quarta-feira, 14 de março de 2018

China e Japão puxam bolsas


Bom dia, investidor!

Bolsas no leste caem, mesmo com bons dados da China >>> LEIA MAIS >>>

A produção industrial da China avançou 7,2% no primeiro bimestre na comparação com o mesmo período do ano passado, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

A leitura veio bem acima da expectativa média de economistas consultados pelo Wall Street Journal, de alta de apenas 6,2%.

Na comparação mensal de fevereiro, a produção industrial subiu 0,57% ante janeiro.

Os chineses divulgam dados combinados de janeiro e fevereiro para evitar distorções em razão do feriado do Ano Novo Lunar, que dura uma semana.

Hoje, o governo também divulgou os investimentos em ativos fixos no país, que subiram 7,9% no primeiro bimestre ante o mesmo período do ano passado. A leitura também superou as expectativas do mercado, de alta de apenas 7%.

Os dados sugerem que a economia chinesa se expandiu num ritmo muito mais acelerado que o esperado no começo do ano. 

As vendas no varejo da China subiram 9,7% na comparação anual do primeiro bimestre, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país.

Na comparação mensal, as vendas no varejo chinês subiram 0,76%.

O governo divulga os dados de janeiro e fevereiro em conjunto, para evitar distorções em razão do feriado do Ano Novo Chinês, que dura uma semana. 

As vendas de moradias na China em valor avançaram 15,7% no primeiro bimestre de 2018 ante igual período do ano passado, segundo cálculos do The Wall Street Journal baseados em dados do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS, na sigla em inglês). O resultado mostra que as vendas desaceleraram em relação a dezembro, quando o aumento anual foi de 21,2%.

Já os investimentos no desenvolvimento de projetos imobiliários tiveram expansão anual de 9,9% no primeiro bimestre, a 1,1 trilhão de yuans, ante ganho de 7% em todo o ano de 2017.

As construções iniciadas - considerando-se tanto residências quanto propriedades comerciais - cresceram 2,9% na comparação anual do primeiro bimestre, a 177 milhões de metros quadrados. No ano passado, o avanço neste segmento foi de 7%. 

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, com várias delas interrompendo uma sequência recente de ganhos, em meio a preocupações geradas pela demissão ontem do secretário de Estado dos EUA, Rex Tillerson. Já na China, indicadores mais fortes do que o esperado geraram especulação de que o banco central do país terá de voltar a elevar juros.

A anunciada saída de Tillerson, que deixa o cargo no dia 31 e é visto como uma figura moderada em uma Casa Branca que parece se inclinar cada vez mais ao protecionismo, pressionou os mercados acionários de Nova York, que ontem registraram perdas de 0,6% a 1%, e prejudicou também o apetite por risco na Ásia.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,87% hoje, a 21.777,29 pontos, depois de ficar no azul nos quatro pregões anteriores. Pesou também na bolsa japonesa o ressurgimento de um escândalo ligado à esposa do primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe. A primeira-dama, Akie Abe, é suspeita de envolvimento na venda irregular de um terreno público.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,57%, a 3.291,38 pontos, e o Shenzhen Composto, formado por empresa com menor valor de capitalização, teve queda de 0,89%, a 1.878,51 pontos.

O presidente do Banco Central Europeu (BCE), Mario Draghi, disse nesta quarta-feira que a inflação da zona do euro se encaminha em direção à meta oficial da instituição e que o BCE está "mais confiante" que no passado que seu objetivo será atingido no médio prazo.

A meta de inflação do BCE é de uma taxa ligeiramente inferior a 2%. Em fevereiro, os preços ao consumidor da zona do euro subiram 1,2% na comparação anual.

Draghi, porém, também ressaltou que ainda é preciso "ver mais evidências de que a dinâmica da inflação está se movendo na direção certa". Desta forma, a "política monetária continuará sendo paciente, persistente e prudente", enfatizou o chefe do BCE, durante conferência em Frankfurt, na Alemanha. "(Futuros) ajustes na política (do BCE) continuarão sendo previsíveis", acrescentou.

Segundo Draghi, o BCE precisa ver um ajuste sustentado na trajetória da inflação antes de encerrar seu programa de relaxamento quantitativo (QE, pela sigla em inglês), que prevê compras mensais de 30 bilhões de euros em bônus e outros ativos até pelo menos setembro.

Draghi também comentou que os riscos à perspectiva da inflação na zona do euro incluem as recentes medidas tarifárias dos EUA e a valorização do euro. Na semana passada, a Casa Branca anunciou que irá impor tarifas a importações de aço e alumínio, de 25% e 10%, respectivamente. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, ensaiando uma recuperação após acumularem perdas nas duas sessões anteriores, à espera de novos dados sobre os estoques e produção dos EUA e do último relatório da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) sobre o mercado da commodity.

Às 9h31 (de Brasília), o barril do Brent para maio subia 0,67% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 65,07, enquanto o do WTI para abril avançava 0,86% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 61,23.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA cresceu 1,2 milhão de barris na última semana. Por outro lado, o API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 1,3 milhão, e de destilados, de 4,3 milhões.

A expectativa agora é para o levantamento oficial, do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, que será divulgado às 11h30 (de Brasília) e inclui também números sobre a crescente produção dos EUA, que vem atingindo recordes nos últimos tempos.

O cobre opera com ganhos na manhã desta quarta-feira, com grande parte dos metais básicos em território positivo após a divulgação de dados melhores do que a previsão da China.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,88%, a US$ 7.009,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 9h04, o cobre para maio avançava 1,42%, a US$ 3,1825 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio subia 0,81%, a US$ 2.120 a tonelada, o zinco caía 0,70%, a US$ 3.275 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,07%, a US$ 21.250 a tonelada, o níquel tinha ganho de 0,50%, a US$ 13.965 a tonelada, e o chumbo subia 1,63%, a US$ 2.436,50 a tonelada. 

O gráfico diário do Ibovespa tem um novo sinal de topo, após se aproximar novamente da linha superior do canal de alta de médio prazo, que guia os preços desde meados do ano passado. Clique no gráfico para ampliar.

Para confirmar o sinal terá de violar e fechar abaixo de 86.213, topo anterior, abrindo espaço para teste da média móvel de 21 períodos e possivelmente da LTA (linha de tendência de alta) traçada desde dezembro de 2017.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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