sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Adrenalina


Bom dia investidor!

Grandes quedas no exterior e pequenas quedas aqui: estamos atrasados ou na contra-mão? >>> LEIA MAIS >>>

O índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês) da China subiu 4,3% em janeiro, na comparação com o mesmo mês de 2017, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em dezembro, o PPI havia subido 4,9%.


Na comparação mensal, o PPI chinês subiu 0,3% em janeiro ante dezembro, quando o índice havia subido 0,8% na comparação com novembro. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da China avançou 1,5% em janeiro ante o mesmo mês de 2017, de acordo com dados divulgados hoje pelo Escritório Nacional de Estatísticas do país. Em dezembro, o CPI havia subido 1,8%.

No mês passado, os preços de alimentos caíram 0,5% na China, na comparação com o janeiro do ano passado.

Na comparação mensal, o CPI avançou 0,6% em janeiro ante dezembro. 

As bolsas asiáticas encerraram nesta sexta-feira sua pior semana em anos, diante de uma nova onda vendedora pela região que veio após os mercados acionários de Nova York sofrerem um novo tombo ontem, de cerca de 4%, em meio a preocupações com o futuro aperto da política monetária pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA).

A madrugada também foi marcada pela segunda paralisação parcial do governo Trump em três semanas, iniciada à meia-noite, depois que o Congresso americano falhou em votar um projeto que garantiria a continuidade do funcionamento das repartições públicas.

Horas depois do início da paralisação, conhecida nos EUA como "shutdown", o Senado aprovou um acordo orçamentário de dois anos e um projeto de gastos que deverão ser votados na Câmara dos Representantes ainda hoje. Se o acordo também garantir o aval dos deputados, a paralisação será revertida.

Os mercados chineses tiveram um desempenho particularmente ruim nesta sexta. O índice Xangai Composto fechou em baixa de 4,05%, a 3.129,85 pontos, registrando a maior queda desde 21 de agosto de 2015 e apagando a valorização acumulada no ano após quatro dias consecutivos de perdas. No pior momento do pregão, o Xangai chegou a cair 6,1%. O menos abrangente Shenzhen Composto, formado em boa parte por startups com menor capitalização de mercado, recuou 3,19%, a 1.679,26 pontos.

A assembleia geral de acionistas da Eletrobras aprovou a privatização das seis distribuidoras de energia no Norte e Nordeste do País. Com 51% do capital votante, a União votou a favor da privatização de todas as empresas, conhecidas por má gestão e pelo acúmulo de dívidas bilionárias. Essa decisão era considerada fundamental para viabilizar a posterior privatização da própria Eletrobras, que deve ocorrer por meio do aumento de capital, que vai diluir a participação da União.

Maior entrave ao processo de privatização, a dívida dessas companhias, de R$ 19,7 bilhões, ficou integralmente com a holding. O voto contrariou a orientação da diretoria da empresa, para quem os débitos de R$ 11,2 bilhões deveriam ficar com a Eletrobras, e os R$ 8,5 bilhões restantes, detidos junto a fundos setoriais, deveriam ser assumidos pelos futuros concessionários.

O ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha, disse que o Banco Central poderá continuar reduzindo os juros, se a reforma da Previdência for aprovada ainda em 2018. A porta para a redução adicional da taxa de juros, segundo o ministro, foi aberta pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na reunião de quarta-feira.

O Copom decidiu na reunião reduzir em 0,25 ponto porcentual da taxa básica de juros da economia (Selic), que desceu ao menor patamar histórico, de 6,75% ao ano.

Padilha estima que a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) poderá levar a uma alta de 4% a 5% do Produto Interno Bruto (PIB) este ano. A estimativa atual é de crescimento de 3% (governo) a 3,5% (mercado financeiro).

O gráfico diário do Ibovespa mostra, em partes, a volatilidade vista no exterior.

Podemos dizer que nosso mercado mostra resiliência, operando de forma equilibrada, uma vez que temos um crash na China, Europa e bolsas norte-americanas.

As baixas pontuais vistas no front interno não são nem sombra frente ao que está ocorrendo no exterior.

Resta saber se estamos atrasados ou realmente na contramão.

Ontem houve perda da linha de retorno pontilhada em azul e da média móvel de 21 períodos no diário.

A região compreendida entre 84.000 e 84.100 será decisiva para os desdobramentos de curto prazo, uma vez que sua perda acionaria um pivot de baixa caso ocorra.

Vale destacar que ela marcou as mínimas do dia 06/02 e de ontem, respectivamente.

Digo que será decisiva porque ao mesmo tempo que poderá acionar um pivot de baixa capaz de fazer estrago no mercado, também poderia firmar um fundo duplo na região, o que sustentaria a continuidade da alta.

Clique para ampliar

Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

Nenhum comentário:

Postar um comentário