quarta-feira, 28 de março de 2018

Ações e commodities em queda


Bom dia, Investidor!
Bolsas no mundo sentem perda das "techs"; ,etais e óleo em queda >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, revertendo ganhos do pregão anterior, influenciadas principalmente por ações de tecnologia, que reagiram ao tombo que as principais empresas americanas do setor sofreram ontem em Nova York.

Preocupações com a investigação sobre uso ilegal de dados de usuários do Facebook voltaram à tona, levando o Nasdaq a amargar queda de quase 3% ontem e contaminando outras companhias de tecnologia e demais índices acionários de Wall Street.

O mau humor das "techs" se espalhou para a Ásia. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,34%, a 21.031,31 pontos, e seu desempenho só não foi pior porque o iene se enfraqueceu em relação ao dólar durante a sessão. Pesaram nos negócios do mercado japonês as ações da operadora móvel SoftBank (-3,8%) e da fabricante de semicondutores Tokyo Electron (-4,44%).

Em Hong Kong, as perdas foram igualmente lideradas por empresas de tecnologia, que levaram o Hang Seng a encerrar o pregão com a queda mais expressiva na região, de 2,50%, a 30.022,53 pontos.

Os mercados chineses seguiram a tendência negativa na Ásia e o Xangai Composto caiu 1,4%, a 3.122,29 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups com menor valor de mercado, registrou baixa de 0,95%, 1.812,36 pontos.

Também continuam no radar questões relacionadas ao comércio global. Ontem, surgiram relatos de que o governo dos EUA estaria considerando usar uma lei de emergência para limitar investimentos chineses em tecnologias consideradas sensíveis. A notícia não é propriamente nova, uma vez que Washington recentemente bloqueou a aquisição da americana Qualcomm pela Broadcom, que tem sede em Cingapura, mas veio num momento em que americanos e chineses vinham sinalizando o desejo de superar suas desavenças comerciais.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha elaborado pelo instituto GfK subiu para 10,9 na pesquisa de abril, de 10,8 na leitura de março. O dado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do índice a 10,7, e sugere que a confiança da população da maior economia europeia começará o segundo trimestre em tom positivo.

Segundo o GfK, "de modo geral, o otimismo do consumidor continua bastante elevado", em meio à solidez do mercado de trabalho alemão e perspectiva de inflação baixa.

O GfK utiliza dados do mês atual para estimar a confiança do mês seguinte. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, pressionados pela valorização do dólar ante outras moedas principais e por um novo avanço nos estoques do metal básico em Londres.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,33%, a US$ 6.635,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio caía 0,37%, a US$ 2,9895 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais caro para investidores que utilizam outras divisas.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o alumínio diminuía 0,15% no horário indicado acima, a US$ 2.041,00 por tonelada, enquanto o zinco caía 0,27%, a US$ 3.274,00 por tonelada, o estanho recuava 0,22%, a US$ 20.850,00 por tonelada, e o chumbo perdia 0,54%, a US$ 2.393,00 por tonelada.

Exceção no mercado inglês, o níquel subia 0,39%, a US$ 13.010,00 por tonelada. 

O petróleo opera em queda na manhã desta quarta-feira. O relatório de ontem do American Petroleum Institute (API) mostrou aumento de 5,3 milhões de barris nos estoques dos Estados Unidos na última semana, o que contrariou previsão de queda de 1,6 milhão dos analistas e leva ao recuo nos contratos. Hoje, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o dado oficial. O dólar mais forte também pressiona esse mercado.

Às 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para maio caía 0,70%, a US$ 64,79 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuava 0,48%, a US$ 69,13 o barril, na ICE.

No relatório oficial do DoE, analistas esperam que tenha havido um aumento de 1,4 milhão de barris nos estoques de petróleo, na última semana.

A agenda desta quarta-feira tem como destaques o resultado do IGP-M de março e os dados do setor público consolidado de fevereiro. Também está prevista reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Entre os eventos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, profere palestra em Pernambuco. Nos Estados Unidos, destaque para a terceira estimativa do PIB do quarto trimestre do ano passado.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, é o favorito para substituir Henrique Meirelles, que deixará o comando da pasta na próxima semana. O assunto foi tratado na noite de ontem, 27, em reunião entre o presidente Michel Temer e ministros, no Palácio do Planalto.

Disposto a concorrer à Presidência, Meirelles vai se filiar ao MDB no dia 3, mas não terá a garantia da candidatura. Se Temer for concorrer a novo mandato, Meirelles poderá ser vice da chapa.

Na dança das cadeiras, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, deverá ser deslocado para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme informou o Estadão/Broadcast.

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O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu no pregão de ontem, com volume levemente abaixo da média, o que não tira o "mérito" dos vendidos.

A mínima da sessão (83.540) foi menor que a forte região de suporte concentrada entre 83.680 e 83.900, o que mostra que os ursos estão saindo da toca e mostrando as garras.

Mesmo que tenhamos um repique na abertura, na minha visão não será consistente e o caminho mais provável seria o teste de 83.540 com a perda dessa região como piso e continuidade da baixa, mesmo que o processo não ocorra hoje.

Usando um pouco a imaginação, percebemos um possível OCO no diário, cuja neckline é justamente essa região de suporte supra citada.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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