sexta-feira, 23 de março de 2018

EUA x China


Bom dia, investidor!

EUA versus China fazem mercados desabar >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta sexta-feira, seguindo o comportamento dos mercados ontem em Nova York e na Europa, após os últimos desdobramentos da crescente disputa comercial entre EUA e China.


Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um memorando propondo impor tarifas a cerca de US$ 60 bilhões em produtos da China. Embora já fosse esperada, a iniciativa de Washington levou investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar abrigo em opções tidas como mais seguras, caso do iene, dos Treasuries e do ouro. Gráfico intradiário do Dow Jones (clique para ampliar).

Em resposta à Casa Branca, Pequim anunciou que deverá adotar medidas retaliatórias contra quase 130 produtos americanos - incluindo carne suína e alumínio reciclado - no valor de US$ 3 bilhões.

Na China continental, o índice Xangai Composto registrou queda de 3,39%, a maior em seis semanas, encerrando o pregão de hoje a 3.152,76 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto sofreu um tombo ainda maior, de 4,49%, a 1.766,61 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 4,51%, a 20.617,86 pontos, também influenciado pela valorização do iene ante o dólar, fator que tende a prejudicar as ações de exportadoras japonesas.

Os futuros de minério de ferro e de aço negociados na China sofreram um tombo nesta sexta-feira, em meio a temores alimentados pela crescente disputa comercial entre EUA e Pequim.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro fechou em baixa de 4,3% hoje, enquanto em Xangai, o de vergalhão de aço recuou 4,5%. No começo dos negócios de hoje, ambos chegaram a cair 5%.

A Casa Branca confirmou que vai conceder ao Brasil isenção da tarifa de 25% às importações de aço e 10% para as de alumínio até 1º de maio. A barreira comercial está suspensa também para Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, México e membros da União Europeia.

Segundo a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai decidir até 1º de maio se a pausa nas restrições comerciais continuará valendo.

"A suspensão vale até 1º de maio devido à discussão pendente sobre meios alternativos e satisfatório de longo prazo para lidar com as ameaças à segurança nacional dos EUA", informou a Casa Branca.

O anúncio do governo americano desfez uma confusão ocorrida na quarta-feira, quando o presidente Michel Temer falou sobre a exclusão do Brasil sem que a informação oficial tivesse sido confirmada. Ontem ainda havia cautela por parte do governo.

O petróleo opera com ganhos na manhã desta sexta-feira, recuperando-se em parte das perdas do dia anterior, após novos sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode continuar a conter a produção em 2019.

Às 9h12 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 0,53%, a US$ 64,64 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio avançava 0,48%, a US$ 69,24 o barril, na ICE.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou no fim da quinta-feira que os membros da Opep devem continuar a coordenar seus esforços com produtores de fora do grupo para cortar a oferta no próximo ano, segundo a agência Reuters.

A Opep e dez produtores de fora do cartel, entre eles a Rússia, tem cortado a produção em 1,8 milhão de barris por dia, no total, desde o início do ano passado. Eles concordaram no fim de 2017 em manter o acordo até o fim deste ano.


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O gráfico diário do IBOV mostra equilíbrio entre ursos e touros na semana, com o fechamento de ontem praticamente colado no que tivemos sexta-feira passada, apenas 120 pontos abaixo.

Isso ocorre enquanto temos no exterior baixa generalizada, com vendas pesadas em ações e commodities metálicas.

Ontem houve teste da dupla resistência formada pela média móvel de 21 períodos em conjunto com a LTA que guia os preços desde o fundo de dezembro, com entrada de pressão vendedora na região.

O rompimento da máxima de ontem, aos 85.500 poderia frustrar aqueles que acreditam que estamos "atrasados" e que o benchmark doméstico está devendo uma correção mais forte nos preços, levando o mercado a operar dentro do espaço limitado pela LTA e acima da média móvel de 21 períodos.

Por outro lado, sendo essa hipótese mais provável no meu ponto de vista, poderemos ter um teste da forte estrutura de suporte formada por 83.900 e pela mínima da semana (83.680), cujo rompimento acionaria um pivot de baixa.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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