quinta-feira, 15 de março de 2018

Foco em Trump


Bom dia, investidor!

Ações pelo mundo e futuros nos EUA oscilam com foco em Trump >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, com tensões comerciais geradas pelos EUA ainda no foco, mas algumas delas conseguiram se recuperar de quedas vistas mais cedo, à medida que cresceu o interesse por oportunidades de ações baratas.

No Japão e em Hong Kong, os índices acionários locais chegaram a cair mais de 1% na primeira metade dos negócios, reagindo ao fraco desempenho das bolsas de Nova York, que no pregão de ontem tiveram perdas de cerca de 0,2% a 1%. Ambos os mercados asiáticos, porém, acabaram se recuperando.

Em Tóquio, o Nikkei teve leve alta de 0,12%, terminando a sessão a 21.803,95 pontos, uma vez que o iene reduziu ganhos em relação ao dólar durante a madrugada. Já em Hong Kong, o Hang Seng subiu 0,34%, a 31.541,10 pontos.

Na China continental, por outro lado, as bolsas ficaram ligeiramente no vermelho. Praticamente estável, o Xangai Composto recuou 0,01%, a 3.291,11 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto, por sua vez, caiu 0,22%, a 1.874,41 pontos. Ontem, Pequim aplicou uma multa recorde equivalente a US$ 870 milhões a uma empresa de logística, por manipular preços de ações em Shenzhen.

A China atraiu 139,4 bilhões de yuans (US$ 22,06 bilhões) em investimento estrangeiro direto (IED) no primeiro bimestre de 2018, 0,5% mais do que em igual período do ano passado, segundo dados publicados hoje pelo Ministério de Comércio do país.

Apenas em janeiro, o IED na China totalizou 80,36 bilhões de yuans, aumento de 0,3% ante igual mês de 2017. 

As bolsas europeias e futuros de Nova York tentam uma recuperação nesta manhã, mas sem tirar o foco das manobras protecionistas do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que têm limitado o apetite a risco dos investidores. 

O republicano anunciou na semana passada sua proposta de sobretaxar as importações de aço e alumínio e há rumores de que os EUA poderão impor tarifas a produtos chineses no valor de US$ 60 bilhões. E ontem a Casa Branca esclareceu que os EUA querem reduzir seu déficit comercial com a China em US$ 100 bilhões, e não em US$ 1 bilhão, como o presidente Donald Trump havia mencionado no Twitter. Em meio à ameaça de uma guerra comercial, o governo brasileiro tentar convencer Trump a excluir o País da tarifa de 25% sobre a importação de aço. 

A lista de argumentos abrange os US$ 11 bilhões investidos por empresas brasileiras no setor siderúrgico dos Estados Unidos, o saldo comercial global favorável aos americanos na última década, a cooperação dos dois países na área de defesa e a participação do Brasil nos fóruns internacionais que tentam combater o excesso de produção de aço pela China.

Os contratos futuros de petróleo operam em alta moderada nesta manhã, após exibirem alguma volatilidade nas últimas horas, em meio a novos sinais de que o apetite pela commodity cresce de forma mais rápida do que o esperado.

Às 9h37 (de Brasília), o barril do Brent para maio subia 0,29% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 65,08, enquanto o do WTI para abril avançava 0,48% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 61,25.

Em relatório mensal divulgado mais cedo, a Agência Internacional de Energia (AIE) previu que a demanda global por petróleo irá crescer 1,5 milhão de barris por dia (bpd) em 2018, a 99,3 milhões de bpd, o que representa uma revisão para cima de 90 mil bpd.

A demanda robusta deverá ajudar a compensar o forte avanço na produção de óleo de xisto dos EUA, garantindo o equilíbrio do mercado este ano, segundo a AIE.

Alguns economistas alertam, porém, que o aumento incessante da oferta, em especial dos EUA, continua sendo um fator de risco para o reequilíbrio do mercado, que está em andamento desde o ano passado.

O cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira, sem impulso após ter subido no pregão anterior. Hoje, há ainda volumes menores em negociação, segundo agentes do mercado.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,33%, a US$ 6.959,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio caía 0,74%, a SU$ 3,1350 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar mais forte contribui para o movimento. Nesse caso, as commodities cotadas na moeda americana ficam mais caras para os detentores de outras divisas. Os contratos ainda subiram ontem com dados fortes da indústria da China, o que abre espaço para um ajuste hoje.

Além disso, continua a haver a cautela com o risco de mais medidas protecionistas, após o governo dos Estados Unidos anunciar tarifas à importação de aço e alumínio. Alguns países reagiram e ameaçaram adotar medidas retaliatórias. O temor de uma guerra comercial segue no radar, embora autoridades tenham em geral dito que querem evitar um aprofundamento na crise e preferem negociar.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio recuava 0,14%, a US$ 2.086 a tonelada, o zinco subia 0,76%, a US$ 3.235 a tonelada, o estanho tinha baixa de 1,80%, a US$ 20.770 a tonelada, o níquel caía 0,43%, a US$ 13.735 a tonelada, e o chumbo subia 0,12%, a US$ 2.399 a tonelada. 

A Petrobras reportou prejuízo líquido de R$ 5,477 bilhões no quarto trimestre do ano passado, revertendo o lucro líquido de R$ 2,510 bilhões de igual intervalo de 2016 e o ganho de R$ 266 milhões dos três meses imediatamente anteriores, conforme os números atribuíveis aos acionistas.

O acumulado de 2017, por sua vez, somou prejuízo de R$ 446 milhões, uma melhora de 97% ante a perda de R$ 14,824 bilhões do exercício de 2016.

De acordo com a petroleira, o resultado foi afetado pela assinatura do acordo para encerrar a ação coletiva nos Estados Unidos (class action) e pela adesão ao programa de regularização de débitos federais para finalizar discussões administrativas e judiciais relativas a impostos. Segundo a Petrobras, excluindo o acordo da class action, a companhia apresentaria lucro líquido de R$ 7,089 bilhões.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da petroleira foi de R$ 12,986 bilhões no quarto trimestre, com baixa de 47,6% em relação ao mesmo intervalo de 2016 e diminuição de 32% ante o terceiro trimestre do ano passado.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra o mercado levemente inclinado para a venda, como se os ursos estivessem ganhando terreno de forma sorrateira, sem chamar a atenção.

Além do canal de alta de médio prazo (azul) e da LTA de curto prazo (marrom) que guia os negócios desde o fundo de dezembro, é possível traçar uma cunha de alta, padrão predominantemente baixista.

A linha inferior da figura é reforçada pela média móvel de 21 períodos, configurando uma região importante e decisiva.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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