sexta-feira, 17 de agosto de 2018

IBOV descola do exterior


Bom dia, investidor!

Exterior opera em leve baixa, ferro com ganhos e petróleo no positivo - IBOV futuro em baixa.

As bolsas da Ásia e do Pacífico fecharam majoritariamente em alta nesta sexta-feira, seguindo o bom desempenho dos mercados de Nova York ontem e repercutindo ainda planos dos EUA e China de retomarem discussões comerciais. As bolsas chinesas, porém, contrariam o viés positivo da região e encerraram os negócios nos menores níveis em anos, afetadas por ações do setor farmacêutico.

Ontem, os índices acionários de Nova York registraram ganhos entre 0,4% e 1,6%, sustentados pela confirmação de que autoridades americanas e chinesas irão se reunir ainda este mês em Washington para uma nova rodada de negociações comerciais e por balanços trimestrais melhores do que o esperado, com destaque para o resultado do gigante varejista Walmart.

Nos últimos meses, EUA e China vêm impondo tarifas a bilhões de dólares em importações um do outro por divergências sobre desequilíbrios na balança comercial bilateral, que é notavelmente favorável a Pequim. Há temores de que a rixa comercial entre os dois países comprometa o crescimento da economia global.

Em Tóquio, o Nikkei subiu 0,35% hoje, a 22.270,38 pontos, mas foram negociadas apenas 1,1 bilhão de ações, o terceiro menor volume do ano. Ao longo da semana, o índice japonês mostrou perda marginal de 0,12%.

Também ficaram no azul o Hang Seng, que avançou 0,42% em Hong Kong, a 27.213,41 pontos, o sul-coreano Kospi, com ganho de 0,28% em Seul, a 2.247,05 pontos, e o Taiex, que garantiu ligeira alta de 0,07% em Taiwan, a 10.690,06 pontos. No acumulado da semana, por outro lado, o Hang Seng, o Kospi e o Taiex tiveram quedas de 4,1%, 1,6% e 2,7%, respectivamente.

O fraco resultado semanal na Ásia é explicado em boa parte pelo comportamento recente da lira turca, que apresentou forte desvalorização ante o dólar na segunda-feira, antes de começar a se recuperar nos dias seguintes. O tombo da lira, causado por divergências entre Turquia e EUA, causou turbulência nos mercados financeiros globais no começo da semana.

Na China, as bolsas foram pressionadas pelo segmento farmacêutico, em meio a um processo do governo contra a Changsheng Biotechnology, que teria falsificado vacinas. Quase 40 empresas da área farmacêutica tiveram perdas de mais de 5% hoje, incluindo a Changsheng, que é listada em Shenzhen. Principal índice acionário do país, o Xangai Composto caiu 1,34%, a 2.668,97 pontos, atingindo o menor patamar desde outubro de 2014, enquanto o Shenzhen Composto recuou 1,69%, a 1.442,38 pontos, menor nível desde dezembro de 2014. Na semana, os índices chineses desvalorizaram cerca de 5%.

O cobre opera em território negativo nesta sexta-feira, após a alta acentuada da sessão anterior. O quadro hoje parece de mais estabilidade, após forte volatilidade mais cedo nesta semana, porém continua a haver cautela com o quadro global.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,08%, a US$ 5.884,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), um dia após reagir depois de atingir na quarta-feira a mínima em 12 meses. O cobre para setembro recuava 0,19%, a US$ 2,6115 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Os mercados de metais aparentemente estão mais estáveis hoje, depois de uma semana de altos e baixos. O dólar mais forte e temores sobre a oferta estão no radar dos investidores nos últimos dias. Nesta manhã, a moeda americana está um pouco mais fraca ante outras divisas, o que tende a apoiar a demanda de investidores detentores de outras divisas.

Na semana, um salto nas tensões entre os EUA e Ancara e temores macroeconômicos mais amplos de contágio em emergentes e com o crescimento da China prejudicaram a demanda pelo cobre. Por outro lado, a perspectiva de diálogo entre americanos e chineses neste mês sobre comércio diminuíram as preocupações, na quinta-feira. Para o Commerzbank, os investidores podem se voltar novamente para os fundamentos, com o quadro global aparentemente um pouco mais calmo.

No setor, o principal sindicato de trabalhadores da mina Escondida, no Chile, chegou a um acordo com patrões no fim da quinta-feira, segundo a BN Americas. Uma oferta salarial deve ser votada nesta sexta-feira nesta mina, a maior de cobre do mundo.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,9%, a US$ 2.356 a tonelada, o alumínio recuava 0,76%, a US$ 2.022,50 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,08%, a US$ 18.625 a tonelada, o níquel cedia 0,67%, a US$ 13.250 a tonelada, e o chumbo subia 0,15%, a US$ 2.009,50 a tonelada. 

Os contratos futuros de petróleo operam em alta na manhã desta sexta-feira.

Às 9h34 (de Brasília), o barril do petróleo Brent para outubro subia 0,94% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 72,10, enquanto o WTI para o mesmo mês avançava 0,55% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 65,24.

Apesar do viés positivo de hoje, o petróleo continua pressionado por preocupações com a crise da Turquia, cuja moeda, a lira, vem apresentando forte volatilidade desde a semana passada, e por números recentes sobre estoques de petróleo bruto dos EUA, que tiveram um inesperado e expressivo aumento na última semana.

Mais tarde, às 14h (de Brasília), está prevista a divulgação da pesquisa semanal da Baker Hughes sobre o número de plataformas e poços em atividade nos EUA. Fonte: Dow Jones Newswires.

Confirmado na relatoria do pedido de registro do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro Luís Roberto Barroso quer uma resposta rápida para o caso, mas deve respeitar os prazos de tramitação do processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo o Estadão/Broadcast apurou. O ministro não quer dar um tratamento diferenciado ao caso do ex-presidente, preso e condenado na Lava Jato.

De acordo com interlocutores do ministro, Barroso pretende imprimir ao registro de candidatura de Lula o mesmo rito previsto para qualquer outro candidato que dispute o Palácio do Planalto.

O edital que confirma a candidatura de Lula deve ser publicado nesta sexta-feira no "Diário da Justiça Eletrônico", marcando uma das primeiras etapas do processo de tramitação do registro.

A partir deste sábado (um dia depois da publicação do edital) deve ser iniciado o prazo de cinco dias para a contestação da candidatura. Depois da conclusão desse prazo é que, em tese, se deve abrir no dia 23 de agosto o prazo de sete dias da defesa, que se encerraria no dia 29.

O IBOV deverá abrir em baixa nessa sexta-feira, seguindo o fluxo do mercado futuro. Clique no gr[afico para ampliar.

Temos um forte suporte ao redor de 75.900 e também uma LTA (linha de tendência de alta) pontilhada em azul no gráfico diário.

Ambos poderão sustentar os preços, caso sejam realmente testados.

O exterior opera em leve baixa, com o minério tendo fechado com ganhos de +1,51% o petróleo operando em terreno positivo em Londres e Nova York.

Assim sendo, podemos ter uma sessão de recuperação gradual ao longo do pregão.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

quinta-feira, 16 de agosto de 2018

Estrangeiros comprados apostam em alta


Bom dia, investidor!

Ontem, vencimento do futuro, estrangeiros aumentaram posição comprada >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quinta-feira, mas ficaram longe das mínimas do pregão após a China anunciar planos de iniciar uma nova rodada de negociações comerciais com os EUA.

O Ministério de Comércio da China informou que, a convite dos EUA, o vice-ministro chinês de Comércio e representante das negociações comerciais internacionais, Wang Shouwen, irá a Washington ainda este mês para retomar o diálogo comercial entre as duas maiores economias do mundo. A data das conversas não foi especificada.

A notícia ajudou os mercados chineses a apagar parte das significativas perdas que mostraram no começo dos negócios. O índice Xangai Composto recuou 0,66% hoje, a 2.705,19 pontos, depois de chegar a atingir nova mínima em dois anos e meio, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,99%, a 1.467,12 pontos. As ações com pior desempenho na China foram dos setores de energia e infraestrutura.

Há vários meses, EUA e China estão engajados numa crescente disputa comercial. Numa tentativa de corrigir o que classifica de desequilíbrios no comércio bilateral, Washington já impôs tarifas de 25% sobre US$ 34 bilhões em importações chinesas, montante esse que poderá aumentar para US$ 50 bilhões a partir do dia 23. Em reação, Pequim vem retaliando na mesma medida contra bens importados dos EUA.

Na Bolsa de Tóquio, o Nikkei ficou praticamente estável, com ligeira perda de 0,05%, a 22.192,04 pontos, depois de chegar a cair 1,5% no pior momento do pregão. O índice japonês foi em parte sustentado por ações financeiras, que subiram mais de 1%.

Em outras partes da Ásia, o Taiex recuou 0,31% no mercado taiwanês, a 10.683,90 pontos, renovando mínima em cinco semanas, enquanto o sul-coreano Kospi teve baixa de 0,80% em Seul, a 2.240,80 pontos, depois de não operar ontem devido a um feriado nacional.

Continua no radar a crise da Turquia, que causou forte turbulência nos mercados financeiros globais no começo da semana. A lira turca, porém, está hoje em seu terceiro dia consecutivo de recuperação, tendo revertido quase toda a desvalorização que havia acumulado nas duas sessões anteriores.

Os contratos futuros de petróleo operam perto da estabilidade nesta quinta-feira, após perdas acentuadas da sessão anterior. Os contratos são apoiados por um sinal de reaproximação entre Estados Unidos e China, mas investidores continuam a se preocupar com o risco de que uma desaceleração em mercados emergentes, sobretudo na China, possa prejudicar a demanda.

Às 9h49 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro ganhava 0,42%, a US$ 65,28 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro avançava 0,64%, a US$ 71,24 o barril, na ICE. Ontem, o WTI fechou em baixa de 3,02% e o Brent, de 2,34%, em um quadro de cautela nos mercados com o quadro na Turquia e os riscos de contágio em outras nações e após uma forte alta nos estoques de petróleo dos EUA.

Além da atenção ao quadro turco, as tensões comerciais entre americanos e chineses têm contribuído para a pressão de baixa recente no petróleo. A commodity, porém, foi apoiada nas últimas horas pela notícia de que as duas potências irão realizar negociações no setor comercial ainda neste mês.

No câmbio, o dólar um pouco mais fraco em geral ajuda a apoiar o petróleo, já que nesse caso a commodity, cotada na moeda, fica mais barata para os detentores de outras divisas. 

O cobre opera com ganhos nesta quinta-feira, após os contratos em Londres e Nova York recuarem mais de 4% no pregão anterior, quando o dólar forte e a aversão ao risco diante dos temores com a Turquia pesaram. Hoje, o metal é apoiado pela notícia de uma redução nas tensões entre Estados Unidos e China.

Às 9h52 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,05%, a US$ 5.892 a tonelada, na London Metal Exchange (LME), após tocar na quarta-feira sua mínima em mais de um ano. O cobre para setembro avançava 1,84%, a US$ 2,6070 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Uma questão importante é a negociação trabalhista na mina Escondida, no Chile, controlada pela BHP Billiton. Há expectativa para se saber se haverá acordo entre trabalhadores e patrões, já que uma greve no local no ano passado apoiou os preços internacionais.

Ontem, os dois contratos de cobre entraram no chamado "bear market", que ocorre quando há um declínio de 20% ou mais em comparação com um pico recente. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco subia 2,61%, a US$ 2.342,50 a tonelada, o alumínio avançava 0,79%, a US$ 2.038 a tonelada, o estanho tinha alta de 1,55%, a US$ 18.625 a tonelada, o níquel tinha ganho de 2,10%, a US$ 13.150 a tonelada, e o chumbo estava em alta de 3,41%, a US$ 2.015,50 a tonelada. 

O Brasil alcançou o recorde de 4,833 milhões de pessoas em situação de desalento no segundo trimestre de 2018, o maior patamar da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) iniciada em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O resultado significa quase 200 mil desalentados a mais em apenas um trimestre. No primeiro trimestre do ano, o País tinha 4,630 milhões de pessoas nessa situação. No primeiro trimestre de 2012, início da série histórica da pesquisa, essa população totalizava 1,995 milhão.

A população desalentada é definida como aquela que estava fora da força de trabalho por uma das seguintes razões: não conseguia trabalho, ou não tinha experiência, ou era muito jovem ou idosa, ou não encontrou trabalho na localidade - e que, se tivesse conseguido trabalho, estaria disponível para assumir a vaga. Os desalentados fazem parte da força de trabalho potencial.

A taxa de desalento ficou em 4,4% da força de trabalho ampliada no segundo trimestre de 2018, também a mais elevada da série histórica. Entre as unidades da federação, Alagoas (16,6%) e Maranhão (16,2%) registraram as maiores taxas de desalento. O Rio de Janeiro (1,2%) e Santa Catarina (0,7%) tiveram os menores resultados. 

O gráfico diário do IBOV mostra um forte recuo na sessão de ontem, com busca pela retração de 61,8% de Fibonacci.

O início do pregão de hoje deverá ser positivo, refletindo a recuperação vista no exterior.

Um teste das médias móveis como resistência seria o caminho mais provável para esse pregão, primeira barreira antes do teste decisivo em 78.740, cujo rompimento acionaria um pivot de alta.

Vale citar que ontem, no vencimento do índice futuro, os estrangeiros aumentaram o saldo positivo de +117.554 para +128.825 contratos.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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quarta-feira, 15 de agosto de 2018

Turquia pesa no dólar e na Bovespa


Bom dia, investidor!

Turquia eleva tarifas e retém preso americano. Crise turca e tensões com EUA elevam o dólar e preocupam bolsas. >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam em baixa nesta quarta-feira, pressionadas pelo fraco desempenho de ações de tecnologia e preocupações com a crise da Turquia.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto teve forte queda de 2,08%, encerrando o pregão a 2.723,26 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto apresentou baixa semelhante, de 2,12%, a 1.481,82 pontos. Papéis de tecnologia se destacaram negativamente na China hoje, mas houve perdas também entre empresas do setor de saúde e fabricantes de aparelhos domésticos e vinho.

No Japão, o Nikkei caiu 0,68%, a 22.204,22 pontos, após relatos de que o governo chinês poderá desacelerar suas aprovações para novos jogos eletrônicos. Apenas a Nintendo sofreu um tombo de quase 3% em Tóquio.

Em outras partes da Ásia, papéis de tecnologia também pesaram sobre o Hang Seng, que recuou 1,55% em Hong Kong, a 27.323,59 pontos, atingindo o menor nível em um ano, e o Taiex, que caiu 0,99% em Taiwan, a 10.716,75 pontos, seu pior patamar em cinco semanas. Já a bolsa de Coreia do Sul não operou hoje, devido a um feriado nacional.

A crise turca também continua sendo motivo de preocupação para investidores globais.

Embora a lira turca esteja em seu segundo dia de recuperação nesta quarta, depois de registrar acentuadas perdas entre o fim da semana passada e o começo desta em meio a divergências entre Turquia e EUA, o governo turco anunciou mais cedo uma forte elevação de tarifas sobre uma série de produtos americanos, incluindo carros, álcool, carvão e arroz. A iniciativa veio depois que os EUA decidiram, na última sexta-feira, dobrar tarifas sobre aço e alumínio importados da Turquia.

Além disso, uma corte turca rejeitou nesta quarta um recurso que pedia a libertação do pastor americano Andrew Brunson, pivô das recentes desavenças comerciais entre Turquia e EUA.

Os contratos futuros de petróleo operam em baixa na manhã desta quarta-feira, ampliando perdas moderadas da sessão anterior, após dados desfavoráveis sobre estoques americanos da commodity e em meio à valorização do dólar.

Às 9h45 (de Brasília), o barril do petróleo WTI para setembro caía 1,24% na New York Mercantile Exchange (Nymex), a US$ 66,21, enquanto o do Brent para outubro recuava 0,99% na IntercontinentalExchange (ICE), a US$ 71,74.

No fim da tarde de ontem, a associação de refinarias conhecida como American Petroleum Institute (API) estimou que o volume de petróleo bruto estocado nos EUA teve aumento de 3,7 milhões de barris na semana passada. O API também apontou acréscimo nos estoques de destilados, mas redução nos de gasolina.

Mais tarde, às 11h30 (de Brasília), investidores vão ficar atentos à sondagem oficial sobre estoques americanos, elaborada pelo Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês) e que inclui números de produção. Analistas consultados pelo The Wall Street Journal preveem que o DoE mostrará queda de 2,4 milhões nos estoques de petróleo bruto da última semana.

As cotações do petróleo também são pressionadas pelo dólar, que exibe tendência de valorização nos negócios da manhã, ainda sustentada pela crise da Turquia. O dólar forte torna o petróleo e outras commodities denominadas na moeda americana mais caros para quem utiliza outras divisas. 

O cobre opera em baixas consideráveis nesta quarta-feira, em meio a várias notícias que provocam cautela com o quadro macroeconômico e também com dúvidas sobre a oferta, o que gera uma onda de vendas de contratos do metal. 

Às 9h50 (de Brasília), o cobre para três meses tinha baixa de 2,6%, a US$ 5.888 a tonelada, na mínima em mais de um ano, na London Metal Exchange (LME), com outros metais industriais também em baixa de 2% ou mais. O cobre para setembro caía 2,65%, a US$ 2,6110 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores ainda acompanham as negociações trabalhistas na mina Escondida, no Chile, a maior do mundo. As mais recentes sinalizações, porém, eram de que um acordo poderia estar perto, o que evitaria uma greve similar à do ano passado, que apoiou o metal na ocasião. Um acordo rápido, neste ano, pode significar pressão de baixa para os preços.

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 3,61%, a US$ 2.362 a tonelada, o alumínio cedia 2,15%, a US$ 2.025 a tonelada, o estanho tinha baixa de 1,75%, a US$ 18.755 a tonelada, o níquel recuava 2,23%, a US$ 13.125 a tonelada, e o chumbo caía 2,77%, a US$ 2.018,50 a tonelada. 

Termina hoje o prazo estipulado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para o registro das candidaturas que irão disputar as eleições gerais de outubro deste ano. E as atenções do dia estarão voltadas, mais uma vez, para o ainda líder nas pesquisas de intenção de voto, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), condenado em segunda instância no caso do tríplex do Guarujá e preso pela Lava Jato desde 7 de abril na sede da Polícia Federal de Curitiba, que insiste na manutenção de seu nome na corrida presidencial, nos limites permitidos pela legislação. 

Por ter sido condenado por um colegiado da justiça, na prática, o petista está inelegível pela Lei da Ficha Limpa. Para marcar o protocolo de sua candidatura, o PT programou para hoje, em frente ao TSE, um grande ato que reunirá correligionários, simpatizantes e movimentos sociais, como o MST.

Apesar da movimentação, alguns dirigentes do próprio partido, como o ex-governador Jaques Wagner, acreditam que a candidatura do ex-presidente deverá ser impugnada pela justiça eleitoral e que o plano B da legenda, com o ex-prefeito Fernando Haddad na cabeça de chapa e Manuela D'Ávila (PCdoB) como vice, deve ser implementado rapidamente, sob risco do PT perder o timing numa eleição muito curta, de cerca de 50 dias. 

O Banco Central informou há pouco que seu Índice de Atividade (IBC-Br) registrou baixa de 0,99% no acumulado do segundo trimestre de 2018, na comparação com o trimestre anterior (janeiro a março), pela série ajustada.

O BC informou ainda que o IBC-Br acumulou alta de 0,84% no segundo trimestre de 2018 ante o mesmo período do ano passado, pela série sem ajustes sazonais. Neste caso, o resultado ficou dentro das projeções dos analistas, que variavam de alta de 0,50% a 1,70% (mediana positiva de 0,80%).

Considerado uma espécie de "prévia do BC para o PIB", o IBC-Br serve como parâmetro para avaliar o ritmo da economia brasileira ao longo dos meses. 

IBOV interrompe alta no curto prazo e sente crise da Turqueia

O gráfico diário do IBOV mostra um movimento na direção das médias móveis, conforme citado ontem no informe.

Deve abrir recuando, sentido a região como resistência, na primeira batida, uma vez que estão justapostas e formam um barreira dupla.

O fundo marcado dia 02/08 aos 78.575 também torna o rompimento mais difícil, logo de cara, sem falar em 78.890, ponto que gerou a forte baixa vista em junho.

A minha expectativa para hoje é de uma abertura em baixa moderada, perto de 1% no início dos negócios, com recuperação parcial ao longo do dia e fechamento em leve queda ou mesmo lateral.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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terça-feira, 14 de agosto de 2018

Balanços e índice futuro agitam o pregão


Bom dia, investidor!

Hoje temos balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam sem direção única nesta terça-feira, com algumas delas beneficiadas por uma recuperação parcial da lira turca e outras pressionadas por indicadores chineses mais fracos do que o esperado.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei saltou 2,28%, encerrando o pregão a 22.356,08 pontos e revertendo a queda de quase 2% de ontem, à medida que o iene voltou a se enfraquecer frente ao dólar, favorecendo ações de exportadoras.

O apetite por risco ganhou relativa força na Ásia depois que a lira turca operou em alta significativa frente ao dólar durante a madrugada, apagando parte das fortes perdas que acumulou desde o fim da semana passada, quando o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou decisão de dobrar tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

Analistas do Commerzbank, porém, preveem que a lira tende a voltar a se enfraquecer, alimentando preocupações sobre a crise financeira da Turquia, enquanto persistirem dúvidas sobre a independência do banco central turco em relação ao governo do país. Além disso, o dólar ainda acumula valorização de cerca de 70% frente à lira desde o começo do ano.

Na China continental e em Hong Kong, por outro lado, os mercados caíram na esteira de dados chineses que vieram aquém das expectativas. A produção industrial chinesa teve expansão anual de 6% em julho, menor do que o ganho de 6,4% previsto por analistas. Já as vendas no varejo subiram 8,8% no mesmo período, abaixo da projeção de alta de 9%. Os investimentos em ativos fixos de áreas não rurais, por sua vez, avançaram 5,5% entre janeiro e julho ante igual período do ano passado, registrando a menor taxa de crescimento desde o fim de 1999. Neste caso, a expectativa era de acréscimo de 6%.

Principal índice acionário chinês, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,18%, a 2.780,96 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto recuou 0,45%, a 1.513,90 pontos. Em Hong Kong, o Hang Seng caiu 0,66%, a 27.752,93 pontos.

O índice de expectativas econômicas da Alemanha subiu de -24,7 em julho para -13,7 em agosto, segundo o instituto alemão ZEW. O resultado surpreendeu analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam avanço menor do indicador, a -20.

Já o chamado índice para as condições atuais medido pelo ZEW aumentou marginalmente, de 72,4 em julho para 72,6 em agosto. 

A taxa de desemprego do Reino Unido caiu para 4% no trimestre até junho, de 4,2% no período de três meses encerrado em maio, atingindo o menor nível desde 1975, segundo dados publicados hoje pelo Escritório de Estatísticas Nacionais (ONS, na sigla em inglês). O resultado veio abaixo da expectativa de analistas consultados pelo The Wall Street Journal, que previam a manutenção da taxa em 4,2%.

A pesquisa do ONS também mostrou que os salários no Reino Unido, excluindo-se o pagamento de bônus, avançaram 2,7% na comparação anual do trimestre até junho, depois de subirem 2,8% nos três meses até maio, vindo em linha com a projeção do mercado. 

Os contratos futuros de cobre operam em baixa na manhã desta terça-feira, na esteira de indicadores chineses mais fracos do que o esperado e em meio a incertezas sobre disputas trabalhistas no Chile.

Às 9h45 (de Brasília), o cobre para três meses negociado na London Metal Exchange (LME) caía 0,46%, a US$ 6.101,00 por tonelada, atingindo seu menor nível em quase um mês.

Na Comex, a divisão de metais da bolsa mercantil de Nova York (Nymex), o cobre para entrega em setembro recuava 0,42%, a US$ 2,7195 por libra-peso.

Entre outros metais básicos na LME, o alumínio tinha leve baixa de 0,12% no horário indicado acima, a US$ 2.077,50 por tonelada, o estanho cedia 0,65%, a US$ 19.200,00 por tonelada, e o níquel recuava 0,66%, a US$ 13.440,00 por tonelada. Por outro lado, o zinco subia 0,47%, a US$ 2.478,00 por tonelada, e o chumbo avançava 0,57%, a US$ 2.114,50 por tonelada. 

O petróleo opera com ganhos nesta terça-feira, com a expectativa de que o recuo na produção do Irã compense os sinais de elevação na oferta global. Ao mesmo tempo, o dólar um pouco mais fraco em geral e a menor tensão com o quadro na Turquia contribuem para o movimento, um dia após os contratos da commodity fecharem em território negativo.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 1,16%, a US$ 67,98 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro tinha alta de 1,23%, a US$ 73,50 o barril, na ICE.

Na segunda-feira, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) divulgou relatório que mostrou maior produção no cartel em julho, enquanto o grupo ainda reduziu sua perspectiva para a demanda neste ano e no seguinte.

No câmbio, o dólar mais fraco tende a apoiar os contratos, já que nesse caso ele fica mais barato para os detentores de outras moedas. O quadro da Turquia, por sua vez, continua a atrair a atenção dos investidores, mas por ora gera menor cautela que em dias recentes, o que apoia o maior apetite por risco e, consequentemente, os contratos da commodity.

Às 17h30, o American Petroleum Institute divulga seu relatório semanal de estoques de petróleo nos EUA.

Clique para ampliar

Ontem o IBOV foi no ponto citado no Cenário, região de 75.900, montando seu piso por ali.

Trata-se de um suporte "escondido" porém importante, uma vez que sustentou a última pernada de alta desde o dia 19/07.

O que esperar para hoje: temos inúmeros balanços importantes e amanhã será vencimento do índice futuro, portanto eu apostaria as minhas fichas em uma sessão agitada, com bom volume e altista, de forma moderada.

As médias móveis serão uma resistência relevante, uma vez que estão justapostas e dividem o território comprador do vendedor.




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Wagner Caetano, para o Cartezyan
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segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Indicadores indicam oportunidade



Bom dia, investidor!

Praças longe das mínimas, petróleo e o ferro em alta e IBOV testando suportes mostram oportunidades >>>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta segunda-feira, à medida que a crise financeira da Turquia e a forte queda da moeda local levaram investidores a evitar ativos considerados mais arriscados, como ações, e a buscar alternativas tidas como mais seguras, caso do iene.

Em Tóquio, o índice japonês Nikkei sofreu expressiva baixa de 1,98% hoje, encerrando o pregão a 21.857,43 pontos, uma vez que a valorização do iene ante outras divisas principais pressionou ações de exportadoras, como as do setor automotivo. A montadora Toyota, por exemplo, caiu 2,10%.

Em outras partes da Ásia, o sul-coreano Kospi recuou 1,50% em Seul, a 2.248,45 pontos, o Taiex registrou perda de 2,14% - a maior em seis meses -, a 10.748,92 pontos, e o Hang Seng caiu 1,52% em Hong Kong, a 27.936,57 pontos.

Na China, por outro lado, os mercados tiveram desempenho relativamente melhor. Principal índice acionário do país, o Xangai Composto terminou o dia em baixa de 0,34%, a 2.785,87 pontos, apagando a maior parte da queda de até 1,9% que havia exibido durante a sessão, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto subiu 0,31%, a 1.520,71 pontos, impulsionado por ações de tecnologia.

No fim da noite de hoje, está prevista a divulgação de indicadores chineses sobre produção industrial, vendas no varejo e investimentos em ativos fixos referentes a julho.

A forte desvalorização recente da lira turca continua alimentando o movimento de aversão a risco. Durante a madrugada, a moeda da Turquia atingiu nova mínima histórica, chegando a ser negociada a cerca de 7,2 liras por dólar, antes de reduzir parte de suas perdas em reação a medidas anunciadas pelo banco central turco para sustentar a lira e garantir "toda a liquidez necessária" ao setor bancário local.

O tombo da lira pesa também em outras moedas de países emergentes, como o rand sul-africano, o yuan chinês e as rupias da Índia e Indonésia.

Na sexta-feira (10), a divisa turca já havia perdido cerca de 16% de seu valor depois que o presidente americano, Donald Trump, revelou que os EUA planejam dobrar as tarifas sobre importações de aço e alumínio da Turquia.

A área técnica da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) responsabilizou a ex-presidente Dilma Rousseff e demais ex-conselheiros de administração da Petrobras por causa da aquisição da Refinaria de Pasadena, no Texas (EUA). O relatório do Inquérito Administrativo instaurado em 2014, concluído em junho e ao qual o Broadcast teve acesso, pede que o Colegiado da xerife do mercado responsabilize Dilma e os demais conselheiros por "ter faltado com o dever de diligência quando da aprovação da aquisição" da refinaria.

O inquérito foi instaurado a partir das investigações sobre a compra da refinaria de Pasadena, nos EUA, em 2006. Os primeiros indícios de irregularidades na compra foram revelados pelo Estadão/Broadcast e, posteriormente, seriam incluídos nas investigações da Operação Lava Jato. A investigação da CVM foi instaurada em 2014, após as investigações da Polícia Federal e do Ministério Público Federal avançarem.

A expectativa de alta para o PIB este ano passou de 1,50% para 1,49%, conforme o Relatório de Mercado Focus, divulgado há pouco pelo Banco Central (BC). Há quatro semanas, a estimativa era de crescimento de 1,50%. Para 2019, o mercado manteve a previsão de alta do PIB de 2,50%, igual ao visto quatro semanas atrás.

No fim de junho, o BC reduziu sua projeção para o PIB em 2018, de 2,6% para 1,6%. A instituição atribuiu a mudança na estimativa à frustração com a economia no início do ano. Em 20 de julho, o Ministério do Planejamento também atualizou sua projeção, de 2,5% para 1,6%.

No relatório Focus de hoje, a projeção para a produção industrial de 2018 foi de alta de 2,85% para elevação de 2,79%. Há um mês, estava em 2,96%. No caso de 2019, a estimativa de crescimento da produção industrial seguiu em 3,00%, igual ao verificado quatro semanas antes.

Há duas semanas, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a produção industrial subiu 13,1% em junho, em um movimento de recuperação após a greve dos caminhoneiros. Em maio, a produção industrial havia despencado 11%.

A pesquisa Focus mostrou ainda que a projeção para o indicador que mede a relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB para 2018 permaneceu em 54,25%. Há um mês, estava em 54,93%. Para 2019, a expectativa seguiu em 57,70%, ante os 58,00% de um mês atrás. 

Os contratos futuros de cobre operam em território negativo na manhã desta segunda-feira, em um dia de menor propensão ao risco nos mercados, diante da crise econômica e financeira da Turquia. Além disso, o dólar mais forte em geral tende a conter o apetite dos investidores detentores de outras moedas, já que nesse caso o metal fica mais caro para eles.

O cobre para três meses operava em queda de 0,54%, a US$ 6.121,50 a tonelada, às 9h48 (de Brasília), na London Metal Exchange (LME). Já o cobre para setembro tinha baixa de 0,86%, a US$ 2,7190 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Investidores aguardam o fim das negociações entre a BHP Billiton e os funcionários da mina chilena Escondida. Uma greve é provável, caso o diálogo siga inconclusivo, disseram analistas. 

Entre outros metais básicos negociados na LME, o zinco caía 0,65%, a US$ 2.521,50 a tonelada, o alumínio subia 0,36%, a US$ 2.086 a tonelada, o estanho cedia 0,03%, a US$ 19.495 a tonelada, o níquel tinha baixa de 0,11%, a US$ 13.790,00 a tonelada, o chumbo caía 0,6%, a US$ 2.085,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam sem direção única, depois de cair após o relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) mostrar avanço de 41 mil barris por dia na produção de julho, mesmo com queda na oferta da Arábia Saudita. Ainda assim, a commodity tenta se recuperar das recentes perdas.

Às 9h50 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro subia 0,03%, a US$ 72,83 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro recuava 0,31%, a US$ 67,42 o barril, na ICE.

A Opep disse nesta segunda-feira que sua produção de petróleo subiu 41 mil barris por dia julho, para uma média de 32,32 milhões de barris por dia, mesmo quando a produção do líder de fato do cartel - a Arábia Saudita - declinou. De acordo com o cartel, o aumento foi impulsionado pela maior produção no Kuwait, Nigéria, Emirados Árabes Unidos e no Iraque.

A produção de petróleo da Arábia Saudita caiu quase 53 mil barris por dia em julho, de acordo com fontes secundárias. A Arábia Saudita disse diretamente à Opep que sua produção caiu de fato 200 mil barris por dia, para 10,29 milhões de barris por dia no mês passado, ampliando as discrepâncias entre os dados oficiais de produção do Reino e os dados fornecidos por agências externas.

O mercado doméstico deve abrir a semana em baixa, refletindo a aversão ao risco no exterior. Clique no gráfico para ampliar.

Todavia, muitas praças operam longe de suas mínimas, assim como o petróleo e o minério de ferro, que fechou com ganhos de 0,98% na China.

Assim sendo, a minha visão do momento é de oportunidade para quem está líquido ou tem compras parciais.

Estamos perto de uma LTA, tocando a banda de bollinger inferior, entre as retrações de 61,8% e 50% de Fibonacci entre o fundo de junho e o topo recente.

Ademais, existe um suporte um pouco escondido aos 75.900, que impulsionou a última perda de alta iniciada dia 19/07.

Na sexta-feira o mercado desceu bem perto do mesmo, aos 76.040.

Na minha visão, essa região vai segurar os preços, caso seja testada hoje, o que vai refletir em uma segunda-feira de recuperação e fechamento positivo.





Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
contato@toptraders.com.br

sexta-feira, 10 de agosto de 2018

Estrangeiros continuam comprando na Bolsa de SP



Bom dia, investidor!

Apesar das eleições aqui e da crise na Turquia, estrangeiros aumentam posições compradas >>> LEIA MAIS >>>


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As bolsas asiáticas fecharam na maioria em baixa, nesta sexta-feira. Várias praças pioraram nas horas finais do pregão, em meio a notícias sobre a cautela com a exposição de bancos da Europa ao quadro financeiro e econômico frágil da Turquia, que pressionava mercados financeiros em geral. Na China, porém, o dia foi de alta modesta na Bolsa de Xangai, enquanto no Japão foram avaliados dados do Produto Interno Bruto (PIB) e o iene forte pressionou as ações locais.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 0,03%, em 2.795,31 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, subiu 0,69%, a 1.584,92 pontos. Após oscilar ao longo do pregão, Xangai conseguiu avançar modestamente, no fim de uma semana de volatilidade no mercado acionário chinês, com foco nas tensões comerciais entre EUA e Pequim. Entre algumas ações, Bank of China caiu 0,28% e Air China recuou 0,53%, mas Bright Dairy & Food avançou 0,10%.

Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,84%, a 28.366,62 pontos, para interromper uma sequência de quatro altas. A cautela vinda da Europa mais para o fim do pregão pesou. No setor de energia, CNOOC e PetroChina caíram ambas 1,5%.

Em Tóquio, o índice Nikkei teve queda de 1,33%, a 22.298,08 pontos. Na agenda de indicadores, o Produto Interno Bruto (PIB) japonês cresceu 0,5% no segundo trimestre ante o primeiro, o que superou a previsão de alta de 0,3% dos analistas. Além disso, a cautela nos mercados globais elevou a demanda por iene, o que valorizou a moeda. Isso tende a pressionar ações de exportadoras japonesas. No setor financeiro, Mizuho Financial Group caiu 1,02%.

A agência de classificação de risco S&P Global Ratings reafirmou a nota de crédito em moeda estrangeira do Brasil em BB- e manteve a perspectiva estável.

Em comunicado divulgado ontem, a S&P apontou que, após as eleições gerais no País, tanto o futuro presidente quanto o Congresso "enfrentarão um cenário fiscal desafiador e a necessidade de implementar uma legislação significativa para corrigir a derrapagem fiscal estrutural e aumentar a dívida para reverter uma fraqueza dos ratings". De acordo com a agência, o atraso no avanço das medidas fiscais corretivas até o momento e a incerteza com a questão política "pesam sobre a credibilidade soberana do Brasil".

Apesar disso, a agência manteve a perspectiva estável ao apontar que o perfil externo comparativamente sólido do Brasil e a flexibilidade e credibilidade da política monetária e cambial do país "ajudaram a ancorar o rating de longo prazo em BB-". A S&P diz, ainda, que vê um crescimento lento e fraquezas fiscais como as principais restrições de crédito. "A economia diversificada saiu de uma forte contração de vários anos, mas esperamos que o crescimento permaneça abaixo de seus pares. Os altos déficits do governo persistem, com a dívida prevista para continuar a subir até 2021", afirma a agência.

A agência acredita que o Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil crescerá 1,6% em 2018, "um pouco menos que o esperado anteriormente". Entre 2019 e 2021, a S&P estima um crescimento em média de 2,3% e diz que as perspectivas de expansão da economia brasileira foram e continuarão a ser inferiores às de outros países em um estágio similar de desenvolvimento. Além disso, a S&P espera que a dívida do governo geral aumente de 57% do PIB em 2016 para 72% em 2021.

Além disso, a agência afirma que a inflação deve acelerar um pouco neste e no próximo ano, mas ressalta que os índices de preços permanecerão dentro das metas estabelecidas nesse período. 

Os preços do petróleo operam em alta, uma vez que a previsão para o aumento da demanda global por petróleo compensou as preocupações persistentes sobre as tensões comerciais.

Às 10h02 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro avançava 0,31%, a US$ 67,02 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,43%, a US$ 72,39 o barril, na ICE.

A Agência Internacional de Energia (AIE) elevou sua previsão em 110 mil barris por dia para 1,5 milhão de barris em 2019. Em relatório mensal divulgado mais cedo, a AIE também disse que a oferta global aumentou em 300 mil barris por dia no mês passado, principalmente devido à maior produção da Rússia e maior produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo.

A AIE observou que existem riscos para a previsão de demanda em meio a crescente disputa comercial, juntamente com qualquer aumento nos preços causado por restrições de oferta. 

O cobre opera em baixa nesta sexta-feira pressionado pelo dólar forte ao redor do mundo e corrigindo os ganhos de quinta-feira, que foram sustentados, além de dados de inflação acima do esperado na China, por rumores de que o governo chinês pode anunciar algum estímulo fiscal para mitigar o impacto de uma guerra comercial.

Às 10h05 (de Brasília), o cobre para três meses caía 0,6%, a US$ 6.163,50 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro recuava 0,56%, a US$ 2,7500 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

As commodities denominadas em dólar tendem a ter uma relação inversa com o dólar. O índice do dólar WSJ, que mede a moeda dos EUA contra uma cesta de 16 outras divisas, subiu quase 0,5% nesta manhã, refletindo amplamente uma crise de confiança na lira turca.

Entre outros metais básicos, o zinco caía 1,9%, para US$ 2.548,50 por tonelada, o alumínio recuava 0,8%, para US$ 2.061,68, o estanho tinha baixa de 0,2%, para US$ 19.515,00, o níquel retraía 1,2%, para US$ 13.710,00 e o chumbo ficou estável a US$ 2.108,00 a tonelada. 

As vendas do comércio varejista subiram 0,3% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal, informou há pouco o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado veio acima da mediana das previsões do mercado financeiro, que indicava uma alta de 0,05%. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste sazonal, as vendas do varejo tiveram alta de 1,5% em junho de 2018. Nesse confronto, o resultado veio abaixo da mediana e logo acima do piso das estimativas. As projeções iam de uma alta de 1,00% a 6,50%, com mediana positiva de 2,30%.

As vendas do varejo restrito acumularam crescimento de 2,9% no ano. No acumulado em 12 meses, houve avanço de 3,6%.

Quanto ao varejo ampliado, que inclui as atividades de material de construção e de veículos, as vendas subiram 2,5% em junho ante maio, na série com ajuste sazonal. 

Na comparação com junho de 2017, sem ajuste, as vendas do varejo ampliado tiveram alta de 3,7% em junho de 2018. Nesse confronto, as projeções variavam de um crescimento de 1,60% a 5,80%, com mediana positiva de 3,40%.

As vendas do comércio varejista ampliado acumularam alta de 5,8% no ano. Em 12 meses, o resultado foi de avanço de 6,7%. 

O índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos Estados Unidos subiu 0,2% em julho na comparação com junho, informou o Departamento do Trabalho nesta sexta-feira. 

Excluindo-se itens voláteis, como alimentos e energia, o núcleo do índice também subiu 0,2%, como previsto.

Na comparação anual, o CPI avançou 2,9% em julho, abaixo da previsão de 3,0%, enquanto o núcleo teve alta de 2,4%, o nível mais alto desde setembro de 2008, acima da projeção de 2,3%. 

O IBOV abriu em baixa nessa sexta-feira, refletindo a aversão ao risco no exterior.

Na minha visão, haverá uma recuperação parcial durante a sessão, com fechamento leve baixa ou mesmo lateral.

A correção essa semana foi bem aguda, após seis semanas de forte escalada.

Os estrangeiros iniciaram o período com +86.110 e amanheceram hoje com +118.207 contratos de índice futuro.

No mercado à vista somam saldo positivo de R$ 246.751,00 entre 01 e 08/08.

Em um movimento altista, as oportunidades não estão nos topos e longe da média móvel de 21 períodos, mas sim nas correções, algumas vezes agudas.




Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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quinta-feira, 9 de agosto de 2018

IBOV a -0,5% agora às 12hs


Bom dia, investidor!


As bolsas asiáticas não tiveram sinal único, nesta quinta-feira. Na China e em Hong Kong, rumores de que o governo de Pequim poderia apoiar companhias de tecnologia impulsionaram o setor, levando a Bolsa de Xangai a subir quase 2%, enquanto Tóquio chegou a oscilar em território positivo, mas fechou em leve baixa. No geral, fatores locais predominaram, sem grandes novidades nas últimas horas nas tensões comerciais globais, enquanto os dados de inflação na China também foram avaliados por investidores.

A Bolsa de Xangai fechou em alta de 1,83%, em 2.794,38 pontos, e a de Shenzhen, de menor abrangência, teve ganho de 2,66%, a 1.574,08 pontos. Na quarta-feira, Xangai havia recuado 1,27% e Shenzhen, 1,90%. Hoje, porém, o setor de tecnologia esteve em destaque, diante dos rumores de que o governo chinês poderia anunciar medidas para impulsioná-lo. ZTE teve alta de 10%, o limite diário de ganhos.

Na agenda de indicadores da China, o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) subiu 2,1% em julho, na comparação anual, segundo dados oficiais. O resultado ficou levemente acima da previsão de alta de 2,0% dos analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires. O índice de preços ao produtor (PPI) cresceu 4,6% em julho ante igual mês de 2017, acima da previsão de alta de 4,4%.

Na Bolsa de Tóquio, o índice Nikkei caiu 0,20%, a 22.598,39 pontos. A praça japonesa chegou a subir, diante do iene mais fraco, porém sem impulso. No setor financeiro, Mizuho Financial Group teve baixa de 0,10% e Mitsubishi UFJ, de 0,49%. No mercado de bônus, os juros do papel de 10 anos da dívida do governo do Japão (JGB, na sigla em inglês) seguiu em 0,11% durante o pregão local. Segundo o UBS, o Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês) segue atento às variações do retorno do JGB.

O Banco do Brasil, que encerra hoje a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido ajustado de R$ 3,240 bilhões no segundo trimestre, cifra 22,3% maior que a registrada um ano antes, de R$ 2,649 bilhões. Na comparação com os três meses anteriores, quando o resultado foi de R$ 3,026 bilhões, teve elevação de 7,1%.

No primeiro semestre, o resultado do Banco do Brasil foi a R$ 6,3 bilhões, valor que representa crescimento de 21,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, de R$ 5,164 bilhões. O desempenho do banco público teve como motores, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, o aumento das rendas de tarifas, controle das despesas administrativas e menores provisões de crédito.

A carteira de crédito ampliada do BB encerrou junho em R$ 685,462 bilhões, expansão de 1,5% ante o saldo ao fim de março, de R$ 675,645 bilhões. Em um ano, quando os empréstimos estavam em R$ 696,121 bilhões, foi visto declínio de 1,5%. No segmento de pessoa física, o BB apresentou incremento de 2,2% tanto no segundo trimestre ante o primeiro como em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 6,2% e teve leve alta de 0,1%, nesta ordem.

Especialistas questionam a possibilidade de o nome do ex-prefeito Fernando Haddad (PT) constar em pesquisas eleitorais a partir do dia 15 de agosto, quando o PT deve solicitar o registro da candidatura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, preso e condenado na Lava Jato, no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso porque a Justiça Eleitoral exige que, a partir desse período, institutos de pesquisas coloquem os nomes de todos os candidatos que tenham requerido o registro na Justiça Eleitoral, o que não permitiria a apresentação de cenários sem Lula.

Até o momento, com a perspectiva de que a candidatura de Lula seja barrada na Justiça Eleitoral, as pesquisas têm simulado pelo menos dois cenários: um com o ex-presidente e outro com seu provável substituto, o ex-prefeito Fernando Haddad. A partir do dia 15, no entanto, essa situação abre margem para que adversários ou o Ministério Público questionem o expediente, avaliam especialistas consultados pelo Broadcast Político. O cenário sem Lula e com Haddad, com base nesse entendimento, só poderia voltar às pesquisas quando houver a substituição do candidato. Até lá, as empresas terão que avaliar a capacidade de transferência de votos de Lula com perguntas específicas ao eleitor, afirmam.

O cobre opera em alta na manhã desta quinta-feira, após dados de inflação da China. Além disso, analistas destacam que há um apetite forte de investidores especulativos.

Às 9h20 (de Brasília), o cobre para três meses subia 1,9%, a US$ 6.290 a tonelada, na London Metal Exchange (LME). O cobre para setembro avançava 2,14%, a US$ 2,8100 a libra-peso, na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

Entre outros metais básicos usados na LME, o zinco subia 1,89%, a US$ 2.663 a tonelada, o alumínio avançava 0,57%, a US$ 2.117,91 a tonelada, o estanho tinha alta de 0,49%, a US$ 19.565,00 a tonelada, o níquel subia 0,46%, a US$ 14.105,00 a tonelada, e o chumbo mostrava ganho de 0,61%, a US$ 2.151,50 a tonelada. 

Os preços do petróleo operam próximo a estabilidade, tentando se recuperar em alguns momentos após recuarem 3% na sessão anterior, mas um conjunto de notícias negativas de ontem, envolvendo tarifas da China, Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e estoques, seguem pressionando a commodity.

Às 9h26 (de Brasília), o petróleo WTI para setembro caía 0,06%, a US$ 66,90 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para outubro subia 0,04%, a US$ 72,31 o barril, na ICE.

Ontem, o Ministério do Comércio da China anunciou tarifas retaliatórias de 25% sobre US$ 16 bilhões em produtos americanos a partir da 00h01 (horário local) do dia 23 de agosto. A medida é uma resposta, na mesma proporção, do anúncio do Escritório do Representante de Comércio dos EUA contra importações chinesas. Dos 333 produtos que serão atingidos pelas tarifas impostas pela China estão petróleo, carvão, diesel e alumínio.

O enfraquecimento da demanda por petróleo bruto norte-americano na China significará que mais petróleo ficará parado na Bacia do Atlântico, o que deve pressionar o preço do Brent para baixo, disse Olivier Jakob, executivo da consultoria de energia Petromatrix.

A commodity foi pressionado também pela notícia de que o ministro de petróleo do Irã enviou uma carta ao ministro de petróleo dos Emirados Árabes Unidos e presidente da Opep cobrando cumprimento das metas de produção fixadas pelo grupo, o que sugere que o acordo não tem sido cumprido por todos os países envolvidos.

Além disso, o Departamento de Energia dos EUA (DoE) divulgou ontem recuo de 1,351 milhão de barris nos estoques americanos na última semana, menos do que a queda de 2,3 milhões prevista.


O gráfico diário do IBOV mostra o benchmark em um ponto crítico e decisivo, com um triplo suporte: 78.890 (topo marcado no início de junho), 78.570 (fundo marcado dia 02/08) e a média móvel de 21 períodos.

Teoricamente, como o movimento anterior é de alta, temos uma correção aguda em direção à média, portanto, o caminho mais provável, seria de um pregão de recuperação nessa quinta-feira, com ganhos moderados.

Se romper e permanecer acima de 79.690, o IBOV mostrará que os touros estão na área. Na figura, IBOV agora às 12:00 recuperando-se de uma queda pela manhã - clique para ampliar.



Bons negócios!


Wagner Caetano, para o Cartezyan
Diretor da TopTraders
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