante a madrugada. O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) iniciou uma reunião de dois dias mais cedo, mas não há expectativa de que altere sua agressiva política de estímulos monetários.

Na China, por outro lado, o dia foi de perdas, causadas em parte por relatos de que os EUA estariam investigando a empresa de tecnologia chinesa Huawei Technologies por ter supostamente violado sanções de Washington contra o Irã. O Xangai Composto caiu 1,38%, a 3.075,03 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, que é em grande parte formado por startups, sofreu queda de 2,15%, a 1.770,40 pontos.

O governo da Alemanha prevê que os EUA vão cumprir a ameaça de impor tarifas a importações de aço e alumínio da União Europeia a partir de 1º de maio, afirmou hoje um alto funcionário do governo alemão antes do encontro da chanceler alemã, Angela Merkel, com o presidente dos EUA, Donald Trump, na sexta-feira (27).

O funcionário sinalizou que a iniciativa pode gerar retaliações comerciais entre EUA e UE, após meses de negociações falharem em reverter a ameaça tarifária que Trump fez mais no começo do ano.


O Bradesco anunciou lucro líquido recorrente de R$ 5,102 bilhões no primeiro trimestre deste ano, cifra 9,8% maior que a registrada no mesmo intervalo de 2017, de R$ 4,648 bilhões. Em relação aos três meses imediatamente anteriores, quando o montante chegou a R$ 4,862 bilhões, foi identificada expansão de 4,9%.

O lucro líquido da Vale no primeiro trimestre deste ano, de US$ 1,59 bilhão, veio 19% abaixo das projeções de oito instituições financeiras consultadas pelo Prévias Broadcast (BB, Bradesco, BTG Pactual, Citi, Itaú BBA, JPMorgan, Morgan Stanley e Safra), que apontavam para um ganho de US$ 1,978 bilhão. Já o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado dos três primeiros meses do ano, de US$ 3,971 bilhões, veio em linha com as estimativas (US$ 4,063 bilhões). A receita operacional líquida, por fim, de US$ 8,603 bilhões, ficou de acordo com a projeção de US$ 8,681 bilhões.

A assinatura de um dos mais esperados acordos de delação premiada no âmbito da Lava Jato, o de Antonio Palocci, ex-czar da economia do governo Lula, deve movimentar o mundo político e dar um novo impulso à operação comandada pelo juiz Sérgio Moro. Revelada na edição desta quinta-feira, 26, pelo jornal O Globo, a assinatura da delação de Palocci com a Polícia Federal é suficiente, informa uma fonte ligada ao caso, para a abertura de novos inquéritos, deflagração de novas operações e prisões. 

O acordo, mesmo já bem avançado, tem de ser ainda homologado pela Justiça. O ex-ministro da Fazenda está preso deste setembro de 2016 e foi condenado por Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. Em um depoimento antes de fechar delação, ele havia dito que o ex-presidente Lula e Emílio Odebrecht haviam firmado um "pacto de sangue".

Os metais básicos operam em baixa na manhã desta quinta-feira, mesmo após uma autoridade da Alemanha dizer que espera que os Estados Unidos imponham em breve tarifas à importação de aço e alumínio.

Na London Metal Exchange (LME), o cobre para três meses caía 0,64%, a US$ 6.933 a tonelada, às 9h44 (de Brasília). Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o cobre para maio tinha queda de 0,75%, a US$ 3,1110 a libra-peso.

O alumínio, por sua vez, tinha baixa de 1,1%, a US$ 2.211,50 a tonelada. Mais cedo, esse metal chegou a recuar 1,8%. Os preços do alumínio recuam mais de 11% até agora nesta semana, após o Tesouro americano estender o prazo para que investidores abandonem seus negócios com a gigante russa Rusal, alvo anteriormente de sanções dos EUA.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 1,34%, a US$ 3.095 a tonelada, o níquel tinha baixa de 1,37%, a US$ 13.990 a tonelada, o estanho recuava 0,38%, a US$ 21.190 a tonelada, e o chumbo caía 0,56%, a US$ 2.297 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam em alta nesta manhã devido ao aumento das tensões geopolíticas em meio a ameaça dos EUA de se retirar em breve do acordo nuclear com o Irã.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,88% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 74,65. O Brent para julho, que já é o mais líquido, avançava 0,78%, a US$ 73,80. Já WTI para o mesmo mês avançava 0,73% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,54.

O gráfico diário do IBOV mostra uma sombra inferior na sessão da véspera, o que certamente vai resultar em uma abertura positiva nessa quinta-feira.

Podemos notar o teste da linha superior da cunha, a qual foi respeitada e o fechamento acima da média móvel de 21 períodos.

Possivelmente a máxima de ontem (85.465) será testada no início dos negócios, sendo uma região decisiva para o curto prazo, juntamente com o topo marcado dia 12/04 aos 85.575.

Na minha leitura, a compra não vai resistir à pressão vendedora durante o pregão e teremos recuo intradiário com fechamento em campo negativo.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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quarta-feira, 25 de abril de 2018

Inflação e juros nos EUA


Bom dia, investidor!

Inflação e juros nos EUA: juro básico atinge 3% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após os mercados acionários de Nova York registrarem fortes perdas ontem à medida que o juro da T-note de 10 anos atingiu 3% pela primeira vez desde janeiro de 2014, gerando um limitado movimento de aversão a risco.

O avanço no rendimento da principal referência dos Treasuries sugere confiança no crescimento da economia dos EUA e pode encorajar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a elevar seus juros básicos em ritmo mais veloz do que se previa.

Recentes sinais de aceleração da inflação nos EUA também geram especulação de que o Fed pode ser mais agressivo no aperto de sua política monetária.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,28% hoje, a 22.215,32 pontos, após encerrar o pregão anterior no maior nível em oito semanas. Pesaram nos negócios japoneses as ações de fabricantes de equipamentos de automação e de eletrônicos.

Amanhã, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) vai iniciar uma reunião de dois dias, mas não há expectativa de que altere sua agressiva política de estímulos monetários.

Na China, as bolsas tomaram direções contrárias nesta quarta. O Xangai Composto caiu 0,35%, a 3.117,97 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups de menor valor de mercado, subiu 0,27%, a 1.809,26 pontos.

Os futuros de cobre operam estáveis em Londres e sobem levemente em Nova York, após os últimos dados de produção da chilena Antofagasta, a maior produtora mundial do metal básico.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha em US$ 6.987,50 por tonelada, no mesmo nível do fim da tarde de ontem.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,11%, a US$ 3,1455 por libra-peso.

Mais cedo, a Antofagasta divulgou queda anual de 10,5% na produção de cobre do primeiro trimestre, a 153,8 mil toneladas, mas reiterou sua projeção de produção para 2018 em uma faixa de 705 mil a 740 mil toneladas. O resultado trimestral da Antofagasta veio abaixo da expectativa de analistas da Berenberg e Peel Hunt.

O alumínio, que mostrou forte volatilidade nas últimas semanas, também operava estável na LME no horário indicado acima, a US$ 2.213,50 por tonelada.

Na segunda-feira (23), os EUA aliviaram sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. 

Os preços do petróleo operam sem direção definida nesta manhã em meio a expectativa de declínio dos estoques de petróleo dos EUA e pressionados pela alta forte do dólar ao redor do globo.

Às 9h35 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,16% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 73,74, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,16% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,81.

Espera-se que os dados do DoE mostrem que os estoques de petróleo dos EUA caíram 1,7 milhão de barris na semana passada, segundo analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O relatório sai às 11h30 (de Brasília).

Na terça-feira, o Instituto Americano de Petróleo (API) divulgou seus dados mostrando um aumento de 1,1 milhão de barris no fornecimento de petróleo para a semana encerrada em 20 de abril, apesar de dizer que os estoques de gasolina e destilados caíram 2,7 milhões de barris e 1,9 milhão de barris, respectivamente.

Os preços do petróleo têm exibido alta reforçados por um crescente consenso no mercado que o presidente americano, Donald Trump, tentará retirar os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano. Isso provavelmente provocaria uma nova rodada de sanções econômicas e frustraria a produção de petróleo da República Islâmica, reduzindo a oferta global.

Além do recurso contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será analisado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa tem no mínimo outras quatro possibilidades jurídicas para tentar a soltura de Lula, preso em Curitiba desde o último dia 7, apontam especialistas consultados pelo Broadcast Político.

Após a decretação da prisão contra o ex-presidente, a defesa de Lula recorreu ao Supremo no dia 6 de abril tentando reverter a situação alegando que a tramitação do processo contra o petista ainda não havia terminado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e que, portanto, não era possível dizer que os recursos na segunda instância estavam esgotados.

O ministro Luiz Edson Fachin negou esse pedido no dia seguinte. A defesa, então, entrou com um agravo regimental questionando a decisão do relator, que agora enviou o processo para o plenário virtual da Segunda Turma. O caso deve entrar para julgamento a partir do dia 4 de maio.

Se os ministros da Segunda Turma entenderem que o processo ainda não terminou no TRF-4, Lula pode ser solto. "Não há dúvida de que, se depender do perfil da Segunda Turma, Lula será solto", diz a constitucionalista e criminalista Vera Chemin. Os ministros podem entender, no entanto, que o caso está "prejudicado", ou seja, que não há como reverter a decisão porque o Tribunal Regional Federal já teria determinado o esgotamento da segunda instância. "Aí ficaria tudo como está", observa.

Na manhã desta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes - que compõe a Segunda Turma - admitiu a possibilidade de a decisão do plenário virtual resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria "prejudicada". "Eu acredito que já esteja prejudicado, porque o Tribunal (TRF-4) negou o recurso, mas pode, claro", afirmou. Dos cinco ministros da Segunda Turma, quatro deles - Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli - já se manifestaram em outro julgamento favoráveis a Lula, para aguardar o processo em liberdade.

O debate gira em torno de quando acaba a segunda instância: se após o julgamento dos embargos de declaração, como prevê súmula do TRF-4, ou se somente após julgamento dos embargos dos embargos e da admissibilidade dos recursos especial, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e extraordinário, ao Supremo Tribunal Federal (STF), como sustenta a defesa.

Recursos no STJ e no STF: outras duas possibilidades para que a prisão de Lula seja revertida são os recursos que a defesa já apresentou contra a condenação de Lula no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. No STJ, o chamado recurso especial é aberto quando a defesa identifica que algum dispositivo de lei federal foi afrontado. A defesa do petista alegou que a condenação "contraria diversos dispositivos de lei federal que regulam a possibilidade de liberdade do ex-presidente".

O gráfico diário do IBOV apresenta um importante sinal de topo, desenhado na véspera, após romper momentaneamente a importante barreira dos 86.200 e ceder, deixando uma longa sombra superior.

Podemos interpretar a movimentação como sendo uma estrela cadente formada após um rompimento falso, projetando queda para essa quarta-feira.

Logo após a abertura, deveremos ter um teste relevante no triplo suporte formados pelas médias de 5 e 21, assim como pela LTB destacada em azul. IBOV agora às 10h27 já perdeu o primeiro suporte. Clique para ampliar.

A perda dessa região poderá levar o mercado ao teste de 83.900.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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terça-feira, 24 de abril de 2018

Equilíbrio no IBOV


Bom dia, investidor!

IBOV mantém movimento lateral >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas chinesas tiveram uma forte recuperação nesta terça-feira, após exibirem desempenho abaixo da média por várias semanas, favorecidas por promessas de que Pequim aprofundará suas reformas econômicas. Em outras partes da Ásia, porém, os negócios continuaram pressionados por ações de tecnologia.

Ontem, o colegiado de 25 membros do comitê de supervisão do Partido Comunista da China, a legenda que governa o país, emitiu um pronunciamento afirmando que manterá uma política fiscal "proativa" e uma política monetária neutra, e prometeu também colocar em prática medidas "de mercado" para reduzir o excesso de capacidade.

Em seu melhor desempenho em dois meses, o Xangai Composto subiu 1,99% hoje, terminando o dia a 3.128,93 pontos. Nos últimos tempos, o Xangai ficou no vermelho em seis dos oito pregões anteriores. O menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, avançou 2,28%, a 1.804,41 pontos.

Segundo analistas, uma redução nas recentes tensões comerciais entre China e EUA, antes de uma possível reunião de autoridades dos dois países em Pequim, também ajudou a melhorar o sentimento.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,86%, a 22.278,12 pontos, atingindo o maior nível desde 27 de fevereiro, graças ao bom desempenho de ações de exportadoras e financeiras. A recente fraqueza do iene ante o dólar ajudou a sustentar o índice japonês hoje.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu pelo quinto mês consecutivo em abril, à medida que piorou a perspectiva de negócios de fabricantes locais, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo.

Reformulado para incluir o setor de serviços, o indicador caiu de 103,3 em março para 102,1 em abril, ficando abaixo da previsão de 102,6 de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

O levantamento do Ifo veio após uma série de dados fracos que sugere desaceleração da atividade econômica alemã no primeiro trimestre. 

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam majoritariamente em alta, à medida que diminuíram temores relacionados à atitude protecionista dos EUA, enquanto o alumínio mostra volatilidade.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,95%, a US$ 6.993,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,64%, a US$ 3,1615 por libra-peso.

O avanço nos preços vem após os EUA aliviarem sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor de alumínio do mundo. Ontem, o Tesouro americano concedeu um prazo mais longo para investidores deixarem de fazer negócios com a Rusal.

O alumínio em si, porém, alternava ganhos e perdas na LME e, no horário indicado acima, recuava 0,40%, a US$ 2.246,00 por tonelada. Na última sessão, o alumínio sofreu um tombo de 7% em reação à decisão dos EUA.

Entre outros metais na LME, o zinco avançava 0,73%, a US$ 3.255,00 por tonelada, o estanho se mantinha estável, a US$ 21.055,00 por tonelada, o níquel estava praticamente estável, a US$ 14.270,00 por tonelada, e o chumbo subia 1,16%, a US$ 2.262,50 por tonelada. 

Após atingir o nível mais alto em três anos no início desta manhã, em meio a preocupações de que os EUA possam se retirar do acordo nuclear iraniano, uma medida que pode reduzir o fornecimento global, os preços do petróleo reduziram os ganhos e agora operam em leve alta.

Às 9h43 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,01% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 74,72, atingindo US$ 75,27, o nível mais alto desde 2014, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,76.

Os EUA devem rever sua posição sobre o acordo de 2015 com o Irã - que afrouxou as sanções à República Islâmica em troca de restrições em seu programa nuclear - em 12 de maio. Se os EUA desistirem do acordo, as sanções poderão ser restabelecidas. No passado, as sanções restringiram as exportações iranianas de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, se encontrará com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta terça-feira, com Macron esperando que Trump continue com o acordo.

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (24). Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR). O alvo é o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).


O gráfico diário do IBOV mostra a continuidade da movimentação lateral consolidada desde meados de março. Gráfico intradiário do IBOV ontem. Clique para ampliar.

Ontem tivemos equilíbrio entre ursos e touros, que dominaram o pregão em momentos diferentes, o que resultou um uma longa sombra inferior após pull back nas médias e linha superior da cunha.

A abertura dos negócios deverá ser positiva, sendo o desafio para a ponta compradora manter o mercado acima de 85.575, para depois acumular e romper 86.200, cenário menos provável na minha leitura.

Gráfico diário do IBOV. Clique para ampliar.

A maior probabilidade, na minha interpretação, seria uma abertura em alta, com perda de 85.575 e busca pelas médias e LTB, assim como a mínima de ontem aos 84.710, entre hoje e amanhã.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan

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segunda-feira, 23 de abril de 2018

Techs sacodem mercados


Papéis de tecnologia ou biotecnologia sacodem os mercados >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas majoritariamente modestas nesta segunda-feira, após uma sessão negativa em Wall Street no fim da semana passada.


Na sexta-feira (20), os mercados acionários de Nova York caíram de forma generalizada, influenciados em grande parte por um tombo de mais de 4% da gigante da tecnologia Apple, empresa com maior valor de mercado do mundo. Como resultado, as "techs" asiáticas ficaram pressionadas pelo segundo pregão consecutivo. Gráfico da Apple, diário. Clique para ampliar.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,33% hoje, a 22.088,04 pontos, com destaque negativo para os fabricantes de eletrônicos Sharp (-5,6%) e de ferramentas Makita (-3,9%).

Na bolsa taiwanesa, o Taiex caiu 0,75%, a 10.697,13 pontos, mais uma vez influenciada por seu maior componente, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), que teve baixa de 1,1%, ampliando o tombo de 6,3% que sofreu na última sexta.

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, fez um alerta negativo de vendas na última semana que pesou em ações de tecnologia globais, inclusive da Apple.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,11%, a 3.068,01 pontos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, registrou queda de 0,80%, a 1.764,20 pontos. Os mercados chineses estão pressionados desde meados da semana passada, quando os EUA baniram exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Papéis de tecnologia ou biotecnologia também prejudicaram hoje os negócios das bolsas de Hong Kong, onde o Hang Seng caiu 0,54%, a 30.254,40 pontos, e de Seul, com baixa marginal de 0,09% do sul-coreano Kospi, a 2.474,11 pontos.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e em Nova York, à medida que o dólar se fortalece em reação a um avanço no rendimento dos Treasuries de 10 anos.

Por volta das 0h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,21%, a US$ 6.968,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 0,14%, a US$ 3,1305 por libra-peso, às 7h47 (de Brasília).

O juro da T-note de 10 anos, que já havia atingido o maior nível desde janeiro de 2014 no fim da semana passada, manteve a tendência de alta na madrugada de hoje e se aproximou de 3%, ajudando a impulsionar o dólar. A valorização da moeda norte-americana, por sua vez, tende a pesar nos preços de commodities como cobre, outros metais e petróleo.

Já o alumínio na LME caía 0,44% no horário indicado acima, a US$ 2.487,00 por tonelada, depois de acumular ganhos de cerca de 24% desde 5 de abril, em razão de sanções aplicadas pelos EUA contra a mineradora russa Rusal, segunda maior produtora mundial do metal.

Entre outros metais básicos no mercado inglês, o zinco perdia 0,14%, a US$ 3.236,00 por tonelada, o chumbo subia 0,19%, a US$ 2.342,00 por tonelada, o estanho cedia 0,62%, a US$ 21.525,00 por tonelada, e o níquel tinha forte baixa de 3,06%, a US$ 14.400,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa, pressionados pela valorização do dólar e por um movimento limitado de realização de lucros.

Às 9h15 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,31% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 73,83, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,00.

Na última sexta-feira (20), o petróleo se manteve volátil em meio a uma reunião ministerial de grandes produtores, na cidade saudita de Jidá, para discutir seus esforços para restringir a oferta. Na ocasião, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez nações que não pertencem ao grupo - incluindo a Rússia - se comprometeram a manter limites à oferta este ano e, possivelmente, em 2019.

Por um acordo que teve início em janeiro de 2017, a Opep e parceiros vêm reduzindo sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia. Em princípio, o pacto vigora até o fim deste ano. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, ante 6,53% ao ano de quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,20% para 7,08%, ante 7,50% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 seguiu em 6,25% ao ano, mesmo valor de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark ainda dentro de uma congestão, que perdura desde meados de março; sendo mais específico, teve seu início dia 16/03. Clique no gráfico para ampliar.

Vale destacar que, semana passada, o mercado operou entre as extremidades da estrutura lateral.

Na minha visão, o último topo marcado aos 85.875 é uma importante resistência de curto prazo e deverá pressionar os negócios, pelo menos nessa segunda-feira, projetando uma correção moderada para testar as médias móveis e a LTB como suportes, configurando um um típico pull back.

O comportamento do mercado nessa região deverá indicar o runo para os próximos pregões.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 20 de abril de 2018

Bolsa equilibrada tem novo IPO


Bom dia, investidor!


Notredame Intermedica é o primeiro IPO do ano >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, após garantirem amplos ganhos por dois dias seguidos, influenciadas principalmente por ações de tecnologia, que foram pressionadas por uma desanimadora perspectiva de vendas da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC).

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, previu que suas vendas no segundo trimestre serão mais de 10% menores do que analistas vinham esperando, devido à fraca demanda por smartphones mais sofisticados. A projeção da TSMC, que é uma fornecedora da Apple, levou o chamado Índice de Semicondutores da Filadélfia, ou SOX, a sofrer um tombo de 4,3% ontem nos EUA.

Hoje, no mercado taiwanês, a TSMC despencou 6,3%, em seu pior desempenho diário desde julho de 2013. Com isso, o índice Taiex - que tem a TSMC como seu maior componente - caiu 1,75%, sua queda mais acentuada desde 6 de fevereiro, e encerrou o pregão a 10.779,38 pontos.

O alerta da TSMC pressionou empresas ligadas a semicondutores de outras partes da Ásia. No Japão, o Nikkei recuou 0,13%, a 22.162,24 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões de valorização, em parte por causa da Tokyo Electron (-2%) e da Shin-Etsu Chemical (-4,9%). Em Seul, a capital sul-coreana, o Kospi teve baixa de 0,39%, a 2.476,33 pontos, com queda de 2,2%da Samsung Electronics.

Na China, as perdas se intensificaram nos negócios da tarde e o Xangai Composto caiu 1,47%, a 3.071,54 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups de menor valor de mercado, teve baixa de 2%, a 1.778,34 pontos.

Os mercados chineses estão sob pressão desde que os EUA, em meados da semana, baniu exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Em Hong Kong, papéis de tecnologia também pesaram e o Hang Seng caiu 0,94%, a 30.418,33 pontos.

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nos negócios da manhã, após se manterem perto da estabilidade durante a madrugada, com investidores de olho em uma reunião liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que acontece nesta sexta-feira na Arábia Saudita.

Às 9h24 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,35% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,04, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,60.

Durante a sessão de ontem, o Brent também ultrapassou a barreira de US$ 74 por barril, enquanto o WTI quase alcançou US$ 70 por barril, impulsionados por uma nova queda nos estoques dos EUA e por riscos geopolíticos à oferta no Oriente Médio.

A operadora de planos de saúde Notredame Intermédica quebrou o jejum da Bolsa brasileira para ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2018. A ação da companhia no âmbito da oferta saiu a R$ 16,50, um pouco acima do centro da faixa indicativa de preço, de R$ 14,50 a R$ 17,50. Com isso o IPO movimentou R$ 2,7 bilhões.

A oferta contou com forte demanda por parte dos investidores e superou em cinco vezes o número de ações ofertadas pela companhia. Cerca de 75% das compras foram feitas por investidores estrangeiros.

A estreia da ação na B3 será na próxima segunda-feira, dia 23. Notredame terá suas ações listadas no Novo Mercado, segmento de maiores exigências de governança corporativa da B3.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu prioridade no julgamento do recurso contra a decisão do ministro Edson Fachin que negou a reclamação do petista, feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) um dia antes de sua prisão. Lula cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril.

Segundo o grupo de advogados do petista, o julgamento do caso "revela máxima urgência", uma vez que Lula se encontra preso em regime fechado por causa da decisão que a defesa tenta derrubar no recurso.

Para os advogados do ex-presidente, a prisão de Lula é ilegal porque o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ainda precisa decidir sobre a admissão dos recursos extraordinários no caso do tríplex do Guarujá. De acordo com a defesa, em função disso, a segunda instância da Justiça ainda não exauriu no caso do petista.

A defesa de Lula ainda pede que o recurso seja levado em mesa na próxima sessão da Segunda Turma da Corte, que ocorre no próximo dia 24.

O gráfico diário do IBOV mostra pouca mudança no pregão de ontem, com a formação de um candle contido, mostrando equilíbrio entre ursos e touros.

Na minha visão, o último topo (85.575) formado dia 12/04 e o pico do dia 29/03 aos 85.700 são suportes imediatos e pontos relevantes em caso de queda, cenário mais provável para o início dos negócios nessa sexta-feira, seguido pela linha superior da cunha e pelas médias que estão justapostas.

Se a compra mostrar reação e pressionar os preços, a região de 86.200 será a barreira a ser vencida.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


quinta-feira, 19 de abril de 2018

Melhora o clima internacional


Bom dia, investidor!



Ratings de emergentes devem parar de cair >>> LEIA MAIS >>>

O ritmo de rebaixamento de ratings soberanos de países emergentes deve diminuir à medida que se avança o ano de 2018, na avaliação do BBH. Em relatório publicado nesta quarta-feira, a instituição alerta, porém, que os fundamentos dessas nações podem divergir, mesmo com a melhora dos preços das commodities. No caso específico do Brasil, o banco americano projeta manutenção das notas pelas três principais agências até as eleições.

O BBH produziu um modelo de ratings que pondera as notas atuais dadas por Fitch, Moody's e S&P Global e as estimativas dos principais indicadores das economias - como crescimento do PIB e resultado fiscal - para o segundo trimestre. A partir disso, foi construída uma estimativa das notas. Trinta países fazem parte da amostra.

No caso do Brasil, o rating implícito calculado pelo BBH é de BB, que equivale a dois níveis abaixo do grau de investimento. O País tem nota BB- pela Fitch e S&P Global e Ba2 pela Moody's, todos com perspectiva estável.

A África do Sul tem nota implícita de BB. O banco americano avalia que há risco de rebaixamento contínuo dos ratings Baa3 da Moody's e BB+ da Fitch.

Para o México, o rating implícito é de BBB, apesar das notas da Fitch e da S&P Global serem BBB+ e da Moody's, A3. Assim, o BBH entende que a nota mexicana ainda corre risco de rebaixamento.

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e por um forte avanço do petróleo, que estimulou o apetite por ativos mais arriscados.

Ontem, as cotações do petróleo saltaram quase 3%, em parte reagindo a uma queda maior do que se previa nos estoques dos EUA. Durante a madrugada, a commodity manteve a tendência positiva e atingiu máximas em três anos e meio.

Além disso, melhorou o clima geopolítico. A recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria não gerou mais repercussão e, ao mesmo tempo, Washington dá sinais de que busca superar suas diferenças com o regime da Coreia do Norte.

Em coletiva de imprensa ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ele e sua equipe farão "o que for possível" para que seu planejado encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, seja bem-sucedido. A expectativa é que Trump e Kim se reúnam até o fim de maio ou começo de junho.

Já no âmbito comercial, China e EUA não voltaram a trocar ameaças significativas, embora Pequim tenha decidido aplicar medidas antidumping temporárias a importações de borracha dos EUA, da União Europeia e de Cingapura, a partir de amanhã.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.177,38 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,60%, a 1.814,64 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,40%, a 30.708,44 pontos. Ações de petrolíferas se destacaram em Xangai e em Hong Kong.

Os futuros de minério de ferro negociados na China fecharam em forte alta nesta quinta-feira, impulsionados por avanços nos preços de moradias de grandes cidades do país, segundo a Argonaut Securities.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro subiu 4,2% hoje, se aproximando do maior nível em quase um mês. Já em Xangai, o futuro do vergalhão de aço terminou a sessão em alta de 1%.

Os últimos dados oficiais mostraram que o índice de preços de novas moradias na China subiu 5,5% em março ante igual mês no ano passado. 

O petróleo atingiu o patamar mais alto em mais de três anos nesta quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior. O relatório de estoques dos Estados Unidos apoia o movimento, bem como uma declaração da Arábia Saudita de que gostaria de ver um avanço maior nos preços.

Às 8h49 (de Brasília), o petróleo WTI para junho operava em alta de 0,48%, a US$ 68,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 0,61%, a US$ 73,93 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, os contratos subiram com o relatório de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O dado mostrou queda nos estoques de petróleo e derivados na última semana, o que indica uma demanda saudável. O Commerzbank destacou o recuo na gasolina, algo "extremamente pouco usual" fora da temporada de verão local nos EUA.

Analistas da Accendo afirmam ainda que a Arábia Saudita apoia os contratos, ao dizer que estaria satisfeita com preços entre US$ 80 e US$ 100 o barril. Na avaliação dos economistas Mike van Dulken e Artjom Hatsaturjants, da Accendo, isso indica que o corte voluntário na oferta liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve ser estendido por mais tempo.

Nesta sexta-feira, haverá uma reunião da Opep na Arábia Saudita para tratar do acordo para a redução da oferta. Vice-presidente de mercados de petróleo da consultoria Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen disse que é normal que o mercado se movimente antes da notícia. Segundo o analista, os investidores se posicionam para reafirmar o compromisso com a redução dos estoques globais. A Opep e outros países, como a Rússia, têm cortado sua oferta desde janeiro de 2017, para estabilizar os preços e diminuir os estoques.

O cobre opera de lado nesta quinta-feira, sem fôlego após os contratos subirem mais de 2% ontem em Nova York e Londres. O alumínio, por sua vez, tem mais força, apoiado pelas sanções impostas a uma empresa da Rússia importante para o mercado desse metal.

Às 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,16%, a US$ 7.048 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio recuava 0,38%, a US$ 3,1465 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Já o alumínio avançava 2,88%, a US$ 2.622 a tonelada na LME, após as sanções dos Estados Unidos contra a Rusal, segunda maior produtora desse metal no mundo. O metal avançou 26% ao longo do último mês. O níquel tinha alta de 3,8%, a US$15.915 a tonelada, nas máximas desde 2014 por causa dos temores de que possam ser impostas mais sanções contra produtores de metal da Rússia.

Os estoques de alumínio da LME recuaram mais 4,5% na quarta-feira, após deixarem de aceitar o metal da Rusal. Desde 23 de fevereiro, os estoques recuaram 16%, segundo Dee Perera, da Marex Spectron.

Alguns analistas mostram-se céticos sobre a possibilidade de que mercados da China absorvam o alumínio da Rusal. Isso poderia pressionar os preços na Bolsa de Xangai, em comparação com os de Londres. Segundo os analistas, os preços teriam de subir o suficiente em Londres para tornar a exportação da China suficientemente rentável para operadores aceitarem o metal da empresa russa.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,2%, a US$ 3.256,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,75%, a US$ 21.600 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,59%, a US$ 2.534 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra o rompimento da cunha na sessão de ontem, com teste da região de 86.200.

Vale destacar que houve diversas formações de topo ao redor do ponto citado, desde a consolidação do movimento lateral iniciado em 16/03.

O topo mais recente é 85.580, portanto podemos utilizá-lo como referência nessa sessão.

Sua perda jogaria o benchmark na LTB, linha superior da cunha, em um movimento de pull back importante e decisivo.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

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