quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Copom e China no radar


Bom dia investidor!

Comércio exterior da China em forte ritmo; SELIC baixa a 6.75 >>> LEIA MAIS >>>

As exportações e importações da China apresentaram crescimento de dois dígitos em janeiro, refletindo sólida demanda tanto externa quanto doméstica, embora tenham sido provavelmente influenciadas pelo feriado do ano-novo lunar.

No mês passado, as exportações chinesas medidas em dólares tiveram expansão anual de 11,1%, depois de subirem 10,9% em dezembro, segundo dados da Administração Geral de Alfândega do país.

As importações da China, por sua vez, saltaram em janeiro 36,9% ante igual mês do ano passado, após subirem em ritmo relativamente mais modesto de 4,5% em dezembro. A projeção do mercado era de ganho significativamente menor, de 9,2%.

Já o superávit comercial da China diminuiu para US$ 20,34 bilhões em janeiro, de US$ 54,69 bilhões em dezembro. O saldo positivo ficou bem abaixo da projeção da Trading Economics (+US$ 45 bilhões) e também da previsão do WSJ (+US$ 56,4 bilhões).

O período em que ocorre o feriado do ano-novo lunar, que caiu em janeiro no ano passado e será em fevereiro este ano, normalmente distorce os dados da balança comercial do primeiro bimestre. Antes da divulgação do indicador, analistas previam que o avanço das exportações seria sustentado pelo maior número de dias úteis de janeiro de 2018 em comparação ao mesmo mês do ano passado. 

As exportações da Alemanha atingiram recorde em 2017, segundo dados publicados hoje pela agência de estatísticas do país, a Destatis. No ano passado, as exportações alemãs subiram 6,3%, atingindo quase 1,3 trilhão de euros (US$ 1,6 trilhão).

Mas as importações da Alemanha também atingiram patamar inédito em 2017, um pouco acima de 1 trilhão de euros, e avançaram em ritmo ainda mais forte, de 8,3%.

Como resultado, o superávit na balança comercial da Alemanha diminuiu pela primeira vez em oito anos em 2017, a 244,9 bilhões de euros. Em 2016, o saldo positivo havia sido de 248,9 bilhões de euros, o maior desde a Segunda Guerra Mundial.

Apenas em dezembro, a Alemanha teve superávit comercial de 21,4 bilhões de euros, no cálculo com ajustes sazonais. O resultado ficou acima da previsão da Trading Economics (+19,5 bilhões de euros) e da projeção da Dow Jones Newswires (+21 bilhões de euros).

As exportações alemãs subiram 0,3% em dezembro ante novembro, enquanto as importações cresceram 1,4%.

Ainda em dezembro, a Alemanha registrou superávit em conta corrente de 27,8 bilhões de euros, informou a Destatis. 

O presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na noite de ontem que o governo continua a não ter os 308 novos necessários para a aprovação da reforma da Previdência. A contagem indica que há pouco mais de 250 parlamentares dispostos a aprovar a medida, disse ele após fazer apresentação em evento fechado do BTG Pactual.

"Hoje infelizmente ainda não temos os 308 votos", declarou Maia, destacando que a estratégia vai ser construir a maioria na Câmara para conseguir chegar ao número necessários. "Uma votação sinalizando que vai perder, há a chance de ter 100 votos ou nem ter quórum", afirmou ao ser perguntado se o governo vai insistir com a votação da reforma mesmo sabendo que não tem os votos necessários.

Sobre a nova mudança do texto da reforma, que reduziu o tempo de contribuição de 25 anos para 15, entre outras medidas, Maia ressaltou que o importante é com este texto "dialogar com outras forças políticas que não estão no debate", como os prefeitos e governadores.

O deputado ressaltou que os dirigentes municipais e estaduais têm uma agenda no Congresso de interesse deles e a Previdência é um dos pontos que interessa dentro das conversas de reorganização fiscal destas entidades da federação. "Vamos tentar com prefeitos e governadores para ver se encontramos uma agenda em comum", afirmou o presidente da Câmara.

Com a inflação em níveis acomodados no Brasil, o Banco Central anunciou na noite desta quarta-feira o 11º corte consecutivo da Selic (os juros básicos da economia). A taxa caiu 0,25 ponto porcentual e passou de 7,00% para 6,75% ao ano. Este é o menor valor desde que a Selic foi criada, em 1996. O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC, responsável pela decisão, também sinalizou que o mais provável é que o movimento tenha sido o último do atual ciclo de cortes da taxa básica. Uma nova redução pode ocorrer em março apenas se o cenário melhorar, sendo que, na visão dos economistas, a aprovação da reforma da Previdência seria um dos fatores para isso.

Desde o ano passado, o BC vinha indicando a proximidade do fim do ciclo. Isso porque a inflação, apesar de controlada, deve acelerar em 2018 e 2019, na esteira do reaquecimento da economia. Depois de ter fechado em 2,95% no ano passado, o IPCA - o índice oficial de inflação - ficará em 4,2% neste ano e no próximo, conforme as projeções mais recentes do BC.

Outra preocupação está ligada ao andamento das reformas, em especial a da Previdência. Em função do calendário eleitoral, a votação da proposta no Congresso pode ficar para 2019, o que é mal visto pelo BC. O presidente da instituição, Ilan Goldfajn, vem defendendo o reequilíbrio das contas do INSS para permitir a queda da taxa de juros estrutural.

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O gráfico diário do Ibovespa mostra que o benchmark respeitou o eixo do topo duplo aos 83.800 pontos.

Tentou romper a região, considerada por mim um divisor de águas entre a compra e a venda no curto prazo, cedendo e fechando perto da mínima da sessão.

Para essa quinta-feira, um pregão de queda seria o caminho mais provável, mesmo que a abertura seja positiva.

A linha de retorno pontilhada em azul, assim como a média de 21 períodos, são suportes imediatos caso a venda prevaleça.

Pelo desenho de alguns ativos com peso no índice, talvez não essa semana, mas na próxima, as chances de haver um teste de 80.500 ou mesmo 79.440 são prováveis.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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