segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Pregão deve ter liquidez reduzida


Bom dia investidor!

Dia do Presidente nos EUA e feriados na China diminuem ritmo do pregão >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em alta nesta segunda-feira e ampliaram ganhos recentes, seguindo a recuperação dos mercados acionários de Nova York. Na China, as bolsas seguem sem operar devido ao feriado do ano-novo lunar.

Na sexta-feira (16), os índices Dow Jones e S&P 500 tiveram valorização pelo sexto pregão consecutivo em Wall Street, depois de terem sofrido tombos históricos na semana anterior. Hoje, não haverá negócios em Nova York em função do feriado do Dia do Presidente.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,97% nesta segunda, a 22.149,21 pontos. O avanço em pontos do índice japonês, de 428,96, foi o maior desde 4 de janeiro.

O cobre opera em território negativo na manhã desta segunda-feira. Com feriados e mercados fechados nos Estados Unidos e na China, a expectativa é de volumes mais baixos e uma sessão calma. Nesse contexto, a força do dólar pressiona um pouco os metais.

Às 8h40 (de Brasília), o cobre para três meses recuava 0,17%, a US$ 7.171,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). Às 8h25, o cobre para março tinha baixa de 0,55%, a US$ 3,2305 a onça-troy, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O dólar opera em leve alta ante as moedas fortes. Nesse caso, o movimento no câmbio desestimula a compra das commodities denominadas em dólares por investidores que detêm outras divisas.

Ao mesmo tempo, os feriados nos EUA e na China impõem um quadro de fraqueza nas negociações. "A negociação hoje será caracterizada pela liquidez muito baixa", afirmaram em nota analistas do Commerzbank.

Boa parte dos metais básicos opera em baixa, com a exceção do alumínio. No fim da semana passada, o Departamento do Comércio dos EUA publicou resultados de uma investigação sobre se as importações de alumínio e aço representam um risco à segurança nacional americana, o que levou a discussões sobre o protecionismo e apoiou os preços do metal. Diretor de pesquisa global de mercados do MUFG, Derek Halpenny afirmou em nota que uma escalada nas medidas de protecionismo em importantes economias globais podem gerar mais incertezas sobre a perspectiva econômica e, consequentemente, mais volatilidade nos mercados financeiros.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco recuava 0,07%, a US$ 3.564 a tonelada, o alumínio subia 0,11%, a US$ 2.202 a tonelada, o estanho tinha baixa de 0,3%, a US$ 21.700 a tonelada, o níquel recuava 0,07%, a US$ 13.660 a tonelada, e o chumbo ganhava 0,46%, a US$ 2.595 a tonelada. 

O aumento do nervosismo no mercado financeiro mundial desde o começo de fevereiro levou os investidores a retirarem US$ 9,3 bilhões apenas neste mês dos principais mercados emergentes, segundo o Instituto Internacional de Finanças (IIF), entidade formada pelos 500 maiores bancos do mundos. Nos últimos dias, o estresse diminuiu, mas a incerteza permanece alta e a tendência é de que os investidores passem a fazer maior diferenciação entre os emergentes quando forem decidir onde aportar recursos, ressalta relatório divulgado hoje pela instituição, com sede em Washington. Os países mais vulneráveis podem sentir mais estes efeitos.

Após participar de reunião (sábado) com o presidente Michel Temer e o governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (MDB), o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), garantiu a aprovação, na segunda-feira, do decreto de intervenção federal na área de segurança pública do governo fluminense. Maia defendeu a intervenção e negou desconforto por não ter sido consultado sobre a medida.

O presidente Michel Temer determinou, ontem, 18, o envio de uma força-tarefa policial ao Estado do Ceará para "dar apoio técnico às forças de segurança estaduais nas ações de combate ao crime organizado". A informação é do Ministério da Justiça.

Em comunicado, a pasta explica que o destacamento será composto por 36 homens, sendo 26 da Polícia Federal e 10 da Força Nacional de Segurança Pública, e será chefiado pelo almirante Alexandre Mota, secretário-adjunto da Secretaria Nacional de Segurança Pública. A ideia é que a força atue como um reforço às operações conjuntas de inteligência "diante dos últimos acontecimentos".

Os economistas do mercado financeiro alteraram suas projeções para a inflação de 2018. O Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central, mostra que a mediana para o IPCA este ano caiu de 3,84% para 3,81%. Há um mês, estava em 3,95%. Já a projeção para o índice de 2019 permaneceu em 4,25%, mesmo porcentual de quatro semanas atrás.

Na prática, as projeções de mercado divulgadas hoje no Focus indicam que a expectativa é de que a inflação em 2018 fique dentro da meta, de 4,5%, com margem de tolerância de 1,5 ponto porcentual (índice de 3,0% a 6,0%). Para 2019, a meta é de 4,25%, com margem de 1,5 ponto (de 2,75% a 5,75%).

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou, no início de fevereiro, que o IPCA de janeiro subiu 0,29%. O resultado ficou abaixo do que esperava o mercado financeiro. Em 12 meses, a taxa acumulada é de 2,86%.

No início do mês, antes da divulgação do IBGE, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC atualizou suas projeções para o IPCA: +4,2% para 2018 e +4,2% para 2019.

Entre as instituições que mais se aproximam do resultado efetivo do IPCA no médio prazo, denominadas Top 5, a mediana das projeções para 2018 no Focus caiu de 3,86% para 3,75%. Para 2019, a estimativa do Top 5 continuou em 4,25%. Quatro semanas atrás, as expectativas eram de 3,80% e 4,00%, respectivamente.

Já a inflação suavizada para os próximos 12 meses foi de 4,03% para 4,04% de uma semana para outra - há um mês, estava em 4,00%.

Entre os índices mensais mais próximos, a estimativa para fevereiro de 2018 foi de 0,42% para 0,40%. Um mês antes, estava em 0,44%. No caso de março, a projeção passou de 0,31% para 0,30% ante 0,32% de quatro semanas antes.

No Relatório Trimestral de Inflação (RTI), publicado em dezembro, o BC havia atualizado sua projeção de inflação para fevereiro, para 0,47%. 

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O gráfico diário do Ibovespa mostra o benchmark em uma região de resistência, ao redor de 84.400.

Ela é decisiva porque derrubou o mercado alguns dias atrás.

O pregão dessa segunda-feira marca o vencimento de opções e feriado nos Estados Unidos, o que deverá reduzir a liquidez.

Uma consolidação acima de 84.400 poderá fortalecer a ponta compradora, enquanto a sua perda esfriar as expectativas e trazer correção.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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