quinta-feira, 1 de março de 2018

Ibovespa sente a pressão vendedora


Bom dia investidor!

Resultados do PIB, Lula, petróleo e Bovespa >>> LEIA MAIS >>>

O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China - medido pela IHS Markit - subiu de 51,5 em janeiro para 51,6 em fevereiro.

O resultado contrariou a estimativa média de analistas consultados pela Trading Economics, que esperavam queda para 51,2.

O banco central da China (PBoC, na sigla em inglês) informou hoje que injetou 393 bilhões de yuans (US$ 62 bilhões) em liquidez no setor bancário por meio de sua linha de crédito de médio prazo em fevereiro. Os recursos tinham vencimento de um ano e foram repassados a uma taxa de juros de 3,25%.

O PBoC também liberou no mês passado 151 bilhões de yuans através da linha suplementar a três bancos que auxiliam na implementação de políticas da China, de forma a financiar projetos de infraestrutura.

Além disso, o BC chinês injetou 27,3 bilhões de yuans via linha de crédito permanente em fevereiro. 

A Bolsa de Tóquio teve forte baixa pelo segundo pregão consecutivo nesta quinta-feira, mais uma vez influenciada pelo mau desempenho dos mercados acionários de Nova York e também pela valorização do iene frente ao dólar ontem.

O Nikkei caiu 1,56% neste primeiro dia de março, a 21.724,47 pontos, depois de recuar 1,44% na sessão anterior. Em todo o mês de fevereiro, o índice japonês acumulou queda de 4,5%, a maior desde junho de 2016.

Ontem, as bolsas em Wall Street tiveram mais um dia de perdas acentuadas, em meio a preocupações com o impacto de futuros aumentos de juros nos EUA. O dólar, por sua vez, perdeu terreno para a moeda japonesa, embora tenha ensaiado leve recuperação durante esta madrugada.

Os contratos futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, pressionados pelo fortalecimento do dólar e à espera de novos comentários do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Senado americano.

Por volta das 9h15 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,8%, a US$ 6.881,00 por tonelada, depois de ter recuado abaixo da marca psicológica de US$ 7.000,00 por tonelada na sessão anterior.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com vencimento para maio tinha baixa de 0,67%, a US$ 3,1115 por libra-peso.

O índice DXY do dólar opera com viés de alta nos negócios da manhã, tornando o cobre e outras commodities mais caros para investidores que utilizam outras moedas.

Mais tarde, o foco vai se voltar para Powell, que inicia depoimento no Senado a partir das 12h (de Brasília). Na terça-feira, quando falou na Câmara dos Representantes, o presidente do Fed demonstrou otimismo em relação à economia dos EUA, indicando que o BC americano tem espaço para elevar juros em ritmo mais acelerado.

Entre outros metais básicos na LME, predominava o viés negativo. O zinco tinha expressiva queda de 2,11% no horário indicado acima, a US$ 3.381,00 por tonelada, enquanto o alumínio cedia 0,4%, a US$ 2.123,00 por tonelada, o estanho perdia 0,46%, a US$ 21.500 por tonelada, e o chumbo diminuía 1,64%, a US$ 2.461,00 por tonelada. Exceção no mercado inglês, o níquel subia 1,46%, a US$ 13.545 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, ampliando perdas de mais de 2% da sessão anterior, após dados oficiais mostrarem avanço maior do que se previa nos estoques dos EUA. A valorização do dólar também pesa nos preços da commodity.

Às 9h20 (de Brasília), o barril do Brent para maio caía 0,94% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 64,12, enquanto o do WTI para abril recuava 0,86% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 61,11.

Pesquisa do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, divulgada ontem, estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve alta de 3 milhões de barris na semana passada. O DoE também apontou expansão nos estoques de gasolina, de 2,5 milhões de barris.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não quer discutir uma candidatura alternativa à sua, na corrida presidencial deste ano, sob alegação de que isso daria como fato consumado que ele estaria fora do páreo. Sua disposição é brigar até o fim. As afirmações foram feitas em entrevista exclusiva à colunista Mônica Bérgamo, do jornal Folha de S.Paulo. Nela, Lula diz que está preparado para ser preso, mas acredita que será inocentado. "Eu acredito na democracia, eu acredito na Justiça. E acredito que essas pessoas [o juiz Sérgio Moro e os desembargadores] mereciam ser exoneradas a bem do serviço público", destacou o petista.

Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro cresceu 1% em 2017 ante 2016, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio abaixo da mediana das estimativas dos analistas do mercado financeiro ouvidos pelo Projeções Broadcast, de 1,10%, e dentro do intervalo das previsões, de alta de 0,93% a 1,30%.

No quarto trimestre de 2017, o PIB subiu 0,1% em relação ao trimestre imediatamente anterior, resultado que ficou no piso do intervalo das estimativas dos analistas. O teto era 1,0% e a mediana, 0,30%).

Na comparação com o quarto trimestre de 2016, o PIB apresentou alta de 2,1% no quarto trimestre de 2017, vindo abaixo da mediana, de 2,50%, e mais perto do piso das estimativas, de 1,90% a 3,10%. 

O gráfico diário do Ibovespa apresenta uma queda importante na véspera, acompanhada de forte volume, formando um marobuzu no diário.

Houve perda da média móvel de 5 períodos, linha superior do canal de alta e topo anterior (86.231) em uma única sessão, o que chama a atenção.

Mesmo que tenhamos um repique, na minha visão não deve ser sustentável, uma vez que o rompimento falso do topo anterior e do canal devem frustar as expectativas dos compradores, especialmente aqueles mais recentes.

O caminho mais provável seria pela continuidade da baixa no curto prazo, sendo a média móvel de 21 períodos um divisor de águas entre uma correção leve ou um pouco mais acentuada.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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