quarta-feira, 25 de abril de 2018

Inflação e juros nos EUA


Bom dia, investidor!

Inflação e juros nos EUA: juro básico atinge 3% >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta quarta-feira, após os mercados acionários de Nova York registrarem fortes perdas ontem à medida que o juro da T-note de 10 anos atingiu 3% pela primeira vez desde janeiro de 2014, gerando um limitado movimento de aversão a risco.

O avanço no rendimento da principal referência dos Treasuries sugere confiança no crescimento da economia dos EUA e pode encorajar o Federal Reserve (Fed, o banco central americano) a elevar seus juros básicos em ritmo mais veloz do que se previa.

Recentes sinais de aceleração da inflação nos EUA também geram especulação de que o Fed pode ser mais agressivo no aperto de sua política monetária.

Em Tóquio, o Nikkei caiu 0,28% hoje, a 22.215,32 pontos, após encerrar o pregão anterior no maior nível em oito semanas. Pesaram nos negócios japoneses as ações de fabricantes de equipamentos de automação e de eletrônicos.

Amanhã, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) vai iniciar uma reunião de dois dias, mas não há expectativa de que altere sua agressiva política de estímulos monetários.

Na China, as bolsas tomaram direções contrárias nesta quarta. O Xangai Composto caiu 0,35%, a 3.117,97 pontos, mas o menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado em boa parte por startups de menor valor de mercado, subiu 0,27%, a 1.809,26 pontos.

Os futuros de cobre operam estáveis em Londres e sobem levemente em Nova York, após os últimos dados de produção da chilena Antofagasta, a maior produtora mundial do metal básico.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) se mantinha em US$ 6.987,50 por tonelada, no mesmo nível do fim da tarde de ontem.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta marginal de 0,11%, a US$ 3,1455 por libra-peso.

Mais cedo, a Antofagasta divulgou queda anual de 10,5% na produção de cobre do primeiro trimestre, a 153,8 mil toneladas, mas reiterou sua projeção de produção para 2018 em uma faixa de 705 mil a 740 mil toneladas. O resultado trimestral da Antofagasta veio abaixo da expectativa de analistas da Berenberg e Peel Hunt.

O alumínio, que mostrou forte volatilidade nas últimas semanas, também operava estável na LME no horário indicado acima, a US$ 2.213,50 por tonelada.

Na segunda-feira (23), os EUA aliviaram sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor mundial de alumínio. 

Os preços do petróleo operam sem direção definida nesta manhã em meio a expectativa de declínio dos estoques de petróleo dos EUA e pressionados pela alta forte do dólar ao redor do globo.

Às 9h35 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,16% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 73,74, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,16% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,81.

Espera-se que os dados do DoE mostrem que os estoques de petróleo dos EUA caíram 1,7 milhão de barris na semana passada, segundo analistas consultados pelo The Wall Street Journal. O relatório sai às 11h30 (de Brasília).

Na terça-feira, o Instituto Americano de Petróleo (API) divulgou seus dados mostrando um aumento de 1,1 milhão de barris no fornecimento de petróleo para a semana encerrada em 20 de abril, apesar de dizer que os estoques de gasolina e destilados caíram 2,7 milhões de barris e 1,9 milhão de barris, respectivamente.

Os preços do petróleo têm exibido alta reforçados por um crescente consenso no mercado que o presidente americano, Donald Trump, tentará retirar os EUA de um acordo internacional de 2015 para conter o programa nuclear iraniano. Isso provavelmente provocaria uma nova rodada de sanções econômicas e frustraria a produção de petróleo da República Islâmica, reduzindo a oferta global.

Além do recurso contra a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que será analisado pela Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), a defesa tem no mínimo outras quatro possibilidades jurídicas para tentar a soltura de Lula, preso em Curitiba desde o último dia 7, apontam especialistas consultados pelo Broadcast Político.

Após a decretação da prisão contra o ex-presidente, a defesa de Lula recorreu ao Supremo no dia 6 de abril tentando reverter a situação alegando que a tramitação do processo contra o petista ainda não havia terminado no Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) e que, portanto, não era possível dizer que os recursos na segunda instância estavam esgotados.

O ministro Luiz Edson Fachin negou esse pedido no dia seguinte. A defesa, então, entrou com um agravo regimental questionando a decisão do relator, que agora enviou o processo para o plenário virtual da Segunda Turma. O caso deve entrar para julgamento a partir do dia 4 de maio.

Se os ministros da Segunda Turma entenderem que o processo ainda não terminou no TRF-4, Lula pode ser solto. "Não há dúvida de que, se depender do perfil da Segunda Turma, Lula será solto", diz a constitucionalista e criminalista Vera Chemin. Os ministros podem entender, no entanto, que o caso está "prejudicado", ou seja, que não há como reverter a decisão porque o Tribunal Regional Federal já teria determinado o esgotamento da segunda instância. "Aí ficaria tudo como está", observa.

Na manhã desta terça-feira, o ministro Gilmar Mendes - que compõe a Segunda Turma - admitiu a possibilidade de a decisão do plenário virtual resultar na liberdade de Lula, mas disse que essa decisão já estaria "prejudicada". "Eu acredito que já esteja prejudicado, porque o Tribunal (TRF-4) negou o recurso, mas pode, claro", afirmou. Dos cinco ministros da Segunda Turma, quatro deles - Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski, Celso de Mello e Dias Toffoli - já se manifestaram em outro julgamento favoráveis a Lula, para aguardar o processo em liberdade.

O debate gira em torno de quando acaba a segunda instância: se após o julgamento dos embargos de declaração, como prevê súmula do TRF-4, ou se somente após julgamento dos embargos dos embargos e da admissibilidade dos recursos especial, ao Superior Tribunal de Justiça (STJ), e extraordinário, ao Supremo Tribunal Federal (STF), como sustenta a defesa.

Recursos no STJ e no STF: outras duas possibilidades para que a prisão de Lula seja revertida são os recursos que a defesa já apresentou contra a condenação de Lula no Superior Tribunal de Justiça e no Supremo Tribunal Federal. No STJ, o chamado recurso especial é aberto quando a defesa identifica que algum dispositivo de lei federal foi afrontado. A defesa do petista alegou que a condenação "contraria diversos dispositivos de lei federal que regulam a possibilidade de liberdade do ex-presidente".

O gráfico diário do IBOV apresenta um importante sinal de topo, desenhado na véspera, após romper momentaneamente a importante barreira dos 86.200 e ceder, deixando uma longa sombra superior.

Podemos interpretar a movimentação como sendo uma estrela cadente formada após um rompimento falso, projetando queda para essa quarta-feira.

Logo após a abertura, deveremos ter um teste relevante no triplo suporte formados pelas médias de 5 e 21, assim como pela LTB destacada em azul. IBOV agora às 10h27 já perdeu o primeiro suporte. Clique para ampliar.

A perda dessa região poderá levar o mercado ao teste de 83.900.




Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br


terça-feira, 24 de abril de 2018

Equilíbrio no IBOV


Bom dia, investidor!

IBOV mantém movimento lateral >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas chinesas tiveram uma forte recuperação nesta terça-feira, após exibirem desempenho abaixo da média por várias semanas, favorecidas por promessas de que Pequim aprofundará suas reformas econômicas. Em outras partes da Ásia, porém, os negócios continuaram pressionados por ações de tecnologia.

Ontem, o colegiado de 25 membros do comitê de supervisão do Partido Comunista da China, a legenda que governa o país, emitiu um pronunciamento afirmando que manterá uma política fiscal "proativa" e uma política monetária neutra, e prometeu também colocar em prática medidas "de mercado" para reduzir o excesso de capacidade.

Em seu melhor desempenho em dois meses, o Xangai Composto subiu 1,99% hoje, terminando o dia a 3.128,93 pontos. Nos últimos tempos, o Xangai ficou no vermelho em seis dos oito pregões anteriores. O menos abrangente Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, avançou 2,28%, a 1.804,41 pontos.

Segundo analistas, uma redução nas recentes tensões comerciais entre China e EUA, antes de uma possível reunião de autoridades dos dois países em Pequim, também ajudou a melhorar o sentimento.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,86%, a 22.278,12 pontos, atingindo o maior nível desde 27 de fevereiro, graças ao bom desempenho de ações de exportadoras e financeiras. A recente fraqueza do iene ante o dólar ajudou a sustentar o índice japonês hoje.

O índice de sentimento das empresas da Alemanha caiu pelo quinto mês consecutivo em abril, à medida que piorou a perspectiva de negócios de fabricantes locais, segundo pesquisa divulgada hoje pelo instituto alemão Ifo.

Reformulado para incluir o setor de serviços, o indicador caiu de 103,3 em março para 102,1 em abril, ficando abaixo da previsão de 102,6 de analistas consultados pelo The Wall Street Journal.

O levantamento do Ifo veio após uma série de dados fracos que sugere desaceleração da atividade econômica alemã no primeiro trimestre. 

Os futuros de cobre e de outros metais básicos operam majoritariamente em alta, à medida que diminuíram temores relacionados à atitude protecionista dos EUA, enquanto o alumínio mostra volatilidade.

Por volta das 9h30 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) subia 0,95%, a US$ 6.993,50 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha alta de 1,64%, a US$ 3,1615 por libra-peso.

O avanço nos preços vem após os EUA aliviarem sua postura em relação a sanções impostas à mineradora russa Rusal, segundo maior produtor de alumínio do mundo. Ontem, o Tesouro americano concedeu um prazo mais longo para investidores deixarem de fazer negócios com a Rusal.

O alumínio em si, porém, alternava ganhos e perdas na LME e, no horário indicado acima, recuava 0,40%, a US$ 2.246,00 por tonelada. Na última sessão, o alumínio sofreu um tombo de 7% em reação à decisão dos EUA.

Entre outros metais na LME, o zinco avançava 0,73%, a US$ 3.255,00 por tonelada, o estanho se mantinha estável, a US$ 21.055,00 por tonelada, o níquel estava praticamente estável, a US$ 14.270,00 por tonelada, e o chumbo subia 1,16%, a US$ 2.262,50 por tonelada. 

Após atingir o nível mais alto em três anos no início desta manhã, em meio a preocupações de que os EUA possam se retirar do acordo nuclear iraniano, uma medida que pode reduzir o fornecimento global, os preços do petróleo reduziram os ganhos e agora operam em leve alta.

Às 9h43 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,01% na Intercontinental Exchange (ICE), a US$ 74,72, atingindo US$ 75,27, o nível mais alto desde 2014, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,17% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,76.

Os EUA devem rever sua posição sobre o acordo de 2015 com o Irã - que afrouxou as sanções à República Islâmica em troca de restrições em seu programa nuclear - em 12 de maio. Se os EUA desistirem do acordo, as sanções poderão ser restabelecidas. No passado, as sanções restringiram as exportações iranianas de petróleo em cerca de 1 milhão de barris por dia.

O presidente dos EUA, Donald Trump, se encontrará com o presidente da França, Emmanuel Macron, nesta terça-feira, com Macron esperando que Trump continue com o acordo.

A Polícia Federal (PF) cumpre mandados na Câmara dos Deputados, em Brasília, nesta terça-feira (24). Os mandados foram autorizados pelo Supremo Tribunal Federal (STF) e a operação foi deflagrada em conjunto com a Procuradoria Geral da República (PGR). O alvo é o deputado Eduardo da Fonte (PP-PE).


O gráfico diário do IBOV mostra a continuidade da movimentação lateral consolidada desde meados de março. Gráfico intradiário do IBOV ontem. Clique para ampliar.

Ontem tivemos equilíbrio entre ursos e touros, que dominaram o pregão em momentos diferentes, o que resultou um uma longa sombra inferior após pull back nas médias e linha superior da cunha.

A abertura dos negócios deverá ser positiva, sendo o desafio para a ponta compradora manter o mercado acima de 85.575, para depois acumular e romper 86.200, cenário menos provável na minha leitura.

Gráfico diário do IBOV. Clique para ampliar.

A maior probabilidade, na minha interpretação, seria uma abertura em alta, com perda de 85.575 e busca pelas médias e LTB, assim como a mínima de ontem aos 84.710, entre hoje e amanhã.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Techs sacodem mercados


Papéis de tecnologia ou biotecnologia sacodem os mercados >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam com perdas majoritariamente modestas nesta segunda-feira, após uma sessão negativa em Wall Street no fim da semana passada.


Na sexta-feira (20), os mercados acionários de Nova York caíram de forma generalizada, influenciados em grande parte por um tombo de mais de 4% da gigante da tecnologia Apple, empresa com maior valor de mercado do mundo. Como resultado, as "techs" asiáticas ficaram pressionadas pelo segundo pregão consecutivo. Gráfico da Apple, diário. Clique para ampliar.

Em Tóquio, o índice Nikkei recuou 0,33% hoje, a 22.088,04 pontos, com destaque negativo para os fabricantes de eletrônicos Sharp (-5,6%) e de ferramentas Makita (-3,9%).

Na bolsa taiwanesa, o Taiex caiu 0,75%, a 10.697,13 pontos, mais uma vez influenciada por seu maior componente, a Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC), que teve baixa de 1,1%, ampliando o tombo de 6,3% que sofreu na última sexta.

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, fez um alerta negativo de vendas na última semana que pesou em ações de tecnologia globais, inclusive da Apple.

Na China, o Xangai Composto recuou 0,11%, a 3.068,01 pontos, e o Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups, registrou queda de 0,80%, a 1.764,20 pontos. Os mercados chineses estão pressionados desde meados da semana passada, quando os EUA baniram exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Papéis de tecnologia ou biotecnologia também prejudicaram hoje os negócios das bolsas de Hong Kong, onde o Hang Seng caiu 0,54%, a 30.254,40 pontos, e de Seul, com baixa marginal de 0,09% do sul-coreano Kospi, a 2.474,11 pontos.

Os futuros de cobre operam em baixa em Londres e em Nova York, à medida que o dólar se fortalece em reação a um avanço no rendimento dos Treasuries de 10 anos.

Por volta das 0h10 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,21%, a US$ 6.968,00 por tonelada.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em maio tinha baixa de 0,14%, a US$ 3,1305 por libra-peso, às 7h47 (de Brasília).

O juro da T-note de 10 anos, que já havia atingido o maior nível desde janeiro de 2014 no fim da semana passada, manteve a tendência de alta na madrugada de hoje e se aproximou de 3%, ajudando a impulsionar o dólar. A valorização da moeda norte-americana, por sua vez, tende a pesar nos preços de commodities como cobre, outros metais e petróleo.

Já o alumínio na LME caía 0,44% no horário indicado acima, a US$ 2.487,00 por tonelada, depois de acumular ganhos de cerca de 24% desde 5 de abril, em razão de sanções aplicadas pelos EUA contra a mineradora russa Rusal, segunda maior produtora mundial do metal.

Entre outros metais básicos no mercado inglês, o zinco perdia 0,14%, a US$ 3.236,00 por tonelada, o chumbo subia 0,19%, a US$ 2.342,00 por tonelada, o estanho cedia 0,62%, a US$ 21.525,00 por tonelada, e o níquel tinha forte baixa de 3,06%, a US$ 14.400,00 por tonelada. 

Os futuros de petróleo operam em baixa, pressionados pela valorização do dólar e por um movimento limitado de realização de lucros.

Às 9h15 (de Brasília), o barril do Brent para junho caía 0,31% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 73,83, enquanto o do WTI para o mesmo mês recuava 0,58% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,00.

Na última sexta-feira (20), o petróleo se manteve volátil em meio a uma reunião ministerial de grandes produtores, na cidade saudita de Jidá, para discutir seus esforços para restringir a oferta. Na ocasião, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e dez nações que não pertencem ao grupo - incluindo a Rússia - se comprometeram a manter limites à oferta este ano e, possivelmente, em 2019.

Por um acordo que teve início em janeiro de 2017, a Opep e parceiros vêm reduzindo sua produção combinada em cerca de 1,8 milhão de barris por dia. Em princípio, o pacto vigora até o fim deste ano. 

Os economistas do mercado financeiro mantiveram suas projeções para a Selic (a taxa básica da economia) para o fim de 2018 e de 2019.

O Relatório de Mercado Focus trouxe hoje que a mediana das previsões para a Selic este ano seguiu em 6,25% ao ano. Há um mês, estava em 6,50%. Já a projeção para a Selic em 2019 seguiu em 8,00% ao ano. Há um mês, estava no mesmo nível.

No Focus, a Selic média de 2018 permaneceu em 6,34% ao ano, ante 6,53% ao ano de quatro semanas atrás. A taxa básica média de 2019 foi de 7,20% para 7,08%, ante 7,50% de um mês atrás.

Para o grupo dos analistas consultados que mais acertam as projeções (Top 5) de médio prazo, a projeção da taxa básica em 2018 seguiu em 6,25% ao ano, mesmo valor de um mês antes. No caso de 2019, a projeção do Top 5 para a Selic seguiu em 7,50%, ante 8,00% de um mês atrás. 

O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark ainda dentro de uma congestão, que perdura desde meados de março; sendo mais específico, teve seu início dia 16/03. Clique no gráfico para ampliar.

Vale destacar que, semana passada, o mercado operou entre as extremidades da estrutura lateral.

Na minha visão, o último topo marcado aos 85.875 é uma importante resistência de curto prazo e deverá pressionar os negócios, pelo menos nessa segunda-feira, projetando uma correção moderada para testar as médias móveis e a LTB como suportes, configurando um um típico pull back.

O comportamento do mercado nessa região deverá indicar o runo para os próximos pregões.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

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sexta-feira, 20 de abril de 2018

Bolsa equilibrada tem novo IPO


Bom dia, investidor!


Notredame Intermedica é o primeiro IPO do ano >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta sexta-feira, após garantirem amplos ganhos por dois dias seguidos, influenciadas principalmente por ações de tecnologia, que foram pressionadas por uma desanimadora perspectiva de vendas da Taiwan Semiconductor Manufacturing Co. (TSMC).

A TSMC, um dos maiores fabricantes de chips do mundo, previu que suas vendas no segundo trimestre serão mais de 10% menores do que analistas vinham esperando, devido à fraca demanda por smartphones mais sofisticados. A projeção da TSMC, que é uma fornecedora da Apple, levou o chamado Índice de Semicondutores da Filadélfia, ou SOX, a sofrer um tombo de 4,3% ontem nos EUA.

Hoje, no mercado taiwanês, a TSMC despencou 6,3%, em seu pior desempenho diário desde julho de 2013. Com isso, o índice Taiex - que tem a TSMC como seu maior componente - caiu 1,75%, sua queda mais acentuada desde 6 de fevereiro, e encerrou o pregão a 10.779,38 pontos.

O alerta da TSMC pressionou empresas ligadas a semicondutores de outras partes da Ásia. No Japão, o Nikkei recuou 0,13%, a 22.162,24 pontos, interrompendo uma sequência de cinco sessões de valorização, em parte por causa da Tokyo Electron (-2%) e da Shin-Etsu Chemical (-4,9%). Em Seul, a capital sul-coreana, o Kospi teve baixa de 0,39%, a 2.476,33 pontos, com queda de 2,2%da Samsung Electronics.

Na China, as perdas se intensificaram nos negócios da tarde e o Xangai Composto caiu 1,47%, a 3.071,54 pontos. O Shenzhen Composto, que é formado principalmente por startups de menor valor de mercado, teve baixa de 2%, a 1.778,34 pontos.

Os mercados chineses estão sob pressão desde que os EUA, em meados da semana, baniu exportações para a fabricante de equipamentos de telecomunicações ZTE, que tem sede em Shenzhen.

Em Hong Kong, papéis de tecnologia também pesaram e o Hang Seng caiu 0,94%, a 30.418,33 pontos.

Os futuros de petróleo operam em alta moderada nos negócios da manhã, após se manterem perto da estabilidade durante a madrugada, com investidores de olho em uma reunião liderada pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) que acontece nesta sexta-feira na Arábia Saudita.

Às 9h24 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 0,35% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 74,04, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 0,40% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 68,60.

Durante a sessão de ontem, o Brent também ultrapassou a barreira de US$ 74 por barril, enquanto o WTI quase alcançou US$ 70 por barril, impulsionados por uma nova queda nos estoques dos EUA e por riscos geopolíticos à oferta no Oriente Médio.

A operadora de planos de saúde Notredame Intermédica quebrou o jejum da Bolsa brasileira para ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês) em 2018. A ação da companhia no âmbito da oferta saiu a R$ 16,50, um pouco acima do centro da faixa indicativa de preço, de R$ 14,50 a R$ 17,50. Com isso o IPO movimentou R$ 2,7 bilhões.

A oferta contou com forte demanda por parte dos investidores e superou em cinco vezes o número de ações ofertadas pela companhia. Cerca de 75% das compras foram feitas por investidores estrangeiros.

A estreia da ação na B3 será na próxima segunda-feira, dia 23. Notredame terá suas ações listadas no Novo Mercado, segmento de maiores exigências de governança corporativa da B3.

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) pediu prioridade no julgamento do recurso contra a decisão do ministro Edson Fachin que negou a reclamação do petista, feita ao Supremo Tribunal Federal (STF) um dia antes de sua prisão. Lula cumpre pena por corrupção passiva e lavagem de dinheiro na Superintendência da Polícia Federal de Curitiba desde o dia 7 de abril.

Segundo o grupo de advogados do petista, o julgamento do caso "revela máxima urgência", uma vez que Lula se encontra preso em regime fechado por causa da decisão que a defesa tenta derrubar no recurso.

Para os advogados do ex-presidente, a prisão de Lula é ilegal porque o Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4) ainda precisa decidir sobre a admissão dos recursos extraordinários no caso do tríplex do Guarujá. De acordo com a defesa, em função disso, a segunda instância da Justiça ainda não exauriu no caso do petista.

A defesa de Lula ainda pede que o recurso seja levado em mesa na próxima sessão da Segunda Turma da Corte, que ocorre no próximo dia 24.

O gráfico diário do IBOV mostra pouca mudança no pregão de ontem, com a formação de um candle contido, mostrando equilíbrio entre ursos e touros.

Na minha visão, o último topo (85.575) formado dia 12/04 e o pico do dia 29/03 aos 85.700 são suportes imediatos e pontos relevantes em caso de queda, cenário mais provável para o início dos negócios nessa sexta-feira, seguido pela linha superior da cunha e pelas médias que estão justapostas.

Se a compra mostrar reação e pressionar os preços, a região de 86.200 será a barreira a ser vencida.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

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quinta-feira, 19 de abril de 2018

Melhora o clima internacional


Bom dia, investidor!



Ratings de emergentes devem parar de cair >>> LEIA MAIS >>>

O ritmo de rebaixamento de ratings soberanos de países emergentes deve diminuir à medida que se avança o ano de 2018, na avaliação do BBH. Em relatório publicado nesta quarta-feira, a instituição alerta, porém, que os fundamentos dessas nações podem divergir, mesmo com a melhora dos preços das commodities. No caso específico do Brasil, o banco americano projeta manutenção das notas pelas três principais agências até as eleições.

O BBH produziu um modelo de ratings que pondera as notas atuais dadas por Fitch, Moody's e S&P Global e as estimativas dos principais indicadores das economias - como crescimento do PIB e resultado fiscal - para o segundo trimestre. A partir disso, foi construída uma estimativa das notas. Trinta países fazem parte da amostra.

No caso do Brasil, o rating implícito calculado pelo BBH é de BB, que equivale a dois níveis abaixo do grau de investimento. O País tem nota BB- pela Fitch e S&P Global e Ba2 pela Moody's, todos com perspectiva estável.

A África do Sul tem nota implícita de BB. O banco americano avalia que há risco de rebaixamento contínuo dos ratings Baa3 da Moody's e BB+ da Fitch.

Para o México, o rating implícito é de BBB, apesar das notas da Fitch e da S&P Global serem BBB+ e da Moody's, A3. Assim, o BBH entende que a nota mexicana ainda corre risco de rebaixamento.

As principais bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada pelo segundo dia consecutivo nesta quinta-feira, favorecidas pela diminuição de tensões geopolíticas e por um forte avanço do petróleo, que estimulou o apetite por ativos mais arriscados.

Ontem, as cotações do petróleo saltaram quase 3%, em parte reagindo a uma queda maior do que se previa nos estoques dos EUA. Durante a madrugada, a commodity manteve a tendência positiva e atingiu máximas em três anos e meio.

Além disso, melhorou o clima geopolítico. A recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria não gerou mais repercussão e, ao mesmo tempo, Washington dá sinais de que busca superar suas diferenças com o regime da Coreia do Norte.

Em coletiva de imprensa ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que ele e sua equipe farão "o que for possível" para que seu planejado encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un, seja bem-sucedido. A expectativa é que Trump e Kim se reúnam até o fim de maio ou começo de junho.

Já no âmbito comercial, China e EUA não voltaram a trocar ameaças significativas, embora Pequim tenha decidido aplicar medidas antidumping temporárias a importações de borracha dos EUA, da União Europeia e de Cingapura, a partir de amanhã.

Na China, o Xangai Composto subiu 0,84% hoje, a 3.177,38 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto avançou 0,60%, a 1.814,64 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng teve alta de 1,40%, a 30.708,44 pontos. Ações de petrolíferas se destacaram em Xangai e em Hong Kong.

Os futuros de minério de ferro negociados na China fecharam em forte alta nesta quinta-feira, impulsionados por avanços nos preços de moradias de grandes cidades do país, segundo a Argonaut Securities.

Em Dalian, o contrato futuro do minério de ferro subiu 4,2% hoje, se aproximando do maior nível em quase um mês. Já em Xangai, o futuro do vergalhão de aço terminou a sessão em alta de 1%.

Os últimos dados oficiais mostraram que o índice de preços de novas moradias na China subiu 5,5% em março ante igual mês no ano passado. 

O petróleo atingiu o patamar mais alto em mais de três anos nesta quinta-feira, ampliando os ganhos da sessão anterior. O relatório de estoques dos Estados Unidos apoia o movimento, bem como uma declaração da Arábia Saudita de que gostaria de ver um avanço maior nos preços.

Às 8h49 (de Brasília), o petróleo WTI para junho operava em alta de 0,48%, a US$ 68,80 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para junho subia 0,61%, a US$ 73,93 o barril, na ICE.

Na quarta-feira, os contratos subiram com o relatório de estoques do Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). O dado mostrou queda nos estoques de petróleo e derivados na última semana, o que indica uma demanda saudável. O Commerzbank destacou o recuo na gasolina, algo "extremamente pouco usual" fora da temporada de verão local nos EUA.

Analistas da Accendo afirmam ainda que a Arábia Saudita apoia os contratos, ao dizer que estaria satisfeita com preços entre US$ 80 e US$ 100 o barril. Na avaliação dos economistas Mike van Dulken e Artjom Hatsaturjants, da Accendo, isso indica que o corte voluntário na oferta liderado pela Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve ser estendido por mais tempo.

Nesta sexta-feira, haverá uma reunião da Opep na Arábia Saudita para tratar do acordo para a redução da oferta. Vice-presidente de mercados de petróleo da consultoria Rystad Energy, Bjornar Tonhaugen disse que é normal que o mercado se movimente antes da notícia. Segundo o analista, os investidores se posicionam para reafirmar o compromisso com a redução dos estoques globais. A Opep e outros países, como a Rússia, têm cortado sua oferta desde janeiro de 2017, para estabilizar os preços e diminuir os estoques.

O cobre opera de lado nesta quinta-feira, sem fôlego após os contratos subirem mais de 2% ontem em Nova York e Londres. O alumínio, por sua vez, tem mais força, apoiado pelas sanções impostas a uma empresa da Rússia importante para o mercado desse metal.

Às 9h05 (de Brasília), o cobre para três meses subia 0,16%, a US$ 7.048 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para maio recuava 0,38%, a US$ 3,1465 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Já o alumínio avançava 2,88%, a US$ 2.622 a tonelada na LME, após as sanções dos Estados Unidos contra a Rusal, segunda maior produtora desse metal no mundo. O metal avançou 26% ao longo do último mês. O níquel tinha alta de 3,8%, a US$15.915 a tonelada, nas máximas desde 2014 por causa dos temores de que possam ser impostas mais sanções contra produtores de metal da Rússia.

Os estoques de alumínio da LME recuaram mais 4,5% na quarta-feira, após deixarem de aceitar o metal da Rusal. Desde 23 de fevereiro, os estoques recuaram 16%, segundo Dee Perera, da Marex Spectron.

Alguns analistas mostram-se céticos sobre a possibilidade de que mercados da China absorvam o alumínio da Rusal. Isso poderia pressionar os preços na Bolsa de Xangai, em comparação com os de Londres. Segundo os analistas, os preços teriam de subir o suficiente em Londres para tornar a exportação da China suficientemente rentável para operadores aceitarem o metal da empresa russa.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,2%, a US$ 3.256,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,75%, a US$ 21.600 a tonelada, e o chumbo tinha baixa de 0,59%, a US$ 2.534 a tonelada. 

O gráfico diário do IBOV mostra o rompimento da cunha na sessão de ontem, com teste da região de 86.200.

Vale destacar que houve diversas formações de topo ao redor do ponto citado, desde a consolidação do movimento lateral iniciado em 16/03.

O topo mais recente é 85.580, portanto podemos utilizá-lo como referência nessa sessão.

Sua perda jogaria o benchmark na LTB, linha superior da cunha, em um movimento de pull back importante e decisivo.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders


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quarta-feira, 18 de abril de 2018

Vencimento do índice futuro


Bom dia, investidor!


Agenda hoje tem vencimento do índice, Livro Bege e DoE >>> LEIA MAIS >>>


As bolsas asiáticas fecharam em alta generalizada nesta quarta-feira, seguindo o tom positivo dos mercados acionários de Nova York, que ontem tiveram uma nova rodada de ganhos na esteira de uma série de balanços melhores do que o esperado de grandes empresas americanas.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 1,42%, a 22.158,20 pontos, encerrando o dia acima da marca de 22 mil pontos pela primeira vez em quase sete semanas. O índice japonês foi também beneficiado pela fraqueza do iene ante o dólar durante a madrugada.

Na China, o Xangai Composto avançou 0,80%, a 3.091,40 pontos, interrompendo uma sequência de quatro pregões negativos, e o menos abrangente Shenzhen Composto teve alta de 1,08%, a 1.803,84 pontos.

Ações financeiras se destacaram nos mercados chineses, após o Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciar ontem um corte de 1 ponto porcentual no compulsório bancário que irá liberar cerca de 1,3 trilhão de yuans (US$ 207 bilhões) em recursos. Os bancos beneficiados terão de usar cerca de dois terços desse total para saldar dívidas de curto prazo com o PBoC e repassar o restante na forma de empréstimos.

Em outras partes da Ásia, o Hang Seng subiu 0,74% em Hong Kong, a 30.284,25 pontos, enquanto o sul-coreano Kospi avançou 1,07% em Seul, a 2.479,98 pontos, e o Taiex mostrou ganho de 0,35% em Taiwan, a 10.847,89 pontos.

Os negócios na região asiática foram também favorecidos por uma melhora nas condições geopolíticas. Além de não haver novidades ligadas à recente ofensiva militar liderada pelos EUA na Síria, há sinais de que Washington e Coreia do Norte estão se movimentando para superar as tensões mútuas.

Segundo múltiplas fontes, o ex-diretor da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês) Mike Pompeo, que foi nomeado para ser o futuro secretário de Estado dos EUA, fez uma visita secreta à Coreia do Norte durante o fim de semana da Páscoa para se reunir com o líder norte-coreano, Kim Jong-un. Espera-se que o presidente americano, Donald Trump, se encontre com Kim em maio ou no começo de junho.

Além disso, recentes preocupações com desavenças comerciais entre EUA e China parecem ter sido deixadas temporariamente de lado.

O índice de preços de novas moradias subiu 5,5% em março em relação ao mesmo mês de 2017, informou há pouco o Escritório Nacional de Estatísticas. O resultado apresenta uma desaceleração em relação aos 5,8% de fevereiro, medidos em igual comparação.

Na comparação mensal, o indicador passou de elevação de 0,2% em fevereiro para aumento de 0,4% em março.

No ano, os preços das novas moradias subiram em 60 das 70 cidades pesquisadas. No mês, a elevação foi em 55. 

A agenda de indicadores e eventos desta quarta-feira tem como destaque o julgamento pelo STF do pedido de habeas corpus do deputado Paulo Maluf, que pode abrir caminho para que ministros revertam decisões, com impacto até na situação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, participa de eventos do Fundo Monetário Internacional (FMI) nos Estados Unidos. Na agenda internacional, está prevista a divulgação do Livro Bege, do Federal Reserve.

Os futuros de petróleo mantêm a tendência da madrugada e operam em alta significativa nesta manhã, favorecidos pela última pesquisa do American Petroleum Institute (API) sobre estoques dos EUA.

Às 7h59 (de Brasília), o barril do Brent para junho subia 1,24% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 72,47, enquanto o do WTI para o mesmo mês avançava 1,43% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 67,46.

No fim da tarde de ontem, o API estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA sofreu queda de 1 milhão de barris na última semana. O API também apontou reduções nos estoques de gasolina, de 2,5 milhões de barris, e de destilados, de quase 900 mil barris.

Logo mais, às 11h30 (de Brasília), o Departamento de Energia (DoE) publica o levantamento oficial sobre estoques americanos, que inclui números de produção. Analistas preveem que o DoE mostrará diminuição de 200 mil barris nos estoques de petróleo bruto da semana passada. As expectativas também são de queda nos volumes estocados de gasolina e de destilados.

Clique no gráfico para ampliar

O gráfico diário do IBOV respeitou o suporte marcado na região de 82.825, onde cravou a mínima nas últimas duas sessões, registrando volume abaixo a média.

Hoje será um dia decisivo, pois teremos o vencimento do índice futuro.

Acima de 83.900 o benchmark mostra força e terá a compra no comando, abrindo caminho para testar a média móvel de 21 períodos no curto prazo.

Se arrefecer e perder 83.900 como suporte, deverá ter novo teste de 82.825, onde os compradores tentarão defender a região, definitiva para o rumo do mercado.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan

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terça-feira, 17 de abril de 2018

PIB da China repete +6.8%


Bom dia, investidor!

Dados sobre China e Alemanha movimentam o exterior >>> LEIA MAIS >>>

Foto China Daily - Clique para ampliar

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta terça-feira, apesar de dados melhores do que o esperado sobre o crescimento econômico da China.

No fim da noite de ontem, foi divulgado que o Produto Interno Bruto (PIB) chinês teve expansão anual de 6,8% no primeiro trimestre, um pouco maior que a alta prevista de 6,7% e igualando o resultado de 2017. As vendas no varejo da China também subiram mais do que o esperado em março, mas o avanço da produção industrial ficou aquém das expectativas.

A produção industrial da China apresentou alta de 6,0% em março em relação ao mesmo mês do ano passado, de acordo com dados divulgados há pouco pelo Escritório Nacional de Estatísticas (NBS) do país. A leitura veio abaixo da estimativa de analistas consultados pelo Wall Street Journal, que esperavam crescimento de 6,3% do indicador.

A indústria chinesa também mostrou desaceleração na comparação mensal. Na passagem de janeiro para fevereiro, a produção industrial registrou alta de 0,57%, enquanto em março ante fevereiro a produção industrial avançou 0,33%.

As vendas no varejo chinesas, por sua vez, subiram 10,1% na comparação anual de março, acelerando em relação ao aumento de 9,7% visto nos primeiros dois meses do ano. Analistas esperavam alta menor para o indicador, em alta de 9,7%. Na comparação com fevereiro, o varejo da China apresentou aumento de 0,73% em março, desacelerando dos 0,76% registrados na passagem de janeiro para fevereiro.

O NBS também informou que os investimentos em ativos fixos fora de áreas rurais da China cresceram 7,5% no período entre janeiro e março, abaixo do ganho esperado por analistas de 7,7%. Além disso, o indicador apresentou desaceleração, visto que, entre janeiro e fevereiro, os investimentos em ativos fixos subiram 7,9% na comparação com o mesmo período de 2017. Fonte: Dow Jones Newswires. 

Embora os índices acionários chineses tenham inicialmente reagido em alta aos indicadores, a recuperação durou pouco. Em seu quarto pregão consecutivo de perdas, o Xangai Composto recuou 1,41% hoje, a 3.066,80 pontos, atingindo o menor nível em 11 meses, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto teve queda ainda mais expressiva, de 2,20%, a 1.784,56 pontos.

Ainda que favoráveis, os últimos números macroeconômicos da China abrem o caminho para que a segunda maior economia do mundo aperte sua política monetária.

Exceção na Ásia, o Nikkei teve alta marginal de 0,06% em Tóquio, a 21.847,59 pontos, com a ajuda de ações dos setores alimentício e varejista. O clima na capital do Japão, no entanto, era de cautela antes de um encontro mais tarde do primeiro-ministro Shinzo Abe com o presidente dos EUA, Donald Trump, na Flórida.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha caiu de 5,1 em março para -8,2 em abril, segundo o instituto alemão ZEW. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal previam queda bem menor do indicador, a -3.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW recuou de 90,7 em março para 87,9 em abril. Neste caso, a projeção do mercado era de redução maior, a 87. 

A emissora oficial do regime sírio informou nesta terça-feira, 17, que o país foi alvo de uma nova "agressão", com o bombardeio de uma base aérea em Homs.

O canal não informou de onde teria partido o ataque. No início do mês, o regime de Bashar Assad culpou Israel por um ataque semelhante em Homs.

Na sexta-feira, uma força-tarefa formada por Estados Unidos, Reino Unido e França realizou um ataque com o objetivo declarado de destruir supostas fábricas e depósitos de armas químicas na Síria. O bombardeio foi uma retaliação ao suposto uso de armas químicas contra a cidade de Douma por tropas de Assad.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede a inflação na cidade de São Paulo, registrou baixa marginal de 0,01% na segunda quadrissemana de abril, revertendo a ligeira alta de 0,06% observada na primeira quadrissemana deste mês, de acordo com dados publicados hoje pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

Na segunda prévia de abril, perderam força ou migraram para deflação os seguintes grupos de preços: Habitação (de 0,21% na primeira quadrissemana para 0,08% na segunda quadrissemana), Alimentação (de 0,01% para -0,17%) e Vestuário (de 0,33% para 0,22%).

Por outro lado, subiram com maior intensidade ou reduziram deflação os segmentos de Transportes (de 0,11% para 0,15%), Despesas Pessoais (de -0,63% para -0,51%), Saúde (de 0,57% para 0,67%) e Educação (de 0,08% para 0,11%).

Os aluguéis residenciais subiram 0,54% em março na comparação com fevereiro, considerando os valores médios de anúncios em 15 cidades. Essa foi a quarta elevação mensal consecutiva dos valores de locação. No ano, os aluguéis acumulam crescimento de 1,47%, e nos últimos 12 meses, alta de 0,30%.

O dono da Riachuelo e pré-candidato à Presidência pelo PRB, Flávio Rocha, afirmou que seu diferencial em relação aos mais de 15 postulantes ao cargo é a ausência de "discursos cruzados". "Sou o único liberal, reformista e conservador", disse o empresário, em entrevista ao programa Band Eleições, exibido pela Band na madrugada desta terça-feira, 17. Segundo a pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana, Rocha soma 1% das intenções de voto.

O empresário afirmou que, apesar de muitos pré-candidatos se venderem como liberais, suas posições são conflitantes. "Você tem discursos cruzados. Com direita na economia, mas discurso de esquerda em outros pontos. Tem também algum fenômeno crescente de ultraconservadorismo nos valores, mas não tão certo na economia", argumentou.

A JHSF Participações encerrou 2017 com prejuízo líquido de R$ 27,3 milhões, 89,4% menor que o do ano anterior. A companhia, que atua em shoppings, apresentou apenas os dados do exercício de 2017, sem detalhe do quarto trimestre. A divulgação era esperada para 28 de março e foi adiada para 29, depois para a noite de ontem, alegando análise de impactos da oferta inicial de ações (IPO) da JHSF Malls nos balanços das duas companhias. O IPO está temporariamente suspenso.

A companhia registrou receita líquida de R$ 355,9 milhões em 2017, queda de 7,6%.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 203,8, revertendo dado negativo de 2016, de R$ 27,9 milhões. No critério ajustado, alcançou R$ 72,4 milhões, leve queda de 0,7% entre os períodos. A margem Ebitda ajustado, entretanto, cresceu um ponto porcentual, para 20%.

O resultado financeiro líquido representa uma despesa de R$ 149,6 milhões, 44,3% menor que a do ano anterior, o que a administração atribui a efeitos do processo de desalavancagem realizado em 2016 e a queda da taxa básica de juros. "Em dezembro de 2017, concluímos a repactuação de cerca de 75% do endividamento consolidado da Companhia, com ampliação da carência para pagamento de principal e redução do spread anual contratado."

A companhia realiza teleconferência de resultados hoje às 14h30.

O gráfico diário do IBOV mostra mais um marobuzu desenhado na sessão de ontem, com bom volume, levemente abaixo da média, rompendo o suporte 83.900 de forma convicta, levando, de quebra, 83.150, mínima da semana passada na bagagem.

Temos 82.890 e 82.825 como pontos importantes e decisivos, ambos muito próximos do fechamento de ontem aos 82.860, sendo "verdadeiras" trincheiras entre ursos e touros.

Um repique para testar 83.150 como resistência, o que seria configurado como um pull back também é possível, especialmente no início do pregão.



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Wagner Caetano, para o Cartezyan

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