sexta-feira, 2 de março de 2018

Trump e o aço


Bom dia investidor!

As bolsas de valores dos Estados Unidos fecharam novamente em queda, com o índice Dow Jones apagando os ganhos do ano, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar planos para impor tarifas sobre as importações de aço e alumínio.

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O índice Dow Jones fechou em queda de 1,68%, aos 24.608,98 pontos; o S&P 500 perdeu 1,33%, para 2.677,67 pontos; e o Nasdaq caiu 1,27%, para 7.180,58 pontos.

A decisão de Trump de impor tarifas de 25% sobre a importação de aço e de 10% sobre a de alumínio aumentou ainda mais os temores dos investidores com o aumento da inflação nos EUA. Investidores ainda estão preocupados de que isso possa desencadear uma guerra comercial com países como a China, que podem retaliar os americanos.

Todos os 11 principais setores do S&P 500 recuaram hoje, pressionados principalmente pelas ações da indústria e das companhias de tecnologia. Empresas que usam aço e alumínio para produzirem seus bens, como montadoras, estão entre as que foram mais duramente atingidas. As ações da Ford caíram 3%, e as da General Motors despencaram 4%.

Os papéis de várias companhias de aço e alumínio dos EUA, enquanto isso, subiram com a notícia das tarifas. As ações da U.S. Steel subiram 5,7% e as da Century Aluminum ganharam 7,5%.

A Bolsa de Tóquio fechou em forte baixa pelo terceiro pregão consecutivo nesta sexta-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, revelar planos de impor tarifas a importações de aço e alumínio e também influenciada pelo iene, que se fortaleceu ante o dólar durante a madrugada em reação a comentários do chefe do BoJ, como é conhecido o banco central japonês.

O Nikkei sofreu um tombo de 2,5% hoje, encerrando o pregão a 21.181,64 pontos. Na semana, o índice japonês teve perdas de 3,25%. Já desde a máxima que atingiu em 23 de janeiro, o Nikkei acumula desvalorização de 12%.

Perto de completar um ano do início da fusão, a B3 reportou um lucro líquido recorrente de R$ 635,8 milhões no quarto trimestre do ano passado, queda de 5,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. Ante o terceiro trimestre do ano o lucro subiu 42,8%.

No acumulado do ano o lucro da Bolsa brasileira atingiu R$ 2,084 bilhões, considerando o valor recorrente, retração de 12,6% ante o observado um ano antes. Para permitir a comparação a companhia ajustou seus números para uma base combinada.

Brasileiros que têm conta no exterior passarão a pagar mais Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para transferir recursos. Decreto presidencial criou nova categoria de cobrança do IOF de 1,10% que incidirá sobre todas as transferências do Brasil para contas internacionais em nome de brasileiros. Atualmente, essa operação paga IOF tradicional de operação de câmbio, de 0,38%.

A nova alíquota passará a vigorar em todas as operações realizadas a partir de 3 de março de 2018 - curiosamente, sábado. Segundo o decreto presidencial, a incidência do IOF será na liquidação da operação de transferência ao exterior.

A explicação do governo para a medida é a equalização das condições tributárias. O argumento da equipe econômica é que atualmente brasileiros pagam dois IOFs distintos ao movimentar recursos: 1,10% em caso compra de moeda estrangeira em espécie no Brasil e de 0,38% nas movimentações de recursos transferidos do Brasil para uma conta no exterior - alíquota que aumentará.

Com a nova medida, argumenta o governo, as condições passarão a ser idênticas para os dois casos e, assim, acaba uma distorção na incidência do IOF

Contrariando a aversão ao risco generalizada vista na véspera, o mercado doméstico fechou em pregão em alta simbólica de 0,03%, com o IBOVESPA deixando um um doji sobre a média móvel de 21 períodos.

Vale destacar que a máxima do dia foi firmada na dupla resistência formada pela média móvel de 5 períodos em conjunto com o topo marcado em janeiro aos 86.213.

Os desdobramentos dessa sexta-feira serão essenciais para as projeções de curto prazo do benchmark, uma verdadeira queda de braço entre ursos e touros.

Quem vencer a batalha de hoje deverá imprimir seu domínio nos próximos pregões, pelo menos em teoria.

A perda da mínima de ontem (84.640) levaria de quebra a média móvel de 21 períodos e favoreceria os vendedores.

Por outro lado, se houver fechamento acima de 86.213 os touros terão avançado de forma relevante em busca da renovação do topo histórico no curto prazo, mas não sem antes romper novamente a linha superior do canal de alta que guia os preços no médio prazo.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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