quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

A China voltou


Bom dia investidor!

Final do feriado chinês devolve liquidez internacional >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quinta-feira, seguindo o desempenho negativo dos mercados acionários de Nova York, que ontem sofreram novas perdas em meio a incertezas sobre o futuro dos juros nos EUA. Mas os negócios na China foram marcados por fortes ganhos, na volta do feriado do ano-novo lunar.

A queda em Wall Street veio após a interpretação de que a ata da última reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), divulgada ontem à tarde, já nasceu "datada".

No documento, o BC americano afirma que novos aumentos "graduais" de juros serão necessários. No entanto, o último encontro do Fed foi encerrado em 31 de janeiro e, desde então, os indicadores mais recentes dos EUA deram sinais claros de avanço na inflação e de solidez no mercado de trabalho, fatores que favorecem aperto mais agressivo das condições monetárias.

Neste contexto, alguns analistas preveem que o Fed poderá elevar juros em ritmo mais acelerado este ano, provavelmente em quatro ocasiões, e não mais em três, como era cogitado no fim do ano passado.

Em Tóquio, o índice Nikkei caiu 1,07% hoje, a 21.736,44 pontos, à medida que o iene voltou a se fortalecer ante o dólar durante a madrugada e após o juro da T-note de 10 anos ter atingido ontem novas máximas em quatro anos, na esteira da ata do Fed.

Os mercados chineses, por outro lado, subiram com vigor ao reabrirem depois do feriado de uma semana em comemoração ao ano-novo do país. O Xangai Composto avançou 2,17%, a 3.268,56 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,89%, a 1.771,97 pontos. A robusta valorização na China já era esperada, uma vez que outras bolsas asiáticas haviam exibido ganhos recentes.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu do nível recorde de 117,6 em janeiro para 115,4 em fevereiro, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo. O resultado decepcionou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam queda bem menor do indicador, a 117.

Apenas o subíndice do Ifo que mede expectativas das empresas para os próximos seis meses recuou de 108,3 em janeiro para 105,4 em fevereiro, enquanto o subíndice sobre condições atuais diminuiu de 127,8 para 126,3.

O Ifo entrevista cerca de 7.000 empresas dos setores de manufatura, construção, atacado e varejo para sua pesquisa mensal. 

A economia do Reino Unido cresceu menos do que inicialmente estimado no último trimestre de 2017, segundo revisão divulgada hoje pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês).

O ONS agora estima que o Produto Interno Bruto (PIB) britânico avançou 0,4% no quarto trimestre ante o terceiro e mostrou expansão anual de 1,4% no mesmo período.

Há cerca de um mês, a agência havia calculado que a economia britânica tinha expandido 0,5% entre outubro e dezembro ante os três meses imediatamente anteriores e 1,5% no confronto anual. A revisão decepcionou analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam a manutenção das estimativas originais.

Em termos anualizados, o acréscimo do PIB do Reino Unido no quarto trimestre foi revisado de 2% para 1,6%. Já o resultado de todo o ano de 2017 foi reduzido de +1,8% para +1,7%.

Os números do terceiro trimestre do ano passado também sofreram revisão. Segundo o ONS, a economia britânica cresceu 0,5% entre julho e setembro ante o segundo trimestre e avançou 1,8% na comparação anual. As leituras anteriores eram de ganho trimestral de 0,4% e aumento anual de 1,9%. 

O Banco do Brasil, que fecha hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,188 bilhões no quarto trimestre de 2017, cifra 82,5% superior à registrada no mesmo período do ano anterior, de R$ 1,747 bilhão. Na comparação com os três meses anteriores, o resultado apresentado pela instituição foi 17,7% maior.

O lucro líquido ajustado do BB do quarto trimestre foi o maior lucro trimestral nominal originado em suas operações na história do banco. O desempenho foi impulsionado, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, maiores ganhos com tarifas e ainda menores despesas com inadimplência e gastos administrativos.

Em 2017, o lucro líquido do banco totalizou R$ 11,1 bilhões, 54,2% maior na comparação com o exercício anterior, de R$ 7,171 bilhões. Segundo o BB, o desempenho também reflete o crescimento das receitas de tarifas e serviços, menos gastos com calotes e ainda maior eficiência com o controle das despesas administrativas.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e Nova York nesta manhã, à medida que o dólar mantém viés de alta e após o retorno das operações dos mercados chineses com o fim do feriado do ano-novo lunar.

Por volta das 9h40 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 1,08%, a US$ 7.058,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em março recuava 1,23%, a US$ 3,1765 por libra-peso.

O índice DXY do dólar opera em leve alta nos negócios da manhã, fator que torna o cobre mais caro para investidores que utilizam outras moedas.

Entre outros metais básicos na LME, as perdas eram generalizadas: o zinco caía 1,65% no horário citado acima, a US$ 3.476,50 por tonelada, enquanto o alumínio cedia 1,25%, a US$ 2.180,00 por tonelada, o estanho perdia 0,37%, a US$ 21.525,00 por tonelada, o níquel diminuía 1,85%, a US$ 13.525,00 por tonelada, e o chumbo recuava 1,27%, a US$ 2.529,50 por tonelada. 

O petróleo opera em queda nesta quinta-feira, em meio a sinais mistos sobre as expectativas com os estoques nos Estados Unidos.

Às 9h45, o Brent para abril, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), caía 0,03%, a US$ 65,40 por barril, enquanto o WTI para o mesmo mês recuava 0,29%, a US$ 61,49.

Ontem, o American Petroleum Institute (API, uma associação de refinarias) informou que houve queda de 900 mil barris de petróleo na semana. Analistas consultados pelo Wall Street Journal, no entanto, esperavam aumento de 1,9 milhão.

Mais tarde, às 13h, o Departamento de Energia (DoE) publica os números oficiais sobre os estoques.

Desde 2016, quando os EUA suspenderam uma barreira contra exportações de petróleo, os embarques subiram de forma estável, conforme a produção chegou ao maior nível desde 1970.

Além disso, o fortalecimento do dólar nesta semana limitou uma possível alta de preços, deixando as commodities mais caras para investidores que detêm outras moedas. 

O Ibovespa marcou uma nova máxima histórica intradiária na véspera, aos 87.358.

Temos uma longa sombra superior, formada na reta final da sessão.

O padrão sugere correção de preços, sendo denominado estrela candente.

O fato de fechar abaixo de 86.213, antigo TH, reforça o padrão e denota um possível rompimento falso.

A confirmação do sinal viria na perda de 85.803, mínima do candle supra descrito, especialmente se ocorrer em fechamento.



Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

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