sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pregão morno, mas cheio de informações...


Bom dia investidor!

O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto da China, que mede a atividade nos setores industrial e de serviços, caiu de 51,4 em setembro para 51,0 em outubro, de acordo com a pesquisa da IHS Markit e da Caixin Media divulgada hoje. Com o resultado, o PMI composto da China está no menor nível desde junho de 2016. Apesar da queda, a leitura acima da marca de 50,0 indica que a atividade econômica chinesa continuou se expandindo neste mês, ainda que em ritmo mais fraco.

Apenas o PMI do setor industrial da China, divulgado na noite de terça-feira, permaneceu estável em 51,0 na passagem de setembro para outubro. Já no setor de serviços chinês, o PMI registrou avanço de 50,6 para 51,2 no mês passado.

As principais bolsas da Ásia encerraram o pregão desta sexta-feira sem direção clara, enquanto os investidores digerem os recentes dados da economia da China bem como a indicação de Jerome Powell como novo presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central americano).

Trump cumprimenta Jerome Powell, escolhido para assumir a presidência do Fed (Foto: Reuters)O diretor do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) Jerome Powell será o mais rico presidente da instituição desde os anos 1940 e passará a integrar a galeria de abastados que integram o governo Donald Trump. Em sua mais recente declaração de bens, em junho, ele disse que seu patrimônio líquido estava entre US$ 19,7 milhões e US$ 55 milhões - os documentos trabalham com faixas, e não valores específicos.

Formado em Ciência Política pela Universidade de Princeton e Direito pela Universidade Georgetown, ele começou a se familiarizar com o mundo econômico em 1984, quando iniciou sua carreira no mercado financeiro. Sua fortuna foi construída no Carlyle Group, do qual foi sócio de 1997 a 2005.

De 2010 a 2012, Powell trabalhou pelo salário simbólico de US$ 1 ao ano no Bipartisan Policy Center, um instituto de pesquisas em Washington dedicado ao estudo de políticas públicas. Em 2011, uma de suas análises serviu de base para o lobby sobre parlamentares republicanos pela elevação do teto da dívida dos EUA.

O Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) decidiu ontem elevar sua taxa básica de juros pela primeira vez em mais de uma década, da mínima histórica de 0,25% para 0,50%, como era amplamente esperado por analistas. O BC inglês, por outro lado, manteve o volume de seu programa de compras de bônus soberanos em 435 bilhões de libras.

Segundo ata da reunião do BoE, a decisão foi tomada por sete votos a favor e dois contrários. Os dissidentes do BoE, David Ramsden e Jon Cunliffe, defenderam a manutenção da taxa de juros.

Também no documento, o BC inglês afirma que futuros aumentos de juros ocorrerão em "ritmo gradual e limitado", sinalizando que são prováveis mais duas elevações até o fim de 2020.

Segundo o BoE, as negociações do "Brexit", como é conhecido o processo para a retirada do Reino Unido da União Europeia, estão tendo "impacto perceptível" na economia britânica.

O BoE reduziu sua projeção para o crescimento do PIB em 2018, de 1,8% para 1,7%, e previu que a economia avançará no mesmo ritmo em 2019 e 2020.

Além disso, o BC inglês prevê que a inflação britânica desacelerará para nível próximo à meta oficial de 2% até o fim de 2020. Em setembro, a taxa anual de inflação ao consumidor do Reino Unido atingiu 3%. 

Os contratos de petróleo operam em alta nesta sexta-feira, nos maiores patamares em dois anos, apoiados pelo crescimento econômico que ajuda a impulsionar a demanda por ele e por combustíveis em geral. As economias pelo mundo crescem simultaneamente pela primeira vez em uma década e a atividade industrial ganha impulso, o que eleva a demanda pelo diesel. Além disso, mais embarcações com produtos cruzam os oceanos, o que exige combustível, e o menor desemprego também eleva o consumo de combustível.

Às 10h03 (de Brasília), o petróleo WTI para dezembro subia 0,50%, a US$ 54,81 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para janeiro avançava 0,26%, a US$ 60,80 o barril, na ICE.

Os contratos futuros de cobre operam em alta na manhã desta sexta-feira, impulsionados pelo otimismo com o crescimento da China e o potencial de aumento da demanda por causa da produção de veículos elétricos.

Dados recentes da economia da China dão suporte aos preços do metal desde agosto, em meio à aposta de que o crescimento do país será sustentado.

Além disso, o crescimento dos projetos de carros elétricos, que demandarão cobre em suas estruturas, impulsionam as cotações. Os preços acompanham também nesta manhã a valorização do petróleo, que sobe em meio ao otimismo com a recuperação do nível de preços do barril.

Às 10h04 (de Brasília), o cobre com entrega em dezembro operava em alta de 0,21%, aos US$ 3,1500 por libra-peso, na Comex, a divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex).

O gráfico diário do Ibovespa tem viés de venda, com médias inclinadas e cruzadas para baixo, topos e fundos ascendentes no curto prazo e fechamento na mínima no pregão de quarta-feira.

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Porém os drivers dessa sexta-feira são positivos.

Assim sendo, o caminho mais natural para hoje será um pregão de spread limitado entre a máxima e a mínima do dia, volume abaixo da média e sem definição quanto à direção dos negócios.


Bons negócios!

Wagner Caetano, para o Cartezyan

Diretor da TopTraders
contato@TopTraders.Com.BR

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