terça-feira, 27 de março de 2018

Altas no mundo entre 2% e 3%


Bom dia, investidor!

Japão, China e EUA com 2%+ >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, na esteira do forte desempenho dos mercados acionários de Nova York e à medida que diminuiu a recente ansiedade com desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores economias mundiais.

Ontem, as bolsas americanas saltaram cerca de 3%, garantindo a maior valorização diária desde agosto de 2015. O rali veio após o The Wall Street Journal noticiar no fim de semana que Pequim e Washington iniciaram discretas conversas para ampliar o acesso dos EUA aos mercados chineses.

Além disso, o principal assessor comercial na Casa Branca, Peter Navarro, disse ontem em entrevista à rede CNBC estar esperançoso de que a China trabalhará com os EUA para superar divergências comerciais. Já o premiê chinês, Li Keqiang, enfatizou a disposição de Pequim de continuar negociando com os EUA.

No fim da semana passada, as ações globais haviam reagido em forte baixa a uma troca de ameaças de tarifação entre americanos e chineses. O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou planos de taxar até US$ 60 bilhões em importações da China. Em resposta, Pequim anunciou que poderá adotar medidas retaliatórias contra 128 produtos americanos no valor de US$ 3 bilhões.

O mercado japonês se destacou hoje na Ásia, com um salto de 2,65% do índice Nikkei em Tóquio, a 21.317,32 pontos. O ganho foi o segundo maior do ano e veio também com o enfraquecimento do iene ante o dólar e menores preocupações com um escândalo político que recentemente comprometeu a estabilidade do governo do Japão.

Em depoimento no Parlamento japonês, um ex-funcionário do Ministério de Finanças disse hoje que o primeiro-ministro Shinzo Abe não ordenou alterações em documentos ligados à venda irregular de um terreno público. A primeira-dama, Akie Abe, está sendo investigada por suposto envolvimento no caso.

Na China, o Xangai Composto subiu 1,05%, a 3.166,65 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups com menor valor de mercado, avançou 2,2%, a 1.829,69 pontos.

Dados oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que o lucro de grandes empresas do setor industrial chinês teve expansão anual de 16,1% no primeiro bimestre, ganhando força em relação ao avanço de 10,8% verificado em dezembro.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 114,2 em fevereiro para 112,6 em março, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O resultado ficou significativamente abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo do indicador a 113,4.

A pesquisa foi feita quando os EUA ameaçaram impor tarifas a importações de aço e alumínio da UE. As preocupações, no entanto, diminuíram desde então porque Washington suspendeu o plano enquanto negocia uma possível isenção para siderúrgicas europeias.

Apenas a confiança do consumidor ficou estável neste mês, em +0,1, como previam analistas, mas a da indústria recuou de +8 em fevereiro para +6,4 em março, vindo abaixo do consenso do mercado de queda a +6,9, enquanto a do segmento de serviços caiu de +17,6 para +16,3.

Já o índice de clima das empresas do bloco europeu recuou de +1,48 em fevereiro para +1,34 em março. 

O cobre opera com ganhos na manhã desta terça-feira, diante da redução nos temores de uma guerra comercial global.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,91%, a US$ 6.684 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio tinha alta de 1,09%, a US$ 3,0025 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços do metal básico têm sido pressionados nos últimos dias, em meio a temores sobre uma desaceleração na demanda, diante da ameaças chinesas de retaliação contra tarifas americanas ao comércio. No domingo, porém, o Wall Street Journal informou que a China e os EUA começaram a negociar discretamente como melhorar o acesso americano aos mercados chineses, o que segundo analistas apoia o cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio operava estável, a US$ 2.051,85 a tonelada, o zinco subia 0,34%, a US$ 3.282,50 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,10%, a US$ 20.865 a tonelada, o níquel avançava 0,50%, a US$ 12.070 a tonelada, e o chumbo subia 0,34%, a US$ 2.394 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nesta manhã, revertendo leves perdas de ontem, à medida que riscos geopolíticos continuam dando sustentação aos mercados da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,36% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 69,77, enquanto o do WTI para maio avançava 0,38% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,80.

Uma possível retirada dos EUA do histórico acordo de 2015 para coibir o programa nuclear do Irã deverá levar à imposição de sanções econômicas ao país, que é um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Se isso de fato ocorrer, Khoman disse prever que o Irá diminuirá sua oferta em 250 mil a 350 mil barris por dia.

No fim da tarde de hoje, investidores ficarão atentos à pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre estoques de petróleo bruto e derivados dos EUA. Amanhã, sai o levantamento oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, que também inclui números de produção. 

O índice de crescimento das economias emergentes calculado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) avançou 6,7% no trimestre até fevereiro em relação a igual período de 12 meses atrás, após ajustes sazonais. Nos três meses até janeiro, o ganho havia sido menor, de 6,0%. No mesmo comunicado, porém, o IIF aponta que a agenda protecionista dos Estados Unidos é um risco para o cenário deste ano e poderia levar a uma guerra comercial.

O índice de crescimento dos emergentes atingiu o patamar mais alto desde abril de 2011, segundo o IIF. A entidade espera que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos emergentes avance a 5,5% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com igual período de 2017. O avanço é apoiado pela recuperação no investimento global, no setor de manufaturas e no comércio.

Há, porém, também desafios, diz o IIF. A entidade cita as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, as renegociações do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), entre EUA, México e Canadá, e a "agenda protecionista nos EUA", que segundo o IIF "tem o potencial de produzir uma guerra comercial".

No caso específico da América Latina, o índice de crescimento foi de 5,4% em fevereiro. O resultado é explicado em grande parte pela recuperação do Brasil e por revisões mais fortes que o previsto de dados da Argentina, segundo o IIF. 

Embora dificilmente o governo consiga aprovar alguma reforma no Congresso Nacional ainda este ano, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a considerar que as reformas fiscais são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável.

Para o BC, a aprovação e implementação das reformas são importantes para o funcionamento da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia.

"Os membros do Copom destacaram a importância de outras iniciativas que visam ao aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira", repetiu o documento. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado lateral, equilibrado entre ursos e touros.

Vale destacar que, nas últimas quatro sessões, as máximas e mínimas foram muito próximas.

Interpretando o mercado pela ótica de um urso, podemos entender o desenho atual como um mastro-bandeira de baixa, enquanto um touro poderia acreditar que a leve inclinação altista desde o fundo respeitado entre 83.700 e 83.900 poderia alimentar uma acumulação para um movimento comprador.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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