quinta-feira, 8 de março de 2018

China e Trump em destaque


Bom dia investidor!


Trump e China em tarifas, petróleo, metais ...
foto speeli.com

O governo do Japão penalizou diversas corretoras de criptomoedas e apertou a fiscalização depois que 58 bilhões de ienes (US$ 530 milhões) em moedas virtuais foram roubadas por hackers no começo deste ano. Nesta quinta-feira, 8, a Agência de Serviços Financeiros, órgão responsável por monitorar o mercado, disse que a FSHO e a Bit Station foram obrigadas a suspender suas operações por um mês. Cinco outras corretoras, incluindo a Coincheck, alvo do roubo milionário, foram obrigadas a aprimorar suas operações. As empresas precisam apresentar até o dia 22 de março um plano de melhoria de seus serviços ao órgão.

De acordo com a agência, a FSHO não estava monitorando apropriadamente as negociações e não tinha feito treinamento de seus funcionários. Já sob a Bit Station paira a acusação de que um de seus funcionários teria usado bitcoins para uso pessoal.

O Japão é uma exceção no mundo por ter abraçado as criptomoedas e criado um sistema de licenciamento para supervisionar seu uso. Segundo estimativas de especialistas, cerca da metade das negociações de bitcoin do globo é feita em ienes. Na contramão, alguns países têm atacado tais moedas, como a China, enquanto outros, como os Estados Unidos, têm sido mais cautelosos e as incentivam de forma limitada. 

As exportações da China tiveram desempenho muito mais forte do que o esperado em fevereiro, ampliando o superávit comercial global do país, num momento em que o governo dos EUA foca cada vez mais seu déficit com os chineses.

No mês passado, as exportações chinesas medidas em dólares tiveram expansão anual de 44,5%, depois de subirem 11,1% em janeiro, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país. O resultado, que marcou o 12º mês consecutivo de ganhos, superou de longe a expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam acréscimo de 8,5% nas exportações.

As importações da China, por sua vez, avançaram em fevereiro 6,3% ante igual mês do ano passado, após subirem em ritmo bem mais acentuado em janeiro, de 36,9%. Neste caso, a projeção do mercado para o mês passado era de expansão maior, de 7,5%.

Já o superávit comercial da China aumentou para US$ 33,74 bilhões em fevereiro, de US$ 20,34 bilhões em janeiro. O resultado surpreendeu analistas, que previam déficit de US$ 5,4 bilhões no segundo mês do ano.

Apenas com os EUA, o superávit chinês diminuiu de US$ 21,9 bilhões em janeiro para US$ 20,96 bilhões em fevereiro. A China exportou no mês passado US$ 31,7 bilhões em bens aos EUA, valor que representa 18,5% de suas exportações totais.

O presidente americano, Donald Trump, tem criticado a China pelos gigantescos superávits comerciais que tem acumulado com os EUA. Ontem, Trump afirmou no Twitter que foi pedido ao governo chinês que elabore um plano para reduzir seu déficit comercial com os EUA em US$ 1 bilhão.

Também recentemente, Trump revelou planos de impor tarifas a importações de aço e alumínio, gerando temores de que a iniciativa desencadeie uma guerra comercial internacional e apesar da oposição de parceiros comerciais e de congressistas em Washington.

O período em que ocorre o feriado do ano-novo chinês, que caiu em janeiro no ano passado e foi em fevereiro este ano, normalmente distorce os dados da balança comercial da China referentes ao primeiro bimestre. 

As importações de petróleo, de minério de ferro e de cobre da China subiram na comparação anual de fevereiro, segundo dados preliminares divulgados hoje pela Administração Geral de Alfândega do país.

No mês passado, as compras chinesas de petróleo bruto registraram avanço anual de 1,5%, a 32,26 milhões de toneladas, enquanto as importações de minério de ferro aumentaram 0,9%, a 84,27 milhões de toneladas, e as de cobre tiveram acréscimo de 3,5%, a 352 mil toneladas.

No primeiro bimestre, as importações chinesas de petróleo registraram expansão anual de 11%, a 72,9 milhões de toneladas, as de minério de ferro avançaram 5,4%, a 184,74 milhões de toneladas, e as de cobre aumentaram 9,8%, a 794 mil toneladas.

Os dados também mostraram que a China exportou 37 mil toneladas de petróleo bruto em fevereiro, 26% menos que no mesmo mês de 2017. No acumulado do primeiro bimestre, houve queda de 19% nas compras de petróleo, a 435 mil toneladas. 

As encomendas à indústria da Alemanha caíram 3,9% em janeiro ante dezembro, no cálculo ajustado, segundo dados divulgados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. O resultado frustrou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda bem menor nas encomendas, de 1,5%.

Apenas as encomendas externas tiveram forte contração de 4,6% em janeiro em relação ao mês anterior, enquanto as encomendas domésticas recuaram 2,8%.

Na comparação anual e desconsiderando-se ajustes, a indústria alemã registrou expansão de 9,5% nas encomendas de janeiro, informou a Destatis. 

O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Steven Mnuchin, disse que o anúncio sobre a tarifação das importações de aço e alumínio deve ser feito hoje e negou que haja um substituto para o diretor do Conselho Nacional Econômico da Casa Branca, Gary Cohen, que se opunha aos planos de tarifação e renunciou ontem.

De acordo com fontes da Dow Jones, o presidente, Donald Trump, teve assinar um decreto amanhã à tarde, com detalhes sobre seu plano de tarifas, apesar das preocupações de muitos parceiros comerciais e legisladores em Washington.

A porta-voz da Casa Branca, Sarah Huckabee Sanders, disse que pode haver "possíveis isenções" para o México, Canadá e outros países, citando preocupações de segurança nacional. Ela não detalhou quais outros países poderiam ser isentos das tarifas, mas afirmou que isso será avaliado caso a caso.

Trump pode publicar um documento nesta quinta-feira com mais detalhes sobre o plano de impor tarifas. Ele poderia inclusive já assinar um decreto sobre o tema hoje. Vários congressistas do Partido Republicano e até alguns assessores do presidente têm se declarado abertamente contrários à medida. Na terça-feira, o principal assessor econômico de Trump, Gary Cohn, anunciou sua demissão.

Os contratos de petróleo operam em queda, mas próximos da estabilidade. A commodity continua, porém, pressionada pelo aumento nos estoques e pela produção em nível recorde dos Estados Unidos.

Às 9h30 (de Brasília), o petróleo WTI para abril caía 0,16%, a US$ 61,05 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio tinha baixa de 0,31%, a US$ 64,14 o barril, na ICE.

Os preços caíram mais na quarta-feira, após o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulgar relatório que mostrou alta de 2,4 milhões de barris nos estoques de petróleo dos EUA e também que a produção atingiu máxima recorde na semana encerrada no dia 2.

O cobre opera em queda na manhã desta quinta-feira, com investidores cautelosos sobre os planos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de impor tarifas sobre a importação de aço e alumínio.

Às 9h40 (de brasília), o cobre para três meses recuava 1,22%, a US$ 6.856 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para maio tinha baixa de 1,50%, a US$ 3,0890 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Declarações cada vez mais belicosas da China também pressionam os metais, segundo analistas do Commerzbank. Segundo eles, o ministro das Relações Exteriores chinês, Wang Yi, emitiu "uma ameaça surpreendentemente forte de retaliação" ao tratar do tema.

O cobre é também pressionado pelos dados de importação da China, divulgados nesta quinta-feira, que mostraram queda de 20% na comparação mensal em fevereiro nas compras do metal pelo país. Trata-se da terceira queda mensal consecutiva.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,14%, a US$ 2.103 a tonelada, o zinco caía 0,57%, a US$ 3.255 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,44%, a US$ 21.305 a tonelada, o níquel tinha baixa de 2,07%, a US$ 13.250 a tonelada, e o chumbo caía 0,46%, a US$ 2.366 a tonelada. 

O gráfico diário do Ibovespa mostra um mercado errático e equilíbrio de forças entre ursos e touros no momento. Clique para ampliar.

Observando a posição dos estrangeiros no índice futuro, que aumentaram o saldo negativo de -41.489 para -54.683 nas últimas três sessões, eu diria que a balança poderá pender para a baixa, levando em consideração metais e petróleo em campo negativo nesse manhã.

As médias móveis e retrações de Fibonacci devem ter papel relevante nos próximos pregões.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


Nenhum comentário:

Postar um comentário