segunda-feira, 12 de março de 2018

Ibovespa em ponto decisivo


Bom dia investidor!

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As bolsas asiáticas começaram a semana com ganhos, inspiradas por um rali dos índices acionários de Nova York, que saltaram na sexta-feira em reação a dados dos EUA que mostraram forte criação de postos de trabalho e inflação salarial abaixo do esperado em fevereiro.

Ao mesmo tempo em que o mercado de trabalho dos EUA mostrou robustez no mês passado, um aumento menor do que o esperado nos salários aliviou temores de que a inflação na maior economia do mundo pudesse estar avançando com muita velocidade, o que daria espaço para o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) elevar juros mais rapidamente.

No fim de 2017, o Fed previu que elevaria juros três vezes este ano, mas vários analistas apostam que poderá haver um quarto ajuste para cima.

Na China, o índice Xangai Composto subiu 0,59% nesta segunda-feira, a 3.326,70 pontos, impulsionado por ações de produtores de metais básicos, de fabricantes de chips e de companhias aéreas, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto garantiu avanço mais expressivo, de 1,24%, a 1.908,84 pontos.

No fim de semana, o Congresso chinês - que é dominado pelo partido governista - aprovou uma proposta de eliminar a restrição para mandatos presidenciais, abrindo o caminho para o presidente Xi Jinping se manter no poder indefinidamente.

Em outubro do ano passado, Xi conquistou um segundo mandato de cinco anos, durante encontro quinquenal do Partido Comunista chinês.

Em Tóquio, o Nikkei teve valorização de 1,65% hoje, a 21.824,03 pontos, apesar da força demonstrada pelo iene frente ao dólar durante a madrugada, fator que tende a pesar em papéis de exportadoras japonesas.

Os EUA e o Canadá entraram em horário de verão neste domingo, adiantando seus relógios em uma hora. Na Costa Leste dos EUA, que inclui Nova York e Washington, os relógios foram adiantados às 2h locais.

Com isso, a Costa Leste dos EUA passou a ficar uma hora atrás de Brasília; a chamada zona central dos EUA, que inclui Chicago (Illinois), duas horas atrás de Brasília; a chamada zona das montanhas, que inclui Denver (Colorado), três horas atrás de Brasília; e a chamada zona do Pacífico, que inclui Seattle (Washington) e Los Angeles (Califórnia), quatro horas atrás de Brasília.

No Canadá, Toronto e Montreal ficaram uma hora atrás de Brasília, enquanto Vancouver passou a estar quatro horas atrás de Brasília.

A Bolsa de Nova York passa a operar das 10h30 (de Brasília) às 17h (de Brasília).

No viva-voz da New York Mercantile Exchange (Nymex), os contratos futuros de petróleo passam a ser negociados das 10h (de Brasília) às 15h30 (de Brasília).

Na Comex, divisão de metais da Nymex, os contratos futuros de cobre passam a ser negociados das 9h10 (de Brasília) às 14h (de Brasília); os contratos futuros de ouro, das 9h20 (de Brasília) às 14h30 (de Brasília).

Os EUA e o Canadá saem do horário de verão em 3 de novembro. 

Os empresários estão mais confiantes nas perspectivas para a economia do Brasil neste começo de 2018 do que estavam no final de 2017, mostra estudo realizado pela consultoria IHS Markit. A sondagem revela que 56% das companhias esperam melhora dos negócios nos próximos 12 meses, acima dos 48% da pesquisa feita em outubro. O porcentual é o mais alto desde o final de 2016 e as firmas brasileiras são as mais otimistas na comparação com 11 países, incluindo China, Estados Unidos, França, Rússia e Espanha, de acordo com relatório divulgado hoje.

A confiança dos empresários melhorou tanto no setor de serviços como na indústria, embora a alta tenha sido mais forte entre estes últimos, ressalta a IHS Markit. Os indicadores de confiança do setor manufatureiro estão no nível mais alto em quatro anos, com mais de 70% dos empresários esperando expansão da produção. Nos serviços, o porcentual é de 51%.

Os economistas do mercado financeiro reduziram pela sexta semana consecutiva a previsão para a inflação de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC), mostra que a mediana para o IPCA este ano caiu de 3,70% para 3,67%. Há um mês, estava em 3,84%. Já a projeção para o índice em 2019 caiu de 4,24% para 4,20%, na segunda redução seguida. Quatro semanas atrás, estava em 4,25%.

Mesmo com as quedas seguidas, as projeções de mercado indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus seguiu em 3,67%. Para 2019, a estimativa do Top 5 caiu de 4,25% para 4%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,86% e 4,25%, respectivamente.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi na mesma tendência de queda ao passar de 4,02% para 3,98% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,03%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para março de 2018 caiu de 0,25% para 0,22%. Um mês antes, estava em 0,31%. No caso de abril, a projeção seguiu em 0,36%, ante 0,37% de quatro semanas antes. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, iniciando a semana no vermelho após comentários agressivos sobre comércio entre os EUA e alguns de seus aliados e em meio a problemas trabalhistas na indústria mineradora do Chile, maior produtor mundial do metal básico.

Por volta das 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,88%, a US$ 6.896,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio caía 0,70%, a US$ 3,1140 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o alumínio recuava 0,31% no horário indicado acima, a US$ 2.113,50 por tonelada, enquanto o zinco caía 1,09%, a US$ 3.260,00 por tonelada, o estanho tinha leve baixa de 0,19%, a US$ 21.405,00 por tonelada, o níquel diminuía 0,62%, a US$ 13.735,00 por tonelada, e o chumbo perdia 0,94%, a US$ 2.364,00 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam com sinal negativo na manhã desta segunda-feira. A preocupação com o rápido avanço na produção dos Estados Unidos e aparentes divergências dentro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) são responsáveis pelo movimento.

Às 9h26 (de Brasília), o petróleo WTI para abril caía 0,77%, a US$ 61,56 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio recuava 0,78%, a US$ 64,98 o barril, na ICE.

Diferentes opiniões entre os membros da Opep sobre se os preços mais altos poderiam estimular o xisto americano e prejudicar o mercado apareceram neste fim de semana. O Irã quer que o cartel trabalhe para manter os preços em cerca de US$ 60 o barril, a fim de conter o ímpeto de produtores de xisto dos EUA, disse o ministro do Petróleo Bijan Zanganeh ao Wall Street Journal em uma rara entrevista. Já a Arábia Saudita minimizou a capacidade do xisto de prejudicar o mercado e indicou que um barril a US$ 70 é aceitável.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra um triângulo em destaque: nos últimos três pregões a linha inferior foi testada e respeitada.

Houve um leve rompimento no pregão de sexta-feira, colado com o forte 86.213.

Se consolidar, operar e fechar acima da linha superior reforça a compra e mira a linha superior do canal de alta de médio prazo ao longo da semana.

Caso perca 86.213 como suporte e adentre a área do triângulo, haverá frustração e consequentemente baixa.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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