terça-feira, 6 de março de 2018

Muita coisa para precificar


Bom dia investidor!


BRF "puxa" para baixo o índice, que resiste >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas tiveram forte valorização nesta terça-feira, se recuperando de perdas recentes, na esteira do bom desempenho dos mercados acionários de Nova York e em meio a um movimento de oposição aos planos do presidente dos EUA, Donald Trump, de sobretaxar importações de aço e alumínio.

Ontem, as bolsas americanas subiram entre 1% e 1,4% em Wall Street, interrompendo uma sequência de cinco pregões negativos, após notícias de que integrantes do próprio Partido Republicano de Trump se mostraram contrários à intenção do presidente de adotar tarifas sobre importações de aço e alumínio, de 25% e 10%, respectivamente.

Com isso, diminuíram temores sobre uma eventual escalada no protecionismo comercial, abrindo caminho para que investidores voltassem a buscar ações na Ásia.

O mercado de Hong Kong liderou os ganhos na região asiática, com alta de 2,09% do índice Hang Seng, a 30.510,73 pontos, quase que eliminando a queda de 2,28% da sessão anterior.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,79%, a 21.417,76 pontos, depois de ficar no vermelho nos quatro pregões anteriores. O avanço do índice só não foi maior porque o iene se fortaleceu frente ao dólar após comentários do presidente do Banco do Japão (BoJ), Haruhiko Kuroda.

Na China, onde está em andamento a reunião anual do Congresso Nacional do Povo, evento que costuma gerar cautela, o dia também foi de ganhos. O Xangai Composto teve alta de 1%, a 3.289,64 pontos, enquanto o Shenzhen Composto, formado por empresas de menor valor de mercado, apresentou ganho de 1,17%, a 1.852,22 pontos.

Espera-se que o comércio internacional da China mantenha um crescimento estável em 2018 e a contribuição das exportações ao crescimento econômico deve ser de 8% a 9%, de acordo com a Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China.

Graças a uma demanda global robusta, a contribuição das exportações chinesas no crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do pais foi de 9,1% em 2017, revertendo o seu peso negativo na economia nos dois anos anteriores, de acordo com dados do governo.

He Lifeng, chefe da Comissão Nacional de Desenvolvimento e Reforma da China, disse em um comunicado que o país aumentaria os investimentos neste ano e a contribuição desses investimentos do crescimento da economia pode ficar em torno de 30% em 2018.

Ele disse que o consumo vai contribuir com cerca de 60% do PIB neste ano. 

O JPMorgan reiterou hoje recomendação underweight (desempenho abaixo do mercado) para as ações da BRF, após notícias de que Polícia Federal deflagrou na manhã de ontem, 5, uma nova fase da Operação Carne Fraca que tem como alvo um esquema de fraudes descoberto na empresa BRF, gigante do setor de carnes e processados.

A Procuradoria Regional da República da 4.ª Região pediu o início imediato do cumprimento da pena imposta ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva após o julgamento dos embargos de declaração no Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4). A manifestação ocorreu na ação em que o petista foi condenado a 12 anos e 1 mês de prisão no caso do triplex do Guarujá (SP).

O tribunal ainda analisa embargo de declaração da defesa do ex-presidente e, após julgar o recurso, pode autorizar que o juiz Sérgio Moro - titular da Operação Lava Jato na primeira instância - decrete a prisão do petista. No embargo, os advogados de Lula questionam obscuridades nos votos dos desembargadores que o condenaram. Em seu parecer, a Procuradoria rejeitou as 38 omissões, 16 contradições e cinco obscuridades apontadas pela defesa.

Segundo o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, “o Ministério Público Federal tenta corrigir extemporaneamente o fato de o TRF-4 haver determinado de ofício - sem pedido dos procuradores - a antecipação do cumprimento da pena, o que é ilegal”.

Em outra frente, a defesa de Lula também aguarda a análise de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ), marcada para esta terça-feira, em que tenta impedir o início do cumprimento da pena após a decisão em segunda instância.

A Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República confirmou, ontem, 5, a quebra do sigilo bancário do presidente Michel Temer. No curto comunicado, o Planalto informa que Temer irá solicitar ao Banco Central os extratos de suas contas referentes ao período mencionado no despacho do "eminente ministro Luís Roberto Barroso".

A nota frisa que Temer "dará à imprensa total acesso a esses documentos". O período a que se refere o pedido de envio de dados vai de 1.º de janeiro de 2013 a 30 de junho de 2017. O Banco Central informou, também por meio de nota, que não comenta "ordens judiciais envolvendo terceiros".

O ministro Barroso autorizou a quebra do sigilo no âmbito da investigação de supostas irregularidades na Medida Provisória 595, conhecida como MP dos Portos.

O BC explicou que em "situações de quebra de sigilo ou de bloqueio/desbloqueio/transferência de valores, o BC atua, por meio da ferramenta BacenJud, como mero auxiliar do Poder Judiciário no encaminhamento das ordens às instituições do Sistema Financeiro". A instituição explica que não faz "qualquer juízo de valor sobre a decisão judicial, até por não ser o BC parte no processo judicial".

O gráfico diário do Ibovespa, que descolou do exterior e subiu de leve na véspera, pressionado pelas ações do setor de exportação de alimentos, especialmente BRF, mostra um candle de pequenas proporções, porém com mínima e máxima mais altas que sexta-feira.

Se romper o topo anterior na região de 86.200, o benchmark deverá testar a linha superior do canal de alta, onde terá resistência.

Abaixo de 86.213, a tendência é que desça para testar a mínima da semana passada, sob o risco de montar um pivot de baixa e reverter tecnicamente a tendência terciária dos preços.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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