sexta-feira, 15 de dezembro de 2017

Fundo?


Bom dia investidor!

Juros americanos e europeus, reforma tributária lá e previdência aqui >>> LEIA MAIS >>>

As bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em baixa nesta sexta-feira, seguindo o tom negativo dos mercados acionários de Nova York, que ontem caíram em meio a novas preocupações com o andamento da reforma tributária no Congresso americano.

Na China, o índice Xangai Composto recuou 0,80% hoje, a 3.266,14 pontos, enquanto o menos abrangente Shenzhen Composto caiu 0,72%, a 1.901,20 pontos.

Em Tóquio, o Nikkei também foi pressionado por ações do setor de telecomunicações, após anúncio de que o segmento de telefonia móvel do Japão poderá ganhar mais um concorrente. Em sua quarta baixa consecutiva, o índice japonês recuou 0,62%, a 22.553,22 pontos.

A primeira-ministra do Reino Unido, Theresa May, disse a líderes da União Europeia que está comprometida em "entregar uma saída suave e ordenada do bloco".

May disse a jornalistas, durante um jantar nesta quinta-feira, que quer se mover para a próxima fase das negociações com "ambição e criatividade".

Reino Unido e UE finalmente fizeram avanço depois de meses de negociações sobre o acordo do divórcio. A comissão Europeia disse que progresso suficiente foi feito durante os três importantes tópico para que sigam para a próxima fase.

A decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano), de elevar os juros de curto prazo - em 0,25 ponto porcentual, para a faixa de 1,25% a 1,5% - pela terceira vez neste ano não altera de maneira significativa o cenário internacional.

Pouco depois da decisão do Fed, o Banco Central Europeu e o Banco da Inglaterra mantiveram inalteradas suas respectivas taxas básicas de juros, enquanto o Banco do Povo da China elevou uma série de taxas de juros de curto prazo, também pela terceira vez no ano. São, em geral, movimentos de acomodação das políticas monetárias de responsabilidade dessas instituições às alterações ou à estabilidade dos principais indicadores econômicos, como ritmo de produção, taxa de desemprego e inflação.

O Fed já sinalizou que novas altas da taxa básica de juros serão aprovadas ao longo de 2018, por causa da necessidade de manutenção da inflação dentro de parâmetros previsíveis mesmo com a evolução bastante favorável da atividade econômica.

O Fed estima que o PIB americano crescerá 2,5% neste ano e no próximo. O desemprego ficará em 4,1% em 2017, 3,9% em 2018 e 3,9% em 2019. Já a inflação deve se manter em 1,7% neste ano, subir para 1,9% em 2018 e só chegar à meta de 2,0% em 2020.

Luiz Carlos Trabuco Cappi, presidente executivo e do conselho de administração do Bradesco, disse ontem que a reforma da Previdência é mais importante que as eleições de 2018. O banqueiro, que vai anunciar seu sucessor no primeiro trimestre de 2018, acredita que o presidente Michel Temer tem capital político para conduzir a agenda em fevereiro. 

Para tentar evitar que o adiamento da votação da reforma da Previdência leve a um novo rebaixamento da nota de rating do Brasil, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse ontem, 14, que vai procurar as principais agências de classificação de risco para explicar a postergação da análise da proposta pelo Congresso.

As agências de classificação de risco trabalham com a concessão de ratings - notas de crédito ou classificações - a empresas, governos ou entidade que emita títulos para serem negociados no mercado. Os ratings representam a avaliação da agência sobre a capacidade do emissor dos títulos de honrar seus compromissos com investidores. Em outras palavras, o risco de o emissor da dívida dar um calote.

Ontem, 14, após a confirmação de que a votação da reforma da Previdência ficará para fevereiro, a Moody’s divulgou comentário por escrito da vice-presidente e analista sênior, Samar Maziad, que avaliou que o adiamento aumentou a possibilidade de a reforma não ser aprovada em razão da incerteza em torno das eleições presidenciais. Para a Moody’s, a falta de acordo para a votação neste ano é um “fator de crédito negativo”.

A Fitch destacou em nota que o atraso “evidencia riscos incorporados à nossa perspectiva negativa do rating BB do Brasil”. Para a agência, a janela de oportunidade para uma reforma significativa da Previdência antes da eleição está se estreitando e novos atrasos ou diluições impõem riscos para a viabilidade do limite de gastos e estabilização da dívida. Além disso, acrescenta a Fitch, tal situação representa riscos potenciais para a confiança do mercado e para o processo de recuperação econômica no curto prazo.

Meirelles admitiu que há um custo de adiamento da votação, mas garantiu que há expectativa de aprovação em 2018. “A mensagem extremamente negativa seria a não aprovação (da reforma). 

Apesar de afirmar que só vai tomar uma decisão sobre disputar a Presidência da República em março ou início de abril de 2018, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD), adotou ontem um discurso de candidato e já apresentou propostas de um programa de governo.

Questionado se acredita que terá o apoio do governo Michel Temer na sua eventual candidatura, Meirelles respondeu que primeiro precisa tomar a decisão de concorrer ou não, para a partir daí ver como se desenvolve a estrutura de apoio em torno do seu nome.

O gráfico diário do Ibovespa parece já ter embutido nos preços a descrença na votação (e aprovação) da Reforma da Previdência em 2017.

O sinal foi de relativo equilíbrio de forças entre ursos e touros apesar da baixa moderada.

O candle foi de queda, mas deixou sombra inferior.

A mínima tocou (e respeitou) a LTA que vem guiando os negócios desde o fundo de novembro.

Se houver rompimento e fechamento acima da máxima de ontem (72.912), poderemos ter um repique rumo às linhas superiores apontadas na imagem, sendo ma delas de curto e a outra de curtíssimo prazo.

Para baixo tem vários suportes, para cima poucas resistências...


Bons negócios!



Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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