terça-feira, 20 de março de 2018

Facebook cai 7%; IBOV em tendência de baixa


IBOV confirma tendência de baixa
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Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que investidores digeriram o fraco desempenho dos mercados acionários americanos e aguardavam a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Ontem, as bolsas de Nova York sofreram perdas acentuadas, em torno de 1,3% a 1,8%. O catalisador do mau humor foi o Facebook, que sofreu um tombo de quase 7% após notícia de que dados de usuários da rede social foram utilizados de forma indevida pela Cambridge Analytica.

Em Tóquio, o Nikkei caiu pelo terceiro pregão seguido hoje, apresentando baixa de 0,47%, a 21.380,97 pontos. O índice japonês, porém, fechou bem distante das mínimas da sessão, uma vez que o iene se enfraqueceu em relação ao dólar durante a madrugada.

Na China, por outro lado, os mercados tiveram ganhos modestos, em meio ao encerramento da reunião anual do Congresso Nacional do Povo. O Xangai Composto subiu 0,35%, a 3.290,64 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,23%, a 1.872,33 pontos.

Em coletiva que se seguiu ao fim do encontro anual do Parlamento chinês, o primeiro-ministro Li Keqiang apelou aos EUA que ajam de "forma racional" na questão do comércio, após a recente decisão do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas a importações de aço e alumínio. "Ninguém sairá vencedor de uma guerra comercial", declarou o premiê chinês.

Já o presidente da China, Xi Jinping, adotou tom nacionalista no discurso de encerramento da reunião e afirmou que qualquer movimento separatista de Taiwan estará "condenado ao fracasso". No mercado taiwanês, o Taiex recuou 0,33%, a 11.010,84 pontos, também influenciado pelas quedas em Wall Street, em especial de ações de tecnologia.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 17,8 em fevereiro para 5,1 em março, segundo o instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a 13.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 92,3 em fevereiro para 90,7 em março. Neste caso, a projeção do mercado era de redução maior, a 90. 

Os futuros de petróleo operam em alta significativa nos negócios da manhã, impulsionados pela avaliação de maior risco geopolítico à oferta global da commodity.

Às 9h40 (de Brasília), o barril do Brent para maio subia 1,36% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 66,95, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 1,34% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 62,95.

O petróleo é sustentado por crescentes tensões políticas entre a Arábia Saudita e o Irã, dois dos principais integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e novos sinais de que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderá agir para restaurar sanções econômicas contra Teerã.

Ontem, o ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, classificou o atual pacto sobre o programa nuclear do Irã de "falho", um dia antes da reunião que Trump terá mais tarde com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, em Washington.

Os futuros de minério de ferro e de aço negociados na China voltaram a fechar em baixa significativa nesta terça-feira, após atingirem novas mínimas em quatro meses durante a sessão, ainda em meio a preocupações com o avanço nos estoques e tarifas impostas pelos EUA.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro caiu 2,4% hoje, enquanto em Xangai, o de vergalhão de aço recuou 1%.

Os estoques de aço na China continuam próximos dos maiores níveis desde 2014, ainda que tenham diminuído um pouco na última semana. Já os estoques de minério em portos estão perto de patamares recordes, segundo a Argonaut Research.

Sinais de crescimento menos robusto do setor imobiliário chinês ampliaram temores sobre a demanda, num momento em que já há preocupações com as tarifas anunciadas recentemente pelos EUA contra importações de aço e alumínio. 

O gráfico diário do IBOV mostra as médias móveis cruzadas e apontadas para baixo, além da perda da LTA (linha de tendência de alta) que guia os preços desde o fundo de dezembro.

Vale destacar que uma cunha já havia sido acionada desde o pregão do dia 15/03 e ontem chegamos em uma prova de fogo, região decisiva e importante para o curto prazo.

Trata-se da mínima do dia 02/03, ao redor de 83.900.

Abaixo desse valor o mercado entraria de vez em território negativo, sem suportes mais claros perto dos preços, fato que poderia acelerar a venda.

Por outro lado, como a região é "manjada" pelo mercado e temos memória compradora ainda evidente nos negócios, os ursos não terão vida fácil.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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