terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Volta das bolsas norte-americanas


Bom dia investidor!

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A Bolsa de Tóquio fechou em baixa significativa nesta terça-feira, após acumular robustos ganhos por três pregões seguidos, influenciada pelo fraco desempenho de ações dos setores de eletrônicos e financeiro.

O índice Nikkei caiu 1,01%, encerrando a sessão a 21.925,10 pontos. Em meio ao feriado do ano-novo lunar na China e um dia após o feriado do Dia do Presidente nos EUA, o volume de negócios na capital japonesa hoje foi o mais fraco do ano e envolveu apenas 1,2 bilhão de ações.

O aspirante a próximo vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE), o espanhol Luis de Guindos, provou sua força como um gerenciador de crise e na condução de reformas econômicas, e analistas disseram que ele deve apoiar medidas para reduzir os estímulos da época da crise financeira internacional.

Guindos recebeu hoje o apoio de seus colegas ministros de Finanças da zona do euro para suceder o atual vice-presidente Vítor Constâncio, um importante endosso que deve garantir sua nomeação para cargo.

Não ficou claro exatamente se ele tem uma postura "dovish" ou "hawkish", uma vez que ele não fez nenhuma declaração pública sobre política monetária, mas o ministro de Finanças espanhol é um apoiador firme de reformas estruturais para tornar os mercados de trabalho da Europa mais eficientes e seus negócios mais competitivos.

Os que conhecem o ministro, ou acompanharam sua carreira, dizem que Guindos provavelmente é a favor de uma política monetária mais apertada, em linha com muitos dirigentes alemães.

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha subiu 0,5% em janeiro ante dezembro e registrou alta de 2,1% na comparação anual, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis.

Excluindo-se custos de energia, que podem mostrar volatilidade, o PPI alemão avançou 0,6% em janeiro ante o mês anterior e teve acréscimo de 2,1% no confronto anual, informou a Destatis. 

Câmara dos Deputados aprovou na madrugada desta terça-feira, 20, o decreto que autoriza a intervenção federal na segurança pública do Rio. A matéria segue agora para o Senado, que deve apreciá-la ainda nesta terça-feira. É a primeira vez que o Congresso analisa uma intervenção em um Estado desde a promulgação da Constituição de 1988. O texto foi aprovado por 340 votos a favor, 72 contra e uma abstenção.

Enterrada a reforma da Previdência via proposta de emenda à Constituição (PEC), o governo ainda vai definir se adotará alguma medida para mudar regras e tentar conter o rombo bilionário e crescente na Previdência via projeto de lei ou medida provisória, segundo apurou o Broadcast. Há um cardápio de iniciativas que podem ser endereçadas por esses instrumentos, que requerem menos votos e não contam no momento com qualquer impedimento para tramitarem. Mas, se depender das lideranças do governo no Congresso, é pouco provável que isso prospere.

Embora a estratégia do governo em relação à Previdência, que teve um déficit de R$ 268,8 bilhões somando o INSS e o regime dos servidores da União, ainda esteja sendo traçada para o momento pós-suspensão da PEC, sabe-se nos bastidores que será uma decisão de natureza estritamente política. Primeiro para definir se o governo continua investindo em medidas nessa área ao longo de 2018, e, segundo, se continuar, para decidir quais iniciativas serão tomadas dentro das limitações impostas pela edição do decreto de intervenção no Estado do Rio de Janeiro. Nenhuma PEC pode tramitar enquanto perdurar a intervenção, que tem prazo previsto para dezembro deste ano.

O cobre opera em baixa na manhã desta terça-feira. Além da força do dólar, influi no mercado o feriado prolongado do ano-novo lunar da China, que tira muitos operadores do trabalho e reduz os volumes.

Às 09h15 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,91%, a US$ 7.072,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para março caía 2,00%, a US$ 3,1835 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex)

No câmbio, o dólar mostra força nesta manhã. Com isso, os metais cotados nesta moeda tornam-se mais caros para os detentores de outras divisas, o que reduz o apetite dos investidores e pressiona os preços. Segundo Jeremy Stretch, do banco canadense CIBC, o dólar refletia o avanço nos retornos dos Treasuries.

O único metal básico a subir era o alumínio, em alta de 0,6%, a US$ 2.213,50 a tonelada. Ele ainda reage às declarações do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na semana passada, de que era considerada a imposição de tarifas de importação do metal. Ainda não há, porém, uma decisão final sobre o assunto na administração Trump.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco recuava 0,59%, a US$ 3.546,50 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,26%, a US$ 21.345 a tonelada, o níquel caía 1,24%, a US$ 13.500 a tonelada, e o chumbo recuava 0,99%, a US$ 2.562 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em direções opostas nesta terça-feira, com estoques menores do que o esperado nos EUA impulsionando o WTI enquanto o período de manutenção das refinarias na Europa pressiona o Brent.

Às 9h18, o WTI para abril negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex) subia 0,55%, a US$ 61,89 por barril, enquanto o Brent para o mesmo mês, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 0,96%, a US$ 65,05.

Os investidores estão avaliando os dados conflitantes dos EUA publicados na semana passada, quando o aumento da produção de xisto se combinou a uma alta menor do que o esperado no estoques, segundo analistas do Standard Chartered.

Agora, a manutenção das refinarias em várias regiões, incluindo a Europa, está limitando a demanda por petróleo, causando divergência entre os barris.

Mais cedo nesta terça-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) comunicou que espera finalizar os detalhes de uma parceria de longo prazo com produtores de fora do grupo - como a Rússia - até o fim ano.

Na semana passada, o petróleo se beneficiou após a Arábia Saudita reafirmar sua parceria com a Opep nos esforços de eliminar o excesso de oferta global de petróleo. 

O Ibovespa deverá ter um pregão agitado nessa terça-feira, após oscilar de forma tímida na véspera, em razão do feriado norte-americano, que reduziu consideravelmente a liquidez por aqui.

Na minha interpretação 84.410 é um ponto chave, decisivo para o curto prazo.

Enquanto acima desse patamar, a compra deverá insistir e manter as cotações em trajetória positiva.

Por outro lado, a perda e consolidação abaixo desse nível de preços poderá atrair vendedores e esfriar o apetite por risco.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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