quarta-feira, 31 de janeiro de 2018

Pesquisas eleitorais, FED e China


Bom dia investidor!

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após um aguardado discurso do presidente dos EUA, Donald Trump, e à espera da decisão de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

O tom de Trump em seu primeiro discurso sobre o Estado da União, feito nesta madrugada, foi considerado conciliador.

O Fed conclui na tarde de hoje sua reunião de política monetária de dois dias, a última comandada por Janet Yellen, mas não deverá anunciar novidades. Investidores, porém, ficarão atentos ao comunicado do BC americano em busca de pistas de quando os juros básicos dos EUA poderão voltar a subir. No ano passado, o Fed elevou juros em três ocasiões, a mais recente em dezembro.

O índice Nikkei caiu 0,83% em Tóquio hoje, a 23.098,29 pontos, acumulando perdas pelo sexto pregão consecutivo, diante da valorização do iene frente ao dólar durante a madrugada.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,21%, a 3.480,83 pontos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda mais expressiva, de 1,66%, a 1.877,82 pontos.

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor industrial da China caiu de 51,6 em dezembro para 51,3 em janeiro, mostrando uma desaceleração do crescimento no setor, em mais um sinal recente de que a segunda maior economia do mundo está perdendo fôlego.

Apesar do declínio, o indicador se manteve acima da marca dos 50 pontos, que separa expansão da atividade econômica de contração. A economia chinesa superou as expectativas no ano passado para acelerar pela primeira vez em sete anos, impulsionada pelas fortes exportações.

Embora a última desaceleração na atividade possa decorrer de restrições de produção destinadas a reduzir a poluição no país, outros sinais de desaceleração no investimento e no consumo apontam para um impulso mais fraco na economia. 

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) do setor de serviços da China subiu de 55,0 em dezembro para 55,3 em janeiro, de acordo com o Escritório Nacional de Estatísticas do país. Analistas consultados pela Trading Economics previam recuo do indicador, para 54,9. Leituras acima de 50 pontos indicam expansão da atividade econômica.

O subíndice que mede as atividades comerciais para o setor de serviços avançou de 53,4 em dezembro para 54,4 em janeiro. Já o subíndice de novas encomendas recuou de 52,0 para 51,9. 

A taxa de desocupação no Brasil ficou em 11,8% no quarto trimestre de 2017, de acordo com os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados há pouco pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em igual período de 2016, a taxa de desemprego medida pela Pnad Contínua estava em 12,0%. No trimestre até novembro, o resultado ficou também em 12,0%.

A renda média real do trabalhador foi de R$ 2.154 no quarto trimestre do ano passado. O resultado representa alta de 1,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.

A massa de renda real habitual paga aos ocupados somou R$ 193,4 bilhões no quarto trimestre, alta de 3,6% ante igual período do ano anterior.

Quando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva é retirado dos cenários da pesquisa do Instituto Datafolha sobre intenção de voto na corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ) surge como líder absoluto. Nas quatro simulações desse tipo feitas nos dias 29 e 30 de janeiro, o parlamentar aparece com entre 18% e 20% da preferência do eleitorado. Em dezembro, Bolsonaro somava entre 21% e 22% nos cenários sem o petista. O levantamento foi divulgado na madrugada desta quarta-feira, 31, pela Folha de S.Paulo.

Na ausência de Lula, os ex-ministros Ciro Gomes (PDT) e Marina Silva (Rede) aparecem na segunda colocação em dois cenários cada um. Ciro soma entre 10% e 13% das intenções de voto - em dezembro, tinha entre 12% e 13%. Já Marina foi testada apenas em dois cenários sem Lula, nos quais aparece com 13% e 16% - em dezembro, tinha 16% e 17%.

Nos três cenários em que é testado, Geraldo Alckmin (PSDB) aparece com 8% a 11% das intenções de voto. Luciano Huck (sem partido) tem 8% no cenário em que foi incluído. Alvaro Dias (Podemos) tem entre 5% e 6%. João Doria (PSDB) e Joaquim Barbosa (sem partido) foram incluídos em apenas uma simulação cada, na qual aparecem com 5% dos votos.

O ex-ministro e ex-governador Jaques Wagner (PT-BA), eventual substituto de Lula na corrida presidencial, caso o ex-presidente fique inelegível, aparece com 2% dos votos em dois cenários.

Nas simulações de segundo turno, Bolsonaro perde para Marina (42% a 32%) e empata tecnicamente com Alckmin (35% a 33%). 

O gráfico diário do Ibovespa tocou a respeitou a média de 5 períodos na sessão de ontem, deixando sombra inferior.

A abertura deverá ser positiva, seguindo os negócios no mercado futuro.

O desafio será manter o viés de compra, uma vez que o mercado ainda continua esticado e temos sinais de correção em vários ativos com peso na composição do benchmark.


Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


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