quinta-feira, 22 de março de 2018

Juros movimentam o mercado


Bom dia, investidor!

FED e China elevam e COPOM diminui >>> LEIA MAIS

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e à espera de novos desdobramentos da crescente disputa comercial entre Washington e Pequim.

Ontem, o Fed elevou seus juros básicos pela primeira vez este ano, como era amplamente esperado, e anunciou projeções mais otimistas de crescimento dos EUA para este e o próximo ano. Por outro lado, o BC americano sinalizou que prevê apenas mais dois aumentos de juros em 2018, o que serviu de alívio para quem apostava num total de quatro elevações este ano.

Em Tóquio, o índice Nikkei voltou de um feriado nacional no Japão com alta de 0,99%, a 21.591,99 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões negativos. Ações do setor petrolífero lideraram os ganhos na capital japonesa, após as cotações do petróleo saltarem ontem em reação a uma queda inesperada nos estoques dos EUA.

Na China continental e em Hong Kong, por outro lado, os mercados caíram depois que as autoridades monetárias locais elevaram juros na esteira da decisão do Fed. O chinês PBoC aumentou a taxa de recompra reversa de sete dias em 0,05 ponto porcentual, a 2,55%, enquanto o BC de fato de Hong Kong também elevou juros para manter o dólar de Hong Kong dentro de uma faixa controlada em relação ao dólar americano.

A China alertou hoje os EUA sobre quaisquer medidas que possam prejudicar ambos os países, num momento em que Washington se prepara para adotar políticas comerciais punitivas contra Pequim.

"A China definitivamente não vai ficar parada e assistir seus legítimos interesses ser prejudicados", afirmou o Ministério do Comércio do país em comunicado, prometendo tomar "todas as medidas necessárias" para defender seus interesses.

O ministério declarou ainda rejeitar quaisquer ações da Casa Branca que representem unilateralismo e protecionismo comercial.

Os EUA planejam anunciar medidas comerciais contra a China ainda nesta quinta-feira. A expectativa é que Washington destaque a violação pelos chineses de direitos de propriedade intelectual dos EUA e sugira a aplicação de tarifas a produtos da China no valor de pelo menos US$ 30 bilhões, além de restrições à capacidade de Pequim de adquirir tecnologia e empresas de alta tecnologia americanas. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 115,4 em fevereiro para 114,7 em março, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado veio um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 114,8.

Apenas o subíndice do Ifo que mede expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou de 105,4 em fevereiro para 104,4 em março, enquanto o subíndice sobre condições atuais diminuiu de 126,4 para 125,9.

O Ifo entrevista cerca de 7.000 empresas dos setores de manufatura, construção, atacado e varejo para sua pesquisa mensal. 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) irá julgar os recursos do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) no mesmo dia dos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 17h44, horas depois de ter incluído em mesa o julgamento dos embargos declaratórios de Lula, o tribunal fez o mesmo em relação aos do ex-deputado federal. Os julgamentos acontecerão na mesma sessão, na segunda-feira, 26, em Porto Alegre.

Preso desde outubro de 2016, Cunha foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná, em 30 de março de 2017, a 15 anos e 4 meses de prisão, pelos crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, na Operação Lava Jato. A condenação foi confirmada pelo TRF-4 em 21 de novembro e reduziu a pena em dez meses.

A sentença o apontou como destinatário de propina relacionada à compra de um campo petrolífero em Benin, na África, pela Petrobras, em 2011 - transação que teria garantido propina de US$ 1,5 milhão para Cunha.

A defesa ficou surpreendida com a marcação do julgamento, alegando que não havia previsão de ser pautado. "A forma açodada como o TRF-4 está marcando o julgamento dos embargos do Eduardo Cunha apenas demonstra que o objetivo é corrigir uma questão cronológica em relação aos embargos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse Ticiano Figueiredo, advogado de Cunha.

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou a jornalistas no início da noite de ontem, 21, que o resultado do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser um "sinal indicativo" de como a Corte votará, caso sejam pautadas as ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Celso destacou que a "tendência" pode ser no sentido de manter a jurisprudência atual do STF, que permite a execução antecipada da pena, ou de adotar uma outra posição, como, por exemplo, a prisão somente após o trânsito em julgado do processo.

Os contratos futuros de cobre operam sem direção única nesta manhã, com o metal básico recuando em Londres e ampliando ganhos da sessão anterior em Nova York.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,21%, a US$ 6.804,00 por tonelada.

Já na Comex, divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,08%, a US$ 3,0610 por libra-peso.

Na última sessão, o cobre se valorizou em ambos os mercados, favorecido por um forte avanço do petróleo e por uma tendência de queda do dólar.

Outros metais na LME não tinham direção única no horário indicado acima: o alumínio subia 0,36%, a US$ 2.088,00 por tonelada, enquanto o zinco recuava 0,69%, a US$ 3.227,00 por tonelada, o estanho diminuía 0,24%, a US$ 20.900,00 por tonelada, o níquel avançava 0,15%, a US$ 13.525,00 por tonelada, e o chumbo mostrava baixa de 0,25%, a US$ 2.391,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade, mas com viés de queda, nesta quinta-feira, depois de duas sessões de fortes ganhos nesta semana.

Às 9h49, o barril do tipo Brent com vencimento em maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) caía 0,22%, a US$ 69,32. Já o petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 0,17%, a US$ 65,06.

Depois de receber forte impulso ontem, quando os estoques de petróleo do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos contrariam as expectativas e caíram consideravelmente, o petróleo passa hoje por leve realização de lucros.

Os estoques caíram 2,6 milhões de barris na semana encerrada em 16 de março, segundo o Doe. A expectativa era de que eles tivessem subido 2,4 milhões.

O gráfico diário do IBOV mostra um típico movimento de pull-back, quando existe um retorno para testar como resistência um ponto revelante que outrora era suporte, no caso específico do benchmark a região composta pela média móvel de 21 períodos juntamente com a LTA (linha de tendência de alta) que orienta os negócios desde o fundo marcado em março de 2017. Clique para ampliar.

O caminho mais natural seria o enfraquecimento da compra, com a volta da pressão vendedora na região, levando a um teste de 83.900 no curto prazo.

Por outro lado, se houver rompimento e consolidação acima da região supra citada (resistência dupla), a compra voltará a ter as rédeas nas mãos e o alvo seria 86.213.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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