segunda-feira, 26 de março de 2018

Sinais de conciliação acalmam os mercados


Bom dia, investidor!

EUA x China, Coreia do Norte e do Sul indicam negociações >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, após indícios de que EUA e China estão buscando o caminho das negociações, apesar de suas recentes desavenças comerciais.

Ontem à noite, o The Wall Street Journal noticiou que Washington e Pequim iniciaram discretas conversas com o objetivo de melhorar o acesso dos EUA aos mercados chineses. Citando fontes com conhecimento do assunto, o WSJ relatou que as discussões abrangem amplos segmentos, incluindo os de serviços financeiros e de manufatura, e que estão sendo conduzidas pelo economista Liu He - recém eleito vice-premiê chinês -, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e pelo representante comercial americano, Robert Lighthizer. Foto: news.vice.com.

O gesto de conciliação vem poucos dias depois de EUA e China ameaçarem taxar seus respectivos produtos. Na quinta-feira (22), o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou planos de impor tarifas a até US$ 60 bilhões em importações da China. Horas depois, Pequim anunciou que poderá adotar medidas retaliatórias contra 128 produtos americanos com valor de US$ 3 bilhões.

A troca de farpas comerciais entre as duas maiores economia do mundo levou os mercados asiáticos a amargar fortes perdas no fim da semana passada.

Com a melhora do sentimento hoje na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 0,72% em Tóquio, a 20.766,10 pontos, apagando parte do tombo de 4,51% do pregão anterior. A fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada ajudou o Nikkei, que tinha chegado a cair 1,3% no começo dos negócios.

Na China, o menos abrangente Shenzhen Composto se recuperou na última hora da sessão e avançou 1,34%, a 1.790,35 pontos. Por outro lado, o Xangai Composto, principal índice chinês, recuou 0,60%, a 3.133,72 pontos, acumulando perdas pelo quarto pregão seguido.

Coreia do Sul e do Norte vão negociar durante a próxima semana os preparativos para uma reunião entre seus respectivos líderes, Moon Jae-in e Kim Jong Un. O encontro tem a intenção de melhorar o relacionamento entre os países.

Membros dos dois governos irão se encontrar na quinta-feira na vila de Panmunjom, na fronteira entre os países. Lá, serão discutidos data e outros detalhes da agenda da reunião.

As lideranças rivais concordaram em marcar uma reunião quando enviados de Moon visitaram Kim Jong-un em Pyongyang neste mês. Eles conseguiram, ainda, arquitetar uma possível reunião entre Kim Jong-un e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Líderes das duas Coreias só se reuniram duas vezes desde o fim da Guerra da Coreia, que aconteceu entre 1950 e 1953. 

O cobre opera em queda e chegou à mínima em três meses e meio em Londres na manhã desta segunda-feira, com investidores de olho em possíveis desequilíbrios entre a oferta e a demanda.

Às 8h45 (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,55%, a US$ 6.550,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio, por sua vez, recuava 1,40%, a US$ 2,9510 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre os metais básicos, o alumínio caía 0,24%, a US$ 2.048 a tonelada, o zinco subia 0,68%, a US$ 3.245 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,07%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel recuava 0,77%, a US$ 12.880 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 0,90%, a US$ 2.365 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam com viés de baixa nesta manhã, mas mantêm a maior parte dos fortes ganhos que acumularam na semana passada em meio a crescentes riscos políticos.

Às 8h50 (de Brasília), o barril do Brent para maio tinha queda marginal de 0,04% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 70,42, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,77.

Na sexta-feira, o Brent fechou acima de US$ 70 por barril pela primeira vez desde o fim de janeiro, e tanto a referência britânica quanto o WTI registraram na última semana seus maiores ganhos desde julho do ano passado.

O gráfico diário do IBOV mostra leve inclinação baixista, após testar e respeitar por duas sessões seguidas a dupla resistência formada pela média móvel de 21 períodos e pela LTA que guia os preços desde o fundo de dezembro.

Semana passada, enquanto o mundo derreteu, o mercado doméstico caiu muito pouco, fechando o período praticamente de forma lateral.

Hoje temos alta superior a 1% nos futuros norte-americanos, commodities em baixa e praças da Europa em alta moderada, o que torna a leitura embaralhada e desafiadora.

Como suportes, podemos citar o forte 83.900 e a região que marcou a mínima da semana passada pouco abaixo de 83.700, enquanto 85.500 seria a resistência a ser batida.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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