terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

O pregão promete...


Bom dia investidor!

Em tendência de alta, IBOV avança com dificuldade

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, com algumas delas migrando para terreno negativo nos negócios da tarde, à medida que o apetite por ações parece perder força nos últimos dias de um mês marcado por fortes oscilações. Investidores da região e de outras partes do mundo aguardam comentários do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, que fala hoje e quinta-feira no Congresso americano.

Entre os mercados chineses, o índice Xangai Composto recuou 1,13% hoje, a 3.292,07 pontos, interrompendo uma sequência de seis pregões de ganhos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,34%, a 1.808,92 pontos.

No fim de semana, o Partido Comunista chinês propôs eliminar a restrição para mandatos presidenciais, o que abriria o caminho para o presidente Xi Jinping se manter no poder indefinidamente. Em outubro do ano passado, Xi conquistou um segundo mandato de cinco anos.

Seguindo o mau desempenho na China continental, o Hang Seng teve queda de 0,73%, a 31.268,66 pontos, influenciado por ações financeiras e do setor imobiliário.

Contrariando o viés negativo na Ásia, o índice japonês Nikkei subiu 1,07% em Tóquio, a 22.389,86 pontos, em seu terceiro pregão consecutivo de ganhos, uma vez que o iene se enfraqueceu ante o dólar ontem e manteve-se praticamente estável durante a madrugada.

Há muita expectativa entre investidores globais para o primeiro depoimento semestral no Congresso americano de Jerome Powell, que assumiu o comando do Fed no último dia 5. Powell fala na Câmara dos Representantes hoje e no Senado, na quinta-feira (01).

Analistas preveem que Powell confirmará o intuito do Fed de continuar apertando sua política monetária de forma gradual. A dúvida é se o banco central americano elevará juros apenas três vezes em 2018, como cogitou no fim do ano passado, ou se terá espaço para um quarto aumento.

O índice de sentimento econômico da zona do euro, que mede a confiança de setores corporativos e dos consumidores, caiu de 114,9 em janeiro para 114,1 em fevereiro, segundo dados publicados hoje pela Comissão Europeia, braço executivo da União Europeia. Apesar da queda, o resultado ficou um pouco acima da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam recuo do indicador a 114.

Apenas a confiança do consumidor diminuiu de +1,4 em janeiro para +0,1 em fevereiro, vindo em linha com a projeção de analistas, e a da indústria caiu de +9 para +8, ficando um pouco abaixo do consenso do mercado de queda a +8,2, mas a do segmento de serviços aumentou de +16,8 para +17,5.

Já o índice de clima das empresas do bloco europeu recuou de +1,56 em janeiro para +1,48 em fevereiro. 

Número 2 na hierarquia do Ministério da Fazenda, o secretário-executivo Eduardo Guardia é, neste momento, o nome mais cotado para substituir Henrique Meirelles no comando do Ministério da Fazenda, caso o ministro decida deixar o cargo para concorrer à presidência da República nas eleições de outubro. O nome de Guardia tem a preferência do próprio Meirelles, mas ainda encontra resistências entre os aliados políticos do Palácio do Planalto.

Como secretário-executivo, Guardia participa de todas as propostas elaboradas pela Fazenda e das negociações políticas em que muitas vezes bate de frente com os parlamentares. Vem daí justamente a resistência dos aliados. Por outro lado, tem grande apoio da equipe técnica, o que é pouco comum no Ministério da Fazenda. Os técnicos veem nele um grande defensor do ajuste fiscal.

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) desacelerou fortemente em fevereiro, para +0,07%, após alta de 0,76% em janeiro, divulgou há pouco a Fundação Getulio Vargas (FGV). Essa taxa é a menor para o mês desde 2012, quando o indicador caiu 0,06%. O resultado veio acima da mediana das estimativas, de 0,01%, calculada pelo Projeções Broadcast, mas dentro do intervalo esperado, que ia de queda de 0,17% a elevação de 0,18%.

Com isso, o indicador aumentou ligeiramente a queda em 12 meses de deflação de 0,41% no acumulado até janeiro para recuo de 0,42% em 12 meses finalizados em fevereiro. No ano, há avanço de 0,83%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) saiu de alta de 0,91% para queda de 0,02%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-M) também desacelerou de 0,56% para 0,28%, assim como o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M), que teve alívio de 0,28% para 0,14%. 

O superávit da balança comercial atingiu o montante de US$ 2,710 bilhões em janeiro, resultado ligeiramente inferior ao de janeiro de 2017, quando foi de US$ 2,768 bilhões. Os dados são do Indicador do Comércio Exterior (Icomex), divulgado há pouco pela Fundação Getulio Vargas (FGV). O resultado, porém, ainda não indica que o comércio exterior este ano terá saldos similares aos de 2017, ressaltou a FGV. A previsão é de um saldo positivo mais baixo da balança comercial, entre US$ 48 bilhões e US$ 52 bilhões.

O petróleo opera em queda na manhã desta terça-feira, à espera de um crescimento do número de barris estocados nos Estados Unidos.

Às 9h34, o barril do tipo Brent com entrega em maio, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), recuava 0,19%, a US$ 67,16. Já o WTI para abril, negociado na New York Mercantile Exchange (Nymex), caía 0,39%, a US$ 63,66.

Nesta terça-feira, a American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) publica a contagem semanal de barris estocados, que deve mostrar um aumento de 2 milhões, segundo o ING. Amanhã, é a vez do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) de revelar seus estoques.

Ontem, o petróleo fechou em alta pela terceira sessão consecutiva, parcialmente ajudado pela queda inesperada dos estoques na semana encerrada em 16 de fevereiro.

Os contratos futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, pressionados por um clima de cautela que antecipa o pronunciamento do presidente do Federal Reserve (Fed), Jerome Powell, no Congresso americano.

Por volta das 9h35 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) recuava 0,52%, a US$ 7.073,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre com vencimento para maio tinha baixa de 0,60%, a US$ 3,2050 por libra-peso.

Também há expectativa para dados sobre atividade manufatureira na China, o maior consumidor mundial de metais básicos. Os últimos números serão divulgados entre hoje e amanhã.

Entre outros metais básicos na LME, não havia direção única. O zinco recuava 0,57% no horário indicado acima, a US$ 3.511,00 por tonelada, enquanto o alumínio se mantinha estável, a US$ 2.138,25 por tonelada, o estanho subia 0,32%, a US$ 21.645 por tonelada, o níquel avançava 0,25%, a US$ 13.970,00 por tonelada, e o chumbo diminuía 0,47%, a US$ 2.565,00 por tonelada. 

O gráfico diário do Ibovespa continua a mostrar uma leitura embaralhada e complexa no curto prazo.

Temos tendência de alta em todos os tempos gráficos e topos e fundos ascendentes, ao mesmo tempo que o mercado está sobre comprado, longe da média móvel de 21 períodos e com uma nova estrela cadente desenhada no pregão de ontem, com a máxima fora da banda de bollinger superior.

A perda da mínima de ontem (87.240), especialmente se for em fechamento, poderá trazer os preços até 86.231, configurando um pull back, onde também estão a linha superior do canal de alta rompido recentemente e a média móvel de 5 períodos, ou seja, um tríplice e decisivo suporte.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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