quinta-feira, 29 de março de 2018

Coreia do Norte prevê encontros com Japão e Coreia do Sul, além de EUA


Bom dia, investidor!

Coreias, Japão, EUA e China movimentam-se sob tensão >>> LEIA MAIS >>>

A maioria das bolsas asiáticas se recuperou de perdas do começo do pregão e encerrou a quinta-feira em território positivo, mas o setor de tecnologia continuou sendo um foco de preocupação.

Várias ações de "techs" da Ásia foram prejudicadas por uma nova queda do Nasdaq ontem em Nova York, enquanto papéis de energia foram pressionados por uma baixa de mais de 1% nos preços do petróleo.

Mas uma ligeira redução das tensões geopolíticas, gerada por especulação de que o Japão e a Coreia do Norte poderão fazer uma reunião de cúpula, ajudou a sustentar o mercado de Tóquio. Já na China, o anúncio de um corte de imposto deu sustentação às bolsas locais.

O jornal Asahi Shimbun noticiou que o governo japonês entrou em contato com a Coreia do Norte para sondar a possibilidade de uma reunião entre o primeiro-ministro Shinzo Abe e o líder norte-coreano, Kim Jong-un, que se encontrou esta semana com o presidente da China, Xi Jinping, em Pequim, e tem uma cúpula prevista com o presidente dos EUA, Donald Trump, provavelmente em maio.

Investidores têm esperanças de que a Coreia do Norte possa estar mais aberta a negociar o fim de seu programa nuclear. Além disso, foi anunciado hoje que o presidente da Coreia do Sul, Moon Jae-in, irá se encontrar com Kim Jong-un no dia 27 de abril.

Após exibir volatilidade, o Nikkei se recuperou na última meia hora da sessão na capital japonesa e fechou em alta de 0,61% hoje, a 21.159,08 pontos. Em Seul, o sul-coreano Kospi subiu 0,71%, a 2.436,37 pontos.

Na China, as bolsas tiveram ganhos mais robustos, depois de Pequim ter anunciado ontem uma redução no imposto sobre valor agregado. A medida, estimada em 400 bilhões de yuans (US$ 63,5 bilhões) e que entra em vigor em maio, deverá impulsionar os lucros de fábricas chinesas em 11% este ano, segundo cálculo de Li Xunlei, economista da Zhongtai Securities. O Xangai Composto avançou 1,22%, a 3.160,53 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto mostrou alta de 0,98%, a 1.830,09 pontos.

Fora da China continental, o Hang Seng subiu 0,24% em Hong Kong, a 30.093,38 pontos, mas o Taiex caiu 0,18% num ajuste de fim de pregão em Taiwan, a 10.845,92 pontos, influenciado pelo fraco desempenho de ações de tecnologia.

Permanecem no radar as tensões comerciais entre EUA e China, embora haja sinais de que as duas maiores economias do mundo se esforçam para evitar uma guerra comercial declarada. No fim da noite de ontem, Pequim alertou Washington que não abra a "Caixa de Pandora" e provoque uma onda de medidas protecionistas em âmbito global.

Os contratos de cobre avançam na manhã desta quinta-feira. O metal recupera-se de perdas da última semana, com investidores também ajustando posições antes do fim do primeiro trimestre e do feriado prolongado em Londres.

Às 9h48 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,81%, a US$ 6.721 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio avançava 0,65%, a US$ 3,0215 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Nesta quinta-feira há uma recuperação geral nos metais básicos, com a exceção do alumínio. No caso do cobre, nota-se uma reação após ele tocar mínimas em três meses na segunda-feira. O cobre mostra volumes maiores em negociação, comparando-se ao restante dos metais básicos, com investidores buscando concluir compras antes do feriado de quatro dias nas negociações na LME, segundo Matt France, diretor de vendas institucionais do metal na Ásia da Marex Spectron.

O impulso maior nos preços do metal também ocorre diante de temores menores de uma guerra comercial, assunto que pressionou os preços em sessões recentes.

Uma pausa no rali recente do dólar também permitiu que os metais recuperassem parte do valor perdido. O dólar recua ante uma cesta de moedas fortes nesta manhã, embora sem muito impulso. O dólar mais fraco torna as commodities denominadas na moeda mais baratas para os detentores de outras divisas.

Também ajuda o mercado do cobre alguns resultados fortes da Jiangxi Copper, segundo John Meyer, analista da SP Angel. Uma das maiores fundições da China, a Jiangxi informou que seu lucro líquido mais que dobrou em 2017 e projetou que os preços do cobre oscilem perto de suas máximas em 2018.

Investidores ainda aguardam o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China, previsto para sábado.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio recuava 0,75%, a US$ 2.017,50 a tonelada, o zinco subia 0,98%, a US$ 3.312 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,48%, a US$ 21.000 a tonelada, o níquel avançava 2,03%, a US$ 13.310 a tonelada, e o chumbo subia 0,17%, a US$ 2.419 a tonelada. 

O Banco Central manteve as projeções para a inflação deste ano no cenário de mercado. Segundo o Relatório Trimestral de Inflação (RTI), divulgado há pouco, o cenário de mercado prevê um IPCA de 3,8% em 2018, a mesma projeção da mais recente ata do Comitê de Política Monetária, publicada na terça-feira. No relatório de inflação divulgado em dezembro, o BC esperava alta do índice oficial de inflação de 4,2% pelo cenário de mercado este ano.

O cenário de mercado utiliza como parâmetros as previsões dos analistas, contidas no Relatório de Mercado Focus, para a taxa de câmbio e os juros no horizonte da previsão.

O BC manteve também, no RTI, a projeção para o IPCA em 2019 de 4,1% feita na ata. No caso de 2020, o porcentual caiu de 4,1% calculado no RTI de dezembro para 4,0% no documento de hoje.

A autarquia persegue meta de inflação de 4,5% em 2017, 4,5% em 2018, 4,25% em 2019 e 4,00% em 2020. Em todos os casos, a margem de tolerância é de 1,5 ponto porcentual para mais ou para menos. 

O Banco Central reduziu as alíquotas de recolhimento dos depósitos compulsórios à vista e de poupança exigidos das instituições financeiras. As medidas, que foram aprovadas pelo Conselho Monetário Nacional (CMN) ontem, terão o impacto de liberar R$ 25,7 bilhões ao Sistema Financeiro Nacional.

A alíquota para os depósitos à vista foi reduzida de 40% para 25%. Já as alíquotas dos depósitos da poupança foi reduzida de 24,5% para 20% e, no caso da poupança rural, de 21% para 20%. "Essas medidas dão continuidade ao processo de readequação dos níveis estruturais dos recolhimentos compulsórios e de simplificação de regras", afirma nota do Banco Central. Segundo a instituição, a medida traz a alíquota dos depósitos de poupança aos níveis históricos praticados nos anos anteriores às crises de 2008 e têm o potencial para "induzir a redução do custo do crédito, por meio da liberação de recursos atualmente recolhidos pelas instituições junto ao Banco Central", completou.

Além da redução da alíquota dos depósitos à vista, houve também mudanças de regras para essa modalidade, como eliminação da prerrogativa de dedução dos depósitos de governo, captados por instituições financeiras públicas, da base de cálculo do compulsório, a eliminação da prerrogativa do uso do saldo de caixa para cumprimento da exigibililidade, e o aumento, de R$ 70 milhões para R$ 200 milhões, da dedução dos valores sujeitos a recolhimento. 

De acordo com o Banco Central, as alterações nas regras do recolhimento sobre recursos à vista propiciam a possibilidade de eliminar a assimetria de tratamento quanto aos depósitos de entes governamentais, otimizar a gestão do caixa com estímulos ao uso de instrumentos eletrônicos de pagamento e à interoperabilidade dos terminais ATM (caixas eletrônicos) e diminuir os custos para todo o sistema.

Intradiário do IBOVESPA ontem
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O gráfico diário do IBOV mostra uma longa sombra inferior, após teste dos "arredores" de 83.000 na sessão de ontem, que poderá levar a um movimento altista logo na abertura.

O desafio dos compradores será sustentar os preços acima de 83.900 durante o pregão dessa quinta-feira, máxima de ontem e ponto "manjado" pelo mercado.

Se após abrir em alta fraquejar e perder 83.900 como suporte, a pressão vendedora deverá acelerar os negócios para baixo, projetando uma baixa moderada antes do feriado.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quarta-feira, 28 de março de 2018

Ações e commodities em queda


Bom dia, Investidor!
Bolsas no mundo sentem perda das "techs"; ,etais e óleo em queda >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa generalizada nesta quarta-feira, revertendo ganhos do pregão anterior, influenciadas principalmente por ações de tecnologia, que reagiram ao tombo que as principais empresas americanas do setor sofreram ontem em Nova York.

Preocupações com a investigação sobre uso ilegal de dados de usuários do Facebook voltaram à tona, levando o Nasdaq a amargar queda de quase 3% ontem e contaminando outras companhias de tecnologia e demais índices acionários de Wall Street.

O mau humor das "techs" se espalhou para a Ásia. Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,34%, a 21.031,31 pontos, e seu desempenho só não foi pior porque o iene se enfraqueceu em relação ao dólar durante a sessão. Pesaram nos negócios do mercado japonês as ações da operadora móvel SoftBank (-3,8%) e da fabricante de semicondutores Tokyo Electron (-4,44%).

Em Hong Kong, as perdas foram igualmente lideradas por empresas de tecnologia, que levaram o Hang Seng a encerrar o pregão com a queda mais expressiva na região, de 2,50%, a 30.022,53 pontos.

Os mercados chineses seguiram a tendência negativa na Ásia e o Xangai Composto caiu 1,4%, a 3.122,29 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups com menor valor de mercado, registrou baixa de 0,95%, 1.812,36 pontos.

Também continuam no radar questões relacionadas ao comércio global. Ontem, surgiram relatos de que o governo dos EUA estaria considerando usar uma lei de emergência para limitar investimentos chineses em tecnologias consideradas sensíveis. A notícia não é propriamente nova, uma vez que Washington recentemente bloqueou a aquisição da americana Qualcomm pela Broadcom, que tem sede em Cingapura, mas veio num momento em que americanos e chineses vinham sinalizando o desejo de superar suas desavenças comerciais.

O índice de confiança do consumidor da Alemanha elaborado pelo instituto GfK subiu para 10,9 na pesquisa de abril, de 10,8 na leitura de março. O dado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do índice a 10,7, e sugere que a confiança da população da maior economia europeia começará o segundo trimestre em tom positivo.

Segundo o GfK, "de modo geral, o otimismo do consumidor continua bastante elevado", em meio à solidez do mercado de trabalho alemão e perspectiva de inflação baixa.

O GfK utiliza dados do mês atual para estimar a confiança do mês seguinte. 

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York, pressionados pela valorização do dólar ante outras moedas principais e por um novo avanço nos estoques do metal básico em Londres.

Por volta das 9h (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,33%, a US$ 6.635,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio caía 0,37%, a US$ 2,9895 por libra-peso.

O índice DXY do dólar se fortalece nos negócios da manhã, tornando o cobre mais caro para investidores que utilizam outras divisas.

Entre outros metais na LME, o viés era majoritariamente negativo: o alumínio diminuía 0,15% no horário indicado acima, a US$ 2.041,00 por tonelada, enquanto o zinco caía 0,27%, a US$ 3.274,00 por tonelada, o estanho recuava 0,22%, a US$ 20.850,00 por tonelada, e o chumbo perdia 0,54%, a US$ 2.393,00 por tonelada.

Exceção no mercado inglês, o níquel subia 0,39%, a US$ 13.010,00 por tonelada. 

O petróleo opera em queda na manhã desta quarta-feira. O relatório de ontem do American Petroleum Institute (API) mostrou aumento de 5,3 milhões de barris nos estoques dos Estados Unidos na última semana, o que contrariou previsão de queda de 1,6 milhão dos analistas e leva ao recuo nos contratos. Hoje, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) divulga o dado oficial. O dólar mais forte também pressiona esse mercado.

Às 9h05 (de Brasília), o petróleo WTI para maio caía 0,70%, a US$ 64,79 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho recuava 0,48%, a US$ 69,13 o barril, na ICE.

No relatório oficial do DoE, analistas esperam que tenha havido um aumento de 1,4 milhão de barris nos estoques de petróleo, na última semana.

A agenda desta quarta-feira tem como destaques o resultado do IGP-M de março e os dados do setor público consolidado de fevereiro. Também está prevista reunião do Conselho Monetário Nacional (CMN). Entre os eventos, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, profere palestra em Pernambuco. Nos Estados Unidos, destaque para a terceira estimativa do PIB do quarto trimestre do ano passado.

O secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Eduardo Guardia, é o favorito para substituir Henrique Meirelles, que deixará o comando da pasta na próxima semana. O assunto foi tratado na noite de ontem, 27, em reunião entre o presidente Michel Temer e ministros, no Palácio do Planalto.

Disposto a concorrer à Presidência, Meirelles vai se filiar ao MDB no dia 3, mas não terá a garantia da candidatura. Se Temer for concorrer a novo mandato, Meirelles poderá ser vice da chapa.

Na dança das cadeiras, o ministro do Planejamento, Dyogo Oliveira, deverá ser deslocado para a presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), conforme informou o Estadão/Broadcast.

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O gráfico diário do IBOV mostra um marobuzu no pregão de ontem, com volume levemente abaixo da média, o que não tira o "mérito" dos vendidos.

A mínima da sessão (83.540) foi menor que a forte região de suporte concentrada entre 83.680 e 83.900, o que mostra que os ursos estão saindo da toca e mostrando as garras.

Mesmo que tenhamos um repique na abertura, na minha visão não será consistente e o caminho mais provável seria o teste de 83.540 com a perda dessa região como piso e continuidade da baixa, mesmo que o processo não ocorra hoje.

Usando um pouco a imaginação, percebemos um possível OCO no diário, cuja neckline é justamente essa região de suporte supra citada.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 27 de março de 2018

Altas no mundo entre 2% e 3%


Bom dia, investidor!

Japão, China e EUA com 2%+ >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta terça-feira, na esteira do forte desempenho dos mercados acionários de Nova York e à medida que diminuiu a recente ansiedade com desavenças comerciais entre EUA e China, as duas maiores economias mundiais.

Ontem, as bolsas americanas saltaram cerca de 3%, garantindo a maior valorização diária desde agosto de 2015. O rali veio após o The Wall Street Journal noticiar no fim de semana que Pequim e Washington iniciaram discretas conversas para ampliar o acesso dos EUA aos mercados chineses.

Além disso, o principal assessor comercial na Casa Branca, Peter Navarro, disse ontem em entrevista à rede CNBC estar esperançoso de que a China trabalhará com os EUA para superar divergências comerciais. Já o premiê chinês, Li Keqiang, enfatizou a disposição de Pequim de continuar negociando com os EUA.

No fim da semana passada, as ações globais haviam reagido em forte baixa a uma troca de ameaças de tarifação entre americanos e chineses. O presidente dos EUA, Donald Trump, revelou planos de taxar até US$ 60 bilhões em importações da China. Em resposta, Pequim anunciou que poderá adotar medidas retaliatórias contra 128 produtos americanos no valor de US$ 3 bilhões.

O mercado japonês se destacou hoje na Ásia, com um salto de 2,65% do índice Nikkei em Tóquio, a 21.317,32 pontos. O ganho foi o segundo maior do ano e veio também com o enfraquecimento do iene ante o dólar e menores preocupações com um escândalo político que recentemente comprometeu a estabilidade do governo do Japão.

Em depoimento no Parlamento japonês, um ex-funcionário do Ministério de Finanças disse hoje que o primeiro-ministro Shinzo Abe não ordenou alterações em documentos ligados à venda irregular de um terreno público. A primeira-dama, Akie Abe, está sendo investigada por suposto envolvimento no caso.

Na China, o Xangai Composto subiu 1,05%, a 3.166,65 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups com menor valor de mercado, avançou 2,2%, a 1.829,69 pontos.

Dados oficiais publicados no fim da noite de ontem mostraram que o lucro de grandes empresas do setor industrial chinês teve expansão anual de 16,1% no primeiro bimestre, ganhando força em relação ao avanço de 10,8% verificado em dezembro.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 114,2 em fevereiro para 112,6 em março, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. O resultado ficou significativamente abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo do indicador a 113,4.

A pesquisa foi feita quando os EUA ameaçaram impor tarifas a importações de aço e alumínio da UE. As preocupações, no entanto, diminuíram desde então porque Washington suspendeu o plano enquanto negocia uma possível isenção para siderúrgicas europeias.

Apenas a confiança do consumidor ficou estável neste mês, em +0,1, como previam analistas, mas a da indústria recuou de +8 em fevereiro para +6,4 em março, vindo abaixo do consenso do mercado de queda a +6,9, enquanto a do segmento de serviços caiu de +17,6 para +16,3.

Já o índice de clima das empresas do bloco europeu recuou de +1,48 em fevereiro para +1,34 em março. 

O cobre opera com ganhos na manhã desta terça-feira, diante da redução nos temores de uma guerra comercial global.

Às 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,91%, a US$ 6.684 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio tinha alta de 1,09%, a US$ 3,0025 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os preços do metal básico têm sido pressionados nos últimos dias, em meio a temores sobre uma desaceleração na demanda, diante da ameaças chinesas de retaliação contra tarifas americanas ao comércio. No domingo, porém, o Wall Street Journal informou que a China e os EUA começaram a negociar discretamente como melhorar o acesso americano aos mercados chineses, o que segundo analistas apoia o cobre.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o alumínio operava estável, a US$ 2.051,85 a tonelada, o zinco subia 0,34%, a US$ 3.282,50 a tonelada, o estanho tinha queda de 0,10%, a US$ 20.865 a tonelada, o níquel avançava 0,50%, a US$ 12.070 a tonelada, e o chumbo subia 0,34%, a US$ 2.394 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nesta manhã, revertendo leves perdas de ontem, à medida que riscos geopolíticos continuam dando sustentação aos mercados da commodity.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,36% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 69,77, enquanto o do WTI para maio avançava 0,38% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,80.

Uma possível retirada dos EUA do histórico acordo de 2015 para coibir o programa nuclear do Irã deverá levar à imposição de sanções econômicas ao país, que é um dos maiores produtores da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).

Se isso de fato ocorrer, Khoman disse prever que o Irá diminuirá sua oferta em 250 mil a 350 mil barris por dia.

No fim da tarde de hoje, investidores ficarão atentos à pesquisa semanal do American Petroleum Institute (API) sobre estoques de petróleo bruto e derivados dos EUA. Amanhã, sai o levantamento oficial do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) norte-americano, que também inclui números de produção. 

O índice de crescimento das economias emergentes calculado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF, na sigla em inglês) avançou 6,7% no trimestre até fevereiro em relação a igual período de 12 meses atrás, após ajustes sazonais. Nos três meses até janeiro, o ganho havia sido menor, de 6,0%. No mesmo comunicado, porém, o IIF aponta que a agenda protecionista dos Estados Unidos é um risco para o cenário deste ano e poderia levar a uma guerra comercial.

O índice de crescimento dos emergentes atingiu o patamar mais alto desde abril de 2011, segundo o IIF. A entidade espera que o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) dos emergentes avance a 5,5% no primeiro trimestre de 2018, na comparação com igual período de 2017. O avanço é apoiado pela recuperação no investimento global, no setor de manufaturas e no comércio.

Há, porém, também desafios, diz o IIF. A entidade cita as negociações da saída do Reino Unido da União Europeia, o chamado Brexit, as renegociações do Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta, na sigla em inglês), entre EUA, México e Canadá, e a "agenda protecionista nos EUA", que segundo o IIF "tem o potencial de produzir uma guerra comercial".

No caso específico da América Latina, o índice de crescimento foi de 5,4% em fevereiro. O resultado é explicado em grande parte pela recuperação do Brasil e por revisões mais fortes que o previsto de dados da Argentina, segundo o IIF. 

Embora dificilmente o governo consiga aprovar alguma reforma no Congresso Nacional ainda este ano, a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) voltou a considerar que as reformas fiscais são fundamentais para a sustentabilidade do ambiente com inflação baixa e estável.

Para o BC, a aprovação e implementação das reformas são importantes para o funcionamento da política monetária e para a redução da taxa de juros estrutural da economia.

"Os membros do Copom destacaram a importância de outras iniciativas que visam ao aumento de produtividade, ganhos de eficiência, maior flexibilidade da economia e melhoria do ambiente de negócios. Esses esforços são fundamentais para a retomada da atividade econômica e da trajetória de desenvolvimento da economia brasileira", repetiu o documento. 

O gráfico diário do IBOV mostra um mercado lateral, equilibrado entre ursos e touros.

Vale destacar que, nas últimas quatro sessões, as máximas e mínimas foram muito próximas.

Interpretando o mercado pela ótica de um urso, podemos entender o desenho atual como um mastro-bandeira de baixa, enquanto um touro poderia acreditar que a leve inclinação altista desde o fundo respeitado entre 83.700 e 83.900 poderia alimentar uma acumulação para um movimento comprador.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

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segunda-feira, 26 de março de 2018

Sinais de conciliação acalmam os mercados


Bom dia, investidor!

EUA x China, Coreia do Norte e do Sul indicam negociações >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta nesta segunda-feira, após indícios de que EUA e China estão buscando o caminho das negociações, apesar de suas recentes desavenças comerciais.

Ontem à noite, o The Wall Street Journal noticiou que Washington e Pequim iniciaram discretas conversas com o objetivo de melhorar o acesso dos EUA aos mercados chineses. Citando fontes com conhecimento do assunto, o WSJ relatou que as discussões abrangem amplos segmentos, incluindo os de serviços financeiros e de manufatura, e que estão sendo conduzidas pelo economista Liu He - recém eleito vice-premiê chinês -, pelo secretário do Tesouro dos EUA, Steven Mnuchin, e pelo representante comercial americano, Robert Lighthizer. Foto: news.vice.com.

O gesto de conciliação vem poucos dias depois de EUA e China ameaçarem taxar seus respectivos produtos. Na quinta-feira (22), o presidente dos EUA, Donald Trump, revelou planos de impor tarifas a até US$ 60 bilhões em importações da China. Horas depois, Pequim anunciou que poderá adotar medidas retaliatórias contra 128 produtos americanos com valor de US$ 3 bilhões.

A troca de farpas comerciais entre as duas maiores economia do mundo levou os mercados asiáticos a amargar fortes perdas no fim da semana passada.

Com a melhora do sentimento hoje na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 0,72% em Tóquio, a 20.766,10 pontos, apagando parte do tombo de 4,51% do pregão anterior. A fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada ajudou o Nikkei, que tinha chegado a cair 1,3% no começo dos negócios.

Na China, o menos abrangente Shenzhen Composto se recuperou na última hora da sessão e avançou 1,34%, a 1.790,35 pontos. Por outro lado, o Xangai Composto, principal índice chinês, recuou 0,60%, a 3.133,72 pontos, acumulando perdas pelo quarto pregão seguido.

Coreia do Sul e do Norte vão negociar durante a próxima semana os preparativos para uma reunião entre seus respectivos líderes, Moon Jae-in e Kim Jong Un. O encontro tem a intenção de melhorar o relacionamento entre os países.

Membros dos dois governos irão se encontrar na quinta-feira na vila de Panmunjom, na fronteira entre os países. Lá, serão discutidos data e outros detalhes da agenda da reunião.

As lideranças rivais concordaram em marcar uma reunião quando enviados de Moon visitaram Kim Jong-un em Pyongyang neste mês. Eles conseguiram, ainda, arquitetar uma possível reunião entre Kim Jong-un e o presidente dos EUA, Donald Trump.

Líderes das duas Coreias só se reuniram duas vezes desde o fim da Guerra da Coreia, que aconteceu entre 1950 e 1953. 

O cobre opera em queda e chegou à mínima em três meses e meio em Londres na manhã desta segunda-feira, com investidores de olho em possíveis desequilíbrios entre a oferta e a demanda.

Às 8h45 (de Brasília), o cobre para três meses caía 1,55%, a US$ 6.550,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio, por sua vez, recuava 1,40%, a US$ 2,9510 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre os metais básicos, o alumínio caía 0,24%, a US$ 2.048 a tonelada, o zinco subia 0,68%, a US$ 3.245 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,07%, a US$ 20.775 a tonelada, o níquel recuava 0,77%, a US$ 12.880 a tonelada, e o chumbo tinha alta de 0,90%, a US$ 2.365 a tonelada. 

Os futuros de petróleo operam com viés de baixa nesta manhã, mas mantêm a maior parte dos fortes ganhos que acumularam na semana passada em meio a crescentes riscos políticos.

Às 8h50 (de Brasília), o barril do Brent para maio tinha queda marginal de 0,04% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 70,42, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,77.

Na sexta-feira, o Brent fechou acima de US$ 70 por barril pela primeira vez desde o fim de janeiro, e tanto a referência britânica quanto o WTI registraram na última semana seus maiores ganhos desde julho do ano passado.

O gráfico diário do IBOV mostra leve inclinação baixista, após testar e respeitar por duas sessões seguidas a dupla resistência formada pela média móvel de 21 períodos e pela LTA que guia os preços desde o fundo de dezembro.

Semana passada, enquanto o mundo derreteu, o mercado doméstico caiu muito pouco, fechando o período praticamente de forma lateral.

Hoje temos alta superior a 1% nos futuros norte-americanos, commodities em baixa e praças da Europa em alta moderada, o que torna a leitura embaralhada e desafiadora.

Como suportes, podemos citar o forte 83.900 e a região que marcou a mínima da semana passada pouco abaixo de 83.700, enquanto 85.500 seria a resistência a ser batida.




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sexta-feira, 23 de março de 2018

EUA x China


Bom dia, investidor!

EUA versus China fazem mercados desabar >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta sexta-feira, seguindo o comportamento dos mercados ontem em Nova York e na Europa, após os últimos desdobramentos da crescente disputa comercial entre EUA e China.


Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, assinou um memorando propondo impor tarifas a cerca de US$ 60 bilhões em produtos da China. Embora já fosse esperada, a iniciativa de Washington levou investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar abrigo em opções tidas como mais seguras, caso do iene, dos Treasuries e do ouro. Gráfico intradiário do Dow Jones (clique para ampliar).

Em resposta à Casa Branca, Pequim anunciou que deverá adotar medidas retaliatórias contra quase 130 produtos americanos - incluindo carne suína e alumínio reciclado - no valor de US$ 3 bilhões.

Na China continental, o índice Xangai Composto registrou queda de 3,39%, a maior em seis semanas, encerrando o pregão de hoje a 3.152,76 pontos. O menos abrangente Shenzhen Composto sofreu um tombo ainda maior, de 4,49%, a 1.766,61 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 4,51%, a 20.617,86 pontos, também influenciado pela valorização do iene ante o dólar, fator que tende a prejudicar as ações de exportadoras japonesas.

Os futuros de minério de ferro e de aço negociados na China sofreram um tombo nesta sexta-feira, em meio a temores alimentados pela crescente disputa comercial entre EUA e Pequim.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro fechou em baixa de 4,3% hoje, enquanto em Xangai, o de vergalhão de aço recuou 4,5%. No começo dos negócios de hoje, ambos chegaram a cair 5%.

A Casa Branca confirmou que vai conceder ao Brasil isenção da tarifa de 25% às importações de aço e 10% para as de alumínio até 1º de maio. A barreira comercial está suspensa também para Argentina, Austrália, Canadá, Coreia do Sul, México e membros da União Europeia.

Segundo a Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, vai decidir até 1º de maio se a pausa nas restrições comerciais continuará valendo.

"A suspensão vale até 1º de maio devido à discussão pendente sobre meios alternativos e satisfatório de longo prazo para lidar com as ameaças à segurança nacional dos EUA", informou a Casa Branca.

O anúncio do governo americano desfez uma confusão ocorrida na quarta-feira, quando o presidente Michel Temer falou sobre a exclusão do Brasil sem que a informação oficial tivesse sido confirmada. Ontem ainda havia cautela por parte do governo.

O petróleo opera com ganhos na manhã desta sexta-feira, recuperando-se em parte das perdas do dia anterior, após novos sinais de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) pode continuar a conter a produção em 2019.

Às 9h12 (de Brasília), o petróleo WTI para maio subia 0,53%, a US$ 64,64 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para maio avançava 0,48%, a US$ 69,24 o barril, na ICE.

O ministro da Energia da Arábia Saudita, Khalid al-Falih, afirmou no fim da quinta-feira que os membros da Opep devem continuar a coordenar seus esforços com produtores de fora do grupo para cortar a oferta no próximo ano, segundo a agência Reuters.

A Opep e dez produtores de fora do cartel, entre eles a Rússia, tem cortado a produção em 1,8 milhão de barris por dia, no total, desde o início do ano passado. Eles concordaram no fim de 2017 em manter o acordo até o fim deste ano.


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O gráfico diário do IBOV mostra equilíbrio entre ursos e touros na semana, com o fechamento de ontem praticamente colado no que tivemos sexta-feira passada, apenas 120 pontos abaixo.

Isso ocorre enquanto temos no exterior baixa generalizada, com vendas pesadas em ações e commodities metálicas.

Ontem houve teste da dupla resistência formada pela média móvel de 21 períodos em conjunto com a LTA que guia os preços desde o fundo de dezembro, com entrada de pressão vendedora na região.

O rompimento da máxima de ontem, aos 85.500 poderia frustrar aqueles que acreditam que estamos "atrasados" e que o benchmark doméstico está devendo uma correção mais forte nos preços, levando o mercado a operar dentro do espaço limitado pela LTA e acima da média móvel de 21 períodos.

Por outro lado, sendo essa hipótese mais provável no meu ponto de vista, poderemos ter um teste da forte estrutura de suporte formada por 83.900 e pela mínima da semana (83.680), cujo rompimento acionaria um pivot de baixa.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 22 de março de 2018

Juros movimentam o mercado


Bom dia, investidor!

FED e China elevam e COPOM diminui >>> LEIA MAIS

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta quinta-feira, após a decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e à espera de novos desdobramentos da crescente disputa comercial entre Washington e Pequim.

Ontem, o Fed elevou seus juros básicos pela primeira vez este ano, como era amplamente esperado, e anunciou projeções mais otimistas de crescimento dos EUA para este e o próximo ano. Por outro lado, o BC americano sinalizou que prevê apenas mais dois aumentos de juros em 2018, o que serviu de alívio para quem apostava num total de quatro elevações este ano.

Em Tóquio, o índice Nikkei voltou de um feriado nacional no Japão com alta de 0,99%, a 21.591,99 pontos, interrompendo uma sequência de três pregões negativos. Ações do setor petrolífero lideraram os ganhos na capital japonesa, após as cotações do petróleo saltarem ontem em reação a uma queda inesperada nos estoques dos EUA.

Na China continental e em Hong Kong, por outro lado, os mercados caíram depois que as autoridades monetárias locais elevaram juros na esteira da decisão do Fed. O chinês PBoC aumentou a taxa de recompra reversa de sete dias em 0,05 ponto porcentual, a 2,55%, enquanto o BC de fato de Hong Kong também elevou juros para manter o dólar de Hong Kong dentro de uma faixa controlada em relação ao dólar americano.

A China alertou hoje os EUA sobre quaisquer medidas que possam prejudicar ambos os países, num momento em que Washington se prepara para adotar políticas comerciais punitivas contra Pequim.

"A China definitivamente não vai ficar parada e assistir seus legítimos interesses ser prejudicados", afirmou o Ministério do Comércio do país em comunicado, prometendo tomar "todas as medidas necessárias" para defender seus interesses.

O ministério declarou ainda rejeitar quaisquer ações da Casa Branca que representem unilateralismo e protecionismo comercial.

Os EUA planejam anunciar medidas comerciais contra a China ainda nesta quinta-feira. A expectativa é que Washington destaque a violação pelos chineses de direitos de propriedade intelectual dos EUA e sugira a aplicação de tarifas a produtos da China no valor de pelo menos US$ 30 bilhões, além de restrições à capacidade de Pequim de adquirir tecnologia e empresas de alta tecnologia americanas. 

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu de 115,4 em fevereiro para 114,7 em março, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado veio um pouco abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda do indicador a 114,8.

Apenas o subíndice do Ifo que mede expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou de 105,4 em fevereiro para 104,4 em março, enquanto o subíndice sobre condições atuais diminuiu de 126,4 para 125,9.

O Ifo entrevista cerca de 7.000 empresas dos setores de manufatura, construção, atacado e varejo para sua pesquisa mensal. 

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) irá julgar os recursos do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB-RJ) no mesmo dia dos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 17h44, horas depois de ter incluído em mesa o julgamento dos embargos declaratórios de Lula, o tribunal fez o mesmo em relação aos do ex-deputado federal. Os julgamentos acontecerão na mesma sessão, na segunda-feira, 26, em Porto Alegre.

Preso desde outubro de 2016, Cunha foi condenado pelo juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Criminal da Justiça Federal do Paraná, em 30 de março de 2017, a 15 anos e 4 meses de prisão, pelos crimes de corrupção, de lavagem e de evasão fraudulenta de divisas, na Operação Lava Jato. A condenação foi confirmada pelo TRF-4 em 21 de novembro e reduziu a pena em dez meses.

A sentença o apontou como destinatário de propina relacionada à compra de um campo petrolífero em Benin, na África, pela Petrobras, em 2011 - transação que teria garantido propina de US$ 1,5 milhão para Cunha.

A defesa ficou surpreendida com a marcação do julgamento, alegando que não havia previsão de ser pautado. "A forma açodada como o TRF-4 está marcando o julgamento dos embargos do Eduardo Cunha apenas demonstra que o objetivo é corrigir uma questão cronológica em relação aos embargos do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva", disse Ticiano Figueiredo, advogado de Cunha.

O ministro Celso de Mello, decano do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou a jornalistas no início da noite de ontem, 21, que o resultado do julgamento do habeas corpus do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva pode ser um "sinal indicativo" de como a Corte votará, caso sejam pautadas as ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância.

Celso destacou que a "tendência" pode ser no sentido de manter a jurisprudência atual do STF, que permite a execução antecipada da pena, ou de adotar uma outra posição, como, por exemplo, a prisão somente após o trânsito em julgado do processo.

Os contratos futuros de cobre operam sem direção única nesta manhã, com o metal básico recuando em Londres e ampliando ganhos da sessão anterior em Nova York.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,21%, a US$ 6.804,00 por tonelada.

Já na Comex, divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,08%, a US$ 3,0610 por libra-peso.

Na última sessão, o cobre se valorizou em ambos os mercados, favorecido por um forte avanço do petróleo e por uma tendência de queda do dólar.

Outros metais na LME não tinham direção única no horário indicado acima: o alumínio subia 0,36%, a US$ 2.088,00 por tonelada, enquanto o zinco recuava 0,69%, a US$ 3.227,00 por tonelada, o estanho diminuía 0,24%, a US$ 20.900,00 por tonelada, o níquel avançava 0,15%, a US$ 13.525,00 por tonelada, e o chumbo mostrava baixa de 0,25%, a US$ 2.391,50 por tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade, mas com viés de queda, nesta quinta-feira, depois de duas sessões de fortes ganhos nesta semana.

Às 9h49, o barril do tipo Brent com vencimento em maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE) caía 0,22%, a US$ 69,32. Já o petróleo WTI, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) recuava 0,17%, a US$ 65,06.

Depois de receber forte impulso ontem, quando os estoques de petróleo do Departamento de Energia (DoE) dos Estados Unidos contrariam as expectativas e caíram consideravelmente, o petróleo passa hoje por leve realização de lucros.

Os estoques caíram 2,6 milhões de barris na semana encerrada em 16 de março, segundo o Doe. A expectativa era de que eles tivessem subido 2,4 milhões.

O gráfico diário do IBOV mostra um típico movimento de pull-back, quando existe um retorno para testar como resistência um ponto revelante que outrora era suporte, no caso específico do benchmark a região composta pela média móvel de 21 períodos juntamente com a LTA (linha de tendência de alta) que orienta os negócios desde o fundo marcado em março de 2017. Clique para ampliar.

O caminho mais natural seria o enfraquecimento da compra, com a volta da pressão vendedora na região, levando a um teste de 83.900 no curto prazo.

Por outro lado, se houver rompimento e consolidação acima da região supra citada (resistência dupla), a compra voltará a ter as rédeas nas mãos e o alvo seria 86.213.



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Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
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terça-feira, 20 de março de 2018

Facebook cai 7%; IBOV em tendência de baixa


IBOV confirma tendência de baixa
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Bom dia, investidor!

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, à medida que investidores digeriram o fraco desempenho dos mercados acionários americanos e aguardavam a reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

Ontem, as bolsas de Nova York sofreram perdas acentuadas, em torno de 1,3% a 1,8%. O catalisador do mau humor foi o Facebook, que sofreu um tombo de quase 7% após notícia de que dados de usuários da rede social foram utilizados de forma indevida pela Cambridge Analytica.

Em Tóquio, o Nikkei caiu pelo terceiro pregão seguido hoje, apresentando baixa de 0,47%, a 21.380,97 pontos. O índice japonês, porém, fechou bem distante das mínimas da sessão, uma vez que o iene se enfraqueceu em relação ao dólar durante a madrugada.

Na China, por outro lado, os mercados tiveram ganhos modestos, em meio ao encerramento da reunião anual do Congresso Nacional do Povo. O Xangai Composto subiu 0,35%, a 3.290,64 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,23%, a 1.872,33 pontos.

Em coletiva que se seguiu ao fim do encontro anual do Parlamento chinês, o primeiro-ministro Li Keqiang apelou aos EUA que ajam de "forma racional" na questão do comércio, após a recente decisão do presidente americano, Donald Trump, de impor tarifas a importações de aço e alumínio. "Ninguém sairá vencedor de uma guerra comercial", declarou o premiê chinês.

Já o presidente da China, Xi Jinping, adotou tom nacionalista no discurso de encerramento da reunião e afirmou que qualquer movimento separatista de Taiwan estará "condenado ao fracasso". No mercado taiwanês, o Taiex recuou 0,33%, a 11.010,84 pontos, também influenciado pelas quedas em Wall Street, em especial de ações de tecnologia.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 17,8 em fevereiro para 5,1 em março, segundo o instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a 13.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 92,3 em fevereiro para 90,7 em março. Neste caso, a projeção do mercado era de redução maior, a 90. 

Os futuros de petróleo operam em alta significativa nos negócios da manhã, impulsionados pela avaliação de maior risco geopolítico à oferta global da commodity.

Às 9h40 (de Brasília), o barril do Brent para maio subia 1,36% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 66,95, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 1,34% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 62,95.

O petróleo é sustentado por crescentes tensões políticas entre a Arábia Saudita e o Irã, dois dos principais integrantes da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), e novos sinais de que o presidente dos EUA, Donald Trump, poderá agir para restaurar sanções econômicas contra Teerã.

Ontem, o ministro de Relações Exteriores saudita, Adel al-Jubeir, classificou o atual pacto sobre o programa nuclear do Irã de "falho", um dia antes da reunião que Trump terá mais tarde com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammad bin Salman, em Washington.

Os futuros de minério de ferro e de aço negociados na China voltaram a fechar em baixa significativa nesta terça-feira, após atingirem novas mínimas em quatro meses durante a sessão, ainda em meio a preocupações com o avanço nos estoques e tarifas impostas pelos EUA.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro caiu 2,4% hoje, enquanto em Xangai, o de vergalhão de aço recuou 1%.

Os estoques de aço na China continuam próximos dos maiores níveis desde 2014, ainda que tenham diminuído um pouco na última semana. Já os estoques de minério em portos estão perto de patamares recordes, segundo a Argonaut Research.

Sinais de crescimento menos robusto do setor imobiliário chinês ampliaram temores sobre a demanda, num momento em que já há preocupações com as tarifas anunciadas recentemente pelos EUA contra importações de aço e alumínio. 

O gráfico diário do IBOV mostra as médias móveis cruzadas e apontadas para baixo, além da perda da LTA (linha de tendência de alta) que guia os preços desde o fundo de dezembro.

Vale destacar que uma cunha já havia sido acionada desde o pregão do dia 15/03 e ontem chegamos em uma prova de fogo, região decisiva e importante para o curto prazo.

Trata-se da mínima do dia 02/03, ao redor de 83.900.

Abaixo desse valor o mercado entraria de vez em território negativo, sem suportes mais claros perto dos preços, fato que poderia acelerar a venda.

Por outro lado, como a região é "manjada" pelo mercado e temos memória compradora ainda evidente nos negócios, os ursos não terão vida fácil.


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Wagner Caetano, para o Cartezyan

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segunda-feira, 19 de março de 2018

G-20 e FED pautam a semana


Reuniões do FED e G-20 pautam a semana >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única e com volume de negócios reduzido nesta segunda-feira, refletindo o ambiente de cautela na região antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), amanhã e quarta-feira.

A expectativa é que o Fed volte a elevar juros nesta semana, o que seria o primeiro ajuste desde dezembro, mas investidores ficarão atentos principalmente a sinais de quantas vezes o BC americano poderá aumentar suas taxas básicas em 2018. Vários analistas ponderam que a força recente demonstrada pela economia dos EUA abre o caminho para quatro elevações de juros este ano, e não apenas três, como se previa anteriormente.

No Japão, pesaram também preocupações com o escândalo político envolvendo a primeira-dama do país, Akie Abe. Falando a parlamentares, o primeiro-ministro Shinzo Abe voltou a negar hoje que ele ou sua esposa tenham participado na venda irregular de um terreno público a uma operadora de escolas.

O iene se fortaleceu ante o dólar enquanto o escândalo era discutido no Parlamento japonês, ajudando a pressionar o índice Nikkei, que caiu 0,90% na Bolsa de Tóquio, encerrando o pregão a 21.480,90 pontos.

Segundo o chefe de economia e estratégia do Mizuho Bank, Vishnu Varathan, há temores ainda de que Japão não consiga se defender da tendência cada vez mais protecionista dos EUA com um "líder de capital político reduzido".

Na China, por outro lado, os mercados tiveram um dia positivo. O Xangai Composto subiu 0,29%, a 3.279,25 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,27%, a 1.868,05 pontos. No fim de semana, o Congresso Nacional do Povo não apenas confirmou novos mandatos para o presidente Xi Jinping e o primeiro-ministro Li Keqiang, como também nomeou Yi Gang para chefiar o banco central chinês (PBoC), no lugar de Zhou Xiaochuan, que ficou no comando da instituição por 15 anos.

O temor de uma guerra comercial na economia mundial já provocou desaceleração dos fluxos dos fundos de investimento focados em mercados emergentes, ressalta o Instituto Internacional de Finanças (IIF), que reúne os 500 maiores bancos do mundo e que faz em Buenos Aires a partir deste domingo um encontro paralelo à reunião ministerial do G-20. Os dados preliminares mostram que os aportes no mercado de renda fixa praticamente pararam nos últimos dias, enquanto os investidores de bolsas estão mostrando grande nervosismo, ressalta o documento.

Desde que o mercado financeiro mundial passou a ficar mais volátil, no começo de fevereiro, quando as bolsas em Nova York tiveram a maior queda diária em anos, o IIF nota que os grandes investidores internacionais estão ficando bem mais seletivos quando decidem em que mercado emergente vão aportar recursos. A Ásia, por exemplo, tem mostrado crescente saída de capital, mas a Coreia do Sul e a Tailândia estão registrando ingresso de capital. A África do Sul é outro país que tem recebido capital internacional, com os investidores animados com a transição política no país.

Os futuros de minério de ferro e de aço negociados na China fecharam em forte baixa nesta segunda-feira, após atingirem mínimas em quatro meses durante a sessão, em meio a preocupações com o avanço nos estoques e tarifas impostas pelos EUA.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro caiu 2,9% hoje, enquanto em Xangai, o de vergalhão de aço recuou 1,7%.

A demanda relativamente fraca, mesmo no início da temporada de construção, e temores de que as exportações chinesas enfrentem barreiras tarifárias ainda maiores dos EUA prejudicam a perspectiva dos preços.

Analistas, porém, preveem que os cortes na capacidade de produção de aço, como parte de esforços de Pequim para controlar a poluição, e a estabilidade da demanda doméstica devem evitar que os preços caiam muito. 

A economia brasileira começou o ano de 2018 em contração. O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) recuou 0,56% em janeiro ante dezembro de 2017, na série com ajuste sazonal, informou há pouco a instituição.

O índice de atividade calculado pelo BC passou de 138,99 pontos para 138,21 pontos na série dessazonalizada entre dezembro de 2017 e janeiro de 2018. Essa é a primeira queda desde agosto do ano passado, quando o índice recuou 0,32% (na série revisada) na comparação com o mês anterior na série com ajuste.

A queda do IBC-Br ficou dentro do intervalo obtido entre 28 estimativas do mercado financeiro coletadas pelo Projeções Broadcast, que previam desde a queda de 2,60% à expansão de 0,20% na comparação mensal. O número divulgar, porém, ficou melhor que a mediana que indicava expectativa de queda de 0,80%.

Na comparação entre os meses de janeiro de 2018 e 2017, houve alta de 2,97% na série sem ajustes sazonais. Nesta série, o IBC-Br marcou 133,07 pontos em janeiro, ante 129,23 pontos em igual mês do ano passado. Na comparação anual, o resultado também ficou dentro das projeções coletadas pelo Projeções Broadcast, que variaram de +1,20% a +3,35%, com mediana de +2,40%.

O mercado financeiro alterou suas projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2018. A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 2,87% para 2,83% no Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco. Há um mês, a perspectiva estava em 2,80%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB, de 3,00% pela sétima semana consecutiva.

O Banco Central atualizou suas projeções para o PIB no Relatório Trimestral de Inflação (RTI) divulgado em dezembro. Para 2018, a estimativa é de 2,6%. Segundo o IBGE, o crescimento do PIB brasileiro em 2017 foi de 1,0%.

No Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 passou de avanço de 3,97% para alta de 3,98%. Há um mês, estava em 3,51%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial continuou em 3,50%, ante 3,20% de quatro semanas antes.

No Focus de hoje, a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 seguiu 55,00%. Há um mês, estava em 55,30%. Para 2019, a expectativa no boletim Focus continuou em 57,60%, ante 57,70% de um mês atrás. 

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa nesta manhã, após acumularem ganhos nas três últimas sessões, incluindo um forte avanço de quase 2% que veio no fim dos negócios de sexta-feira.

Às 10h07 (de Brasília), o barril do Brent para maio caía 0,11% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 66,14, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,24% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 62,26.

Na última semana, o Brent acumulou valorização de 1,67%, diante da avaliação de que há riscos geopolíticos à oferta global e de uma perspectiva mais favorável para a demanda apresentada pela Agência Internacional de Energia (AIE).

Na quinta-feira (15), a AIE elevou sua projeção para a demanda global por petróleo neste ano, para 99,3 milhões de barris por dia, com a avaliação de que esse apetite maior pela commodity irá compensar a forte expansão da produção de óleo de xisto nos EUA e manter o mercado equilibrado.

Nesta semana, os investidores ficarão atentos aos últimos dados sobre estoques e produção dos EUA e também à decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que na quarta-feira (21) deverá anunciar sua primeira alta de juros desde dezembro. 

O cobre opera em queda na manhã desta segunda-feira, pressionado pelo dólar mais forte. Embora a moeda americana esteja em geral mais fraca ante outras divisas de países desenvolvidos nesta manhã, ela subiu cerca de 1% ao longo do último mês e 0,4% apenas ao longo dos últimos cinco dias. Além disso, investidores monitoram o risco de entraves ao comércio global e seus possíveis impactos para os metais básicos.

Às 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 1,1%, a US$ 6.812 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio tinha baixa de 1,03%, a US$ 3,0755 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Mais cedo, o alumínio caía 0,48%, a US$ 2.074 a tonelada, o zinco recuava 0,32%, a US$ 3.247 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,36%, a US$ 20.910 a tonelada, o níquel caía 1,14%, a US$ 13.435 a tonelada, e o chumbo tinha queda de 0,32%, a 2.370 a tonelada. 

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O gráfico diário do IBOV mostra uma cunha acionada no pregão da quinta-feira passada, com inclinação das médias móveis para baixo, abrindo espaço mais a continuidade da correção de preços.

Após algumas semanas, cujos pregões das respectivas sextas-feiras foram de reação compradora, em sua maioria com fechamento na máxima da sessão, no pregão do dia 16/03 isso foi quebrado, deixando um sinal diferente no gráfico.

Como consequência natural temos a venda pressionando na abertura dos negócios hoje, com perda da LTA de médio prazo que guia os negócios desde o fundo de dezembro.

Vale destacar que temos suporte forte, imediato e decisivo em 83.900.



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