segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Semana pré carnaval promete ser agitada


Bom dia investidor!

Nesta semana: COPOM e volta do Congresso >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em forte queda nesta segunda-feira, seguindo o comportamento dos mercados de Nova York no fim da semana passada. A exceção foi a de Xangai, que pode ter sido sustentada por intervenção do governo chinês.

Na sexta-feira (02), os principais índices acionários de Wall Street tiveram robustas perdas na esteira de dados de empregos e inflação salarial melhores do que o esperado nos EUA. Os números reforçaram a visão de que o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) terá espaço para elevar juros em ritmo mais rápido do que o atual.

No ano passado, o Fed aumentou juros básicos em três ocasiões, a última delas em dezembro. Nos últimos tempos, ganhou força a especulação de que o BC dos EUA poderá elevar suas taxas quatro vezes em 2018.

Em Tóquio, o Nikkei sofreu um tombo de 2,55% hoje, a 22.682,08 pontos. A queda do índice japonês foi a maior em um único dia desde que Donald Trump foi eleito presidente dos EUA, em novembro de 2016.

Na China, os principais mercados tomaram direções opostas, após apresentarem seu pior desempenho semanal desde 2016. O Xangai Composto subiu 0,73%, a 3.487,50 pontos, em meio a indícios de compras por fundos de investimentos estatais, mas o Shenzhen Composto, que é formado por startups e empresas de menor valor de mercado, caiu 0,84%, a 1.806,30 pontos.

Pesquisa da IHS Markit/Caixin Media, divulgado nesta madrugada, mostrou que o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) de serviços chinês subiu de 53,9 em dezembro para 54,7 em janeiro, atingindo o maior nível desde maio de 2012. O indicador sugere expansão mais forte do setor.

Com os investidores à espera da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nesta semana, os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,75% ao ano. Há um mês, estava no mesmo patamar. A Selic está atualmente em 7,00% ao ano.

Em dezembro, o Banco Central reforçou, por meio do Relatório Trimestral de Inflação (RTI), a indicação de que pode reduzir a Selic em mais 0,25 ponto porcentual nesta semana, de 7,00% para 6,75% ao ano.

Ao mesmo tempo, a instituição afirmou que sua decisão dependerá da evolução da atividade, dos riscos para o cenário - como o ligado ao andamento das reformas -, das avaliações sobre o estágio do ciclo monetário e das projeções para os índices de preços.

No Focus de hoje, a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava em 8,13% ao ano.

Já a Selic média de 2018 permaneceu em 6,75% ao ano, mesmo porcentual de quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,88% para 7,89% ante 7,90% de quatro semanas atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a taxa básica terminará 2018 em 6,50% ao ano, mesmo porcentual de uma semana e um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic é de 8,00%, igual ao verificado uma semana e um mês antes.

Depois de quase dois meses de recesso, onde assuntos importantes como a reforma da Previdência ficaram pendentes, o Congresso Nacional volta a reabrir nesta segunda-feira, 05, em sessão solene prevista para começar às 17h.

A volta às atividades parlamentares, contudo, não quer dizer que o governo Michel Temer obtenha os votos necessários para aprovar a reforma previdenciária. Inclusive, não há previsão na agenda da Casa do assunto começar a ser tratado em plenário nesta semana.

Há meses o governo diz que faltam cerca de 50 votos para a matéria ser aprovada no plenário da Câmara. Neste imbróglio, os próximos dias serão decisivos para o Palácio do Planalto jogar suas últimas fichas para tentar reverter este cenário.

A poucos dias da votação da reforma da Previdência na Câmara, o governo conseguiu contabilizar no máximo 237 deputados favoráveis à proposta, segundo planilha de cruzamento de votos obtida pelo Broadcast. Aliados do governo têm dito possuir 270 votos, mas o cenário mostra que o caminho a ser trilhado é ainda maior.

Para conseguir aprovar a proposta, são necessários 308 votos em dois turnos de votação. A contagem mais recente, que aponta os 237 votos, foi feita no Palácio do Planalto, com assessores do chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República, Carlos Marun, e o vice-líder do governo na Câmara Darcísio Perondi (MDB-RS), na segunda-feira, 29, segundo anotação registrada na planilha.

O gráfico diário do Ibovespa apresentou o maior candle de baixa desde novembro de 2017.

A média móvel de 5 períodos está inclinada para baixo e a estrela cadente marcada dia 31/01 foi acionada na perda de 84.485.

Se houver violação de 83.800, teremos um topo duplo no diário confirmado, com alvo provável em 80.500 ao longo dos próximos dias.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


contato@toptraders.com.br




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